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MÓDULO 3 - ADMINISTRAÇÃO DO CAPITAL DE GIRO 3.1) Considerações Básicas: I) O capital de giro é também conhecido ou chamado de Ativo Circu- lante ou Ativo.

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1 MÓDULO 3 - ADMINISTRAÇÃO DO CAPITAL DE GIRO 3.1) Considerações Básicas: I) O capital de giro é também conhecido ou chamado de Ativo Circu- lante ou Ativo Corrente, e representa uma parcela ponderável dentre as aplicações de recursos de uma empresa. II) Em geral o capital de giro compreende os saldos mantidos por uma empresa nas contas: disponibilidades, investimentos temporários, contas a receber, estoques de matéria-prima, mercadorias para ven- da, produção em andamento e produtos acabados. A soma desses saldos, em qualquer momento considerado, representa o montante então investido pela empresa em capital de giro. III) Deve-se distinguir o capital de giro no sentido bruto, que será aqui utilizado, do capital de giro líquido, que resulta na subtração de to- dos os compromissos a curto prazo da empresa para com fornece- dores, funcionários, fisco, etc, do total dos itens que compõem o capital de giro bruto, ou seja, disponibilidades + investimentos tem- porários + contas a receber + estoques.

2 V) Segundo os artigos 179 e 180 da Lei ( ). - Lei das Sociedades por Ações, o curto prazo é delimitado por um período igual ao de um exercício social ou seja, um ano, na maioria dos casos. VI) Afirmamos que os ativos correntes, constituem o capital da empresa que circula, até transformar-se em dinheiro, dentro de um ciclo de operações. Em vista disso, o curto prazo, como du- ração desse ciclo de operações, varia conforme a natureza das operações da empresa considerada. VII) Curto prazo é o tempo exigido para que uma aplicação de di- nheiro em insumos variáveis gire inteiramente, desde a compra de matérias-primas e o pagamento de funcionários, até o rece- bimento correspondente à venda do produto ou serviço propor- cionado ao cliente, a partir do emprego de tais recursos. IV) Segundo a circular 179 do Banco Central do Brasil ( ) o curto prazo é definido como sendo um período de 180 dias.

3 REPRESENTAÇÃO GRÁFICA ESQUEMÁTICA DE UM CICLO DE OPERAÇÕES DE UMA EMPRESA. RECEBIMENTOS DE CLIENTES CAIXA COMPRAS DE MATÉRIA-PRIMA CONTAS A RECEBER ESTOQUE DE MATÉRIA-PRIMA VENDAS A PRAZO PRODUÇÃO PRODUTO ACABADO Obs: evidentemente, não só é difícil olhar para uma empresa real em funciona- mento e examinar o processo pelo qual as etapas são vencidas nesse ciclo, como certamente uma empresa como esta, terá vários ciclos em andamento simultanea- mento, e em etapas distintas a cada momento considerado.

4 3.2) EXEMPLO NUMÉRICO DE UM CICLO DE OPERAÇÕES DE UMA EMPRESA - REPRESENTAÇÃO GRÁFICA ESQUEMÁTICA. A) Observações: I) Este exemplo, mostra as diversas etapas do ciclo, onde também é analisado do ponto de vista dos seus efeitos sobre a liquidez da empresa. II) É importante sempre ter em mente que o capital de giro é man- tido pela empresa para sustentar um dado volume de operações. III) Os investimentos em cada item, decorrem da natureza das operações às quais a empresa se dedica, bem como das pecu- liaridades do setor em que opera. IV) O exercício apresentado a seguir, também mostra como o in- vestimento em capital de giro, visando atender às exigências de um volume de operações em crescimento, pode exercer pres- sões sobre a liquidez da empresa.

5 B) QUADRO DE ACOMPANHAMENTO C) FÓRMULAS DE CÁLCULO CGL = AC - PCILC = AC / PC END = PC / PT

6 C) EXERCÍCIO : 1a.Etapa : Uma empresa é constituída, com um capital de R$ ,00 sendo 50% em dinheiro e 50% em bens e equipamentos. Obs: para melhorar a análise sub-sequente, pode-se observar que nesse momento, os ativos correntes que já estão em dinheiro ou po- deriam ser transformados em numerário, dentro do ciclo normal de operações, cobrem da melhor maneira possível eventuais compromis- sos, pois esses ainda não existem. No ILC a cobertura é máxima ou perfeita.

7 2a.Etapa : A empresa recebe um pedido para fabricar e, para aten- dê-lo, adquire matérias-primas a prazo, no valor de R$ ,00, a pagar em 30 dias. Também contrata operários com os quais gasta, à vista, R$ ,00 ficando um saldo de R$ 5.000,00 á pagar, ainda em decorrência desse pedido. Obs: segundo a medida de liquidez, definida na 1a. Etapa, a relação entreos ati- vos correntes e os itens exigíveis a curto prazo é agora de 2,43x. Além disso, as operações da empresa agora estão sendo financiadas também com recursos de terceiros, além do capital inicial, devido à própria mudança de composição dos ativos, em função das operações em andamento. Do capital total em uso, indicado pelo passivo global de R$ ,00, 25,9%são agora devidos a terceiros. Isso dá uma idéia de endividamento assumido pela empresa.

