PONTIFÍCIA UNIVERSIDADE CATÓLICA DO RS (PUCRS) XVII Congresso da FLAPAG Potencialidades vinculares Problema formulado A Pertença, ocupação de um lugar.

Slides:



Advertisements
Apresentações semelhantes
Avaliação Psicológica processo de conhecer
Advertisements

Para abrir as ciências sociais:
Princípios da Pastoral Vocacional 3º Congresso Vocacional do Brasil
POLÍTICAS EDUCACIONAIS E TECNOLOGIAS EDUCACIONAIS
Dinâmica e Gênese dos Grupos
(CARGOS, SALÁRIOS E BENEFÍCIOS)
Cesf 3º Período Organização, Sistema e Métodos – OSM Julio Morais
MÉTODO CIENTÍFICO.
Ciência e Compreensão da Realidade. Tipos de Conhecimento.
DIRETRIZES CURRICULARES DE HISTÓRIA NRE DE LARANJEIRAS DO SUL 2009.
Prof. Dra. Laura Feuerwerker
REDE DE ATENDIMENTO E SUBJETIVIDADE
AFINAL O QUE É MULTICULTURALISMO E QUAL SUA IMPORTÂNCIA PARA O ENSINO?
O que é Construtivismo ? Fernando Becker
EDUCAÇÃO POPULAR: Desafio à Democratização da Escola Pública
François Laplantine Liane Trindade
COMPORTAMENTO DO CONSUMIDOR
Os progressos da psicanálise
Aconselhamento Psicológico numa visão fenomenológico-existencial
QUEM SOU EU?.
Uma Análise Autopoiética das Comunidades Virtuais
Introdução ao conceito de ÉTICA
Intencionalidade discursiva
A observação dos organizadores do processo de grupo
“Processos e Organizações dos Pequenos grupos”
Pesquisa em grupoterapia
OBJETO DA ÉTICA Nas relações cotidianas dos indivíduos entre si surgem continuamente problemas. Ex: Devo ou não devo falar a verdade! Desta forma faz se.
CIÊNCIAS SOCIAIS UNIVERSIDADE DE COIMBRA
DISCIPLINA: INICIAÇÃO EM FISIOTERAPIA PROFª RITA DE CÁSSIA PAULA SOUZA
Educação Sexual na Adolescência
NARRATIVA Relato de acontecimentos ou fatos,
ARN Segunda Parte “Da história ao sócio- psicológico e desenvolvimento” Pós Graduação Prof. Esp. Tiago S. de Oliveira
Complexidade e currículo:por uma nova relação
TEORIA GERAL DE SISTEMA
SUJEITO HISTÓRICO.
A construção do conhecimento em Durkheim, Weber e Marx
AUTONOMIA MORAL E A CONSTRUÇÃO DE UMA ESCOLA DEMOCRÁTICA
Uma Análise Autopoética das Comunidades Virtuais
Escola Estadual Professor João Pereira Valim
PSICODRAMA: O ESPONTÂNEO COMO DISPOSITIVO/MÉTODO DO DESENVOLVIMENTO GRUPAL Lidia Mancia Nedio Seminotti
O objecto da Psicologia
A escola comum diante da deficiência mental Discutindo a diferença nos espaços escolares.
Sociologia: uma ciência da sociedade Parte.01
Posições do sujeito frente à castração
Max Weber e as ações sociais
Psicologia Institucional
MODELO ECOLÓGICO DO DESENVOLVIMENTO
RISCOS AO OUVIR OS CLIENTES
PROPOSIÇÕES CURRICULARES DA PREFEITURA MUNICIPAL DE BELO HORIZONTE
MIL PLATÔS Gillles Deleuze & Guattari
PCOG PSICOTERAPIA COGNITIVA
IDENTIDADE.
Escola Centro-Oeste de Formação da CUT – Apolônio de Carvalho Centro de Formação em Economia Solidária da região Centro-Oeste.
ESTRUTURAS DA PERSONALIDADE
Rejane de Oliveira Pozobon
1. Martín – Baró cita Merton, autor que contribui para esclarecer e diferenciar o que se entende sobre os conceitos de grupo, coletividade e categorias.
O PAPEL DO BRINQUEDO NO DESENVOLVIMENTO
Família O termo “família” é derivado do latim “famulus”, que significa “escravo doméstico”. Este termo foi criado em Roma Antiga para designar um novo.
BASE NACIONAL COMUM CURRICULAR
A SOCIEDADE ANÁRQUICA HEDLEY BULL
A Política Nacional de Humanização
Aula sobre Ciência, método, pesquisa Profa. Lílian Moreira.
REFERENTE LOCUTOR intençãointerpretação procura antecipar procura reconstruir expressão linguística CÓDIGO CANAL conhecimentos linguísticos e paralinguísticos.
OBRIGAÇÃO TRIBUTÁRIA PROF. ANA PAULA MYSZCZUK, DR.
CIÊNCIA, TECNOLOGIA E VALORES
De Onde Vem A. O que é ser criativo? O que é a criatividade, afinal? O dicionário a explica de tal forma: “Faculdade ou atributo de quem ou do que é criativo;
Somos todos seres sociais
A Escola: uma sociedade dentro da outra? Manoel Oriosvaldo de Moura Pilar Lacasa.
PSICOLOGIA INSTITUCIONAL
Aula 1- Parte I Somos todos seres sociais
Transcrição da apresentação:

