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UNIVERSIDADE DE COIMBRA Faculdade de Psicologia e de Ciências da Educação CIÊNCIAS SOCIAIS Docente: Prof. Doutor José Manuel Canavarro.

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1 UNIVERSIDADE DE COIMBRA Faculdade de Psicologia e de Ciências da Educação CIÊNCIAS SOCIAIS Docente: Prof. Doutor José Manuel Canavarro

2 Introdução às Ciências Sociais A SOCIOLOGIA NORTE-AMERICANA Segundo Schwendinger & Schwendinger (1974), as origens do pensamento sociológico norte-americano podem ser descritas como politicamente liberais e não como conservadoras, como foi o caso Europeu. A crença na liberdade e no bem-estar individuais estavam presentes, bem como uma visão evolucionária do progresso social (reformista ou laissez faire). As teses de Herbert Spencer foram extremamente importantes na moldagem do pensamento sociológico norte- americano. Tal fica a dever-se a vários factos: primeiro, Spencer escreveu em inglês; segundo, Spencer escreveu de forma pouco técnica o que permitia acessibilidade geral ao seu trabalho; terceiro, a abordagem de Spencer era extremamente vasta.

3 Introdução às Ciências Sociais A obra de Spencer foi influência de autores como Sunner, Ward, Cooley e Park. William G. Sunner ( ) foi o primeiro a ensinar uma cadeira ou curso de Sociologia numa Universidade norte- americana. É o expoente do Darwinismo Social nos EUA, adoptando uma abordagem de sobrevivência dos mais fortes aplicada ao mundo social e suportando a competitividade e a agressividade como características fundamentais para o sucesso. Sunner entendia que não cabia ao Estado o papel de apoiar os que não tinham sucesso.

4 Introdução às Ciências Sociais Lester F. Ward ( ) foi o primeiro Presidente da American Sociological Society e Professor na Brown University. Influenciado por Spencer, Ward defendia uma sociologia prática, aplicada, ao serviço duma melhor sociedade. Não era um darwinista social extremo, acreditava na necessidade e na importância da reforma social. Suner e Ward foram pioneiros da Sociologia nos EUA. No entanto, nenhum deles conseguiu que a disciplina atingisse um estatuto académico bem marcado e definido. Tal só viria a ser atingido com a Escola de Chicago.

5 Introdução às Ciências Sociais A ESCOLA DE CHICAGO E O INTERACCIONISMO SIMBÓLICO W. I. Thomas ( ) e o livro The Polish Peasant in Europe and America, em co-autoria com Florian Znaniecki. Este livro foi o produto de oito anos de investigação na Europa e nos EUA e consistiu num estudo sobre desorganização social entre emigrantes polacos. Os resultados obtidos não foram muito importantes mas a metodologia utilizada foi muito significativa. Posteriormente, Thomas evoluiu para uma abordagem de natureza mais micro, em contraste com as abordagens socio- estruturais e socio-culturais dos europeus e, com essa posição, ajudou a definir uma das características distintivas da Escola de Chicago – o interaccionismo simbólico.

6 Introdução às Ciências Sociais Uma outra figura instituidora importante da Escola de Chicago foi Robert Park ( ). Park foi durante o final da década de 10 e década de 20 o Director do Departamento de Sociologia. Park estudou na Europa com Simmel e interessou-se pelo trabalhos deste autor sobre a acção e a interacção, levando-os para Chicago. Park foi jornalista e demonstrou sempre um interesse muito forte pela aplicação, pelo trabalho de campo e sobretudo pelos efeitos da urbanização o que determinou o interesse da Escola de Chicago pela Ecologia Urbana e pela utilização de técnicas de recolha de dados que passassem pela observação pessoal e participada.

7 Introdução às Ciências Sociais Charles Horton Cooley ( ) é frequentemente associado à Escola de Chicago embora tenha desenvolvido a sua carreira académica no Michigan. Apresenta algumas afinidades com Mead e focaliza-se sobre aspectos psicossociais da vida social. A sua concepção de consciência, entendida como insepraável do contexto social, o conceito de self (looking-glass self) que indica que as pessoas possuem uma consciência formada e moldada na interacção social é ilustrativo do seu focus. Um outro conceito relevante é o de grupo primário, um grupo intímo, face a face que desempenha um papel chave na ligação do actor á sociedade, o grupo onde se forma o self. Como Mead, Cooley rejeita o behaviorismo, tal como revelam a sua concepção de self e a sua proposta metodológica para o analisar – a introspecção simpatética ou simpática.

