A apresentação está carregando. Por favor, espere

A apresentação está carregando. Por favor, espere

Energias Físicas Causadoras de Dano 1 – Barométrica - Pressão hipobárica: a) Mal das montanhas (ex. alpinistas). - Pressão hiperbárica: a) Ao nível do.

Apresentações semelhantes


Apresentação em tema: "Energias Físicas Causadoras de Dano 1 – Barométrica - Pressão hipobárica: a) Mal das montanhas (ex. alpinistas). - Pressão hiperbárica: a) Ao nível do."— Transcrição da apresentação:

1 Energias Físicas Causadoras de Dano 1 – Barométrica - Pressão hipobárica: a) Mal das montanhas (ex. alpinistas). - Pressão hiperbárica: a) Ao nível do mar. b) Imersos (ex. mergulhadores).

2 Mal da Montanha O mal da montanha (doença das alturas) é um problema provocado pela falta de oxigênio nas grandes altitudes. À medida que a altitude aumenta: A pressão atmosférica baixa; E o ar, menos denso, tem menos oxigênio; na quantidade de oxigênio.

3 Mal da Montanha na quantidade de oxigênio: - aumenta o ritmo e a profundidade da respiração; - Altera o equilíbrio entre os gases pulmonares e o sangue; - aumenta a alcalinidade do sangue e, - altera-se a distribuição de sais, como o potássio e o sódio dentro das células.

4 Mal da Montanha Como resultado: - A água distribui-se de forma diferente entre o sangue e os tecidos. - A grandes altitudes, o sangue contém menos oxigênio, provocando uma coloração azulada na pele, nos lábios e nas unhas (cianose). - Em poucas semanas, o corpo responde produzindo mais glóbulos vermelhos, com o objetivo de transportar mais oxigênio para os tecidos.

5 Mal da Montanha Os efeitos da altitude dependem da altura e da velocidade da subida. Os efeitos são menores a uma altura inferior a 2200 m, mas são mais evidentes e freqüentes acima dos 2800 m, depois de uma subida rápida. A maioria das pessoas adapta-se (aclimata-se) às alturas de até 3000 m numa questão de dias, mas aclimatar-se a alturas muito mais elevadas requer muitos dias ou até semanas.

6 Mal da Montanha O mal da montanha agudo afeta muitas pessoas que habitam regiões situadas ao nível do mar e que sobem a uma altitude moderada (2400 m) em 1 ou 2 dias. (Sintomas: falta de ar, aumento do seu ritmo cardíaco e cansaço fácil. Cerca de 20 % sofrem de dor de cabeça, náuseas ou vômitos e insônias. O exercício físico esgotante piora os sintomas). O edema pulmonar das alturas é muito mais freqüente nos homens do que nas mulheres. Normalmente, ocorre entre 24 e 96 horas depois da subida e é muito raro ocorrer em altitude abaixo dos 2700 m. (O edema pulmonar das alturas pode complicar-se rapidamente e, em poucas horas, deixar de ser uma doença moderada para passar a ser uma afecção possivelmente mortal).

7 Mal da Montanha A hemorragia retiniana (na retina) das alturas (pequenos pontos de sangue localizados na retina, a parte posterior do olho) pode acontecer, inclusivamente, ao atingirem-se alturas moderadas. (Se atingem e parte central (a mácula), estas pessoas notam um pequeno ponto cego. Em casos excepcionais a visão torna-se confusa num ou em ambos os olhos ou, inclusivamente, ocorre cegueira; estes episódios são, aparentemente, uma forma de enxaqueca e desaparecem pouco depois da descida). O edema cerebral das alturas (a forma mais grave do mal da montanha) começa entre as 24 e as 96 horas posteriores à chegada a um lugar de grande altitude ou então pode ser precedido pelo mal da montanha agudo ou pelo edema pulmonar das alturas. No edema cerebral (encefálico) das alturas acumula-se líquido no encéfalo.

8 Mal da Montanha (Sintomas: dificuldade em caminhar (ataxia), entorpecimento dos dedos ou dos movimentos das mãos, dores de cabeça mais intensas do que no mal da montanha agudo, mais tarde as alucinações, que normalmente, não são reconhecidas como tal). Quanto maior for a altitude, maior é a perda do discernimento e da percepção. Os sintomas são semelhantes aos efeitos provocados pelas bebidas alcoólicas.

9 Mal da Montanha O mal da montanha subagudo é uma perturbação pouco habitual que surgiu em filhos de pais chineses nascidos em altitudes moderadas ou para lá transferidos posteriormente e também em soldados destacados para altitudes de mais de 6000 m, durante semanas ou meses. Este problema é provocado por uma insuficiência cardíaca que origina uma grande acumulação de líquido nos pulmões, no abdômen e nas pernas. A descida para uma altitude mais baixa cura a doença e é imprescindível para salvar a vida da vítima.

10 Mal da Montanha O mal da montanha crônico (doença de Monge) desenvolve-se de forma gradual ao longo de vários meses ou anos em indivíduos que vivem em grandes altitudes. (Sintomas: falta de ar, letargia e diversas dores e queixas. É possível que se formem coágulos de sangue nas pernas e nos pulmões e que o coração falhe) O mal da montanha crônico ocorre quando o corpo faz uma compensação excessiva pela falta de oxigênio, produzindo demasiados glóbulos vermelhos. A vítima fica incapacitada e morre se não for transferida para uma altitude menor.

11 Pressão hiperbárica – ao nível do mar e imerso. Ao nível do mar: a pressão barométrica (atmosférica) que afeta a terra é provocada pelo peso do ar que se encontra por cima. Debaixo de água: - A pressão costuma ser medida em unidades de profundidade (pés ou metros) ou em atmosferas absolutas.

12 Pressão hiperbárica – ao nível do mar e imerso - A pressão em atmosferas absolutas inclui o peso da água, que a 10 m é de 1 atmosfera, mais a pressão atmosférica à superfície, que é também de 1 atmosfera. - Por isso, um mergulhador que se encontre a uma profundidade de 10 m está exposto a uma pressão total de 2 atmosferas absolutas ou, o que é o mesmo, duas vezes a pressão atmosférica da superfície. - Em cada 10 m adicionais de profundidade, a pressão aumenta 1 atmosfera.

13 Efeitos da alta pressão Ao mesmo tempo que aumente a pressão fora do corpo, aumenta também a pressão no sangue e nos tecidos corporais, mas não necessariamente nos espaços que contêm ar, como os pulmões ou as vias respiratórias. Nas profundidades, a pressão nos pulmões e nas vias respiratórias equilibra-se automaticamente com a do exterior quando se dispõe de um fornecimento de ar, como no caso de uma pessoa que mergulha com um capacete ou com um escafandro.

14 Efeitos da alta pressão Os espaços de ar existentes dentro de uma máscara facial ou no interior de uns óculos de mergulho também estão sujeitos a alterações de pressão. A pressão das máscaras iguala-se graças ao ar que é expulso pelo nariz. Mas a pressão dos óculos simples não se iguala; a menor pressão interna fá-los atuar como ventosas de sucção aplicadas aos olhos. A diferença de pressão faz com que os vasos sanguíneos próximos da superfície dos olhos se dilatem, percam líquido e, finalmente, rebentem e percam sangue.

15 Efeitos da alta pressão Se o canal que liga o ouvido médio e a parte posterior da garganta (trompa de Eustáquio) não se abre normalmente (ou seja, se os ouvidos não «estalam» ao bocejar ou ao engolir), a pressão no ouvido médio torna- se mais baixa do que a do ouvido externo. Nestas circunstâncias, o aumento de pressão sobre o tímpano que separa o ouvido médio do externo faz com que este se distenda para dentro e, se a pressão aumentar até certo ponto, possa rebentar e provocar uma grande dor e a perda da audição.

16 Efeitos da alta pressão A ruptura do tímpano costuma curar-se, mas, frequentemente, depois de ter ocorrido uma infecção do ouvido médio. Se o tímpano rebenta quando o mergulhador se encontra em águas frias, a corrente que penetra no ouvido médio provoca vertigens (um grave enjoo com a sensação de andar à roda), desorientação e náuseas. Como conseqüência podem surgir vômitos, com o conseqüente risco de afogamento. A vertigem diminui à medida que a água que entrou no ouvido atinge a temperatura corporal.

17 Efeitos da alta pressão As diferenças de pressão no ouvido médio podem afetar o ouvido interno (responsável pela audição e pelo equilíbrio). Esta pressão desigual é a explicação para as vertigens que os mergulhadores sentem por vezes (vertigem alternobárica) quando começam a subir. Em casos excepcionais ocorre uma ruptura entre o ouvido interno e o ouvido médio, provocando uma perda de líquido. Uma ruptura com estas características pode precisar de reparação cirúrgica imediata, para evitar efeitos irreversíveis.

