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Intencionalidade Pedagógica da formação docente e impactos do Pibid Intencionalidade Pedagógica da formação docente e impactos do Pibid Projeto: Documentação.

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1 Intencionalidade Pedagógica da formação docente e impactos do Pibid Intencionalidade Pedagógica da formação docente e impactos do Pibid Projeto: Documentação de saberes tradicionais: subsídios para a formação prática de docentes indígenas para o exercício do magistério em educação bilíngue intercultural Prof. Dr. Elias Nazareno PIBID/DIVERSIDADE/UFG

2 Pibid/diversidade/UFG O Pibid/Diversidade da UFG teve início na etapa presencial em terras indígenas no segundo semestre de 2011 (outubro e novembro), e tem se constituído em um instrumento fundamental para o desenvolvimento de nossas pesquisas na documentação dos saberes indígenas, fortalecimentos das línguas indígenas, na construção dos Projetos Políticos Pedagógicos (PPPs) e das novas Matrizes Curriculares das escolas indígenas, compostas a partir das pesquisas realizadas com os recursos do Pibid/Diversidade, de novas bases epistemológicas. O projeto conta com 93 bolsistas e 10 supervisores que atuam em 39 escolas nos estados de Goiás, Maranhão, Mato Grosso e Tocantins.

3 Propostas ordenadoras de atividades As ações do projeto estão vinculadas às atividades de pesquisa, ensino e extensão do Projeto Político Pedagógico do Curso de Educação Intercultural de Formação Superior de Professores Indígenas da UFG, denominadas estágio e projetos extraescolares, que se realizam, principalmente, nas etapas de estudos em terras indígenas. O estágio e os projetos extraescolares são partes de uma mesma ação pedagógica intercultural. Uma de natureza mais pedagógico/didática e, outra, de natureza social/comunitária. Ambos são vitais na formação política e pedagógica dos alunos indígenas/estagiários que estão nesse processo, construindo conhecimento enquanto agem profissionalmente (PIMENTEL DA SILVA, 2010).

4 Propostas ordenadoras de atividades Nessa ação pedagógica, as pesquisas fazem parte da fase preparatória de planejamento das aulas e da construção do projeto pedagógico das escolas indígenas. Juntas com as ações dos projetos extraescolares indicam caminhos de como fazer práticas pedagógicas em perspectivas bilíngues interculturais, descolonizadoras, considerando o contexto social, cultural e intercultural onde se desenvolvem os conhecimentos indígenas e também os não-indígenas. Os projetos extraescolares em andamento nas comunidades indígenas localizadas na região Araguaia-Tocantins tem, na sua grande maioria, como meta principal a documentação dos saberes tradicionais indígenas, estudo e descrição das línguas indígenas, políticas de salvação das línguas indígenas, estudo sociolinguístico das condições de usos e funções das línguas indígenas, bilinguismo/bidialetalismo e diglossia comunicativa.

5 Propostas ordenadoras de atividades O Território Etnoeducacional abrange os Estados do Tocantins, Goiás, parte de Mato Grosso e Maranhão, local onde vivem povos indígenas que falam línguas do Tronco Linguístico Macro-Jê: Karajá, Karajá/Xambioá, Javaé, Gavião, Xerente, Xavante, Apinajé, Krahô, Krahô Canela e Krikati; e de línguas do Tronco Tupi: Guajajára, Tapirapé, Guarani, Avá-Canoeiro, e, ainda, os Tapuio, remanescentes de alguns povos Macro-Jê, falantes de língua portuguesa ou português Tapuio, como eles reivindicam. O aprofundamento do estudo iniciado nos projetos extraescolares e no estágio contribuirá, com certeza, para superar as propostas de ensino de organização curricular normativa, aprisionada em estruturas de poder e saber hierarquizadas, e em ideias monolíngues e monoculturais de conhecimento

6 Propostas ordenadoras de atividades Resultados pretendidos e em parte já alcançados: 1. A construção de projetos político-pedagógicos para as escolas indígenas; 2. Produção de textos de orientação de práticas pedagógicas em docência bilíngue intercultural; 3. Articulação política entre os etnoterritórios educacionais da região Araguaia- Tocantins; 4. Articulação das ações de desenvolvimento socioeconômico entre os etnoterritórios educacionais da região Araguaia- Tocantins; 5. Produção acadêmica dos alunos do Curso de Educação Intercultural Indígena, como meio de autonomia pedagógica dos docentes indígenas.

