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SECRETARIA DE EDUCAÇÃO A DISTÂNCIA – SEED/MEC UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE PROGRAMA DE FORMAÇÃO CONTINUADA MÍDIAS NA EDUCAÇÃO PROMOÇÃO DA INCLUSÃO.

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1 SECRETARIA DE EDUCAÇÃO A DISTÂNCIA – SEED/MEC UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE PROGRAMA DE FORMAÇÃO CONTINUADA MÍDIAS NA EDUCAÇÃO PROMOÇÃO DA INCLUSÃO DIGITAL DE ALUNOS SURDOS DA 4ª SÉRIE DO ENSINO FUNDAMENTAL POR MEIO DA UTILIZAÇÃO DAS MÍDIAS Tubarão, julho de 2009.

2 SECRETARIA DE EDUCAÇÃO A DISTÂNCIA – SEED/MEC UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE PROGRAMA DE FORMAÇÃO CONTINUADA MÍDIAS NA EDUCAÇÃO Tubarão, julho de Cursistas Fernanda Spader Hadriana Nunes da Silva Milza Maia Nabo Mirege Nazário dos Santos Sônia Mirian Guglielmi Tutora Graciele Silva Belolli Coordenador Geral do Mídias na Educação Prof. Dr. Alexandre Machado PROMOÇÃO DA INCLUSÃO DIGITAL DE ALUNOS SURDOS DA 4ª SÉRIE DO ENSINO FUNDAMENTAL POR MEIO DA UTILIZAÇÃO DAS MÍDIAS

3 Características da amostra Trabalho foi realizado na Escola de Ensino Fundamental São Cristóvão, Criciúma – SC; Número de alunos: 250 alunos (56 com deficiência auditiva); Escola Pólo de surdos - AMREC; Trabalhamos com salas de SAEDE-DA/DV, SAEDE- INFANTIL DA/DV; Escola de Pública Integrada ( EPI) séries iniciais – alunos ouvintes, séries iniciais de alunos surdos com professor bilíngue e séries finais com professor interprete na sala de aula ; Trabalho desenvolvido com uma amostra de 14 alunos ouvintes e 06 surdos no período de 60 dias.

4 Criciúma Esporte Clube E.E.F. São Cristóvão Criciúma Localização Amostra

5 Justificativa A Escola de Ensino Fundamental São Cristóvão atende alunos com deficiência na região de Criciúma, e preocupa-se com as dificuldades na comunicação entre alunos ouvintes e surdos e vivencia em seu cotidiano essa realidade. Tendo em vista a dificuldade apresentada, integração e inclusão dos alunos surdos no convívio com os alunos ouvintes dessa unidade de ensino, pensou-se na realização deste projeto.

6 Objetivo Geral Promover a inclusão digital de alunos surdos da 4ª série do Ensino Fundamental da Escola São Cristóvão, por meio da utilização das mídias: computador, recursos da Web, filmadora e máquina fotográfica.

7 Objetivos específicos Possibilitar aos alunos surdos a reflexão a cerca das diferentes possibilidades de comunicação (mídia escrita, expressão corporal, jogos cooperativos e lúdicos); Orientar para que os alunos surdos se apropriem das noções básicas de conversação, integração no Messenger - MSN e digitalização, para inclusão digital por meio de exercícios no computador; Contribuir para que os alunos surdos naveguem na internet por meio da criação de contas pessoais de e exercitem a utilização do software Messenger - MSN como ferramenta de inclusão Oportunizar aos alunos surdos a integração com alunos ouvintes usando como ambiente promotor de socialização as aulas semanais na sala de informática propostas pelo currículo por meio da utilização do software de conversação Messenger - MSN.

8 Referencial Teórico A Construção Social da Deficiência Toda marca ou estigma traduz um conjunto de valores e de atitudes dependentes do envolvimento cultural em que o individuo se encontra. Desde Hipócrates até hoje, os estigmas sofreram alterações semânticas significativas. O atendimento aos Portadores de Deficiência no Brasil e em Santa Catarina A declaração dos Direitos da criança, no seu princípio quinto, garante à criança portadora de deficiência o recebimento de educação, tratamento e cuidados especiais, compatíveis com suas necessidades pessoais. A tecnologia como ferramenta facilitadora da aprendizagem Integrar as novas tecnologias da informação e da comunicação, ao cotidiano das escolas resultará em mudanças nos modos de ensinar, na concepção e na organização dos sistemas educativos e, conseqüentemente, na cultura escolar. A tecnologia e seu papel democrático e pedagógico Segundo Sacristan e Gómez (1996, p. 28 ) as tecnologias sugerem como função educativa da escola, vivendo a tensão entre reprodução e mudança na sociedade contemporânea. O indivíduo surdo e a Língua Portuguesa De acordo com Sacks (1998),... Quando a criança chega à escola, já possui muitos conhecimentos acerca das regras gramaticais, porém passa a usar a língua num contexto diferenciado daquele natural e cotidiano, com o qual está familiarizada, ou seja, depara-se com uma linguagem nova, formal e padronizada, a fim de que possa escrever e compreender textos escritos e desta forma interpretá-los dentro do seu contexto.