18 Efeitos da alta pressão As diferenças de pressão provocam efeitos semelhantes sobre os seios (sacos cheios de ar localizados nos ossos que rodeiam o nariz), provocando dor de cabeça e na cara. Quando a congestão impede que a pressão dos ouvidos e dos seios se iguale, podem ser usados os descongestionantes para abrir temporariamente os canais nasais obstruídos, as trompas de Eustáquio e os seios. No entanto, se forem feitas várias imersões sem que as pressões possam ser igualadas, costuma verificar-se algum tipo de lesão.

19 Efeito da pressão parcial O ar é uma mistura de gases, principalmente azoto e oxigênio, com quantidades muito reduzidas doutros gases. Cada gás tem uma pressão parcial, que depende da sua concentração no ar e da pressão atmosférica. Por exemplo, a concentração de oxigênio no ar é de aproximadamente 21 %. Por isso, a pressão parcial do oxigênio é de 0,21 atmosferas à superfície (ao nível do mar). À medida que a profundidade aumenta, a concentração de oxigênio continua a ser a mesma, mas a sua pressão parcial aumenta porque a pressão atmosférica sobe. A pressão parcial do oxigênio a 2 atmosferas absolutas é o dobro do da superfície.

20 Efeito da pressão parcial Os efeitos que a maioria dos gases provocam sobre o corpo dependem da sua pressão parcial. Por exemplo, a alta pressão parcial de oxigênio pode ter efeitos prejudiciais (toxicidade do oxigênio). Respirar oxigênio a uma pressão parcial de mais de 0,5 atmosferas (como quando se inala ar formado por mais de 50 % de oxigênio a 1 atmosfera absoluta) durante um dia ou mais pode lesar os pulmões.

21 Efeito da pressão parcial Respirar oxigênio a uma pressão parcial mais elevada é tóxico para o cérebro. Se a pressão parcial do oxigênio se aproximar das 2 atmosferas, sobretudo durante a atividade física, o mergulhador pode sofrer convulsões semelhantes a um ataque de epilepsia.

22 Efeito da pressão parcial Respirar oxigênio a uma alta pressão parcial provoca narcose por azoto (um problema que se assemelha à intoxicação etílica). Este efeito é evidente a 35 m ou menos de profundidade na maioria dos que praticam imersão respirando ar comprimido e pode provocar incapacidade a mais de 90 m (cerca de 10 atmosferas absolutas).

23 Efeito da pressão parcial Como o hélio não produz este efeito, é utilizado (em vez do azoto) para diluir o oxigênio nas garrafas em imersões muito profundas, nas quais a percentagem de oxigênio deve ser reduzida para manter a sua pressão parcial abaixo dos valores tóxicos. Os que praticam imersão com pulmão livre costumam respirar energicamente (hiperventilar) antes de submergir, expirando uma grande quantidade de anidrido carbônico ao mesmo tempo que fornecem pouco oxigênio ao sangue.

24 Efeito da pressão parcial Esta manobra permite-lhes conter a respiração e nadar mais tempo debaixo de água pois as suas concentrações de anidrido carbônico são baixas. Esta técnica também é perigosa porque as pessoas que fazem imersão podem ficar sem oxigênio e perder a consciência antes de o anidrido carbônico chegar a um nível suficientemente elevado para lhes indicar a necessidade de voltar à superfície para respirar.

25 Efeito da pressão parcial Os riscos de conter a respiração durante muito tempo são maiores para quem mergulhe a grandes profundidades, porque consome a totalidade do oxigênio dos seus pulmões. Ao emergir após uma imersão a grande profundidade, a pressão parcial do oxigênio que fica no sangue diminui consideravelmente, pelo que se pode perder a consciência antes de inalar oxigênio suficiente.

26 Efeito da pressão parcial Esta seqüência de atos é provavelmente a responsável por muitos afogamentos inexplicáveis entre os que praticam pesca submarina e outras pessoas que fazem a imersão com pulmão livre.

27 Compressão e expansão do ar As alterações de volume do ar dentro do corpo também podem provocar problemas médicos À medida que a pressão aumenta, o ar comprime-se num espaço menor (ou seja, diminui o seu volume). Quando a pressão diminui, pelo contrário, o ar expande- se (o seu volume aumenta). Por exemplo, quando a pressão duplica (como quando se mergulha desde a superfície até uma profundidade de 10 m), o volume de ar reduz-se a metade e, quando a pressão se reduz até metade (como ao subir de uma profundidade de 10 m), o volume de ar duplica.

28 Compressão e expansão do ar Por isso, se um mergulhador encher os seus pulmões com ar a uma profundidade de 10 m e subir sem expirar livremente, o volume de ar duplica, os pulmões expandem-se em demasia e isso pode provocar a morte. Devido a isso, os mergulhadores que tiverem um fornecimento de ar, como por exemplo uma botija de oxigênio, não devem conter a respiração durante a subida. O ar inalado a determinada profundidade (inclusivamente à profundidade de uma piscina) deve ser exalado livremente durante a subida.

29 Compressão e expansão do ar Os equipamentos de mergulho que permitem voltar a respirar várias vezes o mesmo ar mantêm o fornecimento de gás e permitem que o mergulhador permaneça mais tempo debaixo de água. Um exemplo deste tipo de equipamento é um respirador de oxigênio de circuito fechado, que proporciona oxigênio fresco ao mergulhador; o resto do gás volta a ser inalado. A quantidade de oxigênio fresco que é necessária é só de do total do ar respirado e não aumenta com a profundidade da imersão, pelo que para a maioria das imersões é suficiente uma menor quantidade de gás.

30 Compressão e expansão do ar Uma desvantagem dos dispositivos de reinalação é que a quantidade de anidrido carbônico que o mergulhador liberta, que é quase igual ao seu consumo de oxigênio, tem de ser absorvida por meio de compostos químicos. Se não se verificar a sua absorção ou se esta for insuficiente, aumenta a concentração de anidrido carbônico do gás reinalador. Um mergulhador que não se aperceba disso (por exemplo, por um aumento da sua respiração ou então porque lhe falta o ar) pode perder a consciência.

31 Compressão e expansão do ar Uma desvantagem dos dispositivos de reinalação é que a quantidade de anidrido carbônico que o mergulhador liberta, que é quase igual ao seu consumo de oxigênio, tem de ser absorvida por meio de compostos químicos. Se não se verificar a sua absorção ou se esta for insuficiente, aumenta a concentração de anidrido carbônico do gás reinalador. Um mergulhador que não se aperceba disso (por exemplo, por um aumento da sua respiração ou então porque lhe falta o ar) pode perder a consciência.

32 Compressão e expansão do ar Os valores anormalmente elevados de anidrido carbônico (intoxicação pelo anidrido carbônico) podem provocar perdas transitórias da visão e da consciência. Algumas pessoas sofrem uma acumulação de anidrido carbônico porque não aumentam adequadamente a sua freqüência respiratória durante o esforço físico. As elevadas concentrações de anidrido carbônico aumentam a possibilidade de ocorrerem convulsões secundárias à toxicidade do oxigênio e aumentam a gravidade da narcose do azoto.

33 Compressão e expansão do ar Os mergulhadores que sofrem frequentemente de dores de cabeça depois de uma imersão ou que se gabam de utilizar pouco ar podem estar a reter anidrido carbônico. A imersão pode complicar-se devido à falta de visibilidade, às correntes de água que requerem um grande esforço físico e ao frio. Na água pode rapidamente ser provocada hipotermia (descida da temperatura corporal), o que provoca entorpecimento e falta de discernimento.

34 Compressão e expansão do ar A água fria pode alterar mortalmente o ritmo cardíaco nas pessoas vulneráveis. A intoxicação pelo anidrido carbônico, devida ao ar contaminado, pode provocar incapacidade e até a morte. Os sintomas desta intoxicação são náuseas, dor de cabeça, fraqueza, entorpecimento e alucinações. Os medicamentos, bem como o abuso do álcool ou de outras drogas, também podem ter efeitos imprevistos nas profundidades.

35 Compressão e expansão do ar A água fria pode alterar mortalmente o ritmo cardíaco nas pessoas vulneráveis. A intoxicação pelo anidrido carbônico, devida ao ar contaminado, pode provocar incapacidade e até a morte. Os sintomas desta intoxicação são náuseas, dor de cabeça, fraqueza, entorpecimento e alucinações. Os medicamentos, bem como o abuso do álcool ou de outras drogas, também podem ter efeitos imprevistos nas profundidades.

36 Embolia de ar A embolia por gás (embolia gasosa) é a obstrução dos vasos sanguíneos causada pela presença de bolhas na corrente sanguínea, normalmente provocadas pela expansão do ar retido nos pulmões do mergulhador enquanto diminui a pressão durante uma subida. Na embolia gasosa, o ar retido nos pulmões expande-se e incha-os em excesso, produzindo-se uma passagem de ar para a corrente sanguínea sob a forma de bolhas.

37 Embolia de ar Se estas obstruírem os vasos sanguíneos do encéfalo, provocam danos como uma trombose ou uma hemorragia. A embolia gasosa é uma emergência grave e uma causa de morte muito freqüente entre os desportistas subaquáticos.

