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PÓS-GRADUAÇÃO EM SANEAMENTO E MEIO AMBIENTE RESÍDUOS SÓLIDOS PARTE 1 Prof. Emilio Shizuo Fujikawa LINS Março/ 2007.

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1 PÓS-GRADUAÇÃO EM SANEAMENTO E MEIO AMBIENTE RESÍDUOS SÓLIDOS PARTE 1 Prof. Emilio Shizuo Fujikawa LINS Março/ 2007

2 FUJIKAWA, Emilio S.. Eng. Civil pela Escola de Engenharia de Engenharia de Lins Mestre em Engenharia Industrial pela FET Unesp Campus de Bauru – Professor da UMC- Universidade de Mogi das Cruzes de 1977 a Professor da Unip- Universidade Estadual Paulista – Campus de Bauru de 2002 a Professor da Unimar- Universidade de Marilia desde Professor da Escola de Engenharia de Lins desde Atual Unilins Coordenador do Curso de Engenharia Civil da Unilins desde Engenheiro de Projetos Estruturais da Figueiredo Ferraz Consultoria e Engenharia de Projetos de 1973 a Engenheiro de Projetos Estruturais da Outec Engenharia de Projetos de 1991 a Engenheiro Consultor do CETEC- Centro Tecnológico da FPTE desde 2000.

3 PRINCIPAIS BIBLIOGRAFIAS - ABNT – Normas em Anexo. -HAMADA, Jorge, Resíduos Sólidos- Curso de Pós Graduação em Engenharia Industrial. FET Unesp Campus de Bauru. -IPT- Instituto de Pesquisas Tecnológicas Lixo Municipal - Manual de Gerenciamento Integrado. Publicação IPT -ROCCA, A.C.C., et al Resíduos Sólidos Industriais- 2ª edição. CETESB- SP -TCHOBANOGLOUS, G; THEISEN, H; VIGIL. S., Integrated Solid Waste Manegement. Mc Graw- Hill

4 SUMÁRIO 1. Definições – Classificações 2. Resíduos sólidos domésticos – Industriais perigosos 3. Origem e transporte dos contaminantes 4. Sistemas de coletas 5. Separação, transformação e processamento 6. Aterros sanitários 7. Biogás em aterros sanitários

5 RESÍDUOS SÓLIDOS 1. DEFINIÇÃO Constituídos por todos os elementos e materiais rejeitados ou descartados dos processos, operações e procedimentos gerais associados às atividades humanas, tais como: - produção de bens materiais e de consumo (indústrias de transformação) - atividades de comércio - implantação de obras e bens imóveis - atividades extrativistas (mineração, extração de madeira, etc.) - consumo, lazer, saúde, higiene e bem estar do homem - serviços diversos - etc.

6 PROBLEMÁTICA : - degradação do meio ambiente - saúde e bem estar do homem SOLUÇÃO DO PROBLEMA : Como primeira instância – conhecimento adequado dos diversos tipos de resíduos e suas características quali-quantitativas. À NÍVEL PREVENTIVO: ( evitar/atenuar o problema na origem) - minimização de geração (evitar desperdícios) -segregação na origem para um determinado tipo de resíduo -segregação na coleta entre diferentes grupos de resíduos (coleta diferenciada) À NÍVEL CORRETIVO: (corrigir/atenuar o problema no local de destinação final) - manuseio - acondicionamento - coleta - transporte - tratamento - destinação final

7 CLASSIFICAÇÃO DOS RESÍDUOS SÓLIDOS Diversas podem serem as formas ou maneira se classificar os resíduos sólidos, dependendo do que e para que se pretenda com tal classificação 1) predominância de um determinado tipo de material na sua composição, na qual lhe confere uma característica peculiar. 2) outra forma de classificação dos resíduos poderá estar associada a : -sua origem (domiciliar, industrial, agrícola, hospitalar, etc.) - sua natureza (orgânica, inorgânica, biológica, etc.) -suas características predominantes (teor de umidade, biodegradabilidade, periculosidade, etc.) 3) agrupar resíduos com características comuns ou interessantes quando se tem em mente as operações e processos de manuseio, coleta, transporte, tratamento, destinação final ou reaproveitamento. 4) de acordo com a NBR Resíduos Sólidos; Classificação, 77p; novembro de 2004, os resíduos sólidos podem pertencer a 2 Classes distintas, ou seja: - Classe I : Resíduos Perigosos - Classe II : Resíduos Não Perigosos II A : Não Inertes e II B : Inertes

