A apresentação está carregando. Por favor, espere

A apresentação está carregando. Por favor, espere

Imuno-senescência na Esquistossomose Crônica Humana Ana Maria Caetano de Faria Departamento de Bioquímica e Imunologia ICB – UFMG Palestra na Santa Casa.

Apresentações semelhantes


Apresentação em tema: "Imuno-senescência na Esquistossomose Crônica Humana Ana Maria Caetano de Faria Departamento de Bioquímica e Imunologia ICB – UFMG Palestra na Santa Casa."— Transcrição da apresentação:

1 Imuno-senescência na Esquistossomose Crônica Humana Ana Maria Caetano de Faria Departamento de Bioquímica e Imunologia ICB – UFMG Palestra na Santa Casa Belo Horizonte Junho 2004

2 Teoria explicativas da senescência 1.Stress oxidativo: Paradoxo do oxigênio: necessário para a produção de energia (ATP) mas potencialmente perigoso a longo prazo pela capacidade de geração de moléculas parcialmente reduzidas muito reativas,os radicais livres (O 2.-, H 2 O 2 e OH. ). ATP ADP + fosfato Radicais livres H+ Ubiquinona Citocromo c ATP sintase e-+O 2 +H + =H 2 0 e- Radicais livres ATP

3 Evidências a favor: -Hiperexpressão de enzimas anti-oxidantes retarda o acúmulo de danos oxidativos e extende a expectativa máxima e média de vida de Drosophila melanogaster; -variações na longevidade entre diferentes espécies correlaciona-se inversamente com os níveis de geração de superóxido e H 2 O 2 pela mitocôndria; -a restrição calórica diminui os níveis basais de stress oxidativo e seus danos, retarda os comprometimentos celulares associados à idade e aumenta a expectativa de vida.

4 Rato Dieta normal: Tempo médio de vida: 23 meses Tempo máximo de vida: 33 meses Restrição calórica: Tempo médio de vida: 33 meses Tempo máximo de vida: 47 meses Aranha Dieta normal: Tempo médio de vida: 50 dias Tempo máximo de vida: 100 dias Restrição calórica: Tempo médio de vida: 90 dias Tempo máximo de vida: 139 dias Peixe Guppy Dieta normal: Tempo médio de vida: 33 meses Tempo máximo de vida: 54 meses Restrição calórica: Tempo médio de vida: 46 meses Tempo máximo de vida: 59 meses Humanos Dieta normal: Tempo médio de vida: 75 anos Tempo máximo de vida: 120 anos Restrição calórica: Tempo médio de vida: ??? Tempo máximo de vida: ??? Efeito da restrição calórica em diferentes espécies

5 Fatores conservados evolutivamente que protegem contra os processos do envelhecimento: 1.Enzimas anti-oxidantes como Cu/Zn superóxido dismutase (SOD) e de catalase (CAT); 2. Heat shock proteins (hsp); 3. Genes de reparo de DNA; 3. Proto-oncogene Ras.

6 2. Redução da capacidade replicativa por encurtamento dos telômeros: Células somáticas normais sofrem um número limitado de divisões celulares antes de atingirem a senescência replicativa (Hayflick, 1965). Os telômeros foram identificados como candidatos para o relógio replicativo que regula o número de divisões possíveis para uma determinada célula. Telômeros são estruturas complexas de DNA-proteína compostos por hexâmeros repetitivos de DNA nas terminações dos cromossomas lineares. TTAGGTTAGGGTTAGGGTTAGGG-3 AATCCAATCCC-5 TRF2

7 Como a DNA polimerase requer um template para a replicação, cada divisão celular resulta na perda de parte das regiões telomêricas. Encurtamento do telômero de células somáticas humanas tem sido detectado em indivíduos idosos assim como em fibroblastos humanos em cultura. Redução: 33 pb por ano. Células transformadas apresentam um mecanismo para evitar esse encurtamento e manter a capacidade replicativa: a expressão da ribonucleoproteina Telomerase, capaz de extender as terminações teloméricas. TTAGGTTAGGGTTAGGGTTAGGG-3 AATCCAATCCC-5 TRF2 CAAUCCCAAUC Telomerase