7 Princípios: Interculturalidade Crítica e a Transdicisplinaridade A interculturalidade crítica trabalhada como processo e projeto social, político, ético e epistêmico que, além do reconhecimento e respeito às diferenças, revela a tensão entre centro e periferia gerando a possibilidade de um diálogo verdadeiramente intercultural, entendido como extremamente complexo. Critica e descontrói a perspectiva epistêmica monotópica ocidental, revelando possibilidades pluriepistemológicas trazendo à superfície saberes outros que historicamente foram negligenciados e subalternizados.

8 Princípios: Interculturalidade Crítica e a Transdicisplinaridade A concepção de transdisciplinaridade, compreendida em termos epistemológicos como o questionamento do logocentrismo e da configuração paradigmática do conhecimento, o qual erradicou da ciência normal todo saber não científico como externo e estranho, como patológico, como não-conhecimento; é a transgressão da disciplinaridade, do saber codificado para aprender, coisificar, objetivar o real (LEFF, 2000, p. 33 apud SOMMERMAN, 2006, p. 31).

9 Práticas pedagógicas na formação de professores indígenas: os Temas Contextuais Os temas contextuais das matrizes são detalhados no planejamento a ser desenvolvido em cada etapa do curso, mas sem perder de vista os princípios norteadores e o tipo de ensino, se bilíngüe, monolíngüe, trilíngüe, conforme a realidade de cada comunidade indígena. Com os Temas Contextuais, o conteúdo programático perde importância e o conhecimento contextualizado transborda as fronteiras epistemológicas artificialmente criadas, por meio das disciplinas, entre conhecimento prático e conhecimento teórico, configurando-se como premissa fundamental para a criação ou ressurgimento de novas bases epistemológicas ou pluriepistemológicas no processo de construção do saber que foram, em seu dia, vítimas da instituição epistemológica unidimensional.

10 Práticas pedagógicas na formação de professores indígenas: os Comitês Orientadores Os comitês de orientação atendem aos alunos indígenas por etnia, e são formados por docentes da UFG que atuam no curso. Esses profissionais são pesquisadores de várias temáticas indígenas: descrição de línguas indígenas, documentação de saberes tradicionais indígenas, estudos sociolinguísticos das comunidades indígenas, etnologia indígena, políticas linguísticas, políticas indigenistas, aquisição de línguas e bilinguismo, educação indígena, epistemologia indígena, terra e territorialidade, saúde e alimentação indígena etc. Esses estudos juntos com os que os alunos indígenas estão desenvolvendo nos projetos de estágio e nos projetos extraescolares, atividades pedagógicas e comunitárias respectivamente, dão fundamentação às propostas pedagógicas em construção pelos alunos do curso de Educação Intercultural Indígena.

11 Projetos educacionais realizados: Povo Tapirapé Os bolsistas da turma de 2008 do Curso de Educação Intercultural (formandos do ano de 2013) - Arivaldo Takwarii Tapirapé, Arokomyo Cláudio Júnior Tapirapé, Kaxowarii Tapirapé e Xawatamy Nélio Tapirapé - puderam desenvolver seu Trabalho de Conclusão de Curso (Projeto Extraescolar, defendido no final de 2012), um estudo coletivo, fundamental para a integralização do Currículo da Escola Indígena. Com a bolsa do Pibid/diversidade puderam financiar todos os gastos de sua pesquisa, sobre o tema Xemamaraãawa - Peixes da Área Tapirapé, pagando fretes de caminhão para levá-los e suas comunidades ao Rio Tapirapé, que fica a cerca de 70 quilômetros das aldeias, durante a atividade intitulada aula-passeio.

