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J Pediatr 2010;157:720-4 Apresentação: Liana de Medeiros Machado R4 –UTI Pediátrica do Hospital Regional da Asa Sul/SES/DF Coordenação; Paulo R. Margotto.

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1 J Pediatr 2010;157:720-4 Apresentação: Liana de Medeiros Machado R4 –UTI Pediátrica do Hospital Regional da Asa Sul/SES/DF Coordenação; Paulo R. Margotto Escola Superior de Ciências da Saúde/ESCS/SES/DF Brasília, 24 de agosto de Convulsões no recém-nascido de extremo baixo peso são associadas com prognóstico adverso

2 CONVULSÕES CLÍNICAS  Incidência na população neonatal: 2 a 3 por 1000 nascidos vivos 9 e 11 por 1000 em prematuros e recém- nascidos de baixo peso  Associadas a resultados neurológicos adversos Paralisia cerebral (PC) e epilepsia pós-neonatal Relação causal controversa

3 CONVULSÕES CLÍNICAS  Alguns autores sugerem que as convulsões por si só causam a injúria cerebral e contribuem para o resultado adverso.  Outros autores sustentam que a causa de base das convulsões, como a asfixia, hemorragia ou infecção é o contribuinte primário do resultado pobre.

4 CONVULSÕES CLÍNICAS  Estudos relatam que as sequelas a longo prazo de convulsões neonatais têm se focado principalmente em recém-nascidos a termo com asfixia perinatal.

5 HIPÓTESE DO ESTUDO  Recém-nascidos com muito baixo peso (RNMBP) com crises clínicas durante a internação inicial estavam em risco aumentado de resultado adverso.

6  Comparações demográficas, perinatais e de fatores de risco neonatais entre RNMBP com crises clínicas e RNMBP sem crises clínicas na Eunice Kennedy Shriver National Institute of Child Health and Human Development (NICHD) Neonatal Research Network (NRN).  Foram realizadas análises de regressão multivariada para determinar se as convulsões clínicas foram independentemente associadas a neurodesenvolvimento e resultados neurológicos adversos.

7 SELEÇÃO DE PACIENTES E DEFINIÇÕES  Análise retrospectiva de dados coletados prospectivamente do registro NRN NICHD.  Crianças nascidas nos locais NICHD NRN entre 1 de janeiro de 2000 e 31 de dezembro de 2005, com um peso ao nascer (PN) 401 a 1000 gramas, e sobreviventes com 36 semanas de idade pós- menstrual (PMA) foram incluídos neste estudo.  Conselho de cada centro de revisão institucional aprovou o registro NRN.

8 SELEÇÃO DE PACIENTES E DEFINIÇÕES  Recém-nascidos com malformações maiores ou síndromes, incluindo defeitos congênitos do sistema nervoso central (SNC), defeitos cardíacos congênitos e anomalias cromossômicas foram excluídos.  As informações demográficas, materna e neonatal foram coletadas desde o nascimento até a morte, alta hospitalar, ou 120 dias com definições comuns desenvolvidos pelos investigadores.

9 SELEÇÃO DE PACIENTES E DEFINIÇÕES  Convulsões clínicas durante a internação inicial foram registradas na observação e julgamento da equipe, conforme documentado no prontuário médico.  Convulsões caracterizadas como sutis (movimentos incomuns de membros, olhos ou boca), tônicas (focal ou generalizada), clônicas (focal ou multifocal), ou mioclônicas (focal, multifocal ou generalizada) foram incluídas.  Eletroencefalograma (EEG) foi obtido a critério da equipe médica. O tempo e a técnica para a realização do EEG não foram padronizados

10 SELEÇÃO DE PACIENTES E DEFINIÇÕES  Resultados do teste de audição final e utilização de anticonvulsivante no momento da alta foram coletados a partir 14 de fevereiro, 2002.

11 AVALIAÇÃO DO DESENVOLVIMENTO NEUROLÓGICO  Avaliação global do desenvolvimento neurológico foi realizada em crianças sobreviventes de 18 a 22 meses de idade corrigida.  A visita de acompanhamento incluiu: História médica normatizada Entrevista com a mãe da criança ou cuidador primário Exame, que incluiu uma medida de peso, comprimento, perímetro cefálico, e exame neuromotor padronizado.