8 3a.Etapa : A empresa gasta à vista, mais R$ ,00 com mão-de- obras e R$ 5.000,00 em serviços diversos de terceiros, para completar as unidades encomendadas. Como o saldo de numerário é de exatamente R$ ,00 e a empresa deseja manter um nível mínimo de R$ 5.000,00 para qualquer eventualidade, recorre a um banco para obter esses fundos contra a emissão de uma nota promissória, mas sem outras garantias. Obs: verifica-se que o ILC cai para 2,25x e o uso relativo de capital de terceiros sobe para 28,6%. Observa-se também que a empresa acaba de cumprir mais uma etapa do ciclo de operações, avançando da compra e do processamento de materiais, para a conclusão desse processamento encontrando-se agora com um estoque de produtos acabados ( EPA ).

9 4a.Etapa : É efetuada a entrega da encomenda ao cliente, que tam- bém recebe 30 dias de prazo para pagar os R$ ,00 faturados. Nesse momento a empresa deve saldar os seus compromissos para com fornecedores de matérias-primas e pagar os salários ainda devidos. Como o dinheiro produzido pela venda ainda demorará pelo menos 30 dias para ser recebido, os R$ ,00 necessários para pagar essas contas serão obtidos com a emissão de mais uma promissória ao banco, mantendo-se assim o saldo mínimo de caixa de R$ 5.000,00. Obs: é nessa etapa, segundo as condições deste ciclo ilustrativo, que as necessi- dades de financiamento da empresa chegam ao máximo, pois ela aplicou recursos em ativos correntes, indo de disponibilidades a estoques de produção em anda- mento, destes a estoques de produtos acabados e finalmente a contas a receber, sem ainda auferir o produto da venda que proporcionará um lucro de R$ ,00 sobre uma receita de R$ ,00, ou seja, uma margem de 29, 2 %.

10 5a.Etapa :Completa-se o ciclo com o recebimento do valor de venda e o pagamento da dívida para com o banco. Conclusão final : 1. Pode se observar neste exemplo, a mecânica do ciclo de caixa. 2. São visíveis as pressões sofridas por uma empresa em crescimento, em termos dos investimentos exigidos, da administração da sua li- quidez e do custo dos recursos utilizados.

11 3.3) PRINCÍPIOS BÁSICOS DA ADMINISTRAÇÃO DO CAPITAL DE GIRO --> A Administração das aplicações em ativos correntes, envolve a tomada de decisões; essas decisões referem-se à três dimensões : 1a) A liquidez dos ativos correntes da empresa, em face da composição dos prazos de vencimento de suas dívidas. Os ativos correntes da empre- as, têm além de um prazo para transformarem-se em dinheiro, um risco de transformação efetiva do dinheiro. O risco aumenta não só com a na- tureza das operações da empresa ( seus clientes, regime de concorrência, influência de oscilações da economia ), mas com esse mesmo prazo de transformação dos ativos correntes em dinheiro ( a duração do ciclo de caixa ), em face das datas de vencimento das dívidas da empresa a curto prazo, tendem a dar mais importância ao fluxo de recursos ( ciclo de cai- xa ) e aos índices de giro ( estoques e contas a receber - eles denotam a velocidade com que a empresa utiliza os seus estoques, bem como trans- forma as suas contas a receber em dinheiro ), do que aos lucros obtidos pela empresa em suas operações.

12 2a) O CONFLITO ENTRE A LIQUIDEZ E A RENTABILIDADE. - Os ativos correntes representam um investimento indispensável para sustentar um dado volume de vendas. O seu retorno direto, em par- ticular no caso de disponibilidades e investimentos temporários, é tipica- mente inferior ao investimento em ativos fixos. Indiretamente, contudo, pode ser afirmado que contribuem para o objetivo rentabilidade ao cum- prirem a sua função de sustentação de um nível de vendas. Nesses ati- vos, está a concentração de esforços da empresa para manter a sua li- quidez. Nos termos de um conflito com o objetivo rentabilidade, quan- to mais for aplicado em ativos correntes, para manter a liquidez, dado um volume de operações, menos restará para aplicações com retorno mais atraente. - Para melhor esclarecer este aspecto, consideremos o exemplo a seguir: Uma empresa, com vendas de R$ ,00 por ano, pode adotar 3 políticas distintas de manutenção de saldos de ativos correntes:

13 FÓRMULAS DE CÁLCULO: VENDAS GIRO DO ATIVO ( 1 ) = TOTAL DO ATIVO LUCRO TAXA DE RETORNO( 2 ) = TOTAL DO ATIVO

14 OBSERVAÇÕES : A) As três alternativas refletem atitudes diferentes quanto ao risco de falta de caixa, estoques, ou quanto ao volume de crédito, a ser dado aos clientes. B) É feita a hipótese de que o mesmo volume de vendas, pode ser su- portado por qualquer das alternativas de investimento em ativos cor- rentes. C) Na alternativa C, o risco que a empresa está disposta a assumir é menor do que nos outros casos; isso significa uma posição de liqui- dez mais sólida, mas dado o mesmo volume de vendas, uma taxa de retôrno sobre o investimento - rentabilidade - menor do que nas outras possibilidades. É em situações como estas que se diz haver o conflito entre a liquidez e rentabilidade. 3a) Na administração dos ativos correntes, mais claramente nos casos de disponibilidades e estoques, o dilema enfrentado é entre a manutenção de saldos excessivos, com investimentos e custos mais altos e a manutenção de saldos insuficientes com investimentos e custos menores, com a com- tra-partida de riscos maiores. No caso os riscos são : falta de caixa porque não se desejou manter os saldos necessários à primeira vista ociosos; falta de estoques para reduzir os custos de estocagem, havendo uma procura ou utilização superior à esperada.


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