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REFLEXÕES EM TORNO DO ENSINO DE ARTE E SUAS RELAÇÕES COM A EDUCAÇÃO AMBIENTAL Ms. Miguel Luiz Ambrizzi – - CEPAE-UFG /

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Apresentação em tema: "REFLEXÕES EM TORNO DO ENSINO DE ARTE E SUAS RELAÇÕES COM A EDUCAÇÃO AMBIENTAL Ms. Miguel Luiz Ambrizzi – - CEPAE-UFG /"— Transcrição da apresentação:

1 REFLEXÕES EM TORNO DO ENSINO DE ARTE E SUAS RELAÇÕES COM A EDUCAÇÃO AMBIENTAL Ms. Miguel Luiz Ambrizzi – - CEPAE-UFG / Rosilda Alves Bessa Nunes – - Escola Estadual Justiniano José Machado - Resumo: Discutimos a importância do ensino de Arte e o seu cruzamento com a educação ambiental, relatando o resultado de uma pesquisa no campo da teoria do ensino e da história da arte que resultou em projetos realizados na Escola Rural Dr. José Guimarães, com os alunos da 6ª série, em 2006 e no CEPAE-UFG, com alunos do 3º ano do ensino fundamental, em Pretendemos mostrar que dentro de Arte é possível trabalhar este tema transversal não se distanciando do objetivo geral da disciplina. Levar os alunos a refletirem sobre as questões do ambien­te no sentido de que as relações do ser humano com a natureza e com as pessoas assegurem uma qualidade de vida no futuro, educando as crianças e jovens para proteger, conservar e preservar. Tivemos por objetivos discutir com os alunos a presença de problemas ambientais e desenvolver a percepção estética do mundo natural, contemplação e preservação da natureza tendo como referência as obras e as intenções do artista Frans Krajcberg, para elaborar trabalhos artísticos com materiais naturais que perderam suas vidas naturalmente (galhos, pigmentos, etc). Os conteúdos trabalhados foram conceitos e princípios aprendidos primordialmente via interação e re-cons­trução de sentidos (atribuição de significado pelo aprendiz). Palavras-chave: ensino de arte, Frans Krajcberg, arte e natureza. A sociedade está em risco devido à destruição da natureza e aos problemas humanos decorrentes da degradação ambiental. A sobrevivência humana está ameaçada principalmente para as pessoas que vivem em lugares sem nenhuma infra- estrutura adequada como: nas favelas, nos cortiços, nas moradias inadequadas e na zona rural. Do ponto de vista pedagógico, todas as visões sobre preservação ambiental: conservacionista, naturalista e gestão ambiental não se excluem. A educação ambiental contribui na formação humana e pode contar com o apoio da Arte. Este trabalho tem como objetivo mostrar a importância da Arte Natureza na educação ambiental, relatando o desenvolvimento de um projeto realizado na Escola Rural Dr. José Guimarães, com os alunos da 6ª série, em 2006 e no Centro de Ensino e Pesquisa Aplicada à Educação – CEPAE-UFG, em 2007, com alunos do 3º ano do Ensino Fundamental. O que motivou este projeto foi mostrar que a disciplina Arte pode trabalhar este tema transversal – Meio Ambiente – sem se distanciar do objetivo geral da disciplina, levando os alunos a refletirem sobre as questões do ambien­te, no sentido de que as relações do ser humano com a natureza e com as pessoas, assegurem uma qualidade de vida no futuro. Buscamos educar as crianças para proteger, conservar e preservar espécies, o ecossistema e o planeta como um todo; ensinando-os a promover o auto-conhecimento e a integração com a natureza, introduzindo a ética da valorização e do respeito à diversidade das culturas, às diferenças entre as pessoas. As inúmeras experiências que ocorrem no dia-a-dia nos fazem refletir um pouco mais quanto temos que estar atentos quanto à significação das aulas de arte. No caso da cidade de Pontalina, a zona rural foi o ponto de partida nas práticas artísticas onde Rosilda pôde deixar marcas de experiências e tomar consciência do valor das artes na sua vida e na dos seus alunos. O entorno do Cepae, cheio de campos e bosques serviu como início das reflexões sobre a preservação e conservação do local de estudo, se estendendo para o bairro e para a cidade. A proposta escolhida foi trabalhar com a produção do artista Frans Krajcberg. Ensinamos os alunos a perceberem as cores, os pigmentos e as formas encontradas na natureza local – na sua realidade – além de proporcionar-lhes uma reflexão sobre a preservação do meio ambiente, tão defendida por este artista. Portanto, ao trabalharmos com a apreciação – leitura – das obras de um artista e se propusermos uma atividade prática em sala de aula, tomando como referência tal produção, vemos que a releitura seria uma forma ideal para conduzir este trabalho. Pensando em todas essas questões teóricas e históricas a