12 AVALIAÇÃO DO DESENVOLVIMENTO NEUROLÓGICO  Escalas de Desenvolvimento Infantil de Bayley (MDI) e o Índice de Desenvolvimento Psicomotor (PDI) foram administrados. A pontuação média para MDI ou PDI é 100 Pontuação <70 em cada índice indica atraso significativo. Crianças com atraso grave: pontuação MDI e PDI de 49.

13 AVALIAÇÃO DO DESENVOLVIMENTO NEUROLÓGICO  PC moderada: ausência de deambulação ou locomoção somente com apoio de dispositivos, mas habilidade de sentar-se de forma independente ou com apoio.  PC grave foi definida como a incapacidade de deambular ou sentar-se com apoiar.

14 AVALIAÇÃO DO DESENVOLVIMENTO NEUROLÓGICO  Deficiência auditiva: Definida com base na história ou na observação durante a visita de acompanhamento Necessidade de aparelhos auditivos nos dois ouvidos.  Deficiência visual: Definida como a cegueira em ambos os olhos, embora uma visão funcional poderia estar presente.

15 AVALIAÇÃO DO DESENVOLVIMENTO NEUROLÓGICO  Insuficiência do Neurodesenvolvimento (IND): PC moderada a grave MDI ou PDI <70 Cegueira bilateral, ou surdez.  “Intacto” : Ausência de PC ou PC leve MDI> 85 PDI> 85 Ausência de cegueira ou surdez.  Insuficiência de desenvolvimento isolada: MDI ou PDI <70 sem PC moderada ou severa, cegueira ou surdez.

16 AVALIAÇÃO DO DESENVOLVIMENTO NEUROLÓGICO  Uso de anticonvulsivante foi documentado quando a criança necessitou da medicação nos 3 meses antes da consulta de acompanhamento.

17  Análises demográficas, perinatais, neonatais, de alta hospitalar e resultados de acompanhamento, incluindo a morte tardia ou IND foram comparados em crianças com e sem crises clínicas durante a internação.  Significância estatística da diferença em proporções: determinada com o teste de X² (quiquadrado)  Teste t de Student: determinar a diferença de média de peso de nascimento.  A associação das crises clínicas com morte tardia ou IND foi estimado através do modelo de regressão logística múltipla, controle de fatores de confusão, para relatar o ajuste do odds ratio (OR) e intervalo de confiança de 95% (CI).

18  Modelo I: fatores basais Educação materna, idade gestacional, peso de nascimento, pequeno para a idade gestacional (PIG), gestação múltipla, parto, esteróides pré-natais  Modelo II: todas as variáveis ​​do modelo I + morbidades intra-hospitalares Pontuação de 5 minutos Apgar < ou = 4, ressuscitação cardiopulmonar na sala de parto (RCP) ou epinefrina, enterocolite necrosante (ECN), displasia broncopulmonar (DBP) persistência do canal arterial (PCA) cirúrgico, esteróides pós-natais, e infecção (sepse precoce, sepse tardia, meningite)  Modelo III: todas as variáveis ​​do modelo II + morbidades do SNC Hemorragia intraventricular grave (grau III ou IV) e leucomalácia periventricular (LPV) cística.

19  Análises estatísticas: realizadas no RTI International com o software estatístico SAS versão 9.1 (SAS Institute, Cary, Carolina do Norte).  A significância estatística: valor P < 0.01.

20  9726 crianças nasceram nos centros NRN participantes: 172 crianças excluídas: malformações maiores 5 excluídos por status convulsivo desconhecido 3050 morreram antes de 36 semanas de idade pós-menstrual.  6499 crianças incluídas no estudo: 414 (6,4%) apresentaram convulsões clínicas Taxa de convulsões variou de 0% a 15% nos centros de NRN. 90% (N = 5.866) completaram o seguimento ou morreu depois de 36 semanas de IPM. Das 414 crianças com crises clínicas, 92 (22%) tinha convulsões confirmadas com EEG.

