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O FENÔMENO LA NIÑA E O IMPACTO PROJETADO SOBRE A SAFRA 2010/2011 Julho de 2010 Carlos Cogo.

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1 O FENÔMENO LA NIÑA E O IMPACTO PROJETADO SOBRE A SAFRA 2010/2011 Julho de 2010 Carlos Cogo

2 O EFEITO DO LA NIÑA NA SAFRA 2010/2011 O fenômeno climático El Niño que atuava desde 2009 se enfraqueceu totalmente e, no lugar de águas aquecidas, já se observa o resfriamento das águas sobre o Oceano Pacífico equatorial, o que representa o início da instalação de um novo episódio de La Niña nos próximos meses e que deve se estender pelo menos até o verão de 2011 As águas do Oceano Pacífico, que estavam mais quentes que o normal durante o El Niño registrado no último ano, estão se resfriando lentamente. As mudanças devem inverter a tendência de chuvas em regiões como o Sul do Brasil – previsão que afertará diversos segmentos da agricultura brasileira e de outros países da América do Sul

3 Para o inverno, as previsões apontam menos chuva e mais frio que no ano passado para essa fase de transição. O grande problema para a agricultura será para a safra de verão 2010/2011. Confirmado o La Niña, pode faltar água As chuvas em excesso que chegam aos campos do Sudeste dos Estados Unidos podem fazer falta aos produtores não apenas do Sul e do Centro-Oeste do Brasil. Argentina, Chile, Paraguai e Peru também tendem a sofrer com déficit hídrico Já as regiões Norte e Nordeste do Brasil, ao contrário, podem receber até mais chuvas. Os principais centros meteorológicos do mundo estão apresentando sinais de La Niña para este segundo semestre O EFEITO DO LA NIÑA NA SAFRA 2010/2011

4 Durante este mês de julho, será possível dimensionar a força do La Niña e, aí sim, medir sua influência no clima nas regiões agrícolas do Brasil O fenômeno tem características opostas às do El Niño. No Sul do Brasil, o La Niña tende sempre a reduzir as chuvas e a umidade do ar. No entanto, nem sempre se manifesta tão claramente quanto seu irmão (El Niño). Ou seja, mesmo que as águas superficiais do Pacífico continuem se resfriando, a ocorrência de seca pode ser localizada ou nem mesmo se confirmar O que ocorre é que, a partir da mudança na temperatura do Pacífico, as massas de ar úmido da região amazônica não se deslocam para o Sul, permanecem na região ou seguem para o Nordeste O EFEITO DO LA NIÑA NA SAFRA 2010/2011

5 Dessa forma, estados da Região Sul, importantes produtores de grãos, especialmente Paraná e Rio Grande do Sul, passam a depender de chuvas que venham do Sul, nem sempre suficientes Quanto maior o resfriamento das águas oceânicas, mais chances dessa alteração. A variação na temperatura das águas do Pacífico é muito lenta O mais difícil, neste momento, é determinar a intensidade deste próximo fenômeno La Niña O resfriamento das águas do Oceano Pacífico equatorial deve aumentar gradualmente no decorrer deste inverno, com o La Niña totalmente configurado durante a Primavera e permanecendo durante o verão 2011 O EFEITO DO LA NIÑA NA SAFRA 2010/2011

6 6 A previsão é de um episódio de intensidade moderada a forte e deve durar pelo menos até o outono de 2011 O último La Niña ocorreu no Verão 2007/2008. Porém, dadas as características como intensidade, rapidez na formação e provavelmente duração, o episódio deste ano está muito semelhante com o observado no segundo semestre de 1998 e verão 1999 Para a cultura do ALGODÃO, o atraso no retorno das chuvas na primavera não deve representar grande problema no plantio da lavoura de Mato Grosso e da Bahia. Durante o verão deve prevalecer o padrão médio de chuvas, o que não deve interferir no desenvolvimento das fases vegetativas O EFEITO DO LA NIÑA NA SAFRA 2010/2011

7 7 No caso da cultura do ALGODÃO, é importante considerar, porém, a possibilidade de o período de chuvas se prolongar até abril e meados de maio de 2011, o que em tese favorece a lavoura de algodão adensado/safrinha na fase vegetativa. Em compensação, pode representar risco nas fases finais (abertura da pluma) e colheita. Portanto, em 2011 não deve se repetir o problema observado na safra passada, quando a falta de chuva em abril e maio acabou reduzindo o potencial de produção de algumas lavouras Para a cultura do ARROZ IRRIGADO, o fenômeno La Niña está associado a chuvas abaixo da média e períodos de estiagens nas áreas produtoras de arroz do Sul do Brasil O EFEITO DO LA NIÑA NA SAFRA 2010/2011

8 8 Para a cultura do ARROZ IRRIGADO, considerando, porém, que a Região Sul vem de um período chuvoso, com a maioria dos reservatórios/barragens cheios e ainda com as chuvas da primavera para completar nível, o indicativo do verão mais seco representa um cenário climático favorável para a próxima safra de arroz do Rio Grande do Sul e de Santa Catarina O principal problema da safra passada foi o excesso de chuva da primavera, por causa do El Niño. Além disso, a previsão de redução das chuvas durante o inverno, com a incidência de períodos secos nas principais áreas produtoras de arroz irrigado do Rio Grande do Sul e de Santa Catarina, deve beneficiar o processo de drenagem e a preparação do solo para o plantio O EFEITO DO LA NIÑA NA SAFRA 2010/2011

