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Ligia Aparecida de Oliveira Metodologia da Catequese com Crianças.

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Apresentação em tema: "Ligia Aparecida de Oliveira Metodologia da Catequese com Crianças."— Transcrição da apresentação:

1 Ligia Aparecida de Oliveira Metodologia da Catequese com Crianças

2 O que é ser Criança? Watson, Piaget ou Freud? Eis a Questão. John B. Watson, psicólogo americano, é o principal responsável pela teoria behaviorista (comportamento e conduta) Se lhe fossem dadas crianças sadias nas condições que ele estabelecesse (formal e Arbitrariamente), ele as transformaria, através de treinamento, em médicos, advogados, artistas e até mendigo, se assim desejassem.

3 Segundo esta teoria, o homem é plenamente adaptável e condicionado pelo meio em que vive. A criança é tida como um ser moldável e adaptável a qualquer tipo de conduta. Sendo uma matéria – prima, crua, trata-se de prepará-la segundo nossos padrões e desejos (socialmente determinados), posto que ela não pode ser considerada como sujeito.

4 O Psicólogo suíço Jean Piaget diz: o homem como sujeito da ação sobre o meio. A compreensão da realidade, o desenvolvimento do raciocínio lógico-formal dá-se no individuo através de uma sucessão progressiva de estágios (momentos) de maturação do individuo em relação ao ambiente.

5 Nós recebemos e buscamos informações no mundo e as assimilamos, e depois as informações são incorporadas e transformadas em nova informação, ou acomodação. O homem cria e recria informações. Busca resposta para questão de como o conhecimento é elaborado na elaboração do processo de maturação intelectual e ativa da criança.

6 Como a criança pensa, como ela interpreta o mundo como seu pensamento e sentimento se formam. A vida é um processo de maturação intermitente uma sucessão de momentos inter- relacionados e interdependentes. A criança é um sujeito em processo de crescimento, com suas possibilidades orgânicas e mentais e portadoras de seus próprios meios de viver e conhecer a realidade.

7 Esta teoria nos ensina que o desenvolvimento da criança é que propicia seu aprendizado, e não ao contrário, isto é as crianças são diferentes e tem o seu jeito de viver como pessoa. O Psiquiatra alemão Sigmundo Freud foi o criador da psicanálise, que é a ciência que procura desvendar o inconsciente humano, isto é, aquilo que está por trás de nossos pensamentos, nossas fantasias e desejos mais íntimos, nossa loucura e irracionalidade, os impulsos que estão nas entrelinhas de nossa racionalidade.

8 A psicanálise vai tentar explicar as ligações existentes entre a razão e a emoção no comportamento humano. Todo individuo é o resultado da síntese de três fatores: o id, que representa nosso inconsciente, os impulsos instintivos (a busca do prazer a agressividade, etc ) o ego, que representa a consciência, o nosso eu racional, e o super-ego que são os valores mais amplos da sociedade. Cada um de nós é um ego potencial buscando o equilíbrio pessoal e coletivo.

9 Tanto a satisfação quanto a frustração são introjetadas e transformadas em repertório do individuo. O comportamento da pessoa será, também, pautado por essa tensão essencial e suas repercussões simbólicas, vivida na infância. Para a psicanálise as linhas que nortearão a estrutura psicológica do individuo são traçadas nos sete primeiros anos de vida. Durante este período processa-se o desenvolvimento psicossexual que será exercido na maturidade, com a prática plena da sexualidade, a reprodução, a realização pessoal.

10 A criança é um elemento da sociedade e, como tal, deve ajustar-se nesse contexto, porém seu mundo é diferente do adulto, a infância é marcada pela tensão desse ajustamento. A família é o primeiro microcosmo da criança, o primeiro elemento fazedor de sua cabecinha. A família é o meio em que seus padrões, comportamentos, idéias vão se formando. Criança, escola, modernidade..... Catequese...

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12 O Evangelho revela o método que Jesus usou para anunciar a Boa Nova. Jesus para revelar o Pai e anunciar o Reino de Deus, encarnou-se na vida dos homens. Sua pedagogia foi sempre a partir das pessoas, na sua realidade e originalidade. A "escuta'' da realidade de cada pessoa, e o ''questionamento" que levam à reflexão e à formação da consciência crítica, apresentam Jesus como um grande pedagogo.

13 Na sua vida pública Jesus: Apela à conversão, questionando e interpelando as pessoas, porém respeitando a liberdade de cada uma. Educa a todos de maneira pessoal; Transmite uma experiência de comunidade com o relacionamento particular com os 12 apóstolos; Educa para a oração a partir de sua própria experiência de oração, motivando os apóstolos à vida de oração simples e verdadeira;

14 Para escolher o método adequado é necessário: definir claramente o objetivo desejado; conhecer o chão, a realidade, desenvolver o processo de comunicação que deve ajudar a conhecer a realidade das pessoas ou grupos. Muitas vezes a metodologia é entendida como a própria mensagem; é perigoso o método tomar o lugar da própria evangelização. Ex: muitas vezes ficamos buscando dinâmicas, material audio-visual, e a pastoral fica reduzida a esses instrumentos que, passado o tempo, não conduz à meta desejada. O método não é fim em si mesmo. Deve ser instrumento para atingir o objetivo desejado e deve ser bem planejado.

