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EDUCAÇÃO DE JOVENS E ADULTOS: POLÍTICAS PÚBLICAS, FORMAÇÃO CIDADÃ E MUNDO DO TRABALHO Naura Syria Carapeto Ferreira – UTP/ANPAE.

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Apresentação em tema: "EDUCAÇÃO DE JOVENS E ADULTOS: POLÍTICAS PÚBLICAS, FORMAÇÃO CIDADÃ E MUNDO DO TRABALHO Naura Syria Carapeto Ferreira – UTP/ANPAE."— Transcrição da apresentação:

1 EDUCAÇÃO DE JOVENS E ADULTOS: POLÍTICAS PÚBLICAS, FORMAÇÃO CIDADÃ E MUNDO DO TRABALHO Naura Syria Carapeto Ferreira – UTP/ANPAE

2 MEC uma de suas metas prioritárias: assegurar a todos os brasileiros de 15 anos e mais que não tiveram acesso à escola ou dela foram excluídos precocemente, o ingresso, a permanência e a conclusão do ensino fundamental com qualidade.

3 Art. 37. Educação de jovens e adultos será destinada àqueles que não tiveram acesso ou continuidade de estudos no ensino fundamental médio na idade própria....assegurar..oportunidades educacionais apropriadas, consideradas as características,....interesses,....condições de vida e de trabalho...mediante cursos e exames.

4 èDecreto nº 5.840/ 2006 institui o Programa Nacional de Educação Profissional com a modalidade de Educação de Jovens e Adultos – PROEJA è abrangerá os seguintes cursos e programas de educação profissional: I - formação inicial e continuada de trabalhadores; II - educação profissional técnica de nível médio.

5 èEDUCAÇÃO DE JOVENS E ADULTOS educação compensatória Formação de qualidade ? COMO?

6 deverão considerar as características dos jovens e adultos. Características? Quais? Como necessitam ser consideradas? 1ª )Os sujeitos concretos de carne e osso – brasileiros marginalizados pela disparidade econômico-social e pela excludência capitalista fragmentação humana e da sociedade. 2ª )Educação e trabalho Divisão técnica na manufatura na fábrica taylorizada na fábrica estruturada nos moldes do toyotismo, cuja característica permanece sendo a fragmentação, embora com especificidades na contemporaneidade – pós-modernidade – neofuncionalismo..

7 3ª Compreensão do que é a verdadeira cidadania a que surge no seio da concepção de formação: é unitária, exclusiva e excludente ou é omnilateral, isto é desenvolvida em todas as dimensões

8 Trata-se de um conceito burguês de cidadania ou de um conceito que considere o cidadão como sujeito com direito a ser partícipe efetivo da sociedade?

9 unitariedade do trabalho pedagógico é a da sua natureza enquanto trabalho no capitalismo contradições, e em decorrência, de sua dimensão ao mesmo tempo conservadora e transformadora. a transformação das relações sociais e produtivas resultará da coincidência entre a transformação das consciências e das circunstâncias

10 FORMAÇÃO CIENTÍFICA, TÉCNICA, ÉTICO-POLÍTICA MUNDO DO TRABALHO ( NÃO TRABALHO) TENTATIVA DE SUPERAÇÃO DA DEFASAGEM

11 Tese Um indivíduo só se torna um ser humano forte intelectualmente, ajustado emocionalmente, rico de caráter, habilitado tecnicamente, capaz de decidir sobre sua vida e sobre os destinos da nação se lhe for possibilitada a formação humana que garanta sua plenitude de ser em vir a ser. imprescindíveis, complementares e necessárias à construção da verdadeira cidadania compreendida como um conceito coletivo que se alicerça na ética, na equidade e na justiça social

12 EQUIDADE E JUSTIÇA SOCIAL èPaís injustiça; graves desigualdades sócio- econômicas. èpopulação de 180 milhões muito grande o nº que vive em condições de extrema pobreza èo contingente de pessoas pobres no País foi estimado em 54 milhões em 2003.