8 CLASSES DOS RESÍDUOS EM FUNÇÃO DE SUAS CARACTERÍSITICAS CLASSE I : RESÍDUOS PERIGOSOS -Inflamabilidade (ex. pólvora suja, frascos pressurizados de inseticidas, etc) -Corrosividade (ex. resíduos de processos industriais contendo ácidos e bases fortes) -Reatividade (ex. resíduos industriais contendo substâncias altamente reativas e base fortes) -Toxicidade (ex. lodo de processos contendo altas concentrações de metais pesados) -Patogenicidade (ex. materiais com presença de vírus e bactérias) CLASSE II : RESÍDUOS NÃO PERIGOSOS CLASSE II A : NÃO INERTES Aqueles que não se enquadram nas classificações de resíduos Classe I – Perigosos ou de resíduo Classe II B – Inertes. Os resíduos Classe II A – Não Inertes, podem ter propriedades tais como : Combustibilidade (ex. restos de madeira, papel, etc.) - Biodegradabilidade (ex. restos de alimentos, resíduos de cirurgias, etc.) - Solubilidade em água (ex. lodos de processos, contendo sais solúveis em água) CLASSE II B : INERTES -Todos aqueles resíduos que quando amostrados de forma representativa segundo a NBR e

9 e submetidos a um contato dinâmico e estático com a água destilada ou desionizada, à temperatura ambiente, e conforme a NBR , não tiverem nenhum de seus constituintes solubilizados a concentrações superiores aos padrões de potabilidade de água, excetuando-se aspecto, cor, turbidez, dureza e sabor, conforme Anexo G

10 RESÍDUOS SÓLIDOS DAS ATIVIDADES AGROPECUÁRIAS 1) Restos de Colheita e Perdas de Safra - alimentação de animais - reincorporação no solo como adubo orgânico 2) Estrume de Animais - alimentação de peixes e animais - reincorporação no solo como adubo orgânico 3) Animais Mortos - enterrados no solo local 4) Lixo de Atividades Domésticas - parte orgânica (restos de preparo de alimentos) - alimentação de animais (lavagem) - enterrados no solo local - parte inorgânica (vidros, plásticos, papéis, metais, etc.) - enterrados no solo local - queimados a céu aberto 5) Embalagens de Defensivos Agrícolas e Restos de Produtos Químicos Vencidos - exposição a céu aberto - enterrados no solo local - queima a céu aberto OBS 1 - PONTOS CRÍTICOS : - Embalagens de defensivos agrícolas (incentivo à reciclagem) - Restos de produtos químicos vencidos(retorno ao fabricante)

11 RESÍDUOS SÓLIDOS DOMÉSTICOS : DISCRIMIMAÇAÕ EM FUNÇÃO DO GRUPO 1) RESÍDUOS SÓLIDOS URBANOS - lixo domiciliar - resíduos de varrição de ruas e sarjetas - resíduos de limpeza de bueiros - resíduos de poda e capinação - restos de construção (entulhos) - resíduos de feiras e mercados - resíduos de grandes centros comerciais - resíduos de indústrias similares ao lixo domiciliar (gerados em refeitórios e apoio administrativo da indústria) OBS.: outros tipos de resíduos específicos, de geração esporádica e grupo não bem definido : - pneus, móveis e eletro-domésticos velhos (quintais e telhados) - drogas apreendidas - notas falsas e fora de circulação - animais mortos - alimentos contaminados e de prazos vencidos

12 2) RESÍDUOS SÓLIDOS INDUSTRIAIS - lixo similar ao doméstico - resíduos sólidos gerados nos processos industriais Classe I Classe II A Classe II B - resíduos sólidos gerados no sistema de tratamento de efluentes líquidos Classe I Classe II A Classe II B Obs : os resíduos sólidos industriais para os dois últimos casos, necessitam de caracterização específica, mediante a realização de uma série de análise laboratoriais, afim de conhecer em quais das classe se enquadram.

