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Profª : Rozani A. Braunn

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Apresentação em tema: "Profª : Rozani A. Braunn"— Transcrição da apresentação:

1 Profª : Rozani A. Braunn

2 ADM.DE RECURSOS MAT. PATRIM. E LOG. EMPRESARIAL II ARMAZENAMENTO DE MATERIAIS: Organização do almoxarifado e depósito; Arranjo físico ( LAYOUT); Tipos de estocagem de materiais; Sistema de codificação de materiais; Inventário físico; Diagnóstico de problema no almoxarifado.

3 ALMOXARIFADO ALMOXARIFADO, vocábulo derivado do termo árabe AL-MAKHEN, que significa depositar.

4 ALMOXARIFADO Conceituação: Almoxarifado é o local destinado à guarda e conservação de materiais, em recinto coberto ou não, adequado à sua natureza, tendo a função de destinar espaços onde permanecerá cada item aguardando a necessidade do seu uso, ficando sua localização, equipamentos e disposição interna acondicionados à política geral de estoques da empresa.

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6 ALMOXARIFADO O almoxarifado deverá: assegurar que o material adequado esteja, na quantidade devida, no local certo, quando necessário; impedir que haja divergências de inventário e perdas de qualquer natureza;

7 ALMOXARIFADO preservar a qualidade e as quantidades exatas; possuir instalações adequadas e recursos de movimentação e distribuição suficientes a um atendimento rápido e eficiente;

8 A eficiência de um almoxarifado depende fundamentalmente : da redução das distâncias internas percorridas pela carga e do conseqüente aumento do número das viagens de ida e volta; do aumento do tamanho médio das unidades armazenadas; da melhor utilização de sua capacidade volumétrica; Eficiência do Almoxarifado

9 Organização do Almoxarifado Principais atribuições: Receber para guarda e proteção os materiais adquiridos pela empresa; Entregar os materiais mediante requisições autorizadas aos usuários da empresa; Manter atualizados os registros necessários;

10 CONTROLE CONTROLE : O controle deve fornecer a qualquer momento as quantidades que se encontram à disposição em processo de recebimento, as devoluções ao fornecedor e as compras recebidas e aceitas.

11 CONTROLE O controle se for executado com freqüência mensal, poderá o administrador detectar os erros e as falhas cometidos durante todo o processo, evitando a omissão de lançamento nos registros.

12 CONTROLE O trabalho consiste em examinar: as notas de entradas; as requisições de compra; as notas de saída; as fichas de controle; as quantidades físicas com os registros de estoque.

13 RECEBIMENTO As atividades de recebimento abrangem desde a recepção do material na entrega pelo fornecedor até a entrada nos estoques. A função de recebimento de materiais é módulo de um sistema global integrado com as áreas de contabilidade, compras e transportes.

14 RECEBIMENTO O recebimento compreende quatro fases : 1 a fase : Entrada de materiais; 2 a fase : Conferência quantitativa; 3 a fase : Conferência qualitativa; 4 a fase : Regularização.

15 ARMAZENAGEM A guarda dos materiais no Almoxarifado obedece a cuidados especiais, que devem ser definidos no sistema de instalação e no layout adotado, proporcionando condições físicas que preservem a qualidade dos materiais, objetivando a ocupação plena do edifício e a ordenação da arrumação.

16 ARMAZENAGEM FASES DESCRIÇÃO 1 ª fase- Verificação das condições de recebimento do material; 2 ª fase - Identificação do material; 3 ª fase - Guarda na localização adotada; 4 ª fase - Informação da localização física de guarda ao controle; 5 ª fase -Verificação periódica das condições de proteção e ; 6 ª fase - Separação para distribuição;

17 DISTRIBUIÇÃO Os materiais devem ser distribuídos aos interessados mediante programação de pleno conhecimento entre as partes envolvidas.

18 DOCUMENTOS UTILIZADOS Ficha de controle de estoque; Ficha de localização; Comunicação de irregularidade; Relatório técnico de inspeção; Requisição de material; Devolução de material.

