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Assepsia e Anti-Sepsia Juliana Fiorese Maira Pieri Ribeiro.

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Apresentação em tema: "Assepsia e Anti-Sepsia Juliana Fiorese Maira Pieri Ribeiro."— Transcrição da apresentação:

1 Assepsia e Anti-Sepsia Juliana Fiorese Maira Pieri Ribeiro

2 Introdução Quando a relação entre o homem e um microorganismo inferior apresenta caráter parasitário, com conseqüências maléficas para o homem como hospedeiro, dá-se o nome de Infecção. A capacidade do microorganismo de produzir esses malefícios, depende de sua patogenicidade.

3 Assepsia Conjunto de processos, manobras e medidas realizadas com o intuito de manter o doente, a ferida operatória, o ambiente e a equipe cirúrgica livres de germes (GOFFI); Baseado no dicionário de termos da ANVISA (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), assepsia é o conjunto de medidas adotadas para impedir a introdução de agentes patogênicos no organismo; Logo, um ambiente asséptico é aquele que está livre de infecção.

4 Anti-sepsia Anti-sepsia são os métodos empregados para combater microorganismos patogênicos através de sua destruição ou inativação (GOFFI); Anti-sepsia consiste na utilização de produtos (microbicidas ou microbiostáticos) sobre a pele ou mucosa com o objetivo de reduzir os microorganismos em sua superfície (Anvisa); Portanto, são medidas propostas para inibir o crescimento de microorganismos ou removê-los de um determinado ambiente, podendo ou não destruí- los e para tal fim utilizam-se antissépticos (em tecidos vivos ou desinfetantes (para objetos).

5 Técnica Asséptica 1. Cuidados com o Doente - Inicia-se na véspera, com banho geral, utilizando-se sabão anti-séptico, lavagem da cabeça, axila e genitais; - As roupas pessoais são trocadas assim como as roupas de cama; - Tricotomia no dia da intervenção e se possível no próprio Centro Cirúrgico; - Doente entra na sala de cirurgia sem os lençóis e cobertores que usava na enfermaria.

6 Técnica Asséptica 2. Cuidados da Equipe Cirúrgica: - Roupas rotineiras devem ser trocadas, antes de se adentrar no Centro Cirúrgico, por roupas esterilizadas; - Colocação de gorros ou toucas que cubram todo o cabelo; - Uso de máscaras que abranjam boca e nariz. Elas podem ser de algodão, polipropileno, rayon ou poliéster.

7 Técnica Asséptica - Limpeza das mãos: dois processos são necessários, a degermação e a anti-sepsia. Degermação: remoção de detritos e impurezas depositados sobre a pele através da lavagem e escovação das mãos. Água, sabões e detergentes sintéticos fazem a umidificação, penetração, emulsificação e dispersão, removendo mecanicamente a maior parte da flora microbiana das camadas superficiais da pele (flora transitória), mas não removem aquela que coloniza as camadas profundas (flora residente).

8 Técnica Asséptica Anti-sepsia: destruição de microorganismos existentes nas camadas superficiais ou profundas da pele, mediante a aplicação de um agente germicida de baixa causticidade, hipoalergenico e passível de ser aplicado em tecido vivo. 1. Soluções anti-sépticas com detergentes se destinam à degermação da pele, realizando anti-sepsia parcial. - Solução detergente de PVPI a 10% (1% de iodo ativo) - Solução detergente de clorhexidina a 4 %, com 4% de álcool etílico 2. Soluções alcoólicas para anti-sepsia das mãos: - Solução de álcool iodado a 0,5 ou 1 % (álcool etílico a 70%, com ou sem 2 % de glicerina) - Álcool etílico a 70%, com ou sem 2% de glicerina.

9 Técnica Asséptica A escovação deve abranger todas as regiões das mãos, antebraços e cotovelos, seguindo uma seqüência padronizada para evitar esquecimentos. O tempo pode variar de 2 a 10 min. A secagem é realizada com compressa estéril, sendo utilizado um lado da compressa para cada mão, evitando contaminações. - Uso de aventais de algodão com tramas densas e fibras longas impermeáveis à água mas não ao vapor; - Uso de luvas de proteção colocadas de maneira cuidadosa evitando a contaminação.

10 Técnica Asséptica

11 Desinfecção e Esterilização São métodos que fazem parte da técnica asséptica, mas que se destinam aos objetos, como ambiente e instrumental cirúrgico. Desinfecção: processo que elimina todos os microorganismos ou objetos inanimados patológicos, com exceção dos endosporos bacterianos. Esterilização: eliminação ou destruição completa de todas as formas de vida microbiana, sendo executada no hospital por métodos físicos e químicos.

12 Anti-sépticos e Desinfetantes Produto Ideal: Amplo espectro de ação Penetração no material a ser desinfetado Sem ação retardada por matéria orgânica Dissolução em água Ação com baixas concentrações Não decompor quando em contato com calor, luz Efeito residual por longo período Ação germicida rápida Baixo custo Odor agradável Possuir registro nos órgãos de saúde

13 Anti-sépticos e Desinfetantes Grupos: Agentes de Superfície Álcoois Aldeídos Fenol e Compostos fenólicos Halogênicos Agentes Oxidantes Metais Pesados

14 Anti-sépticos e Desinfetantes Agentes de Superfície: Sabões e detergentes com poder anti-séptico e desinfetante. Suas moléculas possuem parte hidrofílica e hidrofóbica, que se ligam à água e gorduras, emulsificando e hidrolisando-as, assim como às proteínas. Compostos Aniônicos: agem sobre bactérias Gram + e BAAR, têm baixo custo e não irritam a pele, mas inativam compostos de amônia e geradores de cloro. Compostos Catiônicos: mais eficazes, são os compostos de amônia. Agem sobre Gram + e -, fungos e vírus, mas não sobre micobactérias e esporos. Têm baixa toxicidade mas inativam com matéria orgânica.

