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O PROTAGONISMO DE ALUNOS E PAIS NA REFORMA DO ENSINO MÉDIO Dagmar M. L. Zibas Celso Ferretti Gisela Lobo B. P. Tartuce.

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1 O PROTAGONISMO DE ALUNOS E PAIS NA REFORMA DO ENSINO MÉDIO Dagmar M. L. Zibas Celso Ferretti Gisela Lobo B. P. Tartuce

2 CONTEXTUALIZAÇÃO DA PESQUISA Financiada pela Organização dos Estados Ibero-Americanos Objetivo geral das pesquisas: analisar como a reforma do ensino médio é apropriada nas escolas Aspecto selecionado: protagonismo de pais e alunos. Por que?

3 POR QUE PROTAGONISMO? Aspecto essencial da reforma perpassa o eixo curricular e de gestão. Objetivos desta pesquisa: analisar como as escolas interagiam com as diretrizes oficiais que propõem a participação efetiva de alunos e dos pais na dinâmica escolar e quais são as mediações que articulam os microprocessos institucionais às orientações políticas e sociais mais abrangentes; as possibilidades de instalação e sustentabilidade dos processos de protagonismo dos pais e dos alunos na gestão escolar nos diferentes contextos das escolas selecionadas.

4 CONTEXTUALIZAÇÃO E PROBLEMATIZAÇÃO DO OBJETO DA INVESTIGAÇÃO BREVES ANOTAÇÕES SOBRE A REFORMA DO ENSINO MÉDIO NO BRASIL Eixo estrutural: separação ensino médio e ensino técnico Eixo curricular: interdisciplinaridade, contextualização, métodos ativos e competências protagonismo dos alunos, para dar conta da formação de um novo sujeito social Eixo de gestão: autonomia das escolas protagonismo de alunos e pais, para controlar a qualidade do ensino e ser co-responsável pelo financiamento

5 CONTEXTUALIZAÇÃO E PROBLEMATIZAÇÃO DO OBJETO DA INVESTIGAÇÃO O DISCURSO DO PROTAGONISMO NOS DOCUMENTOS DA REFORMA E NA LITERATURA DE APOIO a) No âmbito estritamente didático-pedagógico 1ª Leitura: Ênfase no desenvolvimento da competência de aprender a aprender e crítica ao enciclopedismo. Subtexto: Ao mesmo tempo, radical relativismo do conhecimento científico ou desvalorização do conhecimento historicamente acumulado.

6 O DISCURSO DO PROTAGONISMO NOS DOCUMENTOS DA REFORMA E NA LITERATURA DE APOIO b) No âmbito da formação mais ampla de valores 1ª Leitura: Formação para a cidadania, participação social responsável, solidariedade social, autonomia. Subtexto: Despolitização do conceito de cidadania. Atuação social para minorar os efeitos da pobreza e não suas causas. Autonomia para suportar as inquietações advindas do avanço científico e e tecnológico e do pós-industrialismo (desemprego, insegurança, perda de direitos)" e Autonomia para superar a segmentação social.

7 PROCEDIMENTOS METODOLÓGICOS Estudos de caso indicação de alguns caminhos da apropriação do conceito e das ações de protagonismo pelas escolas. Casos considerados instrumentais. Processo de seleção dos estados: São Paulo e Ceará. Processo de seleção das escolas: duas em São Paulo e três no Ceará.

8 Estudo da micro e da macropolítica Categorias para o estudo da micropolítica: conflito diversidade de metas controle estilo de gestão Para a articulação entre o micro e o macro: categoria-síntese: sustentabilidade PROCEDIMENTOS METODOLÓGICOS

9 O QUE ENCONTRAMOS NA ESCOLA Em relação à reforma em geral: M Membros dos grupos gestores adesão formal às propostas dos órgãos centrais. Professores conhecimento dos aspectos que afetavam seu cotidiano mais imediato. Interdisciplinaridade, contextualização e desenvolvimento de competências vistos como vagos e imprecisos. Críticas referem-se mais às dificuldades de implantação do que aos seus fundamentos filosóficos. Protagonismo é um termo raramente usado. Os alunos desconhecem a reforma.

