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O CUIDADO DE ENFERMAGEM AO SER HUMANO COM INSUFICIÊNCIA RESPIRATÓRIA AGUDA FACULDADE NOBRE Enfermeiro Intensivista da UTI do Monte Tabor Hospital São Raphael.

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1 O CUIDADO DE ENFERMAGEM AO SER HUMANO COM INSUFICIÊNCIA RESPIRATÓRIA AGUDA FACULDADE NOBRE Enfermeiro Intensivista da UTI do Monte Tabor Hospital São Raphael Hospital Dantas Bião – Alagoinhas Especialista em Urgência e Emergência Pós-graduando MBA em Auditória de Serviços de Saúde Docente: Cristiano Ribeiro Costa Feira de Santana

2 Incapacidade do sistema respiratório manter a ventilação e ou oxigenação. O sangue venoso venosos que retorna aos pulmões não consegue ser alterializado( Knobel,2005,p. 282). É uma deterioração súbita e com risco de vida da função da troca gasosa do pulmão ( BRUNNER e SUDDARTH,2005,p.575). Ocorre quando o organismo é incapaz de, oxigenar os tecidos e remover dióxido de carbono (SCHELL,2005, P. 222).

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4 AVALIAÇÃO INICIAL História clínica Exame físico Dados laboratoriais

5 PaO 2 < 60mmHg – hipoxemia e/ou; PaCO 2 > 50mmHg – hipercapnia e/ou PaCO 2 50mmHg; PH< 7,45. Obs: Define o grau, auxiliando no esclarecimento da sua causa.

6 Qual a diferença entre IRpa e IRpc? Presença de PH< que 7,35; Desvios repentinos da PaCo 2 de 5mmHg ou mais.

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8 SINAIS E SINTOMAS MAIS FREQUENTEMENTE OBSERVADOS SNC: Agitação, cefaléia, convulsões, tremores; Respiração: Alterações de amplitude, ritmo, freqüência, padrão, apnéia; Inspeção: Sudorese, cianose, uso de musculatura acessória; Ausculta: Roncos, sibilos, estertores, ausência de murmúrio vesicular; Hemodinâmica: Taquicardia, bradicardia, arritmias, hipertensão, hipotensão, parada cardíaca.

9 2. Gasometria arterial 3. Radiografia de tórax

10 SINAIS / EXAMESRESULTADOS ConsciênciaSonolência / torpor / coma DispnéiaModerada / intensa Frequência respiratória> 35 Saturação de O2< 90% PaO2<60 mmhg PaCO2> mmhg CianoseIntensa +++ / ++++ Estado hemodinâmicoInstável Aspecto RadiológicoHipersdensidade intensa e/ou bilateral PH 7.45 Os 10 mandamentos da IRpA

11 TIPOPaO2PaCO2Mecanismo básico Exemplo I<60mmHg< 50mmHg ou normal Déficit de oxigenação SDRA; Broncopneumonia grave. II Hipoventilação alveolar < 60mmHg>50mmHgDéficit de ventilação Diminuição do drive respiratório central; Doenças neuromusculares periféricas; Obstrução do fluxo aéreo. Mecanismos Básicos: Hipoventilação, desequilíbrio ventilação/perfusão, shunt e difusão diminuída, além da hipoxemia de origem extra pulmonar.

12 Redução da concentração ambiental de oxigênio expirado; Hipoventilação; CO 2 O 2 Anormalidade na difusão; Alteração da relação ventilação- perfusão( V/Q); Shunt intrapulmonar; Baixa tensão de oxigênio venoso misto( PvO2).

13 Disfunção no SNC: ( TCE,intoxicação exógena, AVC); Disfunções do sistema neuromuscular ( trauma cervical, poliomielite, miastenia gravis); Disfunção da caixa torácica ( escoliose, trauma torácico); Disfunção nas vias aéreas intra e extratorácicas ( aspiração de corpo estranho, compressão por tumores); Problemas pleurais incluindo hidropneumotórax e/ou fibrose.

14 Restauração das trocas gasosas adequadas para fornecer a distribuição de oxigênio aos órgãos vitais; Tratamento dos distúrbio subjacentes.