9 9 Para a cultura da SOJA, no Brasil, o Fenômeno La Niña tem dois impactos bem caracterizados: primeiramente, atrasa o retorno das chuvas no Sudeste, Centro-Oeste e Nordeste do Brasil. Enquanto para as lavouras do Sul do Brasil e também de Mato Grosso do Sul reduz a incidência de chuva e aumenta o risco de estiagens regionalizadas no verão. Para a safra 2010/2011, portanto, muda o cenário climático, principalmente quando comparado com o observado na safra passada. O retorno das chuvas este ano deve ocorrer somente no final de outubro e no decorrer de novembro, mesmo assim de forma muito irregular, o que deve implicar no atraso do plantio para as lavouras de Mato Grosso, Goiás, Minas Gerais, Bahia, Piauí, Maranhão e Tocantins O EFEITO DO LA NIÑA NA SAFRA 2010/2011

10 10 Para a cultura da SOJA, durante o verão as chuvas nos estados de Mato Grosso, Goiás, Minas Gerais, Bahia, Piauí, Maranhão e Tocantins, devem apresentar um comportamento médio, com o risco das mesmas se prolongarem até abril e meados de maio. Já as lavouras do Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná e também de Mato Grosso do Sul não devem enfrentar grandes problemas na fase de plantio entre outubro e novembro, porém devem considerar o risco de estiagem durante os meses de verão. Inclusive, a continuidade do La Niña remete para um outono também com chuvas abaixo da média. Com isso, a expectativa é de queda na produtividade média da soja no país, estiagens e quebras de safras no Sul e produção menor em 2010/11 O EFEITO DO LA NIÑA NA SAFRA 2010/2011

11 11 Para a cultura do MILHO 1ª SAFRA (VERÃO), o cenário climático para a lavoura é muito semelhante às condições da lavoura de soja. O risco aumenta principalmente para as lavouras do Sul do Brasil em virtude das estiagens no verão. As lavouras do norte/noroeste do Rio Grande do Sul e do oeste de Santa Catarina, no entanto, que são plantadas mais cedo (em agosto), ainda podem se beneficiar das chuvas da primavera. Elas poderão escapar assim do risco de estiagem que aumenta a partir de dezembro e durante o verão. Para as lavouras de milho do Nordeste do Brasil, incluindo o agreste e sertão nordestino, a presença do La Niña num primeiro momento indica um bom período de chuvas (inverno nordestino), de fevereiro a maio O EFEITO DO LA NIÑA NA SAFRA 2010/2011

12 12 Para a cultura do MILHO 1ª SAFRA (VERÃO), no entanto, a qualidade do período de chuvas ainda vai depender das condições do Oceano Atlântico que, no momento, ainda não estão definidas Para a cultura do MILHO 2ª SAFRA (SAFRINHA), o fenômeno La Niña aumenta o risco para as lavouras do Paraná, Mato Grosso do Sul e de São Paulo, que enfrentam período de escassez de chuva durante o outono, assim como, não dá para eliminar o risco de frio (geada) a partir de maio. Já para as lavouras de Milho Safrinha de Mato Grosso e Goiás, o cenário climático é mais favorável, pois o período de chuvas deve se prolongar até abril e meados de maio de 2011 O EFEITO DO LA NIÑA NA SAFRA 2010/2011

13 13 Para as áreas produtoras de grãos da ARGENTINA e do PARAGUAI, assim como para as lavouras de soja do Sul do Brasil, nestes países, em períodos de La Niña também se observa uma redução das chuvas e aumenta o risco de estiagens regionalizadas no verão. Para a safra 2010/2011, portanto, muda o cenário climático em relação ao observado na safra passada, diminuindo em tese o potencial de produção. Para a fase de plantio das lavouras de verão entre outubro e novembro não devem enfrentar grandes problemas, pois a primavera mesmo com a presença do La Niña, ainda é um período de boas chuvas. Porém, os produtores da Argentina devem considerar fortemente o risco de estiagem durante os meses de verão. A continuidade do La Niña remete para um outono também com chuvas abaixo da média O EFEITO DO LA NIÑA NA SAFRA 2010/2011

14 14 Em geral, um episódio La Niña começa a desenvolver- se em um certo ano, atinge sua intensidade máxima no final daquele ano, vindo a dissipar-se em meados do ano seguinte. Ele pode, no entanto, durar até dois anos. Sua intensidade é tão forte que os episódios La Niña permitem, algumas vezes, a chegada de frentes frias até à Região Nordeste do Brasil Os últimos episódios de La Niña foram registrados nos ciclos 2007/2008, 2000/2001, 1999/2000, 1998/1999 e 1995/1996. Outros episódios em: 1904/05, 1908/09, 1910/11, 1916/17, 1924/25, 1928/29, 1938/39, 1950/51, 1955/56, 1964/65, 1970/71, 1973/74, 1975/76, 1984/85. *Episódios com comportamentos mais similares ao esperado para o ciclo de 2010/2011 O EFEITO DO LA NIÑA NA SAFRA 2010/2011

15 LA NIÑA DEVE SER INTENSO EM 2010/2011 E SIMILAR AOS DE 2007/2008 E 1998/1999 LA NIÑA: ÚLTIMOS EVENTOS MAIS INTENSOS

16 LA NIÑA DEVE SER INTENSO EM 2010/2011 E SIMILAR AOS DE 2007/2008 E 1998/1999 LA NIÑA: ÚLTIMOS EVENTOS MAIS INTENSOS

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19 Elaboração: Carlos Cogo Consultoria Agroeconômica Porto Alegre/RS Fone: 51– Cel


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