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Sistema Econômico Capitalista Segunda Revolução Industrial UNICURITIBA Curso de Relações Internacionais História Econômica Professor Renato Carneiro.

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1 Sistema Econômico Capitalista Segunda Revolução Industrial UNICURITIBA Curso de Relações Internacionais História Econômica Professor Renato Carneiro

2 Introdução A primeira Revolução Industrial ficou restrita à Inglaterra, no final do século XVIII e início do XIX. A segunda espalhou-se para outros países da Europa, como França, Holanda, Bélgica, Itália e Alemanha, mas também para os EUA e Japão. Se a 1ª Revolução foi a infância do capitalismo, a 2ª alterou profundamente o próprio sistema, mudando sua estrutura e organização:

3 Nova Estrutura do Capitalismo Dos produtos dominantes apenas a estrada de ferro continuou tendo destaque na segunda fase. O ferro deixou de ser um produto, para virar matéria-prima do aço, muito mais resistente. O vapor foi aos poucos sendo substituído pela eletricidade e pelo petróleo como fonte de energia. O desenvolvimento da indústria química permitiu a independência da maior parte das matérias-primas naturais. A fábrica se consolidou com a introdução da linha de produção e o capital se concentrou em escala inimaginável. A ciência se desenvolveu em função da técnica e a administração dos negócios adquiriu um caráter científico.

4 Ferrovias O aperfeiçoamento das ferrovias fez o transporte terrestre ultrapassar o fluvial, por ser massivo, barato e rápido. Sua evolução se deu muito rapidamente: País1840 (em km)1913 (em km) Inglaterra 9mil 23mil Alemanha 62mil França 48mil Rússia 67mil EUA 540mil

5 Aço O aço, fusão de ferro e carbono, ganhou espaço a partir de 1856, com Henry Bessener fazendo passar uma corrente de ar através do ferro em fusão. Alguns anos depois, em 1864, pelo Processo de Martin, a sucata de ferro e aço pôde ser reaproveitada. Em 1878, o Processo Thomas permitiu reter o fósforo contido nas reservas de ferro da Alsácia, Lorena, Bélgica e em alguns lugares da Inglaterra e EUA, fazendo com essas jazidas pudessem ter uso comercial. A produção de aço aumentou 15 vezes na Alemanha e 17 vezes nos EUA entre 1880 e 1913.

6 Eletricidade O primeiro passo para o uso prático da eletricidade foi a criação do dínamo de Faraday, em 1831, que transformava energia mecânica em elétrica e seu uso em larga escala foi a partir de inventos do alemão Siemens, em Como fonte de iluminação, a partir de 1879, com a invenção da lâmpada incandescente de filamento durável de Thomas Edison, difundida a partir de 1890, com a invenção do cabo elétrico para transporte de energia a grandes distâncias, na Alemanha.

7 Petróleo O uso do petróleo como fonte de energia avançou com a invenção do motor de combustão interna, em 1876, por Nikolaus Otto. Foi aperfeiçoado em 1880, por Karl Benz, com a inflamação do combustível por eletricidade. Em 1884, Daimler utilizou gasolina como combustível e, em 1897, Diesel substituiu a gasolina por óleo cru. De todas estas invenções, as mais importantes foram de Diesel, de um motor e um tipo de combustível que levam seu nome, que de fato permitiram a superação do uso de vapor, sendo largamente utilizado em locomotivas, navios e toda a sorte de equipamentos industriais.

8 Automóveis Em 1885, surgiram os primeiros veículos automotores produzidos na Alemanha, pelas empresas Daimler- Maybach e Benz. Em 1908, Henry Ford barateou o custo dos automóveis pela produção em massa, passando a ser vendidos em milhões de unidades. Com isso, por exemplo, um Ford T, modelo 1908, baixou de 950 para 250 dólares.

9 Indústria Química e Linha de Montagem O crescimento de novas técnicas permitiu a indústria química produzir artificial e sinteticamente matérias- primas antes só encontradas na natureza: anilinas, ácidos, tecidos, corantes sintéticos, alcalóides, explosivos, essências, medicamentos e plásticos passaram a ser produzidos em larga escala. A linha de montagem, com extrema especialização do trabalho, ampliou muitas vezes a produção, barateando os custos de produção e os preços unitários.