13 3) RESÍDUOS DE SERVIÇOS DE SAÚDE VISÃO ANTIGA - lixo hospitalar, - resíduos sólidos hospitalares, - lixo séptico, - resíduos cirúrgicos, - etc. Associação dos resíduos com hospitais e contaminação por microrganismos NOVA VISÃO Geradores : - ambulatórios; - farmácias; - pronto-socorros; - centros de saúde - laboratórios de análises (fezes, urina, sangue, secreções, tecidos, etc.); - clínicas (médicas, veterinárias odontológicas, etc.); - laboratórios de pesquisa (cobaias, culturas microbiológicas, etc.) Referente ao aspecto qualitativo dos resíduos, nova visão inclui elementos potenciais e complementares de contaminação - elementos químicos perigosos - elementos radioativos - remédios vencidos - etc.

14 CLASSIFICAÇÃO SEGUNDO O CENTRO DE VIGILÂNCIA SANITÁRIA DO ESTADO DE SÃO PAULO (SUDS-SP) A. RESÍDUOS INFECTANTES - material proveniente de locais de isolamento - material biológico - sangue humano e homoderivados - resíduos cirúrgicos e anátomo-patológicos - resíduos perfuro-cortantes - animais contaminados B. RESÍDUOS ESPECIAIS - resíduos radioativos - resíduos farmacêuticos - resíduos químicos perigosos C. RESÍDUOS COMUNS Compostos por todos os tipos de resíduos que não se enquadram nas classes anteriores, e que; por semelhança e origem aos resíduos domésticos comuns, podem ser considerados como tal

15 4) Grupo dos Resíduos de Portos e Aeroportos A.RESÍDUOS DE AEROPORTOS Resíduos procedentes de viagens inter continentais, gerados nas atividades ocorridas no decorrer do percurso das aeronaves. OBS.: de uma forma geral, para o caso das aeronaves de passageiros, os resíduos são bastante similares aos domiciliares (restos de alimentos, embalagens descartáveis, resíduos de toiletes, etc.) B. RESÍDUOS DE PORTOS Resíduos procedentes das viagens inter-continentais, gerados nas atividades ocorridas no decorrer do percurso dos navios. OBS.: de forma geral, para o caso de navios de passageiros os resíduos são bastante similares aos domiciliares (restos de alimentos, embalagens descartáveis, resíduos de toiletes, etc.). Existem também outros tipos de resíduos de geração esporádica, tais como aqueles associados à limpeza, desinfecção e desratização de porões de navios OBS.: de acordo com as normas internacionais, os resíduos de portos e aeroportos, em particular aqueles que apresentam potencial de veiculação, transmissão ou disseminação de doenças de um país para outro, devem obrigatoriamente ser incinerados em instalações situadas nas proximidades onde os resíduos são descarregados

16 FONTES GERADORAS E TIPOS DE RESÍDUOS SÓLIDOS a) residencial; b) comercial; c) institucional; d) de construção e demolições; e) serviços municipais; f) industriais; e g) agrícolas FRAÇÃO ORGÂNICA : restos de alimentos, papéis, papelão, plásticos, têxteis, borracha, couro, madeira e restos de jardins e quintais. FRAÇÃO INORGÂNICA : vidro, porcelana, alumínio, metais ferrosos e terra Resíduos putrescíveis (orgânicos): decompõem-se rápidamente (preparo e consumo de alimentos). Resultam em odores ofensivos e na procriação de moscas. RESÍDUOS ESPECIAIS : elementos eletrônicos, maquinaria, restos de quintais e jardins coletados separadamente, baterias e pilhas (alcalinas, de mercúrio, prata, zinco, níquel ou cádmio), óleo (de serviços automotivos), pneus e aqueles volumosos (relativos a mobiliários e correlatos).

17 COMPOSIÇÃO DOS RESÍDUOS Distribuição típica para composição dos resíduos sólidos domésticos em função do estágio de desenvolvimento do país (TCHOBANOGLOUS, et al 1993) Componente países de países de países de baixa renda média renda alta renda per capita per capita per capita Orgânicos Restos de alimento Papel e papelão 1-10(soma) 8-30(soma) e 5-15 Plásticos Têxteis Borracha e Couro Podas e madeira 1-5(soma) 1-10(soma) e 1-4 Inorgânicos Vidro Metais em geral Terra,pó,cinzas A composição física dos resíduos sólidos domésticos é importante para a seleção e operação de equipamentos e instalações, na otimização de recursos e consumo de energia e na análise e projeto de aterros sanitários.