21 CARACTERÍSTICAS MATERNAS E PERINATAIS  Crianças com crises clínicas: Mais propensas a serem de menor idade gestacional (IG) e PN, maior necessidade de intubação ou reanimação cárdiopulmonar (RCP) na sala de parto, Apgar 5’ < ou = 4. Proporção de crianças nascidas PIG ou através por cesariana era inferior no grupo convulsão. Tabela 1

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24 RESULTADOS A CURTO PRAZO  Taxas não ajustadas de morbidades hospitalares foram maiores no crianças com crises clínicas.  Crianças com crises clínicas eram mais propensos a ter PCA, DBP, sepse tardia, ou receber esteróides pós-natais.  Maior probabilidade de cirurgia para PCA, ECN, ou retinopatia da prematuridade (ROP).  Mais propensos a receber tratamento com indometacina para PCA  Crianças sem convulsões clínicas receberam indometacina profilática com maior freqüência. Tabela 2

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26 Hemorragia intraventricular ( HIV) significativamente mais grave, LPV cística, e meningite em comparação com crianças sem crises.  Morbidades do SNC posteriores foram mais freqüentes em crianças com convulsões clínicas, incluindo ventriculomegalia, ROP grave, necessidade de colocação de derivação para hidrocefalia pós- hemorrágica.  Crianças com crises clínicas Maior probabilidade de falhar no teste de audição na alta hospitalar e ter alta hospitalar recebendo terapia anticonvulsivante.

27 RESULTADOS TARDIOS  Morte tardia ou IND, morte tardia ou PC moderada a grave e morte tardia ou MDI <70 foram mais comuns em crianças com história de convulsões clínicas  Crianças sobreviventes com histórico de convulsões clínicas eram mais propensos a ter deficiência auditiva ou visual ou PC moderada a grave, IND, MDI <70, PDI <70, e insuficiência de desenvolvimento isolado.  Crianças com história de convulsões clínicos durante a fase inicial da internação foram mais propensos a ter crises no período pós-neonatal e necessitaram terapia anticonvulsivante. Tabela 3

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29 RESULTADOS TARDIOS  A odds ratio (OR) não ajustada de morte tardia ou IND foi 6 vezes maior em crianças com crises clínicas.  Após inclusão de morbidades do SNC (modelo III), convulsões neonatais clínicas permaneceram significativamente associadas ao óbito tardio ou IND (P <0,0001). Quando a análise foi limitada a recém-nascidos com convulsões confirmadas pelo EEG, o resultado foi semelhante (OR, 2,95; 95% CI, 1,62-5,39). Tabela 4

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31 RESULTADOS TARDIOS  Em todos modelos: sexo masculino, menor peso de nascimento, nascimento múltiplo, e raça não- caucasiana foram significativamente associados com um aumento do risco de morte tardia ou IND.  Em modelos II e III: DBP, PCA, ECN, meningite e sepse tardia foram positivamente relacionada com a morte tardia ou IND.

32  Poucos estudos têm abordado a potencial associação de convulsões com as consequências em bebês prematuros.  Esse estudo com modelo ajustado multivariado mostrou que uma associação significativa permaneceu entre as convulsões clínicas e morte tardia ou IND em recém-nascidos de extremo baixo peso.

33  Convulsões em recém-nascidos surgem como conseqüência de lesão neural, decorrente de isquemia, hipóxia, ou distúrbios metabólicos como hipoglicemia ou hipocalcemia.  Possíveis seqüelas da atividade epiléptica no SNC em desenvolvimento incluem alteração do circuito neuronal, neurogênese diminuída, aprendizagem prejudicada e injúria cerebral.  Potenciais efeitos prejudiciais da terapia anticonvulsiva para o desenvolvimento do SNC.