12 Projetos educacionais realizados: Povo Tapirapé Foto: Chegada ao Rio Tapirapé e palestra com um sábio da aldeia Tapiitãwa, Maiwi Tapirapé

13 Projetos educacionais realizados: Povo Tapirapé Foto: peixes obtidos durante a aula-passeio, sendo assados no jirau.

14 Povo Krikati,Bolsistas: Miracema Ropcwyj Krikati, Jair Anjohcohra Krikati e Silvia Cristina Puxcwyj Krikati O Pibid/diversidade fez parte de um conjunto maior de ações relativas a formação dos alunos Krikati, no qual se apresentou o desafio de realizar um projeto de intervenção social a partir da escola, realçando a relação entre pesquisa, extensão e estágio. Foi discutido com os três bolsistas o ritual da Prisão (ou Ceveiro) como projeto extraescolar, ou seja, como uma ação comunitária organizada por eles. Aulas do estágio foram organizadas a partir desse ritual. A proposta determinava que cada professor - bolsista pesquisasse um tema referente ao rito de passagem e que utilizasse a metodologia de contextualização e ministrar em torno de cinco a dez aulas à seus alunos. O ritual não era realizado há vários anos, e seria proposto naquele ano.

15 Povo Krikati, bolsistas: Miracema Ropcwyj Krikati, Jair Anjohcohra Krikati e Silvia Cristina Puxcwyj Krikati Crianças Krikati que iniciaram o ritual.

16 Povo Krikati, bolsistas: Miracema Ropcwyj Krikati, Jair Anjohcohra Krikati e Silvia Cristina Puxcwyj Krikati Crianças Krikati presas no Ceveiro e pais e professores a frente.

17 Povo Krikati, bolsistas: Miracema Ropcwyj Krikati, Jair Anjohcohra Krikati e Silvia Cristina Puxcwyj Krikati Para serem guerreiros, dois jovens adultos precisam passar pela última prova, matar um porco com sua lança. Apenas um dos dois meninos golpeou o Porcão.

18 Povo Gavião – Projeto Realizado: Festa de Ruurut. bolsista: Joel Martins Gavião O objetivo geral desta pesquisa tem sido o de conhecer, através dos anciões, a organização da festa tradicional de Ruurut do povo gavião Pyhcopcatiji. A pesquisa sobre o tema, bem como a prática de estágio, serão experiências úteis para a construção do Projeto Político Pedagógico da Escola Indígena Pyr Creh Creht, da Aldeia Riachinho, para a presente e as futuras gerações, para que desta forma os alunos(as) possam se integrar no projeto valorizando, fortalecendo e praticando seus valores tradicionais. Assim, ao longo do meu estágio, passei atividade para meus alunos(as), para produzirem desenho de esteira, flecha, arco, cocar, paparuto, maracá, jenipapo, urucum, as penas de gavião, almesca e carvão. O trabalho foi realizado e documentado com fotografia e vídeo da festa de Ruurut.

19 Povo Tapuio – Projeto: Plantas medicinais. Bolsista: Candido Borges F. de Lima 1.identificação e catalogação das ervas com propriedades medicinais; 2.coleta de testemunho das anciãs e dos anciãos sobre o uso das ervas e para que males serve cada erva catalogada; 3.divulgação dos resultados parciais da pesquisa na escola e na comunidade, como forma de conscientizar as/os Tapuia da importância de se resgatar e conservar a medicina tradicional das/os Tapuia; 4.oficinas para demonstrar os tipos de ervas encontradas no território, os usos que as/os faziam de cada erva, através dos testemunhos das anciãs e dos anciãos.

20 Povo Javaé – Projetos Novas Práticas Pedagógicas adotadas em sala de aula. Cada um dos bolsistas trabalhou com os seguintes temas contextuais: Rosângela Karaja Pintura corporal Izamar Karaja Pintura corporal RicardoTewaxi Comida tradicional Doriovaldo Idiaú Artesanato Marco Kalari Javaé Música Javaé As aulas com os temas contextuais foram previamente planejadas com a pesquisa na comunidade acerca de cada um dos temas escolhidos. Para cada Tema Contextual ocorreram 5 aulas que contaram com a participação dos anciãos para contar a história de cada um dos temas. Foram organizadas oficinas com os alunos e discussões com a comunidade acerca da importância de cada um dos temas.

21 Povo Apinajé: bolsista: Julio Kamer Apinajé O trabalho de Kamêr é intitulado Sustentabilidade Panhi: relações entre queimadas e cantorias no território Apinajé. Júlio busca, a princípio, definir em termos Apinajé o que é sustentabilidade (XAHTÃ M PAHTE AMNHĨ NHĨPÊX HO HIHTX). Assim, ele aponta para uma relação intrínseca entre cultura e natureza ou entre cantos e queimadas. Júlio identificou as queimadas como grande problema do território Apinajé. Isto porque, segundo ele, elas saíram do controle dos próprios e são manejadas por não indígenas, destruindo ano a ano boa parte do território. Com isto, perde-se boa parte dos recursos naturais, responsáveis pela criação da cultura. Sua proposta é, então, fazer com que os cantos, poderosos elementos da cultura e registro dos recursos naturais, contenham a destruição da natureza.