18 PROPRIEDADES DOS RESÍDUOS DOMÉSTICOS - PROPRIEDADES FÍSICAS -peso específico (natural, como encontrado em recipientes, compactados), - umidade, -tamanho das partículas e sua distribuição (recuperação, principalmente por meios mecânicos), -capacidade de campo (varia com o grau compactação e o estado de decomposição do resíduo), e -Porosidade - PROPRIEDADES QUÍMICAS Influência sobre : -incineração (torna-se viável, dependendo da composição química dos resíduos) -conversão biológica dos resíduos domésticos, tais como compostagem, metanogênese e produção de etanol Informações dos nutrientes essenciais é de grande importância na manutenção do equilíbrio e da eficiência na conversão

19 PROPRIEDADES BIOLÓGICAS Excluindo plásticos, borracha, e couro, os demais componentes presentes nos resíduos sólidos domésticos podem ser classificados como: -componentes solúveis em água (açúcar, amido, aminoácidos e vários ácidos orgânicos); -hemicelulose (produto da condensação de determinados açúcares); - celulose (produto de condensação da glicose); -gordura, óleos e ceras (estéres de álcool e longas cadeias de ácidos graxos); -lignina (matéria polimérica contendo cadeias aromáticas com grupos OCH3); - ligninocelulose (combinação de lignina e celulose); e -proteínas. BIODEGRADABILIDADE A biodegradabilidade da fração orgânica é frequentemente medida através do conteúdo de sólidos voláteis, determinado pela queima acima de 550 ºC. Contudo, produtos altamente voláteis são pouco biodegradáveis. Alternativamente o conteúdo de lignina dos resíduos pode ser usado para estimular a fração biodegradável e, neste caso, diversos compostos orgânicos podem ser listados para identificaçao da biodegradabilidade.

20 Dados de fração biodegradável de alguns resíduos orgânicos, baseados no conteúdo da lignina. Componente Porcentagem de Porcentagem Fração sólidos voláteis de lignina em Biode- em relação aos relação aos gradável sólidos totais sólidos voláteis Restos de ,4 0,82 alimento Papel jornais/ revistas 94,0 21,9 0,22 Papéis de 96,4 0,4 0,82 Escritórios Papelão 94,0 12,9 0,47 Podas (jardim) 94,0 4,1 0,72 A taxa com que ocorre a degradação dos principais componentes orgânicos do lixo doméstico varia considerávelmente, e do ponto de vista prático podem ser classificados em rápidamente e lentamente degradáveis

21 ODORES A formação de odores resulta da decomposição aneróbia de componentes diodegradáveis. Sob condições anaeróbias, o sulfato pode ser reduzido a sulfeto, que combinando com o hidrogênio, forma o H2S. A redução de compostos orgânicos contendo um radical de enxôfre pode iniciar a formação de compostos como metil-mercaptana e ácidos aminobutíricos. A metil-mercaptana pode ser hidrolizada bioquicamente para metil-álcool e H2S MOSCAS Fases de desenvolvimento de moscas domésticas Fase Tempo Eclosão de ovos 8-12 hs 1º estágio do período larval 20 hs 2º estágio do período larval 24 hs 3º estágio do período larval 3 dias Estágio de Pulpa 4-5 dias TOTAL 9-11 dias

22 RESÍDUOS DOMÉSTICOS PERIGOSOS Resíduos perigosos são definidos como resíduos ou a combinação destes, que proporcionam um potencial perigo aos seres humanos ou outros organismos vivos, pois: -não são degradáveis ou persistem na natureza; -podem ser mensurados biologicamente; -podem ser letais ou -podem provocar ou tender a provocar efeitos cumulativos prejudiciais -Produtos Perigosos Típicos Empregados em Residências Produto Propriedade Local de disposição adequado -Produtos de limpeza pó abrasivo, amônia e corrosivo Instalações para baseados resíduos perigosos em amônia