38 Embolia de ar A causa mais freqüente de embolia gasosa ocorre quando o mergulhador contém a respiração durante uma subida com garrafas, o que quase sempre é conseqüência de se ter esgotado o ar na profundidade. Por causa do pânico, o mergulhador pode esquecer-se de expirar livremente à medida que o ar dos seus pulmões se expande enquanto sobe.

39 Embolia de ar A embolia gasosa pode ser provocada até numa piscina se a pessoa tiver uma fonte externa de ar, inspirar debaixo de água e não expirar ao subir para a superfície. O sintoma mais característico é a perda súbita de consciência, com ou sem convulsões.

40 Embolia de ar Às vezes surgem sintomas menos graves, que podem ir desde uma confusão ou uma agitação até uma paralisia parcial. Se os pulmões se insuflarem em excesso, também pode acontecer que o ar do seu interior chegue aos tecidos que envolvem o coração (enfisema mediastínico) ou até por baixo da pele (enfisema subcutâneo).

41 Embolia de ar Por vezes, os pulmões excessivamente carregados rebentam e libertam ar para o espaço que separa os pulmões da parede torácica (pneumotórax). Como conseqüência, os pulmões colapsam, provocando falta de ar e dor no peito. Os sintomas que indicam que existe uma lesão pulmonar podem ser a expectoração com sangue ou a saída de espuma ensangüentada pela boca.

42 Doença por descompressão A doença por descompressão (mal da descompressão, embolia gasosa, paralisia dos mergulhadores) ocorre quando os gases dissolvidos no sangue e nos tecidos formam bolhas que obstruem a passagem do sangue, provocando dor ou outros sintomas. Podem formar-se bolhas quando uma pessoa se desloca de um ambiente de alta pressão para outro de baixa pressão, o que acontece ao subir de uma imersão.

43 Doença por descompressão O sintoma mais comum é a dor, que se denomina «paralisia dos mergulhadores». Normalmente ocorre numa articulação do braço ou da perna, ou perto dela, embora normalmente seja difícil determiná-la. A dor também é difícil de descrever (às vezes diz-se que é «profunda» ou que dá a sensação de que «algo está a perfurar o osso»).

44 Doença por descompressão Noutros casos, a dor é aguda e a sua localização precisa. Ao princípio pode ser ligeira ou intermitente, mas pouco a pouco pode piorar e tornar-se realmente intensa. Em geral, a zona dorida não dói ao ser pressionada, não está inflamada nem implica dificuldades de movimento. Os sintomas neurológicos vão desde uma confusão ligeira a um funcionamento cerebral anormal.

45 Doença por descompressão A espinal medula é especialmente vulnerável e sintomas aparentemente menos importantes, como fraqueza ou formigueiro num braço ou numa perna, podem preceder uma paralisia irreversível, a menos que o processo seja tratado de imediato com oxigênio e recompressão. O ouvido interno pode ser afetado, de tal forma que a pessoa sente uma vertigem intensa.

46 Doença por descompressão As comichões, a erupção cutânea e a fadiga aguda são sintomas menos freqüentes. O aparecimento de manchas (marmoreação) na pele, um sintoma em geral muito pouco freqüente, pode preceder ou acompanhar graves problemas que requerem recompressão.

47 Doença por descompressão A dor abdominal pode dever-se à formação de bolhas no abdome, mas a dor que envolve o corpo como um cinto (dor de cintura) pode indicar uma lesão na espinal medula. Os efeitos tardios do mal da descompressão incluem a destruição do tecido ósseo (osteonecrose disbárica, necrose óssea asséptica), especialmente no ombro e na anca, provocando uma dor persistente e uma incapacidade grave.

48 Doença por descompressão Estas lesões são muito mais freqüentes entre quem trabalha em ambientes com ar comprimido do que entre os mergulhadores, provavelmente porque a exposição dos primeiros a altas pressões é prolongada e as embolias gasosas que sofrem nem sempre são tratadas. Só uma descompressão incorreta pode provocar estas lesões, que pioram gradualmente com o passar dos meses e dos anos. Quando os sintomas aparecem, já é tarde para tomar medidas preventivas.

49 Doença por descompressão Os problemas neurológicos permanentes, como uma paralisia parcial, costumam dever- se a um tratamento atrasado ou inadequado de uma afecção da medula óssea. No entanto, em determinados casos a lesão é tão grave que não pode ser corrigida, mesmo com um tratamento apropriado.

50 Doença por descompressão Os tratamentos repetidos com oxigênio numa câmara de alta pressão parecem ajudar algumas pessoas a recuperarem das lesões medulares. Uma lesão da medula óssea espinal causada por descompressão tem mais possibilidades de recuperar do que a mesma lesão provocada por outros fatores.

51 O mal da descompressão respiratória Sufocação é uma perturbação pouco freqüente, mas, no entanto, perigosa, provocada por uma grande obstrução dos vasos sanguíneos pulmonares pela formação de bolhas. Em alguns casos, esse problema resolve-se sem tratamento, mas também pode piorar rapidamente até provocar um colapso circulatório e a morte, a menos que se faça de imediato uma recompressão. Os primeiros sintomas podem ser mal-estar no peito e tosse ao inspirar profundamente ou ao inalar fumo de cigarro.

52 Energias Físicas 2 – Elétrica; a) cósmica (queraurano gráfica; raio, centelha). b) artificial (eletricidade industrial). 3 – Luminosa; solar e artificial.

53 Energia elétrica Uma lesão provocada pela corrente elétrica é o dano que se verifica quando uma corrente elétrica atravessa o corpo e queima o tecido ou interfere com o funcionamento de um órgão interno. A corrente elétrica que atravessa o corpo gera calor, podendo queimar gravemente os tecidos e destruí-los. Uma descarga elétrica pode provocar um curto-circuito nos sistemas elétricos do organismo, causando uma interrupção no funcionamento do coração (paragem cardíaca).

54 Energia elétrica As lesões elétricas podem ser provocadas: - Pela queda de um raio sobre uma pessoa ou, - Por contacto com cabos elétricos; - Linhas elétricas caídas ou, - Algum elemento que conduza a eletricidade a partir de um cabo elétrico ativo, como um tanque de água.

55 Energia elétrica A gravidade da lesão, que pode variar entre uma queimadura ligeira e a morte, é determinada: - Pelo tipo e pela intensidade da corrente, - Pela resistência do corpo à referida corrente no ponto de entrada, - Pelo percurso da mesma dentro do organismo e, - Pela duração da exposição.

56 Energia elétrica Em geral, a corrente contínua é menos perigosa do que a corrente alterna. Os efeitos da corrente alterna sobre o corpo dependem, em grande parte, da velocidade com que esta varia (ou seja, a sua freqüência), um fator que se mede em ciclos por segundo (hertzs, Hz).

57 Energia elétrica As correntes de baixa freqüência, de 50 e 60 Hz, são mais perigosas do que as correntes de alta freqüência e entre 3 e 5 vezes mais perigosas do que a corrente contínua da mesma voltagem e intensidade (amperagem). A corrente contínua tem tendência para provocar fortes contrações musculares que, com freqüência, afastam a vítima da fonte de energia.

58 Energia elétrica A corrente alterna de 60 Hz faz com que os músculos fiquem congelados (contraídos) na sua posição, o que impede que as vítimas possam interromper a fonte da corrente. Como resultado, a exposição pode ser prolongada e provocar graves queimaduras. Geralmente, quanto mais altas forem a voltagem e a amperagem, maior será o dano que a corrente produzirá, independentemente do seu tipo.

59 Energia elétrica A potência da corrente elétrica mede-se em amperes (A). Um miliampere (mA) é de 1 A. O corpo pode aperceber-se do contacto com a corrente contínua que entra pela mão a cerca de 5 a 10 A; pode sentir a corrente doméstica comum, que é uma corrente alterna de 60 Hz, com 1 a 10 mA.

60 Energia elétrica A corrente máxima que faz com que os músculos do braço se contraiam, mas que ainda permite que a mão solte a fonte da corrente, recebe o apropriado nome de corrente de libertação. Este valor é de, aproximadamente, 75 mA para a corrente contínua e, no caso da corrente alterna, de 2 a 5 mA nas crianças, de 5 a 7 mA nas mulheres e de 7 a 9 mA nos homens, dependendo da massa muscular do braço.

61 Energia elétrica Nas correntes de baixa potência, entre 60 e 100 mA, a corrente alterna de 60 Hz de baixa voltagem (de 110 a 220 V) que atravesse o tórax durante 1 segundo pode provocar ritmos cardíacos irregulares que põem a vida em perigo. Para produzir o mesmo efeito são necessários entre 300 e 500 mA de corrente contínua. Se a eletricidade for diretamente ao coração, por exemplo através de um pacemaker, uma corrente muito mais baixa (de menos de 1 mA) pode provocar arritmias graves.