8 Introdução às Ciências Sociais George Herbert Mead ( ) é considerado o autor mais importante da Escola de Chicago e do interaccionismo simbólico (cf. a obra Mind, Self and Society; 1934). As ideias de Mead devem ser entendidas no contexto do behaviorismo. O autor aceitava alguns dos pressupostos desta teoria e enfatizava também a importância das acções dos indivíduos e igualmente as recompensas e as punições derivadas dessas acções. No entanto, e apesar da sua concordância geral com os pressupostos behavioristas, Mead considerava a abordagem behaviorista como limitada.

9 Introdução às Ciências Sociais Mead interessou-se pela consciência, desenvolveu o conceito de self, pai dos conceitos de identidade social e de representação do indivíduo no mundo social, sustentando que da tensão ente o self e sociedade, da acção e da interacção dos sujeitos, resultaria a dinâmica dos comportamentos individuais e, consequentemente, dos grupos e das sociedades. As ideias de Mead deram corpo a uma importante corrente sociológica designada por Interaccionismo Simbólico.

10 Introdução às Ciências Sociais Fundamentos do Interaccionismo Simbólico 1.Os seres humanos são seres com capacidade de pensar; 2.A capacidade para pensar é moldada pela interacção social; 3.Na intercção social, as pessoas aprendem os sentidos e os símbolos que lhe permitem pensar; 4.Estes sentidos e símbolos permitem às pessoas desenvolver acções e interacções distintivamente humanas;

11 Introdução às Ciências Sociais Fundamentos do Interaccionismo Simbólico [continuação] 5.As pessoas são capazes de modificar ou alterar os sentidos e os símbolos que usam pela interpretação que fazem da situação; 6.As pessoas são capazes de fazer essas modificações e alterações porque, em parte, são capazes de interagir consigo próprias, verificar das vantagens e desvantagens de diversas opções de acção e interacção e seleccionar a que considera como melhor; 7.Os padrões comuns de acção e de interacção fazem desenvolver os grupos e as sociedades.

12 Introdução às Ciências Sociais Em simultâneo com os desenvolvimentos da Escola de Chicago e, em certa medida, também com os trabalhos de Durkheim, Weber e Simmel na criação duma Sociologia Europeia, um grupo de mulheres formou uma rede de trabalhos de carácter sociológico, num espírito pioneiro e também reformista. De entre essas, destaca-se Jane Addams ( ). O trabalho desenvolvida por esta e outras autoras da sua época não é considerado como Sociologia Científica, mas mais como acção social ou serviço social. No entanto, foi um conjunto de trabalhos que muito contribuíram para o aparecimento duma Sociologia do Género e das Teorias Feministas.

13 Introdução às Ciências Sociais A ESCOLA DE HARVARD E O FUNCIONALISMO ESTRUTURAL Pitirim Sorokin ( ) – Desenvolveu uma teoria sociológica com complexidade assinalável, de teor cíclico, onde descrevia a sociedade como oscilando de entre três tipos de mentalidade: Sensitiva – enfatiza o papel dos sentidos para a compreensão da realidade; Transcendental – sociedades dominadas por formas religiosas de ler os sentidos; Idealista – sociedades que balançam entre os dois tipos anteriores. Segundo Sorokin, a mudança ocorre quando uma sociedade atinge uma mentalidade extremada e, em consequência e por isso, dá-se uma mudança para outro tipo de mentalidade.

14 Introdução às Ciências Sociais Talcott Parsons ( ), para além de ter sido um sociólogo notável, criou uma escola (o funcionalismo estrutural) e foi inspirador dum conjunto de discípulos importantes como, por exemplo, Robert Merton. A publicação, em 1937, de The Structure of Social Action, marca a importância histórica de Parsons. Esta obra foi de grande significado para a Sociologia Norte-Americana por diversas razões: 1. Introduziu nos EUA as grandes teorias sociológicas europeias (Durkheim, Weber e Pareto);

15 Introdução às Ciências Sociais 2. Não dedicava quase nenhuma atenção às teorias de Marx, o que contribui para a exclusão deste autor da sociologia científica. Também não dedicava grande atenção a Simmel, uma vez que este autor era, como vimos anteriormente, um dos inspiradores do interaccionismo simbólico e da Escola de Chicago. Até certo ponto, entre esta Escola e a de Parsons havia diferenças substanciais e alguma concorrência ou disputa por um certa primazia teórica;

16 Introdução às Ciências Sociais 3. Legitimou a teorização sociológica como uma actividade importante no plano da sociologia científica; 4. Por último, mas muito significativo, Parson considerava-se um teórico da acção e afirmava focalizar a sua atenção nos actores, nos pensamentos e acções dos actores. No entanto, as suas teses aproximaram-se mais do estudo de sistemas sociais e culturais de larga escala e do desenvolvimento para o estudo destes duma perspectiva funcionalista-estrutural.