15 Diante do objetivo, estabelece-se o que é prioritário e para que a ação seja eficiente e eficaz, necessitamos de três critérios básicos: viabilidade (às vezes fazemos projetos irrealizáveis, portanto, escolher os que possam ser atingidos); urgência (alguns podem ser muitos bonitos, mas podem esperar diante de outros mais urgentes) e abrangência (algumas ações têm maior alcance que outras, escolher as que provocam um resultado maior).

16 Além do objetivo geral devemos definir em cada encontro o objetivo específico do tema que desejamos alcançar. A educação da fé pode seguir diversos métodos que são escolhidos à medida que a comunidade caminha, que reavalia as reflexões e conclusões, para dar outro passo à frente, contanto que: seja assimilada a pedagogia de Deus com o seu povo e a metodologia de Jesus nos leve, concretamente, ao "princípio de interação": fé-vida.

17 Devemos nos colocar dentro da alma daquele a quem nós estudamos, identificando-nos com seu pensar, seu sentir, e seu querer, seguindo a pedagogia de Jesus: Se não mudardes e não vos tornardes como as crianças... (mt 18,3). Por isso a catequese deve sempre se esforçar para chegar ao conhecimento cada vez melhor desses fatores. O homem cristão é dotado com a vida divina, sobrenatural, exertada nele pelo sacramento do batismo: Todos vós que fostes batizados em Cristo vos vestistes de Cristo... (gl 3,27). Revestidos de Cristo tornando-nos nova criatura (2Cor 5,17). A vida divina em nós acarreta a nossa transformação espiritual e ficamos revestidos do homem novo, criado segundo Deus, na justiça e na santidade da verdade (ef 4,24).

18 A criança pequena tem a necessidade de ver diante de si o comportamento religioso de outras pessoas para se modelar por elas. A criança sente necessidade da aprovação dos grandes para se sentir grande. Os pais devem conduzir o pequenino a saber que Deus presta atenção a sua vida e se interessa por tudo que ele faz. A criança de 2 a 4 anos vive num mundo imaginário em que ela é o centro (egocentrismo) e predomina as relações de ordem afetiva.

19 A criança de 4 a 6 anos nesta fase apresenta vontade de conhecer e compreender o mundo, é a fase da razão objetiva, a criança parte para socialização. A partir de 6 a 9 anos começa a despertar o início da adolescência, caracteriza-se por conflitos agudos com o ambiente na luta pela própria libertação. A partir de 3 a 4 anos a criança já é capaz de se submeter a certas regras de disciplina. A criança compreende assim que é preciso, é hora de etc. A submissão as regras da vida para ela é uma maneira de crescer, de imitar os adultos, de merecer sua aprovação.

20 Desde pequena, a criança deve se abtuar a oração, a certas disciplinas como manter o corpo como se deve, fazer um instante de silêncio, fazer gestos religiosos, lentos e bem feitos. Assim a criança compreenderá que sua relação com Deus obedece a exigências até mais importantes do que qualquer outra de suas atividades. A melhor pedagogia para educar no amor é o exemplo, o testemunho, sensível que é, a criança será moldada a exemplo de quem ela ama. Também tocam a sensibilidade da criança os exemplos da vida de Jesus seu amor com os doentes, com os aflitos, com os pecadores. As parábolas e as palavras de Jesus vão motivar a criança a crescer no amor e praticar atos de bondade para imitar a Jesus.

21 O processo da socialização é um desafio ao eu egoísta da criança para poder crescer, aceitando os outros e o mundo que a cerca. A partir desta idade os amigos passam a exercer uma influência cada vez mais importante sobre o indívíduo numa interação que resulta ao nivelamento das crianças provindas de vários ambientes, hábitos e tradições. Caracteriza-se essa idade dos 7 aos 9 pela socialização da criança, pela manifestação da razão objetiva e pelo despertar da consciência moral.

22 É por isso que o cultivo das amizades nessa idade, além de contribuir para a correta formação da personalidade infantil, faz com que ela possa enfrentar com a maior segurança as crises posteriores da adolescência. Após os por quês da infância, ela pergunta o como das coisas, querendo ela mesma compreender e descobrir os segredos. O modo de pensar da criança é concreto, incapaz de elevar-se a abstrações. Portanto, por meio de fatos concretos, ela será capaz de chegar a compreender leis, normas e verdades. A partir desta idade, a Igreja impõe as obrigações da vida cristã, como a confissão e a comunhão anual desde a 1ª Eucaristia. Na mesma fase que ela se abre ao mundo social, também deverá se introsar na vida da Igreja. A criança que na 1ª infância já entendeu o grande amor que Deus tem por nós nesta fase compreende que também deve responder ao amor divino, dizendo SIM a Deus, tornando-se amiga de Deus.

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