62 Energia elétrica A resistência é a capacidade de deter ou desacelerar a passagem da corrente elétrica. A resistência máxima do corpo concentra-se na pele e depende diretamente do seu estado. A resistência média da pele seca e sã é 40 vezes maior do que a da pele fina e húmida.

63 Energia elétrica Quando a pele está arranhada ou tem feridas, ou quando se aplica a corrente sobre membranas mucosas húmidas como a boca, o reto ou a vagina, esta resistência é apenas metade da pele húmida e intacta. A resistência da pele grossa e calosa da palma da mão ou da planta do pé é 100 vezes maior que a das zonas da pele mais fina.

64 Energia elétrica Enquanto a corrente elétrica atravessa a pele, pode libertar grande parte da sua energia na superfície porque ali encontra resistência. Se a resistência da pele for alta, podem ser provocadas grandes queimaduras superficiais nos pontos de entrada e de saída, com carbonização dos tecidos intermédios. Os tecidos internos também se queimam, dependendo da sua resistência.

65 Energia elétrica O percurso que a corrente faz dentro do corpo pode ser crucial no momento de se determinar o grau de lesão. O ponto de entrada da eletricidade mais freqüente é a mão. O segundo é a cabeça. O ponto de saída mais freqüente é o pé. Devido ao fato de a corrente que vai de braço a braço ou de um braço a uma perna poder atravessar o coração, ela é muito mais perigosa do que a corrente que vai de uma perna ao solo.

66 Energia elétrica A corrente que atravessa a cabeça pode provocar hemorragias cerebrais, paralisias respiratórias, alterações psicológicas (como problemas de memória a curto prazo, alterações da personalidade, irritabilidade e alterações no sono) e irregularidade no ritmo cardíaco. As lesões nos olhos podem provocar cataratas.

67 Energia elétrica A duração da exposição é importante. Quanto maior for o período de exposição, maior será a quantidade de tecido danificado. Uma pessoa que fique agarrada a uma fonte de corrente elétrica pode sofrer queimaduras graves.

68 Energia elétrica Por outro lado, quem tenha sido atingido por um raio raramente sofre queimaduras externas ou internas graves, porque tudo acontece de forma tão rápida que a corrente tende a passar por fora do corpo sem provocar danos importantes nos tecidos internos. No entanto, o raio pode provocar um curto-circuito no coração e nos pulmões, chegando a paralisá-los, bem como a danificar os nervos e o encéfalo.

69 Energia elétrica Os sintomas dependem das complexas interações de todas as características da corrente elétrica. Um choque de corrente elétrica pode assustar uma pessoa, derrubá-la ou provocar-lhe fortes contrações musculares. Qualquer destes efeitos poderão provocar deslocações, fraturas e contusões. A vítima pode ficar inconsciente. A respiração e o coração podem paralisar. O trajeto das queimaduras elétricas pode ser visto como uma linha claramente traçada sobre a pele e até nos tecidos internos.

70 Energia elétrica Uma corrente de alta voltagem por vezes mata os tecidos localizados entre os pontos de entrada e de saída, provocando extensas superfícies de músculo queimado. Como resultado, perdem-se grandes quantidades de líquido e de sais (eletrólitos) e, em certos casos, a tensão arterial baixa perigosamente, como nas queimaduras graves. As fibras musculares danificadas libertam mioglobina, que pode lesar os rins e provocar insuficiência renal.

71 Energia elétrica Uma pessoa molhada pode entrar em contacto com uma corrente elétrica (por exemplo, quando um secador cai dentro da banheira ou se pisa um charco que está em contacto com uma linha elétrica subterrânea). Nestas situações, a resistência da pele reduz-se a tal ponto que a vítima não se queima, mas pode sofrer uma paragem cardíaca e morrer se não lhe forem feitas manobras de reanimação rapidamente.

72 Energia elétrica Os raios raramente provocam queimaduras de entrada e de saída e em poucos casos originam dano muscular ou mioglobina na urina. Num primeiro momento pode-se perder a consciência e até, por vezes, entrar em estado de coma ou então sofrer confusão temporária, mas estes estados costumam desaparecer numa questão de horas ou de dias. A causa mais freqüente de morte, quando um raio atinge uma pessoa, é a paralisia do coração e dos pulmões (paragem cardiorrespiratória).

73 Energia elétrica As crianças que, acidentalmente, metem na boca extremidades de cabos podem sofrer queimaduras na boca e nos lábios. Estas queimaduras não só provocam deformações na cara, como também problemas de crescimento dos dentes, do maxilar e da cara.

74 Energia elétrica A criança deverá ser examinada por um especialista em ortodontia ou por um estomatologista, bem como por um cirurgião especialista em queimaduras. Um perigo adicional é que, quando a crosta se soltar, ocorra uma grave hemorragia de uma artéria do lábio, geralmente 7 a 10 dias depois da lesão.

75 Energias Físicas Energias Físicas: 1 – Radioativa ou Actínica; raio x, radium, cobalto, urânio enriquecido, outras formas. 2 – Sonora; a) instantânea (explosão, som de impacto). b) contínua (ruído laboral, música com volumes altos).

76 Energia física radioativa ou actínica As lesões causadas pela radiação são o dano provocado nos tecidos em virtude de uma exposição às radiações. Geralmente, a radiação refere-se a ondas ou partículas de alta energia emitidas por fontes naturais ou artificiais (geradas pelo homem).

77 Energia física radioativa ou actínica As lesões dos tecidos podem ser provocadas por uma breve exposição a altos valores de radiação ou então por uma exposição prolongada a baixos níveis. Alguns efeitos adversos da radiação duram pouco tempo. Outros provocam doenças crônicas.

78 Energia física radioativa ou actínica Os primeiros efeitos de doses elevadas tornam-se óbvios em questão de minutos ou nos dias posteriores à exposição. Outros efeitos só são evidentes semanas, meses e até anos depois. As mutações do material genético celular dos órgãos sexuais só se podem tornar evidentes se a pessoa exposta à radiação tiver filhos. Essas crianças podem nascer com defeitos genéticos.

79 Energia física radioativa ou actínica Escaparam, acidentalmente, grandes quantidades de radiação das centrais de energia nuclear, como a de: - Three Mile Island, na Pensilvânia (EUA), em 1979, e - A de Chernobyl (Ucrânia), em O acidente de Three Mile Island não provocou uma grande exposição radioativa.

80 Energia física radioativa ou actínica - De fato, as pessoas que viviam a uma distância aproximadamente de 1,5 km da central receberam menos radiação do que a quantidade de raios X que qualquer pessoa, em média, recebe num ano. - No entanto, as pessoas que viviam perto da central de Chernobyl foram expostas a muito mais radioatividade. - Mais de 30 afetados morreram e muitos outros sofreram ferimentos. - A radiação desse acidente chegou à Europa, à Ásia e aos Estados Unidos.

81 Energia física radioativa ou actínica No total, a exposição à radiação gerada por reatores nos primeiros 40 anos de uso de energia nuclear, excluindo Chernobyl, provocou 35 exposições graves com 10 mortos, embora nenhum caso tenha sido associado às centrais nucleares. Nos países industrializados, os reatores de energia nuclear devem cumprir estritas medidas governamentais que limitam a quantidade de material radioativo libertado a valores extremamente baixos.

82 Energia física radioativa ou actínica A radiação mede-se em unidades diferentes. O roentgen (R) mede a quantidade desta no ar. O gray (Gy) é a quantidade de energia realmente absorvida por qualquer tecido ou substância após uma exposição à radiação.

83 Energia física radioativa ou actínica Como alguns tipos de radiação podem afetar uns organismos biológicos mais do que outros, para descrever a intensidade dos efeitos que a radiação produz sobre o corpo, em quantidades equivalentes de energia absorvida, utiliza-se o sievert (SV). Os efeitos prejudiciais da radiação dependem da quantidade (dose), da duração e do grau de exposição.

84 Energia física radioativa ou actínica Uma única dose rápida de radiação pode ser mortal, mas a mesma dose total aplicada num lapso de semanas ou meses pode provocar efeitos mínimos. A dose total e o grau de exposição determinam os efeitos imediatos sobre o material genético das células.

85 Energia física radioativa ou actínica Chama-se dose à quantidade de radiação a que uma pessoa está exposta durante um determinado período de tempo. A dose de radiação ambiental que se torna inevitável é baixa, cerca de 1 a 2 miligrays (1 miligray equivale a gray) por ano, e não provoca efeitos detectáveis sobre o organismo.

86 Energia física radioativa ou actínica Por outro lado, os efeitos da radiação são cumulativos, ou seja, cada exposição é somada às anteriores até determinar a dose total e o seu provável efeito sobre o organismo. Da mesma forma, à medida que aumenta a proporção da dose ou a dose total, aumenta também a probabilidade de se produzirem efeitos detectáveis.