22 Povo Karajá Xambioábolsistas: Augusto Curarrá Karajá, Eva Lima Karajá, Indionor Pereira de Lima Guarani (articulador), Viviane Txebuaré Karajá. Hábitos alimentares tradicionais do povo Karajá Xambioá: Este trabalho foi realizado de acordo com algumas carências percebidas no meio de nosso povo, como é o caso dos alimentos típicos e de sua produção, que já não são praticados como antes. Estes dois fatores são considerados muito importantes, pois fazem parte da história e da cultura deste povo. Este trabalho teve, também, o objetivo de aproximar os jovens aos anciãos e anciãs da comunidade, para que eles adquirissem grandes conhecimentos e sabedorias, uma vez que os hábitos alimentares estão em desuso no meio do povo. Através das pesquisas e das oficinas, buscamos ensinar às crianças e aos jovens o conhecimento sobre os hábitos alimentares do povo Xambioá, as comidas típicas, os ingredientes necessários para preparar as comidas e como estes ingredientes são trabalhados até chegarem no momento de serem servidos.

23 Povo Karajá Os projetos extraescolares em andamento nas comunidades indígenas localizadas na região Araguaia-Tocantins tem, na sua grande maioria, como meta principal a documentação dos saberes tradicionais indígenas, desocultação das epistemologias indígenas, estudo e descrição das línguas indígenas, políticas de salvação das línguas indígenas, estudo sociolinguístico, processos próprios de aprendizagem, das condições de usos e funções das línguas indígenas, bilinguismo e intercculturalidade. Essas pesquisas estão assim organizadas: - Alimentação Tradicional; - Iny Ixiwidyyna; - Mito; -Trabalhos dos homens; - Animais da Ilha do Bananal; - Redes de pescaria; - Arco e Flecha; - Mudança Cultural Tapirapé; - Alcoolismo; - Frutos do cerrado; - Classe de idade; - Uso dos objetos tradicionais - Preservação da Ilha do Bananal; - Alimentação tradicional.

24 Povo Xerente O uso de bebidas alcoólicas entre os akwe: pesquisa realizada por Euzebio Srêzê da Silva Xerente. Neste trabalho, o autor discute as consequências do uso de álcool entre os Xerente. Ele propõe o desenvolvimento de projetos que envolvam esportes, danças, cantos e pinturas tradicionais como uma das soluções para evitar o abuso do álcool, sobretudo entre os mais jovens. Empréstimos do Português para a língua materna Akwe: pesquisa realizada por Carmelita Krtidi Xerente. A autora apresenta diferentes tipos de empréstimos linguísticos de origem portuguesa identificados na língua Xerente e discute as possíveis causas destes empréstimos. Wasiwaze – o tratamento e o comportamento de respeito: pesquisa realizada por Manoel Sirnãrê Xerente. O autor estuda o comportamento de respeito entre os Xerente e discute a origem das formas de respeito que ainda são hoje empregadas pelos membros desta sociedade.

25 Conclusão O Pibid/diversidade tem possibilitado um avanço significativo no envolvimento dos alunos bolsistas com as propostas de reorganização e construção de uma escola indígena verdadeiramente diferenciada. As pesquisas realizadas por parte dos Comitês Orientadores de cada etnia, que faz parte do Curso de Educação Indígena Intercultural, vêm demonstrando que por meio da documentação dos saberes indígenas e de sua indissolúvel aplicabilidade, não só no cotidiano das comunidades indígenas, mas fundamentalmente nas escolas indígenas, é possível e mais que isto, necessário, construir uma nova escola indígena. A discussão e resolução na construção de novos Projetos Políticos Pedagógicos (PPPs) e consequentemente de novas matrizes curriculares para as escolas indígenas têm possibilitado a afirmação dos conhecimentos indígenas como algo constitutivo para a formação dos alunos nas escolas.


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