23 água sanitária, desentupidores, limpadores de vidros, limpadores de fogão, removedores de manchas, aerosóis, polido- res de móveis, polidores de sapatos, polido inflamável Instalação para -res de metais, resíduos perigosos limpador de tapetes Medicamentos perigosos diluição de pequenas vencidos para os quantidades e demais da lançamento no família esgoto Produtos de uso pessoal

24 Loções para cabelo e shampus veneno diluição de pequena medicinais quantidade e lança- mento no esgoto Para limpeza de unhas veneno e instalações para inflamável resíduos perigosos Produtos automotivos Fluidos de freio e inflamáveis instalações para de transmissão e resíduos perigosos gasolina óleo diesel, óleo inflamáveis centros de usado e querosene reciclagem bateria de carros corrosivo centros de reciclagem ou reparo Produtos para pintura Esmalte, a base de inflamáveis instalações para óleo e látex resíduos perigosos solventes e thiners inflamáveis reuso ou inst. para resíduos perigosos Diversos baterias e pilhas corrosivos centros de reciclagem produtos quimicos para fotografias corrosivos instalações para venenosos resíduos perigosos

25 Ácidos p/piscina corrosivos centros de reciclagem e cloro Pesticidas, Herbicidas e fertilizantes Inseticidas veneno e alguns instalações para inflamáveis resíduos perigosos Fertilizantes veneno instalações para Químicos resíduos perigosos Inseticidas para veneno instalações para Jardins resíduos perigosos

26 Perigos associados com a persistência e não persistência de resíduos orgânicos Compostos Típicos Perigos Orgânicos não persistentes Problemas de toxicidade Óleo, solventes de baixo primariamente ao meio peso molecular, alguns ambiente e biota na origem pesticidas biodegradáveis ou local de descarga. (organofosforados, carba- Efeitos tóxicos ocorrem matos, triazinas, anilinas), rápidamente após óleo usado, maioria dos exposição detergentes Orgânicos persistentes Hidrocarbonetos de eleva Podem ocorrer efeitos do peso molecular clorado tóxicos imediatos na e aromáticos, alguns pestici origem ou no local de das(hexaclorobenzeno, DDT, descarga. Pode ocorrer DDE, lindane), PCBs toxicidade crônica e duradoura. O transporte dos resíduos a partir da origem pode resultar em contaminação difusa e bioconcentração na ca- deia alimentar. O transpor- te natural no ambiente po- de expôr a biota a baixos níveis de poluição, resul- tando em toxicidade crôni- ca

27 RESÍDUOS INDUSTRIAIS PERIGOSOS Categoria Características Exemplo Principal Inorgânicos Base de água com -Ácido sulfúrico de Aquosos soluções ácidas ou galvanoplastia, alcalinas e/ou solu- - Banhos cáusticos ções concentradas de acabamentos de de substâncias peri- metais gosas, tais como - Água de enxague metais pesados, de eletrodeposição cianetos, etc. Orgânicos Base de água com -Água de lavagem Aquosos misturas ou concen- de recipientes con- trações de substân- tendo pesticidas cias orgânicas peri- -Água de lavagem gosas, tais como de reatores e tan- pesticidas ques de preparo Líquidos Rejeitos líquidos -Descarte de sol- Orgânicos contendo substân- ventes halogenado cias orgânicas de desngraxe e limpeza a sêco

28 Óleos básicamente de deri- -óleos lubrificante vados de petróleo descartadsos -óleo de sistemas hidráulicos -óleos de corte no processo de ma- nufatura Lodos e só- Lodo, pó, sólidos em - lodo de estações lidos inor- geral e outros rejeitos de tratamento de gânicos não líquidos contendo águas residuária substâncias inorgâni- - pó de esmerilha- cas perigosas deiras - areia e lodo des- cartado das ope- rações de fundi- ção Lodos e só- Carvão, lodo,sólidos -lodo das opera- lidos orgâ- e outros rejeitos não de pintura nicos líquidos contendo - torta de filtros, substâncias orgânicas descartadas da perigosas produção de