10 Composição de Capital A maior mudança aconteceu na composição de capital das empresas. Enormes custos para a implantação das indústrias químicas e das grandes linhas de montagem, bem como o longo tempo de retorno dos investimentos, levaram à proliferação das sociedades anônimas com associações de capital. Também liquidaram com pequenas e médias empresas da Primeira Revolução Industrial, pela concorrência em volume produzido e preços. Os bancos, pelos grandes volumes de recursos envolvidos, passaram a ser sócios majoritários de muitas indústrias: eram as holdings, das últimas décadas do século XIX.

11 Livre Concorrência, Truste e Cartel A livre concorrência fez as maiores engolirem as menores e levou à concentração do capital, pelos monopólios. Estes exerceram domínio sobre o mercado, estabelecendo preços e controlando a oferta, através dos trustes e cartéis. Truste é processo de acumulação vertical de capital, fazendo com que algumas empresas controlem todo o processo econômico de um produto, desde as fontes de matérias-primas até a comercialização final. O cartel acontece pela acumulação horizontal de capital, quando empresas especializadas controlam parte de processos produtivos, em diversas etapas, associam-se a fim de impedir da concorrência e controlar mercados.

12 Ciência e Técnica A ciência produz inovações técnicas para aumentar a produtividade dos processos fabris, permitindo a reinversão de parte dos lucros na manutenção de técnicos pesquisadores. O gerenciamento de negócios passou a assumir um caráter mais técnico-científico com o aparecimento de gerentes e administradores profissionais, levando à separação entre proprietários e a direção de grandes empresas. Taylor é exemplo, procurando obter máximo rendimento de cada trabalhador, subordinando o operário ao ritmo das máquinas. Ford Também aumentou a produtividade dessa forma.

13 Alemanha No início da Revolução Industrial, fora a Inglaterra, a maioria dos países permaneceu ligado ao campo por longas décadas. A Alemanha só completou sua unificação em 1871, mas por volta de 1913 era a nação mais industrializada da Europa, com o primeiro lugar na produção de aço e produtos químicos. Só perdia para os EUA na produção de máquinas-ferramentas. O governo alemão teve atuação pesada tanto na produção, quanto no consumo, via compras das forças armadas, administração e serviços públicos.

14 Alemanha As ferrovias eram nacionalizadas, com tarifas unificadas em todo o território alemão. Sua marinha mercante tinha duas grandes companhias que respondiam por 40% de toda a frota, que passou de 640mil toneladas, em 1870, para 5 milhões de toneladas em Grandes cartéis dominavam vários setores produtivos: Krupp (aço e materiais bélicos); Daimler-Benz (motores e veículos); Maybach-Diesel (motores); IGFarben (produtos químicos) e Siemens (materiais elétricos).

15 Alemanha Houve no país uma crescente importância do ensino de ciências e técnicas, enquanto suas relações com a Europa do leste e central (Áustria, Hungria e Rússia) permitiram-lhe uma base para expansão das exportações. Em 1871 foi feita a aquisição, depois da guerra Franco- Prussiana, da Alsácia e Lorena, cujas jazidas de ferro supriam 75% das necessidades da indústria alemã.

16 Itália A Itália também se unificou tardiamente, em O norte, liderado pelo Piemonte, era a região mais industrializada no novo país: em Milão havia indústrias têxteis e metalúrgicas; em Turim, têxteis e mecânicas; em Gênova, também têxteis e construção naval, enquanto Veneza era conhecida também pelos têxteis e pela indústria ferroviária.

17 Itália Ao sul, Nápoles era exceção comercial e não industrial. O restante do país era basicamente agrícola e o sul permaneceu como fornecedor para o norte de mão-de- obra barata, de matérias-primas e até investimentos, pois os grandes proprietários de terras do sul canalizavam seus lucros para os bancos no norte. Após a unificação, o Estado apoiou o crescimento industrial através de uma política ativa de expansão colonial na África e Mediterrâneo.