8 Imuno-senescência

9 T CD4+ B1 (CD5+) T CD8+ B2 (CD5-) TimoMedula óssea Peritôneo CD44 lo CD45RO CD62L hi IgM CD44 lo CD45RO CD62L hi * * * * * * * NK Mø DC APC IL-7 IL-2 IL-15IL-21 IgA IgG IgM Sistema imune do adulto jovem

10 T CD4+ T CD8+ B2 (CD5-) TimoMedula óssea Peritôneo IgM * * * * * * * NK Mø DC APC IgA IgM IL-7 IL-2 IL-21 IL-15 * * * CD44 lo CD45RO CD62L hi B1 (CD5+) IgG IL-6 IFN- TNF- IL-1 Alterações associadas ao envelhecimento

11 Dinâmica de populações de células Unidades Arbitrárias Idade (anos) NK alta atividadeNK baixa atividade Atividade NK Ig séricaCélulas BAuto Ac Células TT virgensT memória CD8+ CD4+ CD8+ CD

12 IL IL TNF- Produção de citocinas por linfócitos T Unidades Arbitrárias Idade (anos) IL-2

13 IL-7 IL-2 IL-15IL-21 FC longo curtomuito curto telômero precursorvirgemmemóriasenescente Desenvolvimento de linfócitos T telomerase

14 Mecanismos de remodelagem na Imuno-senescência Protocolo SENIEUR (Lighart et al, 1984) – estudo de centenários saudáveis mostrou a existência de mecanismos de remodelagem do sistema imune Número aumentado de células NK com alta atividade citotóxica (CD16+CD57-) Acúmulo linfócitos T CD8+CD28-CD45RA (com telômeros curtos) produtores de IFN, IL-4 e IL-10 Aumento na produção de anticorpos e de células B1 Indução da expressão de telomerase ??

15 Imuno-senescência na esquistossomose mansônica crônica em humanos

16 Esquistossomose mansoni É uma doença endêmica de ampla distribuição mundial, ocorrendo em diversas áreas rurais de países tropicais Segunda principal doença parasitária crônica, afetando mais de 200 milhões de indivíduos em todo mundo; WHO 2000 No Brasil, há 2,5 milhões de pessoas infectadas, do norte do Pará até o Rio Grande do Sul, sendo que a região NE e MG são as regiões mais atingidas;

17 A esquistossomose é o protótipo de uma disfunção imunológica de natureza crônica resultante do parasitismo pelo S. mansoni, produzindo um espectro amplo de manifestações clínicas e imunológicas.

18 Aspectos da Reatividade Imunológica na Esquistossomose mansoni Reação inflamatória do tipo granulomatosa resultante da reatividade do hospedeiro aos antígenos solúveis do ovo do parasita. Envolvimento de vários tipos celulares: eosinófilos, macrófagos e linfócitos. Principais sítios: fígado e intestino.

19 Cinética da reatividade imunológica Infecção crônica Forma Clínica Intestinal Fase aguda – Th1 proliferação Ovoposição – mudança para um padrão Th2 Fase crônica – imuno-modulação Granuloma

20 -Papel de IL-4 na diminuição da atividade proliferativa de PBMC e na formação do granuloma in vitro; Aspectos Relevantes da Reatividade Imunológica de Indivíduos Portadores da Forma Clínica Intestinal Malaquias, et al 1997 Falcão et al 1998 Correa-Oliveira, et al Papel de IFN- induzindo a resposta proliferativa das PBMC frente aos antígenos SEA e SWAP; -Importância da IL-10 na modulação da resposta proliferativa das PBMC e na modulação do granuloma in vitro