87 Energia física radioativa ou actínica Os efeitos da radiação também dependem da percentagem do organismo que é exposto. Por exemplo, mais de 6 grays costumam provocar a morte quando a radiação se distribui sobre toda a superfície corporal. No entanto, quando se limita a uma área pequena, como acontece na terapia contra o cancro, é possível aplicar 3 ou 4 vezes esta quantidade sem que se produzam danos graves no organismo.

88 Energia física radioativa ou actínica A distribuição da radiação no corpo também é importante. As partes do mesmo em que as células se multiplicam rapidamente, como o intestino e a medula óssea, são mais danificadas pela radiação do que os tecidos cujas células se multiplicam mais lentamente, como os músculos e os tendões. Durante a radioterapia contra o cancro, faz-se todo o possível para proteger as partes mais vulneráveis do organismo, com o fim de poder utilizar doses mais elevadas.

89 Energia física radioativa ou actínica A exposição à radiação provoca dois tipos de lesões: agudas (imediatas) e crônicas (retardadas ou tardias). A síndrome cerebral é provocada quando a dose total de radiação é extremamente alta (mais de 30 grays).

90 Energia física radioativa ou actínica Revela-se sempre mortal. Os primeiros sintomas, náuseas e vômitos, são seguidos de apatia, sonolência e, em alguns casos, coma. Estes sintomas são provocados, muito provavelmente, pela inflamação do tecido cerebral. Em poucas horas dão-se estremecimentos (tremores), convulsões, incapacidade para andar e, finalmente, a morte.

91 Energia física radioativa ou actínica A síndrome gastrointestinal produz-se a partir de doses menores de radiação, mas também igualmente altas (4 grays ou mais). Os sintomas consistem em náuseas, vômitos e diarreias graves, que provocam grande desidratação. Inicialmente, a síndrome é provocada pela morte das células que revestem o trato gastrointestinal (mucosa).

92 Energia física radioativa ou actínica Os sintomas persistem devido ao desprendimento progressivo do revestimento mucoso e ao desenvolvimento de infecções bacterianas. Finalmente, as células que absorvem nutrientes ficam completamente destruídas e produz-se perda de sangue na zona lesionada, para o interior do intestino, normalmente em grandes quantidades. Entre 4 e 6 dias depois da exposição à radiação podem crescer novas células. Mas, mesmo que assim seja, as vítimas que sofrem desta síndrome provavelmente morrerão em virtude de uma insuficiência da medula óssea, entre 2 e 3 semanas mais tarde.

93 Energia física radioativa ou actínica A síndrome hematopoiética afeta a medula óssea, o baço e os gânglios linfáticos, que são os principais centros de produção de células sanguíneas (hematopoiese). Manifesta-se depois de uma exposição de 2 a 10 grays de radiação e começa com perda de apetite (anorexia), apatia, náuseas e vômitos. Estes sintomas são mais graves ao fim de 6 a 12 horas depois da exposição e podem regredir completamente entre 24 e 36 horas mais tarde.

94 Energia física radioativa ou actínica Durante este período em que não há sintomas, as células produtoras de sangue localizadas nos gânglios linfáticos, no baço e na medula óssea começam a desgastar-se, a diminuir e não se formam de novo, o que implica uma grave carência de glóbulos brancos e vermelhos. A falta de glóbulos brancos (que combatem as infecções) costuma provocar infecções graves. Se a dose total de radiação for de mais de 6 grays, as insuficiências hematopoiéticas e gastrointestinais costumam ser mortais.

95 Energia física radioativa ou actínica A síndrome radioativa de tipo agudo verifica-se numa pequena proporção de doentes depois de um tratamento com radiação (radioterapia), especialmente se tiver sido aplicada sobre o abdômen. Os sintomas compreendem náuseas, vômitos, diarreia, perda de apetite, dor de cabeça, sensação de mal-estar geral e um ritmo cardíaco acelerado (taquicardia). Costumam regredir num lapso de horas ou de poucos dias. Não se conhece com rigor a causa desta síndrome.

96 Energia física radioativa ou actínica Uma exposição prolongada ou repetida a baixas doses de radiação proveniente de implantes radioativos ou de fontes externas pode provocar a interrupção dos períodos menstruais (amenorreia), bem como uma menor fertilidade tanto nos homens como nas mulheres. Também pode aparecer um menor impulso sexual (líbido), cataratas e uma diminuição na quantidade de glóbulos vermelhos (anemia), glóbulos brancos (leucopenia) e plaquetas (trombocitopenia).

97 Energia física radioativa ou actínica As doses muito elevadas aplicadas sobre zonas limitadas do corpo provocam a queda do cabelo, enfraquecimento da pele e formação de feridas abertas (úlceras), calos e veias aracniformes (pequenas áreas avermelhadas que contêm vasos sanguíneos dilatados que se encontram sob a pele, ou aranhas vasculares). Com o tempo, este tipo de exposições pode provocar cancro de células escamosas (uma variedade de cancro). Anos depois da ingestão de certos compostos radioativos, como os sais de rádio, podem formar-se tumores ósseos.

98 Energia física radioativa ou actínica Em alguns casos, certo tempo depois de concluída a radioterapia contra o cancro, produzem-se graves lesões nos órgãos que estiveram expostos à mesma. A função renal pode ser alterada após um período (período latente) de 6 meses a 1 ano depois de uma exposição a doses de radiação extremamente altas. Também pode surgir anemia e um aumento da (pressão) tensão arterial.

99 Energia física radioativa ou actínica Nos músculos, a acumulação de grandes doses pode provocar uma doença dolorosa que inclui debilitamento muscular (atrofia) e a formação de depósitos de cálcio. Poucas vezes estas alterações provocam tumores musculares malignos. A radiação aplicada sobre os tumores pulmonares pode provocar inflamação dos mesmos (pneumonite radioactiva) e uma grande dose provocará graves cicatrizações (fibrose) no tecido pulmonar, o que pode ser mortal.

100 Energia física radioativa ou actínica O coração e o seu revestimento (pericárdio) podem inflamar-se depois de uma radiação extensa sobre o esterno e o tórax. Grandes doses acumuladas sobre a coluna dorsal podem provocar uma lesão gravíssima, que pode acabar em paralisia. A radiação sobre o abdômen (contra o cancro dos gânglios linfáticos, dos testículos ou dos ovários) pode provocar úlceras crônicas, cicatrização e perfuração intestinal.

101 Energia física radioativa ou actínica A radiação altera o material genético das células que se multiplicam. Nas células que não pertencem ao sistema reprodutor, estas alterações podem provocar anomalias no crescimento celular, como cancro ou cataratas.

102 Energia física radioativa ou actínica Quando os ovários e os testículos são expostos à radiação, a possibilidade de a descendência ter anomalias genéticas (mutações) aumenta nos animais de laboratório, mas este efeito ainda não foi devidamente comprovado nos seres humanos. Alguns investigadores afirmam que a radiação é inofensiva abaixo de determinada dose (limiar), enquanto outros opinam o contrário e pensam que qualquer índice de radiação sobre os ovários ou os testículos pode ser prejudicial.

103 Energia física radioativa ou actínica Como todavia não há dados definitivos a este respeito, a maioria das autoridades sanitárias recomendam que a exposição à radiação médica e laboral não ultrapasse um determinado nível. Em qualquer caso, a possibilidade de contrair doenças ou mutações genéticas relacionadas com a radiação é estimada em 1 entre 100 por cada gray de exposição e cada pessoa recebe só uma média de 0,001 grays de radiação por ano.

104 Energia física radioativa ou actínica Quando se manifesta a síndrome (encefálica) cerebral ou gastrointestinal, o diagnóstico é claro e o prognóstico pouco animador. A síndrome cerebral é mortal num período de tempo que varia entre horas e poucos dias. A síndrome gastrointestinal, geralmente, é mortal num lapso de 3 a 10 dias, apesar de algumas pessoas sobreviverem algumas semanas.

105 Energia física radioativa ou actínica A síndrome hematopoiética costuma causar a morte em períodos de 8 a 50 dias. A morte pode ser provocada por uma infecção grave num lapso de 2 a 4 semanas ou por uma abundante perda de sangue (hemorragia) de 3 a 6 semanas após a exposição.

106 Energia física radioativa ou actínica O diagnóstico de lesões crônicas por radiação é difícil ou impossível se se desconhecer ou se passar por alto a origem da exposição. Se se suspeitar que existe uma lesão por radiação, investiga-se possíveis exposições laborais, consultando porventura os arquivos das instituições estatais ou governamentais que mantenham registros das exposições radioativas.

107 Energia física radioativa ou actínica Podemos examinar periodicamente os cromossomas, que contêm o material genético celular, em busca de determinadas anomalias que costumam ocorrer depois de uma significativa exposição radioactiva. No entanto, os resultados destes exames não costumam ser concludentes. Se os olhos tiverem estado expostos à radiação, devem ser examinados periodicamente em busca de cataratas.