19 DOCUMENTOS UTILIZADOS Ficha de controle de estoque (para empresas ainda não informatizadas): documento destinado a controlar manualmente o estoque, por meio da anotação das quantidades de entradas e saídas, visando o seu ressuprimento;

20 DOCUMENTOS UTILIZADOS Ficha de Localização (também para empresas ainda não informatizadas): documento utilizado para indicar as localizações, através de códigos, onde o material está guardado;

21 DOCUMENTOS UTILIZADOS Comunicação de Irregularidades : documento utilizado para esclarecer ao fornecedor os motivos da devolução, quanto os aspectos qualitativo e quantitativo; Relatório técnico de inspeção : documento utilizado para definir, sob o aspecto qualitativo, o aceite ou a recusa do material comprado do fornecedor;

22 DOCUMENTOS UTILIZADOS Requisição de material : documento utilizado para a retirada de materiais do almoxarifado; Devolução de material : documento utilizado para devolver ao estoque do almoxarifado as quantidades de material porventura requisitadas além do necessário;

23 PERFIL DO ALMOXARIFE As atividades de armazenagem exige muito mais do que o simples manuseio dos materiais. Requer funcionários habilitados. O material humano escolhido deve possuir alto grau de sentimento de honestidade, lealdade, confiança e disciplina.

24 RECEBIMENTO Conceituação: Recebimento é a atividade intermediária entre as tarefas de compra e pagamento ao fornecedor, sendo de sua responsabilidade a conferência dos materiais destinados à empresa.

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26 RECEBIMENTO As atribuições básicas do Recebimento são : coordenar e controlar as atividades de recebimento e devolução de materiais; analisar a documentação recebida, verificando se a compra está autorizada;

27 RECEBIMENTO controlar os volumes declarados na Nota Fiscal e no Manifesto de Transporte com os volumes a serem efetivamente recebidos; proceder a conferência visual, verificando as condições de embalagem quanto a possíveis avarias na carga transportada e, se for o caso, apontando as ressalvas de praxe nos respectivos documentos;

28 RECEBIMENTO proceder a conferência quantitativa e qualitativa dos materiais recebidos; decidir pela recusa, aceite ou devolução, conforme o caso; providenciar a regularização da recusa, devolução ou da liberação de pagamento ao fornecedor; liberar o material desembaraçado para estoque no almoxarifado;

29 RECEBIMENTO A análise do Fluxo de Recebimento de Materiais permite dividir a função em quatro fases : 1 a fase - entrada de materiais ; 2 a fase - conferência quantitativa; 3 a fase - conferência qualitativa; 4 a fase – regularização.

30 RECEBIMENTO 1 a fase - Entrada de Materiais : a recepção dos veículos transportadores; a triagem da documentação suporte do recebimento; constatação se a compra, objeto da Nota Fiscal em análise, está autorizada pela empresa; constatação se a compra autorizada está no prazo de entrega contratual;

31 RECEBIMENTO constatação se o número do documento de compra consta na Nota Fiscal; cadastramento no sistema das informações referentes a compras autorizadas, para as quais se inicia o processo de recebimento; o encaminhamento desses veículos para a descarga;

32 RECEBIMENTO O cadastramento dos dados necessários ao registro do recebimento do material compreende a atualização dos seguintes sistemas : Sistema de Administração de Materiais e gestão de estoques: dados necessários à entrada dos materiais em estoque, visando ao seu controle;

33 RECEBIMENTO Sistema de Contas a pagar : dados referentes à liberação de pendências com fornecedores, dados necessários à atualização da posição de fornecedores; Sistema de Compras : dados necessários à atualização de saldos e baixa dos processos de compras;

34 RECEBIMENTO 2 a fase - Conferência Quantitativa; É a atividade que verifica se a quantidade declarada pelo fornecedor na Nota Fiscal corresponde efetivamente à recebida. A conferência por acusação também conhecida como " contagem cega " é aquela no qual o conferente aponta a quantidade recebida, desconhecendo a quantidade faturada pelo fornecedor.

35 RECEBIMENTO Dependendo da natureza dos materiais envolvidos, estes podem ser contados utilizando os seguintes métodos : Manual : para o caso de pequenas quantidades; Por meio de cálculos : para o caso que envolvem embalagens padronizadas com grandes quantidades;

36 RECEBIMENTO Por meio de balanças contadoras pesadoras: para casos que envolvem grande quantidade de pequenas peças como parafusos, porcas, arruelas; Pesagem : para materiais de maior peso ou volume, a pesagem pode ser feita através de balanças rodoviárias ou ferroviárias; Medição : em geral as medições são feitas por meio de trenas;

37 RECEBIMENTO 3ª fase Conferência qualitativa: Visa garantir a adequação do material ao fim que se destina. A análise de qualidade efetuada pela inspeção técnica, por meio da confrontação das condições contratadas na Autorização de Fornecimento com as consignadas na Nota Fiscal pelo Fornecedor, visa garantir o recebimento adequado do material contratado pelo exame dos seguintes itens:

38 RECEBIMENTO Características dimensionais; Características específicas; Restrições de especificação;

39 MODALIDADES DE INSPEÇÃO DE MATERIAIS São selecionadas a depender do tipo de material que se está adquirindo, quais sejam : Acompanhamento durante a fabricação : torna-se conveniente acompanhar in loco todas as fases de produção, por questão de segurança operacional;

40 MODALIDADES DE INSPEÇÃO DE MATERIAIS Inspeção do produto acabado no fornecedor : por interesse do comprador, a inspeção do P. A. será feita em cada fornecedor; Inspeção por ocasião do fornecimento a inspeção será feita pôr ocasião dos respectivos recebimentos.