respeito da leitura e da releitura, percebemos e identificamos que os alunos necessitavam diferenciar um material natural e a sua utilização na arte, distinguir um objeto natural de um artístico. Para os alunos que vivem numa realidade rural – sem condições e acesso à arte em grandes instituições como galerias e museus – o trabalho seria levar a arte até eles, mesmo que em forma de reproduções. Acreditamos que, através deste contato, os alunos puderam ter um grande salto de conhecimento ao conhecer a produção de um artista que está intimamente ligado às questões ambientais. Através destas atividades, os alunos refletiram sobre o seu próprio lugar em que vivem e, com a valorização de tal realidade, olharam e releram o seu espaço, como a natureza se apresenta aos seus olhares. Dentre os vários artistas que trabalham na temática do cruzamento da arte e da natureza, escolhemos o artista Frans Krajcberg que é ativamente defensor ambiental e manifesta o seu sentimento de revolta contra a devastação das florestas no Brasil e no mundo. O artista polonês busca a natureza integral para dar novos significados aos valores individuais com que opera o sensível e cria a obra de arte. Pretende restabelecer o pacto entre homem e natureza e assim reverter os caminhos já percorridos (LUZ, 2000). Trabalhos feitos por visitantes que iniciaram a visita com as atividades de arte e ciência e oficina de artes plásticas Trabalhos realizados por visitantes que freqüentaram primeiro a exposição com monitoria Neste contexto de significativas experimentações artísticas, pudemos desenvolver com os alunos trabalhos de pinturas com pigmentos naturais (lâminas) e esculturas com galhos e troncos colhidos (dançarinos) nos passeios realizados em torno das dependências das escolas. Buscamos, desenvolver a personalidade e a percepção artística e estética do mundo natural que os rodeiam e uma consciência critica em relação ao meio ambiente, despertando assim a sensibilidade para a arte. Apresentamos, sinteticamente, os procedimentos metodológicos das 6 aulas, apresentados abaixo seguidos de uma avaliação: - Discussão sobre os problemas ambientais que estão perto da realidade dos alunos: nas escolas, nas casas e nos bairros. Trabalhamos um texto sobre as marcas da destruição desordenada da natureza, sobre a harmonia nas relações entre os seres vivos, entre si e os seres vivos e o meio ambiente - chamado equilíbrio ecológico - e o desequilíbrio ambiental, provocando grandes estragos mo meio ambiente. - Questões como: O homem, com suas atitudes equivocadas, está destruindo o meio ambiente. Será que poderíamos aproveitar esse vestígio de queimadas, restos de troncos e galhos, materiais que não servem muito, e usá-los através da Arte? E assim, será que poderíamos conscientizar os homens de seus erros e as suas futuras consequências?. - Apreciação de um videoclipe com imagens de obras do artista – leitura de reproduções de obras (aspectos formais, materiais, linguagem, bidimensionalidade e tridimensionalidade) e abordagem biográfica – guerra – vinda ao Brasil – lutas pela natureza – relações entre beleza natural e destruição humana – preservação ambiental e o papel da arte. - Atividade de leitura e releitura trabalhando os conceitos propostos pelo artista, através das reproduções – os trabalhos dos alunos foram feitos com lápis de cor e grafite. Percebemos que os materiais limitaram suas releituras,pois os alunos se deteram à percepção da forma da reprodução, variando somente o tratamento cromático. Neste caso, o trabalho não atinge o cerne da proposta do artista e de nossa ação pedagógica que é a de trabalhar a percepção da forma natural e transforma-la em arte. Para isso, os alunos realizaram um passeio pelo entorno das escolas. Em Pontalina, os pais acompanharam o passeio. - Um trabalho interdisciplinar com as aulas de geografia foi desenvolvido em Pontalina, onde a professora trabalhava o conteúdo composição e camada do solo e havia montado um laboratório com diversas amostragens de solo, coletado pelos próprios alunos na região onde moram. Realizaram a observação das várias tonalidades de pigmentos do solo, que estavam expostos na sala de aula. Relações com as pinturas rupestres e as obras de Krajcberg foram materializadas com os trabalhos de pintura utilizando os pigmentos naturais do solo. - Preparação de tintas com pigmentos e elementos naturais como: folhas caídas, troncos queimados, urucum e açafrão; trabalhos de pintura com o tema arte e meio ambiente foram desenvolvidas – trabalhando figuração e abstração (a cor é a expressão). Os alunos exploraram a textura das