108 Energias Físicas 1 – Térmica: a) frio (geladura). b) calor (queimadura, intermação, insolação).

109 Lesões produzidas pelo frio A temperatura corporal baixa quando a pele é exposta a um ambiente mais frio; Quando aumenta a perda de calor; Quando o sangue não pode fluir com normalidade ou, Quando diminui o fornecimento de alimentos e de oxigênio.

110 Lesões produzidas pelo frio O risco de sofrer lesões pelo frio aumenta quando a nutrição é inadequada ou a quantidade de oxigênio é insuficiente, como ocorre nas grandes altitudes. As lesões que o frio provoca, normalmente, não se manifestam, nem sequer em climas extremamente frios, se a pele, os dedos das mãos e dos pés, as orelhas e o nariz estiverem bem protegidos e não ficarem expostos ao ar durante muito tempo.

111 Lesões produzidas pelo frio Quando a exposição é mais prolongada, o organismo estreita automaticamente os pequenos vasos sanguíneos da pele e dos dedos das mãos e dos pés, das orelhas e do nariz para canalizar mais sangue para os órgãos vitais como o coração e o encéfalo. No entanto, esta medida de autoproteção tem um preço: como estas partes do corpo recebem menos sangue quente, arrefecem com maior rapidez.

112 Lesões produzidas pelo frio As lesões provocadas pelo frio compreendem: - A hipotermia, situação em que todo o corpo arrefece, atingindo temperaturas potencialmente perigosas; - O congelamento parcial, ou seja, quando partes do corpo ficam superficialmente danificadas; - O congelamento, em que alguns tecidos corporais ficam completamente destruídos.

113 Lesões produzidas pelo frio - A excessiva exposição ao frio também provoca frieiras e pé-de-imersão. A Hipotermia costuma ser tão gradual e subtil que tanto a vítima como os outros não se apercebem do que está a suceder.

114 Lesões produzidas pelo frio Os movimentos tornam-se lentos e entorpecidos, o tempo de reação é mais lento, a mente turva-se, a pessoa não pensa com clareza e tem alucinações. Quem sofre hipotermia pode cair, andar sem destino fixo ou, simplesmente, deitar-se para descansar e até morrer. Se a pessoa se encontrar na água, move-se com dificuldade, pouco depois desiste e, finalmente, afoga- se.

115 Lesões produzidas pelo frio O congelamento parcial é uma lesão provocada pelo frio em que algumas partes da pele congelam, mas não ficam danificadas de forma irreversível. Neste caso, as zonas da pele congeladas tornam-se brancas e duras, posteriormente incham e provocam dor. Depois, a pele pode cair, como acontece depois de uma queimadura do sol, e tanto as orelhas como as bochechas podem ficar sensíveis ao frio durante meses ou anos, mesmo que não apresentem lesões evidentes.

116 Lesões produzidas pelo frio O único tratamento que pode ser aplicado neste tipo de situação consiste em aquecer a zona durante alguns minutos, a menos que ela esteja gravemente congelada. Nestes casos, o tratamento é o mesmo que para o congelamento.

117 Lesões produzidas pelo frio O Congelamento é uma lesão provocada pelo frio em que uma ou mais partes do corpo ficam permanentemente danificadas. É mais provável que o congelamento afete quem tem circulação deficiente devido à arteriosclerose (espessamento e endurecimento das paredes arteriais), a espasmo (que pode ser provocado pelo tabagismo, por alguns problemas neurológicos e por determinados medicamentos) ou à dificuldade do fluxo sanguíneo por compressão provocada por botas ou luvas demasiado apertadas. As mãos e os pés expostos ao frio são mais vulneráveis.

118 Lesões produzidas pelo frio O dano que o congelamento provoca deve-se a uma combinação de fluxo sanguíneo reduzido com a formação de cristais de gelo nos tecidos. Quando a pele congela, adquire uma cor avermelhada, incha e provoca dor, até que finalmente se torna negra. As células das zonas congeladas morrem. Dependendo da intensidade do congelamento, o tecido afetado pode chegar a recuperar ou gangrenar.

119 Lesões produzidas pelo frio As frieiras (também por vezes chamadas pérnios), são sensações dolorosas de frio ou de queimadura em partes do corpo que tenham estado congeladas. Aparecem depois de uma exposição ao frio, mesmo que não tenha sido muito intensa. As frieiras são difíceis de tratar e persistem durante anos.

120 Lesões produzidas pelo frio O pé-de-imersão (ou pé-de-trincheira) é uma lesão provocada pelo frio que acontece quando um pé permanece húmido, envolto em meias ou botas e frio durante vários dias. O pé torna-se pálido, húmido e frio, e a circulação diminui.

121 Lesões produzidas pelo frio Se o pé-de-imersão não for tratado, pode produzir-se uma infecção. O tratamento consiste em aquecer, secar e limpar suavemente o pé. É aconselhável mantê-lo elevado. Deverão ser administrados antibióticos e, eventualmente, uma dose de reforço da vacina antitetânica. Por vezes, embora raramente, este tipo de lesões ocorre nas mãos.

122 Energias físicas térmicas - calor O corpo costuma ser capaz de manter a sua temperatura dentro de uma margem estreita, quer seja num clima temperado, quer num clima frio, mediante a sudação, com alterações na respiração, variando o fluxo sanguíneo que chega à pele e aos órgãos internos. No entanto, uma exposição excessiva a altas temperaturas pode provocar alterações, como esgotamento por calor, golpe de calor (insolação) e cãibras, intermação e queimadura.

123 Energias físicas térmicas - calor O risco de sofrer de uma destas alterações provocadas pelo calor aumenta com a humidade elevada, que diminui o efeito refrescante da sudação, e com o exercício físico prolongado e esgotante, que aumenta a quantidade de calor que os músculos produzem. Os idosos, as pessoas muito obesas e os alcoólicos crônicos são especialmente vulneráveis às alterações do calor, tal como os que ingerem determinados medicamentos, como anti-histamínicos, fármacos antipsicóticos, álcool e cocaína.

124 Energias físicas térmicas – calor - prostração A prostração provocada pelo calor é um processo devido a uma exposição ao calor durante várias horas, na qual a perda excessiva de líquidos provocada pela sudação causa fadiga, queda da pressão (tensão) arterial e, por vezes, um colapso. A exposição a altas temperaturas pode provocar perda de líquidos através da sudação, sobretudo durante a atividade física ou o exercício.

125 Energias físicas térmicas – calor - prostração Juntamente com os líquidos, perdem-se sais (eletrólitos), o que altera a circulação e o funcionamento do encéfalo. Como resultado, pode verificar-se prostração. A prostração causada pelo calor parece uma situação grave, mas, na realidade, raramente o é.

126 Energias físicas térmicas – calor - prostração Os principais sintomas são o aumento da fadiga, debilidade, ansiedade e sudação excessiva. A pessoa pode sentir que desmaia estando em pé porque o sangue se acumula (armazena-se) nos vasos sanguíneos das pernas, que se dilatam com o calor. O batimento cardíaco (ritmo) torna-se mais lento e fraco, a pele arrefece, empalidece e toma um aspecto húmido e viscoso e o indivíduo afetado fica confuso.

127 Energias físicas térmicas – calor - prostração A perda de líquidos reduz o volume de sangue, faz descer a tensão arterial e pode provocar um colapso ou desmaio. Geralmente, a prostração provocada pelo calor é diagnosticada com base nos sintomas.

128 Energias físicas térmicas – calor - insolação O golpe de calor- insolação é uma doença que pode pôr a vida em perigo, que deriva de uma prolongada exposição ao calor e na qual uma pessoa não pode suar o suficiente para fazer descer a sua temperatura corporal. Esta doença costuma desenvolver-se rapidamente e requer um tratamento intensivo e imediato.

129 Energias físicas térmicas – calor - insolação Se uma pessoa estiver desidratada e não puder suar o suficiente para arrefecer o seu corpo, a temperatura corporal pode atingir níveis perigosamente elevados e provocar um golpe de calor. Certas doenças, como a esclerodermia e a fibrose quística, diminuem a capacidade de sudação e, consequentemente, aumentam o risco de ocorrer um golpe de calor.

130 Energias físicas térmicas – calor - insolação A pele fica quente, avermelhada e geralmente seca. O ritmo cardíaco acelera-se e depressa pode atingir as 160 ou 180 pulsações por minuto, em vez do índice normal de 60 a 100 pulsações por minuto. O ritmo respiratório aumenta, mas a tensão arterial raramente varia. A temperatura corporal, que deverá ser medida no reto, rapidamente ascende a 40º ou 41ºC, provocando uma sensação de fogo interior. A pessoa pode sentir-se desorientada e confusa, perder rapidamente a consciência ou ter convulsões.

131 Energias físicas térmicas – calor - insolação O golpe de calor - insolação pode provocar alterações permanentes ou a morte se não for tratado de imediato. Uma temperatura de 41ºC é muito grave e uma temperatura de apenas 1º mais costuma ser mortal. Rapidamente poderá verificar-se uma lesão permanente nos órgãos internos, como o encéfalo, chegando muitas vezes a ser fatal. Os idosos e quem sofre de uma doença debilitante, incluindo os alcoólicos, tendem a ser os mais prejudicados. Geralmente, o diagnóstico de golpe de calor baseia-se nos sintomas.