PONTIFÍCIA UNIVERSIDADE CATÓLICA DO RS (PUCRS) XVII Congresso da FLAPAG Potencialidades vinculares Problema formulado A Pertença, ocupação de um lugar na Estrutura Vincular, fomenta ou inibe vida do grupo? Hipótese de trabalho A Pertença fomenta e inibe a vida do grupo. Prof. Dr. Nedio Seminotti e Profa. Mestre Cassandra Cardoso

Vincularidade e complexidade Propomos que a pertença concebida segundo o princípio dialógico da complexidade (Morin) e da lógica do Dois (Berenstein e Puget): Seja concebida como processo ou relação da vida do grupo e como sua organizadora; Seja vista como incremento e desestimulo às singularidades e pluralidades grupais; E como uma multiplicidade e unidade mutantes que, retro-ativamente, são produtos e produtores de sujeitos.

Vincularidade e Pertença O vínculo é inconsciente se dá a conhecer ao sujeito, e ao outro, pelo sentimento de pertença; A estrutura vincular liga os sujeitos em uma relação de presença que produzem emergências ou acontecimentos; Esta estrutura institui os sujeitos do vínculo; A pertença dada pela ocupação de um lugar na estrutura precisa ser justificado pelos sujeitos e pelos outros (Berenstein e Puget ).

A dialógica da complexidade As lógicas concebidas pela dialógica são antagônicas, contraditórias, concorrentes e inclusivas; As lógicas produzidas no grupo não são binárias, lineares e excludentes; Dialogam as lógicas (dialógica) dos processos e das organizações dos indivíduos/sujeitos, dos subgrupos do grupo e do contexto do qual faz parte o grupo (E. Morin).

Vincularidade e complexidade O grupo, segundo a PCV, configura um mundo interno (relações de objeto) e um mundo vincular entre sujeitos/indivíduos (objetos reais); Os vínculos entre indivíduo/sujeito geram outros indivíduos/sujeitos; Há representações e estranhezas provocadas pela apresentação do outro sujeito/indivíduo; Os participantes do grupo respondem às representações do sujeito/individuo com representações e apresentado-se.

Processo Do latim procedere - Pro + ceder - ir para frente - avançar (Aurélio); Conjunto seqüencial e peculiar de ações que objetivam uma meta (senso-comum); Opõe-se à noção de polaridade, na qual há movimento que evita o choque e o conflito entre oposições e polaridades (dialética).

Processo e organização do grupo No grupo, processo significa mudança e, de outro lado, a matriz indica a permanência (Ponciano Ribeiro); Processo surge da tensão entre serialização (solipsismo) e organização (Lapassade); Há uma relação de tensão entre o processo e a organização grupo (dialógicas e lógicas impositivas).