9 Metodologia Metodologia qualitativa e exploratória; Apresentação do vídeo através do projetor multimídia com o título: O som do silêncio; Apresentação com auxílio professor bilíngüe; Promoção de debate sobre a comunicação deles dentro do ambiente escolar e em casa; Construção de texto coletivo redigido pela professora bilíngüe concluindo a discussão; Promoção da inclusão por meio de atividades de expressão, corporal e lúdicas e jogos cooperativos entre os alunos da 4ª série surdos e 4ª série ouvintes;

10 Apresentação das ferramentas de navegação pela rede mundial de computadores aos alunos surdos; Abertura de contas pessoais e emprego do software de conversação MSN Messenger; A inclusão do grupo de alunos surdos no meio digital bem como a socialização e integração com alunos ouvintes por meio da conversação via internet acontece semanalmente nas aulas ocorridas na sala de informática da unidade de ensino; Edição de vídeo por meio do software Movie Maker, pelos alunos surdos com orientação da professora da sala informatizada.

11 Resultados Foi possível avaliar a importância das diversas modalidades de comunicação para a integração social bem como da inclusão digital; A comunicação através da expressão corporal foi amplamente alcançada uma vez que resultou em duas apresentações artísticas (interpretação de músicas com o uso da LIBRAS e dança) com os alunos surdos pode ser visualizado no blog da escola : ; A utilização do computador como mediador desse processo foi fundamental além de proporcionar aos alunos instrumentos para a inclusão digital; O contato dos alunos surdos com a internet por meio da criação das contas de pessoais foi um marco no desenvolvimento do projeto; Conseguiu-se proporcionar aos alunos surdos a chance de comunicar- se com outros indivíduos surdos ou ouvintes por meio do software MSN Messenger, sem o estereotipo da deficiência auditiva;

12 Seqüência do trabalho em fotos

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16 Bibliografia Consultada BERNARDINO, Elidéa Lúcia. Absurdo ou lógica. Os surdos e sua produção lingüística. Belo Horizonte: Profetizando Vida, BRASIL/MEC/EPROINFO. Programa de Formação Continuada Mídias na Educação. Módulo Básico. Brasília: BRASIL/MEC/SEESP. Subsídios para organização e funcionamento de serviços em educação especial. Área de deficiência auditiva. Brasília: MEC/SEESP, BRASIL/MEC/SEESP. A educação de surdos. Brasília: MEC/SEESP, BOGDAN, Robert; BIKLEN, Sari. Investigação qualitativa em educação: uma introdução à teoria e aos métodos. Portugal: Porto, CHAVES, Tânia Afonso. Línguas de sinais. s.n.t.

17 FELIPE, Tanya A. Libras em Contexto: curso básico, livro do estudante cursista/ Tanya A. Felipe - Brasília: Programa Nacional de Apoio à Educação dos Surdos, MEC; SEESP, FERNANDES, Eulália. O som, este ilustre desconhecido. s.n.t. ______. Problemas lingüísticos e cognitivos do surdo. Rio de Janeiro: Agir, FREMAN, Roger D.; CARBIN, Clifton F.; BOESE, Robert J. Seu filho não escuta? Um guia para todos que lidam com crianças surdas. Brasília: MEC/SEESP, GOLDFELD, Márcia. A criança surda: linguagem e cognição numa perspectiva sócio-interacionista. São Paulo: Plexus, LÜDKE, Menga; ANDRË, Marli E. D. A. Pesquisa em educação: abordagens qualitativas. São Paulo: EPU, 1986.

18 MINISTÉRIO DA EDUCAÇAO E DO DESPORTO, SECRETARIA DE EDUCAÇÃO FUNDAMENTAL. Parâmetros Curriculares Nacionais. Brasília, MORAES, C. V. O. De um mundo da escola para uma escola do mundo: reflexão sobre meios e sobre fins. Comunicação & Educação, São Paulo, n.3, ano X, set/dez NOGUEIRA, Marilene. de A. Eventos de lectoescrita e surdez. Integração, n. 18, p. 53-5, SACENTI, Doroti Rosa; SILVA, Vilmar. Surdo: um conceito a ser repensado. Integração, n. 18, p. 26-9, SACKS, Oliver. Vendo vozes. Uma jornada pelo mundo dos surdos. Rio de Janeiro: Imago, SKLIAR, Carlos (org.). Educação e exclusão. Abordagens sócio- antropológicas em educação especial. Porto Alegre: Mediação, 1997.

19 VIGOTSKII, L. S.; LURIA, A. R.; LEONTIEV, A. N. Aprendizagem e desenvolvimento intelectual na idade escolar. In: VIGOTSKII, L.S. Linguagem, desenvolvimento e aprendizagem. São Paulo: Ïcone, p

20 Agradecimentos Professora 4ª série: Anivaldi Dassoler Freitas Professora de Ed. Física: Helenita Moretti Responsável sala informatizada: Rita Piovesan Instrutora surda: Ana Paula Matias Aos pais que permitiram a utilização da imagem de seus filhos Tutora: Gracielle Silva Belolli

21 Cursistas Hadriana Fernanda Sônia Mirege Milza É fundamental diminuir a distância entre o que se diz e o que se faz, de tal forma que, num dado momento, a tua fala seja a tua prática. Paulo Freire Paulo Freire


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