29 de produtos farma- cêuticos - sólidos residuais de destilação para produção de fenóis - solos contaminado com solventes Nos Estados Unidos, os geradores de resíduos são submetidos à relatórios bienais, relacionados à geração, manejo e disposição final de resíduos sólidos grandes geradores (acima de 1000 kg mensais) -Estes geraram 238 milhões de ton de resíduos perigo- sos -Mais de 90% são líquidos, sendo que a maioria foi caracterizada como perigoso em função da corrosivi- dade( (maioria com pH menor que 2 ou maior que 12).A maioria é tratada no próprio local de neutralização -Sómente 2% dos geradores contabilizaram 98% de resíduos: sendo que o 5 maiores são responsáveis por mais de 57% e os 50 maiores, por mais de 90%

30 -Cerca de 70% de geradores produzem menos que 100 ton anuais (0,1% do total) -Foram identificadas 3308 instalações para tratamen- to, armazenamento e disposição, sendo que metade destas sómente para armazenamento. A maioria absoluta promovia o manejo no próprio local -Do total de resíduos perigosos, 13% eram dispos- tos através de injeções subterrâneas profundas, 1% em aterros industriais e 0,4% por incineração -Sómente 3% dos resíduos perigosos sofriam um manejo fora de suas instalações (maioria em ativida- des comerciais)

31 3. ORIGEM E TRANSPORTE DE CONTAMINANTES O lançamento dos contaminantes no meio ambiente é inevitável, mesmo com as técnicas atuais de manejo. Na verdade, o entendimento de como é lançado, o seu transporte e destino no meio ambiente, é necessário para o sucesso do manejo desses contaminantes. O lançamento de contaminantes para o meio ambiente, a partir do local da descarga de resíduos, ocorre na fase líquida, sólida ou gasosa, ou em todas as formas. -Líquidos: escoamento superficial, descarga direta nas águas superficiais e como lixiviado (percolado) para a sbsuperfície. -Gases: de lagoas e depósitos a céu aberto (gases e particulados) -Sólidos: no ar (pó) e na água (sólidos suspensos)

32 EMISSÕES AÉREAS Formas : pontual (incineradores), linear (pó de estradas), aéreas (lagoas), volumétricas (prediais) ou lufadas (acidentais) Tipos : substâncias voláteis e materiais particulados LANÇAMENTOS NA ÁGUA (SUPERFICIAL E SUBSUPERFICIAL) Formas : As possibilidades de lançamento na água são inúmeras, pois a água é um excelente meio de transporte de contaminantes e os resíduos na forma aquosa, predominam Tipos : derramamento no transporte e armazenamento (acidentes de trânsito ou falhas estruturais), vazamentos, efluentes de sistemas de tratamento, todos originados da disposição no solo (escoamento superficial, lixiviado, migração para a superfície), e lagoas (transbordamento e vazamento) O controle do lançamento no solo muito precário e a contaminação do lençol subterrâneo é de difícil solução por envolver baixa eficiência e custos muito elevados, principalmente para os conhecidos NAPL (líquidos não aquosos)

33 ATERROS DE RESÍDUOS (LIXIVIADO) Formas : contaminação pela fase líquida do aterro (percolado ou lixiviado). O maior problema, ao final, é a contaminação das águas de superfície e subterrâneas Origens : Para existir o lixiviado em quantidades significativas, o mesmo deve ser originado pela precipitação, escoamento superficial sobre o aterro, e/ou posição do lençol freático dentro do aterro (nascentes). Quando esses constituintes superam a capacidade de campo da massa aterrada, inicia-se o escoamento do lixiviado e sua migração

34 4. SISTEMAS DE COLETA TIPOS DE SERVIÇO DE COLETA O termo coleta não se refere sómente ao ato de juntar e pegar o lixo de várias fontes, mas também o transporte desse material até o local em que o mesmo será descarregado dos veículos Coleta de lixo não segregado na origem. Domicílios residenciais isolados - diretamente na sarjeta ou porta-lixos - armazenamento em pequenos containers - becos contendo containers - associações de moradores com serviços particulares, em sincronia com o serviço público. Prédios de apartamentos - área destinada ao armazenamento do lixo em recipientes não especializados - containers para armazenamento, com padronização. Comércio e indústria