Processo e organização do grupo Para Anzieu e Kaës, as fantasias e representações são organizadores psíquicos do grupo; Há outros organizadores: tarefa, papéis, comunicações, subgrupos, normas socioculturais e institucionais etc.; Seguindo nossa linha de raciocínio, as fantasias e as representações são processo e organização do grupo.

Processo e organização do grupo Processo do grupo: imaterial, são as relações e a coisa (aquilo que não pode ser nomeado); As palavras e discursos, segundo certos pressupostos, nomeiam os processos e os organizam (regulam e dão sentido ao conjunto); As palavras geram outras coisas que suscitam outras palavras e processos/relações/coisas...; Desde a dialógica surge o discurso do sujeito e o sujeito do discurso.

Processo e organização do grupo Desde a complexidade compreende-se o processo e a organização numa relação dialógica, recursiva (produtos são efeitos que são produtos) e retroativa (o efeito age sobre a causa e vice- versa); Há interações e inter-retroações que geram novos processos e organizações imponderável e impensáveis;

PCV e Complexidade Não há apenas uma dualidade de objetos em interação, mas um multiplicidade deles (o grupo como unidade e multiplicidade); Os processos são produtos e produtores dos organizadores que geram processos... ; A ética do Um que provém de uma lógica e a ética do Dois que tem a intenção de contemplar as multiplicidades lógicas e éticas (Berenstein); Dialógica (Morin)

A pertença: processo e organização O vínculo é uma zona de encontro entre sujeitos (Berenstein e Puget); É uma terceira dimensão instituída por e entre sujeitos que os acolhe e os sujeita; A estrutura vincular só pode ser conhecida pelo sujeitos através da pertença; A pertença significa e designa um lugar a ser ocupado pelo sujeito na estrutura vincular do conjunto.

A pertença: processo e organização Significa dizer, desde a dialógica ou lógica do Dois, que os sujeitos produzem os vínculos e que os vínculos produzem os sujeitos; São, portanto, os vínculos dos sujeitos e os sujeitos dos vínculos; Os indivíduos/sujeitos do vínculo expressam seu sentimento de pertença ao empregar a 1ª pessoa do plural.

Inibições vinculares Pertencer ao grupo significa aceitar imposição de uns mais poderosos (coordenador, terapeuta e outros) sobre outros menos poderosos; Significa fazer inscrições de pertencimento na lógica única e aceitação do que é instituído (lógica/ética do Um; Aceitar ações de imposição independentemente do desejo do sujeito; Conviver com a predominância da identificação.

Inibições vinculares Há linearidades das relações causais; As mesmas causas que geram os mesmos efeitos; Relações de representações mais marcantes do que as de apresentação; Predomínio de relações de objetos internos sobre os vinculares.

Potencialidades vinculares Conjugar o nós (pertencer) indica na superfície que os indivíduos/sujeitos estão ligados ao outros; Ao dizer nós os indivíduos/sujeitos constituem um grupo método de produção de processos, organizações, sujeitos, produtos demandados e gratificações. O grupo como método/caminho é um dispositivo de potências.

Potencialidades vinculares A multiplicidade de pertenças e de lógicas/éticas institui um método/caminho que multiplica as compreensões e alternativas de solução de problemas; Multiplica os poderes e os recursos singulares e as pluralidades/diversidades; Multiplica os sujeitos e gratifica os indivíduos.

Potencialidades vinculares Gera sujeitos e produtos; Multiplica as causas e os efeitos; Fomenta processos e organizações e as relações com estrutura; As causas dos processos provém da organização, da estrutura e dos emergentes; E há recursividade.

Potencialidades e inibições vinculares Ao preponderar a lógica do Um, tende à redução da vida do grupo; Na lógica/ética do Dois ou múltipla (dialógica) tende a fomentar a vida do grupo; Uma e outra podem ser desejáveis em tempos diferentes para que o grupo se mantenha com vida, produza e gratifique.

PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM PSICOLOGIA GRUPO DE PESQUISA: Processos e Organizações dos Pequenos Grupos