41 DOCUMENTOS UTILIZADOS NO PROCESSO DE INSPEÇÃO especificação de compra do material; desenhos e catálogos técnicos; padrão de inspeção, instrumento que norteia os parâmetros que o inspetor deve seguir para auxiliá-lo a decidir pela recusa ou aceitação do material.

42 SELEÇÃO DO TIPO DE INSPEÇÃO A depender da quantidade, a inspeção pode ser total ou por amostragem, utilizando-se de conceitos estatísticos. A análise visual tem por finalidade verificar o acabamento do material, possíveis defeitos, danos à pintura, amassamentos. A análise dimensional tem por objetivo verificar as dimensões dos materiais, tais como largura, comprimento, altura, espessura, diâmetros.

43 SELEÇÃO DO TIPO DE INSPEÇÃO Os ensaios específicos para materiais mecânicos e elétricos comprovam a qualidade, a resistência mecânica, o balanceamento e o desempenho de materiais e/ou equipamentos. Testes não destrutivos de ultra-som, radiografia, líquido penetrante, dureza, rugosidade, hidráulicos, pneumáticos também podem ser realizados a depender do tipo de material.

44 REGULARIZAÇÃO Caracteriza-se pelo controle do processo de recebimento, pela confirmação da conferência qualitativa e quantitativa, respectivamente por meio do laudo de inspeção técnica e pela confrontação das quantidades conferidas versus faturadas.

45 O processo de Regularização poderá dar origem a uma das seguintes situações : liberação de pagamento ao fornecedor; liberação parcial de pagamento ao fornecedor; devolução de material ao fornecedor; reclamação de falta ao fornecedor; entrada do material no estoque. REGULARIZAÇÃO

46 Documentos envolvidos na Regularização Os procedimentos de Regularização, visando à confrontação dos dados, objetivando recontagem e aceite ou não de quantidades remetidas em excesso pelo fornecedor, envolvem os seguintes documentos : nota Fiscal; conhecimento de transporte rodoviário de carga;

47 Documentos envolvidos na Regularização documento de contagem efetuada; relatório técnico da inspeção; especificação de compra; catálogos técnicos; desenhos;

48 Devolução ao Fornecedor O material em excesso ou com defeito será devolvido ao Fornecedor, dentro de um prazo de 10 dias a contar da data do recebimento, acompanhado da Nota Fiscal de Devolução, emitida pela empresa compradora.

49 Esquema de funcionamento do Almoxarifado Banco Amoxarifado Entrada p/ estoque. Ficha de dep. bancário NF de compra Saída do estoque Cheque Req. De material

50 ARMAZENAGEM A correta utilização do espaço disponível demanda estudo exaustivo das cargas a armazenar, dos níveis de armazenamento, das estruturas para armazenagem e dos meios mecânicos a utilizar. Indica-se a real ocupação do espaço por meio do indicador " taxa de ocupação volumétrica", que leva em consideração o espaço disponível versus o espaço ocupado.

51 PALLETS Para entendermos plenamente a utilização do espaço vertical, há que se analisar a utilidade de paletes para a movimentação, manuseio e armazenagem de materiais. A paletização vem sendo utilizada em empresas que demandam manipulação rápida e armazenagem racional, envolvendo grandes quantidades.

52 PALLETS

53 Um pálete (do inglês pallet) é um estrado de madeira, metal ou plástico que é utilizado para movimentação de cargas. A função do pálete é a otimização do transporte de cargas, que é conseguido através da empilhadeira e a paleteira, obtendo com isso vantagens como:

54 PALLETS As vantagens: Redução do custo homem/hora; Menores custos de manutenção do inventário bem como melhor controle do mesmo; Rapidez na estocagem e movimentação das cargas. Racionalização do espaço de armazenagem, com melhor aproveitamento vertical da área de estocagem; Diminuição das operações de movimentação; Redução de acidentes pessoais; Diminuição de danos aos produtos;

55 PALLETS As desvantagens: Espaços perdidos dentro da unidade de carga; Investimentos na aquisição de páletes; acessórios para a fixação da mercadoria à plataforma e equipamentos para a movimentação das unidades de carga; O peso do pálete e o seu volume podem aumentar o valor do frete.