18 EUA Única ex-colônia que logrou ascender a uma posição de destaque na economia-mundo capitalista. Independentes desde o fim do século XVIII, resistiram a uma 2ª guerra contra a Inglaterra ( ), pela liberdade de comércio com a França napoleônica. Os EUA mantiveram, até 1860, uma estrutura dual herdada de seu passado colonial: norte dinâmico, com agricultura diversificada, manufaturas fortes e atividade comercial desenvolvida e um sul agrário, monocultor, escravista e exportador de matérias-primas.

19 EUA Desde o início do XIX os norte-americanos empreenderam conquistas no oeste de seu território, comprando áreas (Alasca, Oregon e Louisiana), expropriando-as de seus vizinhos (Texas, Arizona, Novo México e Califórnia), ou ocupando regiões “vazias” dos povos indígenas. Em 1848, já eram um país continental, do Atlântico ao Pacífico, vendo sua população passar de 9,6 milhões, em 1820, para 31,3 milhões de habitantes, em 1860.

20 EUA Principalmente acrescido de imigrantes europeus, os EUA puderam formar um formidável mercado interno, que impulsionou o norte a mecanizar sua produção progressivamente, tornando-se urbano e industrial. Protecionista, o Estado lutou para extinguir a escravidão no sul, buscando baratear a mão-de-obra, transformando-a em assalariada. Seguiu-se a Guerra da Secessão ( ), quando o norte, com 72% da população e 92% da produção industrial do país, impôs-se ao sul, abrindo caminho para uma rápida industrialização após 1870.

21 EUA Seu enorme mercado interno, fez com que os EUA apenas exportassem 10% de sua produção, contra 52% da Inglaterra. Sua população em 1870 era de 39,5 milhões contra 97 milhões em 1914, com afluxo de 24 milhões de imigrantes. No início do XX, os EUA produziram: 9,5 milhões toneladas de petróleo; 10,6 milhões de fardos de algodão; 13,5 milhões t. de aço; 28,8 milhões de t. de ferro; 262 milhões de t. de carvão; 106 milhões de kg de ouro; 1543 milhões de kg de prata, transportados por 294 mil km de estradas de ferro.

22 Japão Pouco tocado pelo Ocidente no período da expansão ultramarina européia, manteve em rigoroso isolamento do século XVII até 1854, quando foram obrigados pelo Comodoro Perry, dos EUA, a abrir seus país aos produtos ocidentais. Foi a única nação afro-asiática atingida pelo neo- colonialismo que passou a ocupar espaço na parte central da economia mundo. Este processo – Revolução Meiji – iniciou-se em 1868, fazendo com que o Japão passasse de agrário em industrializado e de colonizado em colonizador pela ação do Estado.

23 Japão O Estado provocou um grande êxodo rural, que, aliado ao crescimento populacional (menos de 35 milhões em 1873, para 45,5 milhões de habitantes em 1903) fez crescer abundantemente a oferta de mão-de-obra. Também indenizou proprietários das terras com participação nas manufaturas estatais, ou em ações dos bancos. Também incentivou a formação de técnicos, enviados a estudar fora e a importação de técnicos estrangeiros, para transferir tecnologia, também através da engenharia reversa. Incentivaram ainda a formação de empresas monopolistas, como a Mitsui e a Mitsubishi.

24 Japão Por fim, a política externa militarista e expansionista em direção à Coréia e à China fez do Estado um dos maiores consumidores de produtos industrializados para a manutenção de grandes exércitos e navios de guerra. A produção de carvão passou de 600 mil t. em 1875, para 13 milhões, em Ferro gusa, de 26 milhões para 145 milhões e aço, de 1milhão para 69 milhões de toneladas. Sua marinha mercante passou de 7% das exportações e 9% das importações, em 1893, para 40% e 35%, em 1903, com o aumento de tonelagem dos navios de 120 mil, para mil toneladas, também em 10 anos.


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