34  Investigadores do NRN relataram maiores taxas de convulsões clínicas em lactentes extremo baixo peso que sobreviveram aos 18 a 22 meses de idade corrigida com IND, PC e MDI <70.  Neubauer et al examinaram 135 sobreviventes com extremo baixo peso em idade escolar e encontraram uma taxa de 9% das convulsões clínicas em sua coorte, 33% dos quais tinham HIV grave.

35  Pisani et al examinaram os resultados com 24 - a 30-meses de 51 crianças pré-termos (<36 semanas) com convulsões confirmadas por vídeo EEG e relataram um desfecho desfavorável em 80% da coorte.  Ronen et al encontraram uma taxa de 42% de morte e uma taxa de 46% de incapacidade em 26 sobreviventes prematuros com convulsões em um período de acompanhamento de 10 anos.  Os pontos fortes destes 2 estudos encontram-se na seleção de lactentes após um diagnóstico de convulsões.  No entanto, a falta de um grupo controle não permitiu análise da associação independente entre as crises e o resultado adverso.

36  Glass et al examinaram a associação entre as crises clínicas e resultados do desenvolvimento neurológico em uma coorte de recém-nascidos em risco de lesão hipóxico-isquêmica. Todas as 31 crianças foram submetidos a ressonância magnética (RM) e avaliação do desenvolvimento neuropsicomotor aos 4 anos de idade. Crianças com crises eram mais propensos a ter resultados anormais em um exame neurológico O aumento da severidade das convulsões foi associada a declínio no QI. As convulsões foram independentemente associadas a resultados adversos, sugerindo que o dano neurológico pode resultar a partir convulsões, particularmente nas estruturas neuronais, como o hipocampo, que podem não ser completamente visualizadas em RM convencional.

37  Neste estudo, crianças com crises clínicas tinham maior gravidade da doença em comparação com bebês no controle grupo, talvez como resultado da sua IG e PN inferior.  Taxas mais altas de HIV grave, LPV cística e infecção foram vistas no grupo das convulsões.  Estes eventos do SNC são associados com um aumento das convulsões e resultados adversos em outros estudos.  A frequente sobreposição entre as convulsões e comorbidades tem limitado a capacidade de determinar a contribuição independente das convulsões para os resultados adversos de crianças com extremo baixo peso.

38  Vantagem significativa do estudo: grande tamanho da amostra de lactentes com extremo baixo peso, incluindo > 400 crianças com crises clínicas.  Associação das crises clínicas com resultado adverso após o ajuste para múltiplas comorbidades.  Ao limitar os critérios de elegibilidade para as crianças que sobreviveram até 36 semanas, foram eliminadas as mortes prematuras, que poderiam ter precedido o diagnóstico de convulsões.  Morte tardia foi observado mais freqüentemente no grupo de convulsão clínica em comparação com o grupo controle.

39  Deficiência do estudo: pouca informação sobre as circunstâncias e épocas de crises clínicas durante a internação hospitalar.  Não foi possível determinar o número de crianças com crises clínicas cujos EEG não confirmaram atividade convulsiva eletrográfica.  O diagnóstico de HIV grave ou LPV foi determinada apenas com o ultrassom transfontanela, portanto, toda a extensão da lesão cerebral nesta coorte pode ser subestimada.  <25% das crianças com crises clínicas tinha confirmação pelo EEG. Não está claro se isto reflete a eficácia do medicamento anticonvulsivante ou a tomada de decisão da equipe médica na obtenção de um EEG.

40  O diagnóstico clínico de convulsões em recém- nascidos pode ser um desafio, por causa da imaturidade do SNC neonatal.  Ao invés de exibir manifestações clássicas tônico- clônicas, a atividade convulsiva em neonatos é muitas vezes sutis e difíceis de distinguir do comportamento recém-nascido normal, com prematuros sendo ainda mais propensos a demonstrar manifestações clínicas sutis de convulsões.

41  A percepção de convulsões clínicas pode ser altamente qualitativa, e as crianças percebidas como sendo mais doentes podem ser mais propensas a serem diagnosticadas com crises convulsivas.  Murray et al relataram que apenas um terço de convulsões eletrográficas em recém-nascidos a termo foram associadas com sintomas clínicos e dois terços destas manifestações clínicas não eram reconhecidas ou eram mal interpretadas pelo neonatologista.