132 Energias físicas térmicas – calor - cãibras Estas cãibras são espasmos musculares graves que ocorrem depois de se suar excessivamente ao desenvolver uma atividade física intensa em condições de calor extremo. Estas cãibras são provocadas por uma perda excessiva de líquidos e de sais (eletrólitos) como o sódio, o potássio e o magnésio, devida a uma sudação intensa, tal como acontece durante a prática de uma atividade física extenuante.

133 Energias físicas térmicas – calor - cãibras As cãibras provocadas pelo calor são muito comuns entre os trabalhadores manuais, como o pessoal das casas das máquinas, os ferreiros e os mineiros. O excesso de proteção, como o vestuário que os alpinistas ou os esquiadores usam, pode ocultar uma grande sudação.

134 Energias físicas térmicas – calor - cãibras Este tipo de cãibras costuma começar inesperadamente nas mãos, nas barrigas das pernas ou nos pés. Costumam ser dolorosas e impedem os movimentos. Os músculos endurecem, ficam tensos e torna-se difícil descontraí-los. As cãibras provocadas pelo calor podem ser evitadas ou tratadas consumindo bebidas ou alimentos que contenham sal.

135 Energias físicas térmicas – calor - cãibras Em casos excepcionais a pessoa afetada deve receber líquidos e sais por via endovenosa. Os comprimidos de sal podem ajudar a evitá-las, mas, normalmente, provocam queixas no estômago. Há que ter em conta que, se se consumir sal em excesso, pode provocar-se uma retenção de líquidos (edema).

136 Energias físicas térmicas – calor A antiga classificação das queimaduras 1º grau (eritema, rubor). 2 – 2º grau (flictema - bolha – líquido seroso com proteína e cloretos – sinal de Chambert positivo).

137 Energias físicas térmicas – calor 3º grau (escarificação – necrose – cicatrizes que podem produzir danos deformantes e/ou perturbações funcionais). 4º grau (Carbonização): a) superficial – e assim um isolante tanto térmico quanto elétrico. b) profunda.

138 Energias físicas térmicas – calor Modernamente as queimaduras são classificadas em: 1 – Superficiais: hiperemia, na área atingida pelo agente térmico que traz pouca energia ou estabelece contato fugaz. Destrói somente as células mais superficiais da epiderme. (a hiperemia some à compressão e retorna quando se desfaz a pressão).

139 Energias físicas térmicas – calor 2 – Parciais: comprometem toda a epiderme e a superfície da derme, mas poupam os anexos cutâneos – matriz dos pêlos e os ácinos das glândulas sebáceas e sudoríparas. Dividem-se em: a) superficiais – destroem a epiderme até a camada basal, formando bolhas. A seqüela é o distúrbio da pigmentação do local. b) profundas – destroem a epiderme e suas terminações nervosas, a derme superficial e parte da derme profunda. Não atingem os anexos e a hipoderme. A seqüela é o quelóide.

140 Energias físicas térmicas – calor 3 – Totais: destroem todos os planos da pele, os anexos cutâneos e a vascularização. - As lesões são pálidas, com aspecto e consistência semelhante a couro e não exsudam pelo fechamento da rede vascular profunda. - Atingem, além da gordura, a musculatura. São insensíveis. - A seqüela são escaras com tecido necrótico, cicatrizes deformantes. - Quase sempre necessitam de reabilitação.

141 Energias físicas térmicas – calor - A gravidade das queimaduras depende de vários fatores: extensão, profundidade, localização, idade da vítima e agente causal. - Para a Associação Americana de Queimaduras: discreta, moderada e grave. - A área de uma das mãos estendidas corresponde a 0,8% da superfície corporal (Perry et al. 1996), acabando com a controvérsia entre autores de 1 a 2,5%.

142 Energias físicas térmicas – calor - A morte das células libera substâncias que fazem desencadear a resposta inflamatória: endotelina, histamina, bradicinina, serotonina, prostaglandinas, catecolaminas, vasopressina, monóxido de nitrogênio e citocinas. - A reação local às queimaduras tem uma vertente vascular e outra celular dependentes dos mediadores químicos.

143 Energias físicas térmicas – calor O estado físico do agente: A forma e a distribuição das lesões pode até identificar o agente. Fogo: 1- Pêlos - extremidade distal retorcida e friável, aspecto e cheiro característico – encrespados ou crestados. 2- Roupas – a propagação da carbonização, faz-se de baixo para cima. Conforme o tecido pode agravar as lesões da chama inicial (combustível rápido).

144 Energias físicas térmicas – calor FOGO: é a causa mais freqüente de queimaduras graves em mulheres idosas e adultos. GASES OU VAPORES: muito aquecidos, mas não inflamados. As lesões (queimaduras) podem ser parciais e profundas As lesões (queimaduras) ocorrem nas partes desnudas do corpo. Acidentes com panelas de pressão, autoclaves, saunas como exemplos.

145 Energias físicas térmicas – calor - A morte depende do agente térmico e dos fatores pessoais. - A causa mais precoce de morte é a intoxicação por monóxido de carbono (a concentração chega a ppm nos locais fechados e em locais abertos a ppm – partes por milhão), cianetos, etc. fruto da combustão dos materiais presentes no ambiente. - Baixa concentração de O2 pela combustão de materiais. Alta concentração de carboxiemoglobina acima de 50%. - Espasmo dos bronquíolos em decorrência da ação irritante das substâncias inaladas.

146 Energias físicas térmicas – calor - Juntamente com os gases tóxicos são aspirados partículas de carvão, fuligem, cinza que podem ser vistas na necropsia com a abertura da árvore respiratória e no conteúdo gástrico. - Apesar do grau avançado de destruição superficial, na maioria das vezes, as vísceras mostram-se bem preservadas e passíveis de serem examinadas sem dificuldade.

147 Energias físicas térmicas – calor - As fraturas ósseas por ação do calor não podem ser vistas como produzidas por ação contundente. - As fraturas do crânio pela ação do fogo, pela ruptura de veias da dura-máter costumam produzir hematoma intracraniano, no setor epidural após a morte. - O encéfalo ferve. O sangue vai para as meninges. Pela retração da dura-máter os vasos de drenagem rompem-se, podendo colecionar inclusive no espaço subdural.

148 Energias físicas térmicas – calor - Nas primeiras 24 horas – desidratação > alterações hemodinâmicas (choque) >insuficiência renal (necrose tubular aguda) > pulmão de choque. - À necropsia é comum o grande aumento de peso dos pulmões. De cor vermelho-vinhosa e sem crepitação à palpação. - Exame microscópico após as 48 horas: a) depósito de membranas hialinas sobre as paredes septais. b) obliteração de pequenos vasos por trombos de fibrina.

149 Energias físicas térmicas – calor - Cerca de 75% dos grandes queimados morre de infecção generalizada (sepse). - Ainda hoje considerada por muitos (inclusive KriseK) como inevitável a ocorrência de infecções (bons resultados pela intervenção cirúrgica precoce e mais agressiva). - A eliminação nos mecanismos de defesa – queratinização e descamação das células superficiais, produção de substâncias lipídicas antibacterianas e concorrência da flora normal – favorecem as infecções.

150 Energias físicas térmicas – calor Líquidos Escaldantes: 1 – costumam produzir queimaduras descendentes (gravidade). 2 – lesão de maior intensidade em plano superior com relação ao solo. 3 – lesões características de vítimas dormindo. 4 – crianças em acidentes domésticos e no banho (nádegas, genitália e pés). (negligência, pelo E.C.A.).

151 Energias físicas térmicas – calor Da Perícia: - A perícia em queimadura pode ser feita em pessoas vivas e em cadáveres. - O diagnóstico da reação vital diz respeito apenas à necropsia forense. - Lesão dolosa tem importância na caracterização de certos itens dos parágrafos primeiro e segundo do artigo 129 do Código Penal (lesões corporais) e, na aplicação da pena.

152 Energias físicas térmicas – calor Da Perícia: - Como possibilidades, temos a caracterização do perigo de vida, a redução da capacidade funcional de um membro, a incapacidade por mais de 30 dias para as ocupações habituais ou a deformidade permanente. - Para fins civis, a quantificação de dano para efeito de indenização, seja o crime doloso ou culposo.

153 Energias físicas térmicas – calor - Queimaduras de face > dano estético de vulto. - Queimaduras das mãos e dos pés > comprometer tendões formando aderências > redução da função. - Queimaduras na genitália > impotência instrumental no homem. Assim mesmo podemos determinar o sexo do cadáver pelo achado do útero ou da próstata.

154 Energias físicas térmicas – calor - Pielonefrite aguda pela infecção ascendente das vias urinárias. - Queimaduras profundas que interessam toda a circunferência de um segmento - queimaduras circunferências – (ex. tórax e pescoço). > síndrome compartimental > cirurgia (escarotomia).