13 èSecretaria da Juventude: 9,5 milhões entre 15 e 29 anos não estudam e estão desempregados. Desses 4,5 milhões não completaram o E Fundamental èBanco Mundial – Relatório Jovens em situação de risco no Brasil: entre 14 e 15 anos matam e morrem, inciam vida sexual e drogas. èhomicídios entre crianças e adolescentes: faixa etária de 15 a 19 anos e concentra 87,6%, num total de (NEV/USP ) SOCIEDADE FRAGMENTADA

14 Toda fragmentação surge em decorrência da necessidade de valorização do capital, e como uma estratégia original, posto que se diferencia de todas as formas anteriores de distribuição de tarefas, ofícios ou especialidades da produção. necessidade de valorização do capital, a partir da propriedade privada dos meios de produção.

15 A pedagogia vem da fábrica (Gramsci, 1978 ) é parte integrante e fundamental do processo de construção da hegemonia do capital sobre o trabalho. Fábrica e escola se articulam nesta tarefa de disciplinamento, através de dois processos, distintos mas organicamente relacionados: os processos especificamente pedagógicos, com a finalidade da capacitação técnica, e os processos amplamente pedagógicos, menos visíveis e sistematizados, de formação política, que objetivam o desenvolvimento de atitudes e comportamentos adequados ao processo de valorização do capital, que vai manifestando especificidades no transcurso do desenvolvimento das forças produtivas.

16 através do disciplinamento para a vida social e produtiva, ou seja, do desenvolvimento das capacidades ( ou competências ) necessárias ao trabalho e à participação social, sob a hegemonia do capital, que a escola desempenha sua função no que diz respeito ao processo de valorização do capital.

17 como em todo processo contraditório, há espaço para processos emancipatórios, reafirmar que o estatuto da escola burguesa se constrói, historicamente, à luz das demandas de valorização do capital, para o que os processos de capacitação ou disciplinamento da força de trabalho são vitais Conceito burguês de cidadania Não basta a unificação no âmbito da formação; é preciso que esta se dê a partir das categorias que historicamente têm se construído no campo da pedagogia emancipatória, articulada às demais formas de destruição das condições materiais que geram a exclusão no âmbito da formação

18 Cidadania construída coletivamente é alicerçada no acesso ao conhecimento que possibilita a participação efetiva e que se realiza através da trajetória à almejada perfeição intelectual habilitadora. Cidadania que se configura em sujeitos que possam se tornar governantes ou capazes de controlar seus governantes.

19 A importância da formação de jovens e adultos, da escola de qualidade, de professores compromissados, dignos desse nome e competentes que se sintam felizes, no exercício do seu ofício, a serviço da amorização do sentimento que da calor ao conteúdo e faz do seu aluno um ser feliz por estar se desenvolvendo rumo a uma intelectualidade necessária à sua vida atuante em sociedade

20 Estar a serviço da autêntica AMORIZAÇÃO é trabalhar para que os homens, um dia, cheguem a esquecer o próprio nome de ódio; Para que haja sempre mais, e de verdade, e em profundidade, acordo, concórdia, encontro, sintonização, harmonia e paz, pelo entendimento entre as criaturas, pelo engrandecimento do próprio Amor. (CÂMARA, H., 1988, p.93)

21 Cidadania surge no seio da concepção de formação: é unitária: exclusiva e excludente ou é omnilateral: em todas as dimensões.

22 O ser humano – ser natural, peculiar, singular, distinto de todos os demais seres da natureza – diferencia-se dos demais não apenas porque produz, mas porque produz de acordo com os imperativos da verdade e da beleza. èO homem é um ser que não somente deseja manter-se vivo, mas que também manter-se em um tipo determinado de vida. èPara o homem, o mais importante não é a vida em si, mas aquela vida que deseja ter e que aprecia. Daí a importância da base ética de sua formação èprincipalmente num contexto capitalista selvagem, onde o cultivo da existência tem se assentado no cultivo do individualismo que destrói mentes, corações, seres humanos, a humanidade em geral.