42  Shah et al demonstraram recentemente convulsões eletrográficas em 11 de 51 (21%) pré-termos <30 semanas, embora apenas 2 crianças (18%) demonstraram uma clínica correlacionada.  Portanto, as taxas de convulsões clínicas, provavelmente subestimam a verdadeira incidência de atividade convulsiva na população pré-termo.

43  Este estudo demonstra que a convulsão clínica e os movimentos percebidos como ataques clínicos em crianças EBP sobreviventes a 36 semanas de idade pós-menstrual estão associados com maiores probabilidades de morte tardia ou IND, independente de variáveis ​​demográficas, morbidades perinatais e neonatais.  Além disso, estes dados sugerem que as convulsões neonatais clínicas podem ser consideradas um marcador de mau prognóstico.

44  Vigilância mais agressiva para a atividade de convulsão eletrográfica em prematuros, através do uso mais rotineiro de eletroencefalograma de amplitude integrada contínuo ou o EEG convencional, particularmente em crianças com lesão cerebral conhecida, irá fornecer dados mais precisos sobre a verdadeira prevalência de convulsões.  Estudos futuros para determinar o risco independente de crises com os resultados adversos deve documentar o momento das convulsões em relação a outras morbidades neonatais, o uso de terapias anticonvulsivantes e a confirmação eletrográfica do controle das crises com eletroencefalograma de amplitude integrada contínua ou freqüente Gravações de EEG.  A detecção agressiva e tratamento de convulsões tem o potencial de melhorar os resultados em crianças EBP, no entanto, um estudo prospectivo é necessário para confirmar esta hipótese.

45 ABSTRACT

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49 CONVUSÕES NO PERÍODO NEONATAL Quais são as possibilidades terapêuticas?  Inicialmente é fundamental assegurar ventilação e perfusão adequadas; se glicemia pela fita reagente – baixa, “push” de glicose de 200 mg/kg (2 ml de SG 10%); manutenção: TIG de 6-8 mg/kg/min. Manter a glicemia em torno de 70 a 120 mg%  O tratamento da causa de base depende das possibilidades diagnósticas etiológica:  Se for possível tratar a causa base em algumas ocasiões é o suficiente e não será necessária a utilização de drogas antiepilétpticas (DAEs) ou então o período de uso é curto.  Caso a etiologia não seja rapidamente descoberta deveremos utilizar as DAEs  As drogas consagradas, bem estudadas e freqüentemente utilizadas que são:  1ª droga: Fenobarbital – ataque de 20 mg/kg EV, podendo chegar a complementação até a dose de 40 mg/kg caso seja necessário. A manutenção pode ser iniciada de 12 a 24 horas após com doses de 3 a 5 mg/kg/dia e em casos excepcionais 7 mg/kg/dia, pois o metabolismo desta droga é errático.  É interessante colher o controle do nível sérico devido a metabolização errática desta droga. Os níveis de 15 a 40microgramas são terapêuticos  É ineficaz no RN que apresenta EEG com atividade de base significativamente anormal.  Eficiência isolada: 45% Crises convulsivas no per í odo neonatal Autor(es): S é rgio Henrique Veiga, Paulo R. Margotto, Joseleide G Castro