15 Anti-sépticos e Desinfetantes Álcoois: exercem ação germicida e bacteriostática quase imediata, porém sem nenhuma ação residual e ressecam a pele em repetidas aplicações, o que pode ser evitado adicionando glicerina a 2%. Etílico: 70 ou 90%, age em bactérias, micobactérias, vírus, mas não destrói esporos. É inócuo ao organismo, mas danifica borrachas é inflamável Isopropílico: mais efetivo, com mesmo espectro de ação.

16 Anti-sépticos e Desinfetantes Aldeídos: Formaldeído: solução alcoólica a 8% ou aquosa a 10%. Boa atividade contra bactérias, micobactérias, fungos e vírus, mas é muito tóxico e irritante para o organismo. Glutaraldeído: solução aquosa a 2%. Mesmo espectro, sendo usado para desinfecção prévia de instrumentos, tendo baixa toxicidade.

17 Anti-sépticos e Desinfetantes Fenóis e derivados: matam rapidamente as formas vegetativas, mas os esporos são resistentes. São tóxicos e possuem odor desagradável. Cresol: menos tóxico com baixo custo, utilizado para assoalhos e superfícies hospitalares. Hexaclorofeno: ação em 2h com bom efeito residual, mas aplicações prolongadas são tóxicas. Agentes Oxidantes: Peróxido de Hidrogênio, sem efeito residual, com inativação em matéria orgânica. Bactericida, mas não é esporicida.

18 Anti-sépticos e Desinfetantes Compostos Halogenados: Iodo e derivados: forte poder oxidante contra bactérias, fungos, vírus e protozoários. Efeito residual prolongado. 1. Compostos iodóforos: conservam inalteradas as propriedades germicidas do iodo, não queimam, não mancham tecidos, raramente provocam reações alérgicas, não interferem no metabolismo e mantêm ação germicida residual. Liberam o iodo lentamente, permitindo uma estabilidade maior para a solução. - Base de PVPI (1% de iodo ativo) em solução aquosa - Base de PVPI em solução alcoólica - Base de PVPI em solução detergente 2. Álcool iodado: iodo e álcool etílico a 70%

19 Anti-sépticos e Desinfetantes Cloro e derivados: potente germicida e esporicida. Tem ação imediata e efeito residual. Baixo potencial de toxicidade e de fotossensibilidade ao contato, pouco absorvidos pela pele íntegra. Usados para casos de alergia ao iodo. Metais Pesados: Bacteriostáticos com baixa ação terapêutica. Mercúrio cromo, nitromersol, timerosal (merthiolate).

20 Esterilização Antes de ser iniciada, o instrumental deve possuir o mínimo de microorganismos possíveis, tendo passado pela limpeza prévia, que aumenta a ação do esterilizante. Após a esterilização, os materiais devem ser condicionados por invólucros e estocados, respeitando sempre os prazos de validade de cada tipo embalagem (algodão cru, papel laminado com polietileno ou polipropileno, alumínio)

21 Esterilização Processos Físicos: Calor Seco: em estufas elétricas a mais de 140°C. Poder menor de penetração, mas não é corrosivo para instrumentos de corte. Calor Úmido: vapor saturado sob alta pressão (autoclave) a 120°C e 750mmHg por 30 min em média. Penetração em materiais porosos como roupas, borracha, além de instrumentos metálicos, vidro e seringas. É o mais utilizado. Radiação Ionizante: Raios gama cobalto-60. Usada para artigos descartáveis, mas é cara e insegura. Radiação não-ionizante: ondas ultrassônicas, raios UV e infravermelhos. Pouco usada por pouca penetração.

22 Esterilização Calor Seco Autoclave

23 Esterilização Processos Químicos: Devem garantir maior utilidade aos artigos, ter ação residual e pouca toxicidade. Óxido de Etileno: Gás incolor, muito inflamável. Indicado para nebulizadores, broncoscópios e laringoscópios, material elétrico. Alta penetração toxicidade. Glutaraldeído a 2%: exposição por 8 a 12h, indicado para acrílico, cateteres, drenos. Formaldeído: gás incolor, cáustico. 18h de exposição. Mesmas indicações que o glutaraldeído, mas com toxicidade maior.

24 Referências GOFFI, F.S. Técnica Cirúrgica: bases anatômicas, fisiopatológicas e técnicas de cirurgia. 4ªed. Rio de Janeiro: Atheneu; Cap.5. TAKACHI, M; MÓDENA, J.L. Assepsia e Antissepsia: Técnicas de Esterilização. Revista da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto e do Hospital das Clínicas da FMRP, Ribeirão Preto, v.41, n.8, p , GOMES, J.M.A; ESCALANTE, R.D. Assepsia e Antissepsia: Mitos e Verdades. In: BRAUNSTEIN, H.(Org.). Medicina Perioperatória. Rio de Janeiro: SAERJ; p KALIL, E.M; COSTA, A.J.F. Desinfecção e Esterilização. Disponível em: Acesso em 4 de junho


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