35 - predomina a carga manual do lixo - coleta para evitar o congestionamento durante o dia - disponibilidade limitada de espaço de armazenamento - armazenamento em containers padronizados - resíduos não perigosos de indústrias, ou aqueles com características predominantemente domiciliares, a coleta é da mesma forma que em domicílios e comércio - os resíduos perigosos devem ser armazenados adequadamente e tratados pela própria indústria ou terceirizados, seja através de sistemas individuais ou de consórcios Coleta de lixo segregado na origem. Coleta seletiva residencial - materiais recicláveis segregados, são coletados separadamente e encaminhados para centros de triagem - material reciclado na origem é disposto em frente ao domicílio. Adesão maior a esse tipo de programa, em relação a aqueles em que o material deve ser encaminhado pelo próprio morador aos locais de triagem ou containers

36 - segregação mais refinada de papéis/papelão, plásticos, vidros e metais, ou separação por grupos básicos de recicláveis (ex: papel+papelão e vidro+metais+plásticos) - o tipo de programa adotado afeta diretamente o layout dos centros de triagem - coleta dos materiais recicláveis, deve ser feita por veículos apropriados, com definição de datas e horários para coleta. Segregação no comércio e na indústria - o lixo comercial normalmente é mais rico em materiais recicláveis - para grandes lojas, podem ser viabilizados contratos específicos com empresas que fazem a reciclagem - no Brasil, a questão dos catadores de rua, principalmente nos centros comerciais, é muito polêmica, sendo que a atuação dos mesmos é bastante significativa - as grandes indústrias atualmente desenvolvem programas internos de redução de resíduos e promovem a venda de recicláveis como matéria prima para outras indústrias

37 TIPOS DE SISTEMAS ACONDICIONADORES Sistema acondicionador móvel Os elementos acondicionadores de lixo são encaminhados para o sistema de disposição e/ou tratamento, são descarregados e retornam ao local de origem - indicados para remoção de lixo de fontes de alta taxa de geração, implicando em acondicionadores (containers) de grande porte - reduzem o tempo de manuseio e apresentam vantagens no aspecto visual e sanitário - aplicação comum em coleta de entulho, coleta de resíduos de serviço de saúde - coleta diferenciada no comércio e indústria Sistema acondicionador estacionário O acondicionador permanece básicamente no local de geração. São básicamente dois tipos: carga mecanizada e carga manual - transporte é realizado após a coleta de um grande número de containers (recipientes ou invólucros) até que o veículo esteja cheio - sistemas estacionários com carga mecanizada saõ mais frequentes em países desenvolvidos - tamanho dos containers é bastante variável (coleta de lixo domiciliar até a industrial)

38 - dificuldade na manutenção dos equipamentos, uma vez que a mecanização eleva o peso do veículo transportador - a maior aplicação para sistemas de carga manual é na coleta de lixo domiciliar, pois a quantidade a ser coletada é pequena e o tempo de carregamento é bastante reduzido ANÁLISE DE SISTEMAS DE COLETA Na análise de sistema de coleta, necessita-se definir o tipo de veículo a ser empregado e a mão de obra requerida para as diferentes opções de sistemas e métodos. Através da divisão das atividades de coleta em operações unitárias é possível definir os dados de projeto e as relações que podem ser aplicadas universalmente. As atividades na coleta de resíduos sólidos podem ser resumidas em quatro operações unitárias : - carregamento; transporte; descarregamento e fora de rota.. Carregamento - sistemas acondicionadores móveis, operando no modo convencional: refere-se ao tempo requerido para colocar um container vazio no local, mais o tempo dispendido no deslocamento para o container seguinte (cheio) e ao tempo dispendido carregando um container cheio no veículo

39 - Sistemas operados com troca de container : constitui o tempo necessário para carregar o container e recolocá-lo no local seguinte (após os procedimentos de esvaziamento) - Sistema de acondicionamento estático : ocorre no intervalo de tempo dispendido para carregar o veículo coletor, iniciando com a parada do veículo para o carregamento do primeiro container ou invólucro e finalizando quando o conteúdo do último container é esvaziado. Transporte - Sistema de acondicionamento móveis : representa o tempo requerido para alcançar o local onde o conteúdo do container será, iniciando quando o container, cujo o conteúdo deve ser esvaziado, foi carregado no veículo; continuando até o momento em que o mesmo atinge o local de descarga. Este tempo naão considera o tempo em que o conteúdo é descarregado. - Sistema de acondicionadores estacionários : refere- se ao tempo requerido para alcançar o local em que o conteúdo do veículo de coleta será esvaziado,


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