23 a concepção de formação humana interpretada como mediação histórica do educador, converte-se no reflexo da vida humana elaborada no mundo real concreto e social. Converte-se em força vital de transformação, de realização humana, porque ativa, histórica, inteligente e em busca de um conhecimento cada vez maior, rumo à perfeição. èAo decidir sobre seu destino e sobre os destinos de sua nação, o homem se agiganta porque se torna um criador de si mesmo e da cultura em que vive. Reside aí a beleza da formação humana. èEsta é a verdadeira formação humana que confere a legitima CIDADANIA que supera os limites reducionistas e ilusórios dos formalismos identitários e confere legitimidade de participação.

24 EDUCAÇÃO DE JOVENS E ADULTOS èUm projeto educacional que possibilita a articulação de todos os segmentos, è que estimula práticas coletivas de solidariedade, è que proporciona condições de desenvolvimento de práticas pedagógicas inovadoras, è é portador de uma mensagem de mudança da sociedade que se revela na superação dos preconceitos e de todos os fatores que têm contribuído historicamente para a negação do direito do acesso e da permanência na educação escolar. è Assim, jovens e adultos perceberão que o PPP da escola tem suas bases de sustentação num projeto social mais amplo, cujo ponto central é sempre o respeito à dignidade do ser humano.

25 QUESTÕES PROPOSITIVAS: DESAFIOS 1) Ensino e Pesquisa que produzam conhecimento comprometido com a realidade social hodierna, que avancem ao já existente no sentido de atender às demandas sociais e os problemas não resolvidos que se perpetuam ao largo de nossas existências sem tomarmos conhecimento, sequer.

26 2) Ensino e pesquisa comprometidos com a superação das disparidades - teoria e prática compreensão de indissociabilidade teoria/prática 3) Compreender que ciência e consciência social são indissociáveis sem as quais não acontece a democratização do saber, a possibilidade do conhecimento e a construção de uma sociedade verdadeiramente democrática.

27 4) A elaboração de um PPP que contenha ensino e projetos de pesquisa conseqüentes. Investigações que se constituam em monografias de base para a transformação social, rumo a construção de um mundo mais fraterno, justo, solidário, e humano. 5) Desenvolver o hábito da pesquisa como uma prática diuturna do profissional comprometido com a produção do conhecimento que alicerça o ensino, a extensão, a formação humana e sua gestão

28 6) Compreender a importância da teorização sobre o ensino e os resultados da pesquisa para favorecer uma contribuição ampliada e melhor disseminação dos trabalhos e avaliação pela ampla comunidade científica 7) Rigor, consistência teórica e consistência metodológica no ensino e, principalmente, quanto ao impacto que possam causar em políticas intencionais e operacionais

29 8) A conscientização da barbárie em que se vive e que é a partir desse dado de realidade que se deve desenvolver o ensino com pesquisas consistentes e responsáveis no sentido da produção de um conhecimento emancipação que liberte todos os sujeitos oprimidos pela ignorância através do conhecimento e da consciência social.

30 9) Necessidade de conhecer e conceber o ensino e pesquisa na dimensão conceitual e metodológica (superar o faz de conta existente) 10) Necessidade de rever o papel do ensino e da pesquisa na academia e no cenário da educação brasileira

31 11. Respeito ao ensino, à pesquisa e sua metodologia como prioritário recurso da ciência. 12. Respeito ao ensino, à pesquisa e às sua formas de realização como precioso instrumento de desvelamento da realidade para transformar a qualidade de vida humana. 13. Respeito à nossa profissão de educadores que forma seres humanos cientes e conscientes ou que certifica uma educação sem qualidade

32 Se a educação é incapaz de mudar a sociedade desigual em que se vive, ela é fonte relevante e significativa – passaporte - para compreensão dos fundamentos da desigualdade e para a geração de uma nova institucionalidade no bárbaro mundo desigual, economicamente globalizado dominado pela hegemonia do capital e seus decorrentes interesses individualistas

33 RESPEITO DIÁLOGO que se assenta no respeito ao outro. Diálogo que significa reconhecimento da infinita diversidade do real que se desdobra numa disposição generosa de cada pessoa para tentar incorporar ao movimento do pensamento algo da inesgotável experiência da consciência dos outros

34 Muito obrigada Naura SyriaCarapeto Ferreira


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