56 Os paletes podem ser fabricados em: Madeira; Plástico; Metal. PALLETS

57 Paletes de madeira – matéria-prima básica para a fabricação de paletes. Desvantagens: Durabilidade; Necessidade de reposição; Custo de reposição. PALLETS

58 Paletes de Plástico - são relativamente novos no cenário da movimentação de cargas. Vantagens: Resistência à umidade; Resistência aos agentes químicos; Baixo peso; Superfícies lisas, sem pregos, parafusos ou grampos; Baixo custo. PALLETS

59 Paletes Metálicos – são aplicados em situações específicas como a exigência de utilização de unidade metálicas devido ao peso excessivo das cargas, altas temperaturas e trabalhos pesados. A utilização de solda elimina a necessidade de pregos e parafusos, propiciando, ainda, grande rigidez e estabilidade dimensional. PALLETS

60 O layout na armazenagem A realização de uma operação eficiente de armazenagem depende muito da existência de um bom layout, que determina o grau de acesso ao material, os modelos de fluxo de material, os locais de áreas obstruídas, a eficiência da mão- de-obra e a segurança do pessoal do armazém.

61 Estudo do layout Alguns cuidados devem ser tomados durante o projeto do layout de um almoxarifado, de forma que se possa obter as seguintes condições : máxima utilização do espaço; efetiva utilização dos recursos disponíveis ( mão de obra e equipamentos );

62 Estudo do layout pronto acesso a todos os itens; máxima proteção aos itens estocados; boa organização; satisfação das necessidades dos clientes.

63 Estudo do layout No projeto de um almoxarifado devem ser verificados os seguintes aspectos : itens a serem estocados ( itens de grande circulação, grande peso e volume); corredores (facilidades de acesso); portas de acesso (altura, largura); prateleiras e estruturas (altura x peso ); piso (resistência).

64 Critérios de Armazenagem Dependendo das características do material, a armazenagem pode dar-se em função dos seguintes parâmetros : fragilidade; combustibilidade; volatilização; oxidação; explosividade;

65 Critérios de Armazenagem intoxicação; radiação; corrosão; inflamabilidade; volume; peso; forma.

66 Critérios de Armazenagem Deve-se analisar, em conjunto, os parâmetros citados anteriormente, para depois decidir pelo tipo de arranjo físico mais conveniente, selecionando a alternativa que melhor atenda ao fluxo de materiais: armazenagem por tamanho: esse critério permite bom aproveitamento do espaço;

67 Critérios de Armazenagem armazenamento por freqüência: esse critério implica armazenar próximo da saída do almoxarifado os materiais que tenham maior freqüência de movimento; armazenagem especial, onde destacam-se : os ambientes climatizados;

68 Critérios de Armazenagem os produtos inflamáveis, que são armazenados sob rígidas normas de segurança; os produtos perecíveis.

69 Critérios de Armazenagem armazenamento em áreas externas: o que diminui os custos e amplia o espaço interno para materiais que necessitam de proteção em área coberta. Podem ser colocados nos pátios externos os materiais a granel, tambores e containers, peças fundidas e chapas metálicas.

70 Critérios de Armazenagem Coberturas alternativas: não sendo possível a expansão do almoxarifado, a solução é a utilização de galpões plásticos, que dispensam fundações, permitindo a armazenagem a um menor custo. Independentemente do critério ou método de armazenamento adotado é oportuno observar as indicações contidas nas embalagens em geral.

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72 Localização de Materiais O objetivo de um sistema de localização de materiais é estabelecer os meios necessários à perfeita identificação da localização dos materiais. Normalmente é utilizada uma simbologia (codificação) alfanumérica que deve indicar precisamente o posicionamento de cada material estocado, facilitando as operações de movimentação e estocagem.

73 Localização de Materiais Sistemas de endereçamento ou localização dos estoques ; Existem dois métodos básicos : o sistema de endereços fixos e o sistema de endereços variáveis.

74 Localização de Materiais Sistema de endereçamento fixo : Nesse sistema existe uma localização específica para cada produto. Caso não haja muitos produtos armazenados, nenhum tipo de codificação formal será necessária. Caso a linha de produtos seja grande, deverá ser utilizado um código alfanumérico, que visa a minimização do tempo de localização dos materiais.

75 Localização de Materiais Sistema de endereçamento variável : Nesse sistema não existem locais fixos de armazenagem, a não ser para itens de estocagem especial. Os materiais vão ocupar os locais disponíveis dentro do depósito. O inconveniente desse sistema é o perfeito controle que se deve ter da situação, para que não se corra o risco de possuir material perdido em estoque, que somente será descoberto ao acaso ou durante o inventário.