21 Envelhecimento Esquistossomose Formação de granuloma Imuno-regulação Imunidade protetora Involução tímica Acúmulo de linfócitos T ativados Produção de citocinas alterada Aumento em anticorpos séricos

22 A esquistossomose é uma doença crônica que persiste por toda a vida do indivíduo; seu desenvolvimento se sobrepõe ao processo natural e progressivo do envelhecimento; Estudar a influência do envelhecimento na reatividade imunológica celular em indivíduos portadores da infecção crônica pelo S. mansoni Objetivo

23 População Estudada (73 indivíduos) Metodologia Faixas Etárias (anos) Negativos Infectados >100 ovos/g fezes Número de indivíduos * Estudo transversal da população

24 Heparina Cultura Hemograma EDTA RPMI / PMA + ionomicina / SEA ou SWAP 25ug/ml 5h 37 o C 5% C02 Fixação Leitura no citômetro de fluxo Sangue periférico Lise das hemácias Permeabilização Anticorpos Marcados com FITC Anticorpos Marcados com PE Linfócitos B CD19 Células NK CD16 Linfócitos T CD4 e CD8 IL-2, IFN-, IL-4, IL10

25 CD4-FITC Anti IL-10 PE B 4,33 %1,20% Tamanho Granulosidade Linfócitos A Análise de linfócitos do sangue periférico por citometria de fluxo

26 Idade (anos) IL-2 IL-4 IL-10 IFN % célula positivas Células CD Células CD8+ * p< 0.05 Idade (anos) Número de indivíduos % células positivas Negativos Infectados * * * * * Produção de citocinas

27 Jovem Esquistossomose CD8+ IL-10 IFN- IL- 4 IFN- IL- 4 IL-10

28 IL-4 IFN * * * Modulação da produção de citocinas nos idosos CD4+ cells % células positivas NegativosInfectados Idade

29 IL * Modulação na produção de citocinas nos idosos CD8+ cells % células positivas NegativosInfectados Idade

30 Produção de IL-10 se mantém em indivíduos infectados por uma população diferente de linfócitos T Negativos %Linfócitos T IL-10+ Infectados * * Idade (anos) CD4+ CD8+ CD4+ CD * CD4+ CD8+ * CD4+ CD8+

31 Envelhecimento Esquistossomose CD4+ CD8+ IL-10 IFN- IL-10 IL- 4 IFN-

32 0,0 0,5 1,0 1,5 2,0 2,5 3,0 % Positive cells 0,0 0,5 1,0 1,5 2,0 2,5 3,0 % Positive cells 0,0 0,5 1,0 1,5 2,0 2,5 3, %Positive cells * ** * * * * * Controle SEA SWAP Frequência de células NK produtoras de IFN- NegativosInfectados

33 As grandes diferenças no padrão de citocinas ocorrem em indivíduos jovens ou mais velhos (acima de 70 anos) A infecção em indivíduos jovens está associada à produção de IL-4 aumentada por células CD8+ A infecção em indivíduos idosos está associada a mudança da produção de IFN- para a produção de IL-4 por células CD4+ Ocorre um aumento na produção de IL-10 nos indivíduos idosos e esse aumento é mantido nos indivíduos infectados A frequência de células NK produtoras de IFN- está significativamente aumentada em indivíduos idosos e negativos quando estimulados por antígenos do parasita

34 Agradecimentos Elaine Speziali Rodrigo Corrêa Oliveira Jeffrey Bethony Olindo de Assis Martins Centro de Pesquisas Rene Rachou – FioCruz Departamento de Bioquímica e Imunologia - UFMG Financiamento: WHO/TDR


Carregar ppt "Imuno-senescência na Esquistossomose Crônica Humana Ana Maria Caetano de Faria Departamento de Bioquímica e Imunologia ICB – UFMG Palestra na Santa Casa."

Apresentações semelhantes


Anúncios Google