155 Energias físicas térmicas – calor - Contudo o exame dos dentes pelo odontolegista é o melhor processo de identificação. - Nas carbonizações podemos recorrer ao exame radiológico do esqueleto (calos ósseos de fraturas antigas, a forma dos seios paranasais, principalmente os frontais).

156 Energias físicas térmicas – calor Causa jurídica das queimaduras: - A maior causa (1ª) os acidentes (no lar com crianças e idosos). - Hábito de fumar com o dispositivo para acendê-lo (idosos) – exame de nicotina na urina. (30% das mortes nos EUA) - Pessoas embriagadas e drogadas aumentam o risco de acidentes pelo fogo. (coordenação muito diminuída). - Auto lesões pelos agentes térmicos não é comum.

157 Energias físicas térmicas – calor Causa jurídica das queimaduras: - As lesões criminosas como a tortura, o castigo corporal (mulheres e crianças) são comuns. - A 2ª maior causa de morte pela ação térmica direta é o suicídio. - O homicídio por ação térmica já foi mais raro (excluindo, quando as pessoas são mortas inicialmente por outros meios). - Incêndios criminosos: para fraudar seguros; por vingança; por irresponsabilidade de piromaníacos; para ocultar crime.

158 Energias físicas térmicas – calor Diagnóstico da reação vital: - Reação inflamatória; - As bolhas das queimaduras parciais aparecem em menos de uma (1) hora; - Dosagem de monóxido de carbono no sangue (teores de carboxiemoglobina acima de 50%). - Produção de outros produtos tóxicos (ex. os cianetos.

159 Energias físicas térmicas – calor - Aspiração de gases tóxicos (partículas de carvão, fuligem, cinza – vistas pela abertura das vias respiratórias). - A quantidade de calor e o tempo exigido para a cremação de um corpo, nunca são conseguidos em incêndios, agressões e nas dissimulações de homicídios. - A face do corpo voltada para baixo fica bem preservada. - A queimadura com microondas que esquenta os tecidos que contem mais água. (mais pele e músculo e menos gordura).

160 Energias físicas térmicas – frio - Diz-se que há hipotermia quando a Tc (temperatura central –medida preferencialmente no esôfago e se não no reto) cai abaixo dos 35ºC. - A hipotermia costuma dividir-se em: 1- leve (35 a 32ºC); 2- moderada (32 a 28ºC); 3- grave (< 28ºC). - Para alguns autores; 4- profunda (20 a10ºC); 5- muito profunda (10 a 5ºC); 6- ultraprofunda (< 5ºC).

161 Energias físicas térmicas – frio - Não há lesões patognomônicas da hipotermia. - A causa jurídica mais comum é o acidente. - Podem ocorrer crimes dolosos como: abandono de incapaz ao relento, no frio. - Crimes culposos relacionados com atividade terapêutica clínica ou cirúrgica. - Raramente o suicídio por expor-se deliberadamente ao frio ambiental.

162 Energias físicas térmicas – frio - Na água a temperatura de 2,5 a 12ºC, após 2 horas de contato em média a morte ocorre. - A hipotermia é produzida de forma muito mais rápida em contato com a água gelada. - Os segmentos mais atingidos pela lesão são as mãos e os pés – 90% dos casos. Se bem protegidos a maior incidência migra para as orelhas, o nariz e as regiões malares.

163 Energias físicas térmicas – frio - As geladuras devem ser avaliadas somente após o descongelamento. - As geladuras podem ser classificadas em superficiais e profundas ou em quatro graus: 1º grau – pele de consistência aumentada e com área pálida. 2º grau – edema e bolhas com conteúdo límpido e cristalino.

164 Energias físicas térmicas – frio - As geladuras podem ser classificadas em quatro graus: 3º grau – pele de consistência de uma placa endurecida e bolha com conteúdo hemorrágico. 4º grau – necrose do segmento afetado e trombose arterial.

165 Energias físicas térmicas – frio - Provenientes de acidentes, a maioria das lesões está mais ligada às ações de ressarcimento de dano, indenizações por acidentes de trabalho. - O diagnóstico da gravidade depende da evolução.

166 Energias físicas térmicas – frio - Faz-se necessário pesquisar a existência de incapacidade por amputação de segmentos, ou deficiências residuais motoras, sensitivas ou psíquicas. - Tem sido referidas alterações de enrijecimento articular e áreas de desmineralização e destruição óssea nos segmentos comprometidos.

167 Energia Física Elétrica Industrial - As lesões causadas pela eletricidade industrial chamamos de eletroplessão. - Nos acidentes de alta tensão: parada respiratória central; parada cardíaca em assistolia; hemorragia tardia. - Nos acidentes de baixa tensão: fibrilação ventricular; parada respiratória periférica.

168 Energia Física Elétrica Industrial - Eletroplessão Síndrome desencadeada pela eletricidade artificial. As lesões localizadas mais simples são: Marca elétrica de Jellinek: lesão esbranquiçada e dura, mumificada, com a forma do eletroduto (fio, plug), com centro encovado e bordas elevadas. Metalização ou Salpicos metálicos: marcas com destaque da pele e metal do eletroduto fundido no fundo das mesmas.

169 Energia Física Elétrica Industrial - Eletroplessão Efeito Joule: transformação da energia elétrica em térmica, podendo dar queimaduras de 1º, 2º e 3º graus. Oftalmia elétrica: com formação de cataratas. Lesões nervosas: neurites, parestesias, atrofias musculares, paralisias. Lesões vasculares: fragilidade vascular. Lesões ósseas: formação de pérolas de fosfato de cálcio.

170 Energia Física Elétrica ELETROCUSSÃO Ação sistêmica ou letal da energia elétrica artificial. FULGURAÇÃO Lesões localizadas, não letais, produzidas pela eletricidade cósmica ou queraurano gráfica, sendo a mais característica o: Sinal de Lichtenberg de aspecto arboriforme (em "folha de samambaia"), resultante da paralisia vascular ou da difusão elétrica pela pele. FULMINAÇÃO Lesões sistêmicas ou letais produzidas pela eletricidade cósmica ou queraurano gráfica

171 Energia Física Elétrica Industrial Causa Jurídica da morte: - Acidentes > infortúnios no trabalho. - Acidentes > que se confundem com suicídios > práticas eróticas. - Cadeira elétrica > modo de execução da pena capital. - Prática da tortura (crime hediondo) > regiões sensíveis do organismo (úmidas = baixa resistência, corrente mais intensa).

172 Energia Física Elétrica Industrial Perícia: - Constatar incapacidades e estabelecer o nexo causal com o acidente. - Nos acidentes de alta tensão, as lesões são extensas e inconfundíveis. - Nos acidentes de baixa voltagem pode haver dificuldades diagnósticas nas necropsias. - Fragmentos de epiderme colados ao condutor que eletrocutou a vítima.

173 Energia Física Elétrica Natural - A ação não letal da eletricidade natural sobre o organismo é chamada de fulguração. - Alguns autores chamam de fulminação, ação letal da eletricidade natural – fulminar é lançar raios, coriscos. Perícia: - Mau estado das vestes e lesões por ação contundente podem trazer suspeitas. - Sinais gerais de asfixia.

174 Energia Física Elétrica Lesões produzidas pelo efeito joule da corrente e pela ação luminosa dos arcos voltaicos, que podem persistir: - Surdez - Catarata tardia (redução progressiva da transparência do cristalino). - Lesões do epitélio da córnea - ceratite (conseqüência dos raios UV).

175 Energias químicas Também denominadas queimaduras por cáusticos, nome de todas as substâncias químicas que provocam desorganização ou necrose dos tecidos. Em Medicina Legal, distinguem-se as substâncias químicas pelo efeito, em geral escaras: EFEITO DESIDRATANTE: ácido sulfúrico (vitríolo ou azeite de vitríolo), escara roxa a preta, dura; cal virgem, soda em escamas, potassa em escamas, escara vermelha a branca.

176 Energias químicas EFEITO OXIDANTE: ácido nítrico, escaras amarelas; ácido clorídrico, escaras cinza a roxas; ácido fênico, escaras esbranquiçadas; ácido crômico, nitrato de prata, escaras marrom escuro a pretas. EFEITO FLUIDIFICANTE: soda cáustica, em solução; ácido acético, amoníaco - formam escaras moles e úmidas, de esbranquiçadas a amareladas.

177 Energias químicas EFEITO COAGULANTE: sais de mercúrio, zinco, cobre, chumbo - coagulam as proteínas, em geral lesões esbranquiçadas EFEITO IRRITANTE: gases bélicos (iperita, lewisita) - liberam ácido clorídrico intrahístico (dentro dos próprios tecidos).


Carregar ppt "Energias Físicas Causadoras de Dano 1 – Barométrica - Pressão hipobárica: a) Mal das montanhas (ex. alpinistas). - Pressão hiperbárica: a) Ao nível do."

Apresentações semelhantes


Anúncios Google