15 Seriar Gasometria; Aumentar Oferta de Oxigênio; Intubação Traqueal; Ventilação Mecânica Invasiva (VMI e VNI). Cateter nasal 30% Venturi 50% VNI com PEEP

16 TÉCNICA: Máscara e ambu conectados a oxigênio; Ter sempre material para aspiração orotraqueal; Testar o cuff do TOT antes da intubação; Retirar próteses dentárias; Proteção: luvas, máscaras e óculos; Sedação e analgesia: Midazolan e Fentanil; TOT: 7,0 - 7,5 - 8,0 - 8,5 - 9,0 - 9,5 e 10,0.

17 Permeabilidade ineficaz das vias aéreas; Troca gasosa prejudicada (ou risco); Ineficácia do padrão respiratório (ou risco); Alterações do débito cardíaco; Risco para infecção; Desobstrução ineficaz de vias aéreas ( ou risco); Ansiedade.

18 Manter e favorecer a expansão pulmonar; Mobilizar as secreções do aparelho respiratório; Assegurar a permeabilidade das vias aéreas; Manter ou favorecer a oxigenação dos tecidos; Restabelecer as funções cardiopulmonares; Melhorar a tolerância aos esforços.

19 Manter e promover a expansão pulmonar Posicionamento adequado; Exercícios respiratórios. Mobilização das secreções pulmonares Hidratar; Umidificar; Nebulização; Estimular aos exercícios fisioterápicos.

20 Manter as vias aéreas pérvias: Posicionamento adequado; Aspiração. Manter e promover a oxigenação dos tecidos: Oxigenoterapia. Restabelecimento das funções cardiopulmonar: Ressuscitação cárdio pulmonar.

21 O posicionamento adotado é o mais adequado para o cliente? Após a realização dos exercícios respiratórios houve melhora no padrão respiratório? O uso de técnicas de mobilização das secreções nas vias aéreas foi eficaz?

22 Após realização da aspiração traqueal houve desobstrução das VA e melhora do padrão ventilatório? A técnica de oxigenoterapia adotada é adequada para atender as demandas do cliente?

23 Verificar alterações sugestivas de aumento do trabalho da respiração (sudorese); Atentar para o nível de consciência e capacidade de tolerar um aumento no trabalho da respiração; Observar os sinais de hipoxemia e hipercapnia; Comparar os resultados da gasometria arterial atual com as anteriores; Observar o estado hemodinâmico;

24 Providenciar medidas para impedir a atelectasia; Promover a expansão torácica e a eliminação das secreções, conforme prescrito; Monitorar constantemente a freqüência respiratória, ritmo e profundidade; Administrar líquidos prescritos;

25 Comunicar se aumentar a letargia do paciente, se não consegue tossir nem expectorar as secreções, se não puder colaborar com a terapia ou se o PH cair abaixo de 7,30; Administrar medicamentos prescritos; Monitorar a oxigenação com a oxigenoterapia;

26 Administrar nebulização prescrita ; Promover mudança de decúbito, observando a posição de melhor adaptação respiratória; Acompanhar nível de hemoglobina e hematócrito; Acompanhar evolução radiológica do paciente.

27 O CUIDADO DE ENFERMAGEM AO SER HUMANO COM SINDROME DE ANGÚSTIA RESPIRATÓRIA AGUDA

28 É um tipo de insuficiência respiratória de instalação aguda e que acomete em geral indivíduos previamente sadios. CARACTERÍSTICAS Lesão e edema pulmonar súbito não- cardiogênico; Hipoxemia refratária à suplementação de oxigênio; Complacência pulmonar reduzida < 50ml/cmH 2 O; Infiltrado bilateral ao Rx; Relação PaO2/FIO2 < 200.

29 DIRETOSINDIRETOS BRONCOASPIRAÇÃOSEPSE INFECÇÃO PULMONAR DIFUSAPOLITRAUMA QUASE AFOGAMENTOPOLITRANSFUSÃO INALAÇÃO DE GASES TÓXICOSPANCREATITE CONTUSÃO PULMONAREMBOLIA GORDUROSA ASPIRAÇÃO DE SECREÇÕES GASTRICAS COAGULAÇÃO INTAVASCULAR DISSEMINADA HIPOTENSÃO OU CHOQUEINTIXICAÇÃO POR DROGAS

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34 Pressão hidrostática; Pressão osmótica coloidal; Integridade da membrana capilar. Na SARA a membrana capilar está rompida resultando em movimentação de fluidos e substâncias com alto peso molecular dentro dos capilares para o interstício e para o espaço alveolar.