76 Classificação e Codificação dos materiais Um sistema de classificação e codificação de materiais é fundamental para que existam procedimentos de armazenagem adequados, um controle eficiente dos estoques e uma operacionalização correta do almoxarifado.

77 Classificação e Codificação dos materiais Classificar um material; Significa agrupá-lo segundo sua forma, dimensão, peso, tipo e uso. Em outras palavras, classificar um material significa ordená-lo segundo critérios adotados, agrupando-os de acordo com as suas semelhanças.

78 Classificação e Codificação dos materiais Classificar os bens dentro de suas peculiaridades e funções tem como finalidade facilitar o processo de posteriormente dar-lhes um código que os identifique quanto aos seus tipos, usos, finalidades, datas de aquisição, propriedades e seqüência de aquisição.

79 Classificação e Codificação dos materiais Codificar um material: Significa representar todas as informações necessárias, suficientes e desejadas por meio de números e/ou letras, com base na classificação obtida do material.

80 Classificação e Codificação dos materiais A tecnologia de computadores está revolucionando a identificação de materiais e acelerando o seu manuseio.

81 Classificação e Codificação dos materiais A chave para a rápida identificação do produto, das quantidades e fornecedor é o código de barras lineares ou código de distribuição. Esse código pode ser lido com leitores óticos (scanners).

82 Classificação e Codificação dos materiais Os fabricantes codificam esse símbolo em seus produtos e o computador no depósito decodifica a marca, convertendo-a em informação utilizável para a operação dos sistemas de movimentação interna, principalmente os automatizados.

83 Classificação e Codificação dos materiais Catalogação : significa o arrolamento de todos os itens existentes de modo a não omitir nenhum deles. Vantagens da Catalogação : A catalogação proporciona uma idéia geral da coleção;

84 Classificação e Codificação dos materiais Facilita a consulta por parte dos usuários; Facilita a aquisição de materiais; possibilita a conferência; evita duplicidade de codificação.

85 Classificação e Codificação dos materiais Simplificação : significa a redução da grande diversidade de itens empregados para uma mesma finalidade. Quando duas ou mais peças podem ser usadas para o mesmo fim, recomenda-se a escolha pelo uso de uma delas;

86 Classificação e Codificação dos materiais Especificação : significa a descrição detalhada de um item, como suas medidas, formato, tamanho, peso etc. Quanto mais detalhada a especificação de um item, menos dúvida se terá a respeito de sua composição e características, mais fácil será a sua compra e inspeção no recebimento.

87 Classificação e Codificação dos materiais Normalização : essa palavra deriva de normas, que são as prescrições sobre o uso do material; portanto significa a maneira pela qual o material deve ser utilizado em suas diversas aplicações;

88 Classificação e Codificação dos materiais Padronização : significa estabelecer idênticos padrões de peso, medidas e formatos para os materiais, de modo que não existam muitas variações entre eles. Por exemplo, a padronização evita que centenas de parafusos diferentes entrem em estoque.

89 Classificação e Codificação dos materiais Vantagens da Padronização : Possibilita a simplificação de materiais; Facilita o processo de normalização de materiais; Aumenta poder de negociação; Reduz custos de aquisição e controle; Reduz possibilidade de erros na especificação; Facilita a manutenção; Possibilita melhor programação de compras; Permite reutilização e permutabilidade

90 Classificação e Codificação dos materiais Assim, a catalogação, a simplificação, a especificação, a normatização e a padronização constituem os diferentes passos ruma à classificação. A partir da classificação pode-se codificar os materiais.

91 Classificação e Codificação dos materiais

92 Os sistemas de codificação mais utilizados são: o código alfabético, numérico e alfanumérico O sistema alfabético codifica os materiais com um conjunto de letras, cada qual identificando determinadas característica s e especificações, limita o números de itens.

93 Classificação e Codificação dos materiais O sistema alfanumérico é uma combinação de letras e números e abrange um maior número de itens. As letras representam a classe do material e o seu grupo naquela classe, enquanto os números representam o código indicador do item.

94 Classificação e Codificação dos materiais

95 O sistema numérico é o mais utilizado nas empresas pela sua simplicidades, facilidade de informação e ilimitado números de itens que consegue abranger. De modo geral, a codificação deve substituir o nome do material em todos os documentos da empresa.

96 Almoxarifado e Depósito ALMOXARIFADO: proporciona os insumos – as matérias-primas necessárias à produção. DEPÓSITO: recebe os resultados do processo produtivo – os produtos acabados e os disponibiliza rumo aos clientes.