50  2ª droga: Difenilhidantoina – deve ser utilizada após 30 minutos da 1ª,caso a crise não tenha cessado. A dose de ataque é de 20 mg/kg EV, em infusão lenta (até 1mgkgmin), diluída em água destilada ou soro fisiológico, a dose de manutenção é de 3 a 7 mg/kg/dia.  Eficiência isolada=45%  1ª+2ª drogas associadas = 57% de eficiência.  3ª droga: Midazolam - em infusão contínua vem sendo utilizado como terceira droga, pois é rapidamente eliminada após sua suspensão (até 2horas). O midazolam é 1,5 a 2 vezes mais potente que o diazepam. Difere dos outros benzodiazepínicos pelo seu caráter básico, estabilidade em solução aquosa, solubilidade em lipídios em um pH fisiológico, metabolismo muito rápido e menor vida-média de eliminação (6,5h). Devido as suas propriedades químicas, tem boa absorção após a administração intramuscular e oral, rápido metabolismo hepático, início rápido de ação (1,5 a 5 min) e de curta duração (1 a 5 h) e tem escassos efeitos residuais. Usualmente a droga é retirada em 3-4 dias.  O midazolam é essencialmente um agonista específico do ácido gamaaminobutírico, o mesmo ocorrendo com os demais benzodiazepínicos, havendo uma diferença que explica porque o midazolam é efetivo quando agentes convencionais falharam: o midazolam atinge os receptores (ácido gamaaminobutírico) mais rapidamente e estes receptores são críticos para cessar o estado epiléptico.  Tem sido descrita hipotensão arterial com o uso de midazolam (após bolus) ou durante o co- tratamento com o fentanil. Assim, recomenda-se muita cautela ao usar midazolam em pacientes hipovolêmicos ou hipotensos, devido ao seu efeito na diminuição da resistência vascular periférica.  Dose: ataque: 0.15 mg/Kg (diluir 2 ml de Dormonid R em 18 ml de SG 5% e fazer 0.3 ml/Kg= 0.15mg/kg  Manutenção: 1ug/Kg/min, podendo ser aumentado 1ug/Kg/min a cada 5 min, até no máximo 18ug/kg/min. Não retirar abruptamente.  Exemplo: RN com quadro grave de convulsão, apesar do uso de fenobarbital+difenil- hidantoína.  Peso= 3Kg  Dormonid R Ataque : diluir 2 ml em 18 ml de SG 5% e fazer : 0.3X3 = 0.9 ml EV agora  Manutenção 3X1X1440 = 0.86 ml na perfusão venosa (24h)  5000  NOTA: antagonista do midazolam: Flumazenil (Lanexat®)- 1 amp. = 5 mg em 5 ml. Dose: 0,01mg/Kg/dose, podendo ser repetido a cada 2 min. Até 1 mg.  Administração nasal de 0,2 A 0,3mg/kg em cada narina na impossibilidade da via EV atingindo concentração sérica após1a 3 min.

51 Convulsões no per í odo neonatal Autor(es): S é rgio Henrique Veiga  Depende do diagnóstico e prognóstico.  Convulsão por asfixia= recorrência de 30% no 1ºano de vida.  Anormalidades no EEG, ultrassom e exame neurológico = significância  EEG normal na 1ºa semana de vida e exame neurológico normal = menor risco de recorrência a longo prazo. Quando retirar as drogas antiepiléticas (DAE)?

52  RN: Ex.N. normal→EEG normal→ retirar a DAE.  RN: Ex.N. normal→ EEG anormal →manter se possível uma única DAE.  1 m: Ex.N. Normal e EEG normal→ retirar a DAE.  1 m: Ex.N. anormal→EEG normal→ retirar a DAE.  1m: Ex.N. anormal →EEG anormal→ manter a DAE. (Gherpelli, 2003) (Gherpelli, 2003)

53 classificaçãocaracterísticasfisiopatologia Clônica focal Contrações rítmicas e repetitivas de grupos musculares, uni ou multifocais Epiléptica Tônica focal Postura sustentada de membro, tronco ou desvio ocular Epiléptica Tônica generalizada Postura sustentada e simétrica de membros Pode ser provocada ou intensificada por estimulação Fenômeno de liberação de tronco possível/ não epilep Mioclônica Contrações musculares breves, erráticas provocadas ou intensificadas por estimulação Em algumas situações e epilep e em outras não Espasmos Flexor, extensor ou misto, ocorre em salvas Epilépticos Automatismos oculares Movimentos circulares ou tipo nistagmo podem ser provocados ou intensificados por estimulação Possivelmente não epilep Automatismo oro-buco-lingual Sucção, mastigação, protrusão lingual podem ser provocados ou intensificados por estimulação Possivelmente não epilep Automatismo com progress de mov Movimentos do tipo pedalar, remar, nadar podem ser provocados ou intensificados por estimulação Possivelmente não epilep. Automatismos complexo Despertar súbito associado a movimentos de membros. Pode ser provocado ou intensificado por estimulação Possivelmente não epilep Apneia ictal Apnéia prolongada (1-2 minutos) geralmente não associada a bradicardia, piora com o uso de teofilina. EEG ictal concomitante Epiléptica (Costa,Nunes,Fiori,2001)