17 Introdução às Ciências Sociais Nos anos 50, com a publicação de Social System, Parsons apresentou os principais pressupostos da sua perspectiva teórica que se concentrava nas estruturas da sociedade e nas relações inter-estruturais. Estas estruturas eram entendidas como mutuamente suportivas e em equilíbrio dinâmico. Era atribuída alguma ênfase na forma como a ordem era mantida pelos vários elementos da sociedade e a mudança social era entendida como um processo ordenado. Parsons definiu um modelo ou esquema ilustrativo das usas ideias – o AGIL. Uma função seria um conjunto complexo de actividades dirigidas para a satisfação ou cumprimento das necessidades dum sistema.

18 Introdução às Ciências Sociais Parsons defendia que existem quatro imperativos funcionais necessários para todos os sistemas – Adaptação (A); Prossecução de Objectivos (G); Integração (I); e Latência (L), ou manutenção dum padrão. Para sobreviver, qualquer sistema deverá manter estas funções: Adaptação – um sistema tem que lidar com exigência externas e deve adaptar-se ao meio e adaptar o meio às suas necessidades; Prossecução de Objectivos – um sistema deve definir e atingir os seus objectivos primários; Integração – um sistema dever regular a relação entre as suas componentes e gerir a relação entre os imperativos funcionais; Latência – um sistema deve fornecer, manter e renovar a motivação dos indivíduos e os padrões culturais que criam e sustêm essa motivação.

19 Introdução às Ciências Sociais Parsons define quatro sistemas teóricos de acção estruturantes da sociedade; o sistema comportamental que é o que lida com a função adaptação. O sistema da personalidade que define objectivos e mobiliza energias para a respectiva prossecução. O sistema social lida com a função integração fazendo o controlo das partes que o compõem. Por último, o sistema cultural providencia aos actores as normas e os valores que motivam para a acção. O problema fundamental, ou pelo menos um dos problemas fundamentais na obra de Parsons remete para a questão da ordem social e o funcionalismo estrutural procura dar resposta a esse problema.

20 Introdução às Ciências Sociais O funcionalismo estrutural pode ser resumido em sete assunções básicas: 1.Os sistemas são interdependentes; 2.Os sistemas tendem para uma ordem de auto- manutenção ou equilíbrio; 3.Os sistemas podem ser estáticos ou dinâmicos, mas quando dinâmicos obedecem sempre a uma ordem; 4.A natureza de uma das partes do sistema tem impacto numa das outras partes;

21 Introdução às Ciências Sociais 5.Os sistemas mantém fronteiras com o meio; 6.A alocação e a integração são processos fundamentais para um determinado equilíbrio do sistema; 7. Os sistemas mantém-se ou tendem para a manutenção pelo envolvimento da manutenção de fronteiras e do relacionamento entre as partes do todo, controlo das variações do meio, e controlo de tendências de mudança que possam surgir no interior.

22 Introdução às Ciências Sociais Outros estruturalistas como Merton, Davis e Moore, contribuíram fortemente para o desenvolvimento desta corrente. Davis e Moore (1945) analisar a estratificação social sob uma perspectiva estruturalista, definindo a estratificação como uma estrutura funcionalmente necessária para a sociedade, para a sua existência (o que implicou determinados pressupostos e também consequências ideológicos). Merton (1949) acentuou a necessidade do funcionalismo se dedicar também as disfunções ou consequências dos sistemas de acção.

23 Introdução às Ciências Sociais Os anos 70 marcam o declínio da proeminência das teses funcionalistas no quadro da Sociologia. George Huaco (1986) considera estas teses como politicamente correctas em exagero, como em defesa da preservação do sistema mais forte também pela defesa do equilíbrio, que, em última análise mais não promovem que a o imobilismo e reprodução sociais. O funcionalismo estrutural e o interaccionismo simbólico constituem duas das principais correntes da Sociologia Moderna e têm repercussões na actualidade.


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