97 Tipos de Estocagem As estratégicas que podem ser utilizadas na armazenagem, para otimizar o seu custo, exigem que se analise em qual tipo de depósito pode-se estocar suas mercadorias. De um modo geral, os depósitos podem ser classificados em:

98 Tipos de Estocagem Depósito Próprio: operados pela própria empresa proprietária da mercadoria, sendo que estas instalações podem ser própria ou alugadas. Vantagens: Controle: a empresa tem autoridade sobre o processo; Flexibilidade: eles podem ser ajustados de acordo com a política e procedimentos operacionais específicos.

99 Tipos de Estocagem Depósito Público: são intensamente adotados em sistemas logísticos. Podem ser classificados em: depósitos gerais, depósitos refrigerados, depósitos alfandegados, depósitos de móveis e utensílios domésticos. Vantagens: Flexibilidade do local, são mais numerosos; consolidam cargas, podendo baixar custos com transporte.

100 Tipos de Estocagem Depósito Contratado: combinam as melhores características da armazenagem pública e do armazém próprio.Os depósitos contratados podem compartilhar recursos com clientes do mesmo ramo. O compartilhamento de risco permite custos menores do que os custos dos depósitos públicos.

101 Tipos de Estocagem Nos pontos de troca de rede logística pode se descrever diversos tipos de instalação de armazenagem. Um tipo de depósito muito comum é aquele voltado à armazenagem e despacho de mercadoria de uma indústria. Devem ser levados em conta, também, os armazéns com objetivos específicos de um centro de distribuição, onde a movimentação de materiais e localização de produto é essencial na agilidade dos processos.

102 Tipos de Estocagem Para Moura (1997), todos os armazéns tem três recursos escassos: Espaço, equipamentos e pessoas. Já os usuários tem duas exigências: o produto deve estar disponível no lugar certo e no tempo certo, e o produto deve ser recebido em boas condições.

103 Objetivos Primários de um Armazém Maximizar a utilização da mão-de-obra; Maximizar a utilização do equipamento; Maximizar a utilização do espaço; Maximizar a utilização de entrega; Maximizar o giro do estoque; Maximizar o acesso a todas as mercadorias; Maximizar a proteção a todos os itens;

104 Objetivos Primários de um Armazém Maximizar o controle de perdas; Maximizar o serviço aos consumidores; Maximizar a produtividade; Minimizar os custos.

105 Depósitos ou Armazéns Os armazéns podem ser classificados quanto à sua finalidade em primário, de produto acabado e intermediário. Armazém Primário: tem sua finalidade definida de acordo com a empresa: de estocar materiais providos da linha de produção, sendo dividido em almoxarifado de materiais de uso e consumo, de matéria-prima e embalagens.

106 Depósitos ou Armazéns Armazém de Produto acabado: tem como objetivo armazenar produtos que saem direto da linha de produção que são estocados para atender a demanda. Armazém intermediário: armazenam produtos que não são produtos que saem diretamente para comercialização; são portanto, armazéns intermediários na linha de produção.

107 Depósitos ou Armazéns Os seis motivos sobre a importância do armazém: Estocagem: atua como pulmão entre a oferta e a demanda. Logística do produto: para a estocagem de matéria-prima, componentes, subconjuntos, material em processo e produtos acabados; Mix de produtos;

108 Depósitos ou Armazéns Consolidação de pedidos; Distribuição; Serviço ao cliente – melhorando o tempo e a entrega no cliente.

109 Tipos de Estocagem A estocagem pode ser dividida em : Centralizada: todas as peças usadas na fábrica são estocadas na mesma área; Descentralizada: quando são utilizados vários almoxarifados pequenos para armazenagem.

110 Tipos de Estocagem Vantagens da estocagem centralizada: Melhor supervisão do armazém; Menos mão-de-obra no armazém; Familiarização do pessoal com os itens armazenados; Atendimento mais rápido nas entregas; Manter o pessoal ocupado com a movimentação de materiais;

111 Tipos de Estocagem Melhor disposição do estoque, otimização dos estoques; Melhor controle de estoque e inventário; Menor quantidade de itens obsoletos e maior rapidez na verificação de materiais repetidos; Facilidade na auditoria de inventário Todos os registros estão num único lugar; Redução dos custos administrativos do armazém.

112 Tipos de Estocagem Desvantagens de estocagem centralizada: O armazém pode estar longe de alguns pontos de consumo, aumentando o tempo para o suprimento; Necessidade de um número maior de equipamentos de movimentação e armazenagem.