tintas, variações tonais e estudos compositivos. -Em Pontalina, foram feitos trabalhos de colagem sobre telas de algodão cru foram elaborados com os materiais colhidos no passeio (Fig. 2). Conceitos de simetria, proporção e textura. No local, vários membros da escola nos visitaram, ficaram maravilhados com o trabalho realizado. No Cepae, os alunos fizeram pinturas e colagens sobre papel cartão A3 (Fig. 3, 4 e 5). -- Trabalhos com esculturas – conhecer, relacionar e ressignificar os materiais naturais – tridimensionalidade: cipós, galhos e troncos queimados, cascas - e técnicas de pintura com os pigmentos naturais (Fig. 6 e 7). Materiais utilizados: furadeira, serrote, facão, faca. O processo de percepção destes materiais demonstraram que os alunos trouxeram sua forma de acordo com o que eles achavam mais parecido antes de resignificar, como por exemplo: um aluno pegou um galho queimado e disse que parecia jacaré e que iria trabalhar no formato do jacaré, outras era uma cabeça de vaca, e assim foram todos os grupos. A aprendizagem pela resolução do problema de preservação da natureza, interpretação do problema e convívio com as dúvidas foi orientada no processo de desenvolvimento do projeto, o qual foi parte integrante do todo social e desenvolveu ações em parceria com a família dos alunos e com outros profissionais da escola como professores, grupo gestor e funcionários. A proposta foi inclusiva e todos os alunos tiveram direito ao acesso de participação. O conteúdo priorizou a questão social da preservação ambiental. O método usado levou em consideração o diálogo entre ensino e a aprendizagem. Durante a realização do projeto a aprendizagem se deu através da construção e da interação do aluno com a natureza. Os alunos aprenderam que podiam aprender para si e para a participação social. O ponto de partida foi o conhecimento prévio do aluno que serviu de base para, as novas aprendiza­gens. Concluímos que nós professores, podemos sim avaliar o tempo todo, obtendo indicadores para nossas intervenções. As necessidades dos alunos podem ser detectadas e eles, quando apoiados, desenvolvem uma boa imagem de si mesmos como estudantes e conseguem aprender. Este projeto serviu para que verificássemos através da prática, que o professor é realmente o responsável pela aprendiza­gem dos alunos. Tivemos a oportunidade de sentir a necessidade de planejar atividades diferenciadas para os alunos, quando eles tiveram dificuldades e diante disto tivemos a certeza de que o trabalho do professor é guiado pela necessidade dos seus aprendizes e que quando ele deixa os alunos expressarem suas dúvidas, cometerem erros, sem reprimi-los, seu trabalho se torna útil e alcança um resultado positivo. Podemos confirmar, agora, após termos desenvolvido estes trabalhos, que a escola através da educação recupera valores humanos fundamentais, através da arte, visto que Arte pode ser uma mediação entre o conhecimento artístico e problemas sociais. Os problemas sociais associados ao conceito de arte como experiência cognitiva pode se constituir o núcleo do currículo de uma escola. Percebemos que a arte capacita o aluno a não ser um estranho em seu meio ambiente e nem estrangeiro na sua própria realidade. Através dela podemos inseri-lo no lugar ao qual pertence, reforçando e ampliando sua postura no mundo. Por fim, a arte é um importante instrumento para a identificação social e para o desen­volvimento individual e inf1ui positivamente no desenvolvimento cultural dos estudantes por meio do conheci­mento de problemas sociais. REFERÊNCIAS BAIERL, Silvana. O revoltado, mas envolvente, Frans Krajcberg. In: REVISTA ARTE & DECORAÇÃO, BARBOSA, Ana Mae. Tópicos Utópicos. Belo horizonte: C/Arte, BRASIL. Secretaria de Educação Fundamental. Parâmetros Curriculares nacionais: terceiro e quarto ciclos: apresentação dos Temas Transversais. Brasília: MEC/SEF, HAMMES, Valéria Sucena. Construção da Proposta Pedagógica. São Paulo: Globo, LUZ, Ângela Ancora. Frans Krajcberg: natureza e revolta. In: Paisagem e Arte. I Colóquio Internacional de História da Arte – CBHA/CIHA Coordenação Heliana A. Salgueiro. São Paulo: H. A. Salgueiro, PILLAR, Dutra Analice. Leitura e Releitura In: A Educação do olhar no Ensino das Artes. Porto Alegre: Mediação, Fig. 6 – Aluno elaborando escultura Fig. 7 – Alunos com a professora Rosilda pintando escultura Fig. 2 – Alunos com trabalhos de colagemFig.3 – Trabalho de aluno do Cepae Fig. 4 – Aluno do Cepae realizando pintura Fig. 5 – Trabalho realizado no Cepae Frans Krajcberg Trabalhos do artista Frans Krajcberg


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