35 Lesão da membrana alvéolo-capilar Extravasamento de líquido com alto teor de proteínas para espaços intersticiais e alvéolos Estreitamento das pequenas vias aéreas e complacência pulmonar reduzida Diminuição na capacidade residual funcional e hipoxemia grave e aumento do trabalho respiratório

36 Acúmulo de fluido e proteínas no pulmão Lesão às células responsáveis pelas trocas gasosas e inativação do surfactante Intensifica o colapso nos alvéolos Volume pulmonar Complacência Shunts Alteração distensibilidade intrapulmonares V/Q Shunts áreas perfundidas e não ventiladas

37 Hipoxemia refratária - a administração de oxigênio 100% leva a pouca ou nenhuma mudança na PaO2 devido ao shunt intrapulmonar significativo; Elevação da pressão de pico e redução da complacência; Pulmão rígido - dificuldade na movimentação do ar para dentro e para fora dos pulmões; Hipertensão pulmonar; Falência de órgãos adicionais. Obs: Os fatores desencadeantes da SARA ocorrem horas ou dias antes do estabelecimento da IRpA.

38 A meta é adaptar os volumes de ar corrente com base na mecânica pulmonar do paciente, em vez de normalizar a gasometria arterial; Prevenção de novas lesões ao pulmão; Manutenção da oxigenação pulmonar; Otimização da distribuição de oxigênio aos tecidos.

39 Restrição hídrica para evitar encharcamento alveolar ou hidratação para melhorar a distribuição de oxigênio aos tecidos? Resposta: Considere como meta um volume suficiente para garantir um débito cardíaco adequado que assegure a distribuição de oxigênio aos tecidos.

40 Gasometria arterial- PaO 2 em redução que não responde a O 2; Oximetria de pulso- comunicar se menor que 90%; Saturação de oxigênio venoso misto- comunicar se menor que 60%; Complacência estática e dinâmica; Comparação entre proteínas totais no aspirado traqueal e no plasma. No edema pulmonar cardiogênico é 0,7; Nível do ácido lático.

41 Fatores desencadeantes; Oferta r consumo de oxigênio; Balanço hídrico; Drogas vasoativas; Equilíbrio ácido-básico; Outras drogas: corticosteróides, prostaglandinas, surfactante, pentoxilina, oxido nítrico; Nutrição 35 a 45Kcal/kg por dia, exigências calóricas. Conteúdo arterial de oxigênio. Débito cardíaco.

42 Ventilação com volumes correntes baixos( 6ml/kg) para evitar volutrauma; Limitação das pressões ventilatórias para evitar e lesão alveolar por estresse; PEEP elevados para manter a distensão alveolar durante todo ciclo respiratório; FiO2 abaixo de 60% para prevenir toxicidade por oxigênio; Monitorização rigorosa.

43 Práticas de controle de infecção minimizam a colonização bacteriana e a pneumonia associada a ventilação; Lavagem das mãos e uso apropriado de luvas; Técnica estéril na aspiração de secreção endotraqueal; Mudar a posição para obter melhor ventilação e perfusão nos pulmões; Estimular a drenagem da secreção; Manuseio e cuidado do circuito; Aspirar secreção orofaríngea e higiene rotineira da cavidade oral;

44 Evitar broncoaspiração; Administrar oxigênio e terapia com nebulizador; Fisioterapia torácica intubação endotraqueal ou TQT; Reduzir a febre acima de 38,5 pois cada grau centígrado de aumento da temperatura aumenta o consumo de oxigênio em torno de 10%; Usar técnica fechada de aspiração e hiperoxigenação antes e depois para minimizar o impacto da aspiração no consumo de oxigênio.

45 CINTRA, E.A.; Nishide, V.M.; Nunes, W.A. Assistência de Enfermagem ao paciente crítico. 2. ed, São Paulo: Atheneu, KNOBEL, E.; Laselva, C.R.; Junior, D.F. Terapia Intensiva: enfermagem.SãoPaulo: Atheneu, LOPES, Mario.; Emergências Respiratórias. 2. ed, Rio de Janeiro: Guanabara koogan, SCHELL, Hildy M. Segredos em enfermagem na terapia intensiva. Tradução: Regina Garcez.Porto Alegre: Artmed,2005.


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