113 MOVIMENTAÇÃO DE MATERIAIS Dá-se o nome de movimentação de materiais a todo o fluxo de materiais dentro da empresa. A movimentação de materiais é uma atividade indispensável a qualquer sistema de produção e visa não somente o abastecimento das seções produtivas, mas também a garantia da seqüência do processo de produção entre as seções envolvidas.

114 MOVIMENTAÇÃO DE MATERIAIS O manuseio de materiais é a atividade que mais utiliza mão-de- obra no armazém. A mão-de-obra necessária à separação e ao manuseio de produtos, representa um dos custos mais alto do sistema logístico.

115 MOVIMENTAÇÃO DE MATERIAIS Quanto a movimentação ou manuseio de produtos, suas atividades podem ser divididas em três: Recebimento: consiste na operação que envolve desde a descarga do produto até a montagem das unidades de estocagem a serem movimentadas.

116 MOVIMENTAÇÃO DE MATERIAIS Manuseio interno: inclui toda e qualquer movimentação dos produtos dentro do armazém. Após o recebimento dos materiais é necessária a transferência para colocá-los em locais de armazenagem ou para locais de separação de pedidos. O manuseio interno pode ser dividido em dois:

117 MOVIMENTAÇÃO DE MATERIAIS Transferência: consiste no transporte de mercadoria desde do local de origem até o local de destino. Esses locais são locais de armazenagem e área de separação de pedidos. Separação de pedidos: é a montagem de um número de itens que estão estocados no armazém e que tem o objetivo de atender o pedido de um cliente.

118 MOVIMENTAÇÃO DE MATERIAIS Expedição: consiste basicamente na verificação e no carregamento das mercadorias nos veículos. Como o recebimento, a expedição é executada manualmente na maioria dos sistemas.

119 MOVIMENTAÇÃO DE MATERIAIS Os tipos de Sistemas de manuseio de material são: Sistema mecanizados: Quando empregam grande variedade de equipamentos de manuseio, como por exemplo: empilhadeiras, paleteiras, cabo de reboque, veículos de reboque.

120 MOVIMENTAÇÃO DE MATERIAIS Sistema semi-automático: complementam o sistema mecanizado, onde parte é regida automaticamente e outra manualmente. Os equipamentos mais comuns são: veículos guiados por automação, separação computadorizada de pedidos, robóticas e outros.

121 MOVIMENTAÇÃO DE MATERIAIS Sistema totalmente automatizado: a maioria dos sistemas automatizados são projetados e construídos de maneira personalizada. Neste sistema, os computadores controlam os equipamentos automatizados de separação de pedidos e servem como ferramenta para o restante do processo logístico.

122 MOVIMENTAÇÃO DE MATERIAIS A movimentação pode ser horizontal ou vertical. Horizontal: quando a movimentação se dá em um espaço plano e em um mesmo nível. Vertical: quando a empresa utiliza edifícios de vários andares ou níveis de altura.

123 MOVIMENTAÇÃO DE MATERIAIS Principais finalidades da movimentação de materiais : 1 - Aumento da capacidade produtiva da empresa, que pode ser conseguido : através da redução do tempo de fabricação; através do incremento da produção, pela intensificação do abastecimento de materiais às seções produtivas; utilização racional da capacidade de armazenagem, utilizando plenamente o espaço disponível e aumentando a área útil da fábrica;

124 MOVIMENTAÇÃO DE MATERIAIS 2 - Melhorar as condições de trabalho, proporcionando : maior segurança e redução de acidentes durante as operações com materiais; redução da fadiga nas operações com materiais e maior conforto para o pessoal; aumento da produtividade da mão-de- obra;

125 MOVIMENTAÇÃO DE MATERIAIS 3- Reduzir os custos de produção, através da : redução da mão-de-obra braçal pela utilização de equipamentos de manuseio e transporte; redução dos custos de materiais, através de acondicionamento e transporte adequados que permitam reduzir as perdas ou estragos de materiais;

126 MOVIMENTAÇÃO DE MATERIAIS redução de custos em despesas gerais, através de menores despesas de transporte e menores níveis de estoques de materiais. 4 - Melhorar a distribuição : a distribuição, que se inicia na preparação do produto e termina no usuário, é grandemente melhorada com a racionalização dos sistemas de manuseio, através da : melhoria na circulação : criação de corredores bem definidos;

127 MOVIMENTAÇÃO DE MATERIAIS Endereçamento fácil; equipamentos eficientes; métodos eficientes de carga e descarga; localização estratégica de almoxarifados : criação de pontos de armazenagem próximos aos consumidores, para distribuição aos pontos de venda, só é possível graças aos equipamentos de movimentação e armazenagem;

128 MOVIMENTAÇÃO DE MATERIAIS Melhoria dos serviços aos usuários : a proximidade das mercadorias dos centros consumidores implica em rapidez na entrega, menores riscos de deterioração ou quebra, menor custo; Maior disponibilidade do produto em cada região.