54 Consultem também: Efeitos do tratamento das convulsões neonatais subcl í nicas detectadas monitoriza ç ão cont í nua eletroencefalogr á fica amplitude- integrada:ensaio randomizado e controlado Autor(es): Linda G. M. van Rooij, Mona C. Toet, Alexander C. van Huffelen, Floris Groenendaal, et al. Apresenta ç ão: Daniel Artiaga, Diogo Wagner, Fernando Galli, Paulo R. Margotto O que este estudo agrega: O tratamento imediato tanto das crises clínicas como subclínicas reduz o tempo de duração das convulsões, sugerindo possível redução na lesão cerebral

55 Ressonância Magnética: Há uma correlação significante entre a duração das convulsões e o escore de ressonância magnética Relação entre duração do padrão de convulsão e escore da RM-regressão linear) Grupo A (tratamento em crises clínicas e subclínicas) ou Grupo B (cegueira do registro aEEG e tratamento de apenas crises clínicas)

56  Por que o cérebro neonatal está tão propenso a convulsões? Será que a convulsão por si só leva a uma lesão cerebral? Temos que entender os mecanismos para prevenir a lesão? Por que é importante entender o mecanismo? Entendo a base genética e molecular da epilepsia podemos identifica uma terapia que não somente previna a convulsão, mas também o desenvolvimento da epilepsia. É o que chamamos de epileptogênese.  Por que o cérebro imaturo é tão propenso a convulsão? Temos uma coisa chamada “arranjo a três” do desenvolvimento: γ-aminobutyric acid (GABA), N-methyl-D-aspartate (NMDA) e α--amino-3-hydroxy-5-methyl-4-isoxazole propionate (AMPA). O AMPA é um subtipo de receptor glutamato que acredita ser útil para uma transmissão sináptica excitatória mais rápida. No adulto o GABA é um neurotransmissor primariamente inibidor, já no RN o GABA é um neutransmissor excitatório, devido à maior concentração de cloretos intracelular no cérebro imaturo em relação ao cérebro maduro; somente depois que será inibidor.  Podemos observar as diferenças entre o cérebro do RN e o do adulto: desequilíbrio entre a despolarização (excitação) e hiperpolarização. O cérebro do RN é mais propenso a ficar excitado. No cérebro neonatal é muito importante a excitação porque se os neurônios não tiverem excitados não se conectam um com ou outro. Nos cérebros imaturos existe o desequilíbrio entre excitação e inibição, mas esta excitação é importante para o desenvolvimento do próprio cérebro. Isto torna o cérebro do RN mais susceptível a responder com convulsões a diferentes injúrias. 7o Simp ó sio Internacional de Neonatologia do Rio de Janeiro (24- 26/6/2010): Convulsão Neonatal: mecanismos b á sicos respons á veis pela indu ç ão da inj ú ria no rec é m-nascido Autor(es): Maria Roberta C í lio (It á lia). Realizado por Paulo R. Margotto  Convulsões prolongadas ou repetidas em um cérebro em desenvolvimento podem provocar danos sem perda celular, com déficit cognitivo e maior susceptibilidade a convulsões (há uma diminuição do limiar para convulsões). (Long-term effects of status epilepticus in the immature brain are specific for age and model. Cilio MR, Sogawa Y, Cha BH, Liu X, Huang LT, Holmes GL. Epilepsia Apr;44(4):518-28). Artigo Integral.Long-term effects of status epilepticus in the immature brain are specific for age and model.

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58 Drs Ana Catarina, Liana de Medeiros, Sandra Lins, Paulo R. Margotto, Rodrigo Coelho Moreira e Carla Araújo


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