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130 Equipamentos Utilizados para Movimentação de Materiais O manuseio pode ser efetuado das seguintes formas : Manualmente; por meio de carrinhos impulsionados manualmente; por meio de empilhadeiras (não possui limitação de direção horizontal ou vertical, podendo ser elétrica, com motor a gás, diesel ou gasolina); por meio de paleteiras (tipo de empilhadeira limitada ao manuseio horizontal);

131 Equipamentos Utilizados para Movimentação de Materiais por meio de pontes rolantes: trata-se de equipamento constituído de estrutura metálica, sustentada por duas vigas, ao longo das quais a ponte rolante se movimenta; entre as duas vigas corre um carrinho com um gancho; por meio de guindastes : trata-se de equipamento utilizado em área externa, equipados com lança e com capacidade de carga acima de 5 t.

132 Equipamentos Utilizados para Movimentação de Materiais por meio de transportadores contínuos : são utilizados para o caso de movimentação constante e ininterrupta de materiais entre dois pontos predeterminados. É o caso da mineração, dos terminais de carga e descarga, armazéns de granéis, terminais de recepção expedição de mercadorias. Sua maior aplicação na indústria é a linha de montagem na produção em série.

133 Custos da Movimentação de Materiais Os custos de movimentação de materiais constituem geralmente uma parcela significativa do custo total de fabricação. Isso significa que o custo de movimentação de materiais influenciam o custo final do produto /serviço sem contribuir em nada para a sua melhoria.

134 Custos da Movimentação de Materiais Os custos de movimentação de materiais são os seguintes : equipamentos utilizados : capital empatado em equipamentos; combustível utilizado : ou seja, despesas efetuadas com combustível ou energia para alimentar os equipamentos de movimentação; pessoal para a operação dos equipamentos : motoristas de tratores ou empilhadeiras, operadores de guindastes ou de elevadores, pessoal auxiliar etc.

135 Custos da Movimentação de Materiais manutenção de equipamentos : ou seja despesas com manutenção e com oficinas de consertos, peças e componentes de reposição, bem como com o pessoal da oficina; perdas de material decorrentes de manuseio, de acidentes na movimentação, quebras, estragos em embalagens.

136 Definição do tipo de movimentação tipo do produto (dimensões, características mecânicas, quantidade a ser transportada; edificação (layout, espaço entre as colunas, resistência do piso, dimensão das passagens, dos corredores e das portas ); seqüência das operações; método de armazenagem; custo da movimentação; área necessária para o funcionamento do equipamento;

137 Definição do tipo de movimentação fonte de energia necessária; deslocamento e direção do movimento; mão-de-obra; flexibilidade do equipamento a ser adotado; grau de supervisão requerido para a operação (transportadores x empilhadeiras);

138 Definição do tipo de movimentação possibilidade da variação da velocidade do equipamento (adaptação ao volume de expedição e recebimento, ao alto índice eventual de perdas, à ausência ocasional de pessoal e à inexperiência do operário).

139 Revisão Parcial ou Total do Sistema de Movimentação de Materiais A necessidade de revisão parcial ou total do sistema de movimentação de materiais ocorre quando : homens e mulheres estão manipulando cargas, respectivamente, acima de 30 kg e de 10 kg; materiais estão sendo desviados do caminho mais direto e natural de sua transformação no processo fabril, para fins de inspeção, conferência etc.;

140 Revisão Parcial ou Total do Sistema de Movimentação de Materiais pessoal da produção está abandonando seus postos para efetuar operações de transporte; cruzamentos freqüentes de trajetórias de materiais em movimento; os trabalhadores da produção têm de parar até serem supridos de matéria- prima;

141 Revisão Parcial ou Total do Sistema de Movimentação de Materiais os materiais vão e voltam na mesma direção por mais de uma vez no seu processo de transformação; cargas acima de 50kg são levantadas por mais de 1 metro sem ajuda mecânica.

142 Referência Chiavenato, Idalberto. Administração de materiais. Rio de Janeiro: Elsevier, 2005 Pozo, Hamilton. Administração de Recursos Materiais e Patrimoniais. Uma abordagem logística. São Paulo: Ed Atlas, Chopra, Sunil. Meindl, Peter. Gerenciamento da Cadeia de Suprimentos. Estratégia, Planejamento e Operação.São Paulo:Prentice Hall, Ballou, Ronald H. Logística empresarial. São Paulo:Ed Atlas, 1995.


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