10 O QUE ENCONTRAMOS NA ESCOLA Em relação ao protagonismo canais de indução do protagonismo de alunos pelos órgãos oficiais e/ou esferas propícias à participação dos estudantes: Projetos pedagógicos Projetos pedagógicos Avaliação do rendimento escolar Avaliação do rendimento escolar Canais institucionais (Conselho Escolar e Grêmio) e organizações informais (estratégias de participação espontânea) Canais institucionais (Conselho Escolar e Grêmio) e organizações informais (estratégias de participação espontânea) Organização e uso do espaço físico Organização e uso do espaço físico

11 As escolas estudadas tendem a identificar a reforma curricular com a elaboração de projetos gama variada de propostas: Projetos originados nos órgãos oficiais Projetos originados em ONGs, universidades, empresas Projetos de grupo de professores Projetos individuais de professores Outras atividades que não fazem parte da rotina da sala de aula PROJETOS PEDAGÓGICOS

12 Aspectos que perpassam a maioria os projetos: Falta de recursos materiais e didáticos Formação docente insuficiente Falta de tempo para a organização do trabalho conjunto Cultura profissional de atuação individualizada do professor Pouco prestígio da função de coordenação junto aos docentes diferentes estilos de gestão, que fortalecem ou não o trabalho coletivo Projetos vistos como atividades extra-curriculares Manutenção e dinamismo de alguns projetos catalisador das atividades

13 PROJETOS PEDAGÓGICOS Aspectos que perpassam a maioria os projetos: Alunos preferem trabalhos interdisciplinares e/ou projetos de professores que fogem à rotina escolar Segmentação do alunado projetos vistos como espaços dispersivos em relação aos objetivos escolares São poucos os que participam perfil: o aluno do período diurno que não trabalha Vários projetos partem de suposições falsas a respeito das características juvenis Tendência a tratar o aluno apenas como estudante

14 OUTRAS ESFERAS POSSÍVEIS PARA EXPRESSÃO DO PROGAGONISMO Canais institucionais inexistência de participação discente no Conselho Escolar e relação ambígua dos docentes e gestores à atuação independente e reivindicatória dos alunos Organizações informais trama submersa mais complexa Organização e uso do espaço físico profusão de grades, portas trancadas e portões fechados e vigiados Participação dos alunos nos processos avaliativos da escola

15 PROTAGONISMO DOS PAIS Pais mais ou menos conscientes de que a escola deve ser provida pelo Estado. Pais mais ou menos conscientes de que a escola deve ser provida pelo Estado. Participação formal ou "operacional" dos pais na escola adesão ao programa "Amigos da Escola e ausência de participação nos órgãos deliberativos. Participação formal ou "operacional" dos pais na escola adesão ao programa "Amigos da Escola e ausência de participação nos órgãos deliberativos. Cultura escolar resistente à participação dos pais na gestão. Cultura escolar resistente à participação dos pais na gestão. Interesse dos pais no rendimento escolar dos filhos e valorização da escola como única possibilidade de uma vida melhor para os jovens. Interesse dos pais no rendimento escolar dos filhos e valorização da escola como única possibilidade de uma vida melhor para os jovens.

16 ARTICULAÇÃO MICRO-MACRO Estabelecer articulações ou entre o microcosmo analisado e as condições estruturais do contexto mais amplo. Estabelecer articulações ou entre o microcosmo analisado e as condições estruturais do contexto mais amplo. Categorias de análise: Sustentabilidade financeira Sustentabilidade político-administrativa Sustentabilidade pedagógico-cultural

17 CONSIDERAÇÕES FINAIS Nas escolas estudadas, o protagonismo juvenil, tal qual proposto por órgãos centrais, tinha pouca penetração. Centralização das decisões + descentralização dos processo insuficientes para garantir a iniciativa docente e a adesão a reforma. Consensos, conflitos, dissimulações e omissões processos internos de releitura ou ressignificação X iniciativa oficial. Microprocessos que confrontam de maneira peculiar os objetivos oficiais de tornar o Ensino Médio uma escola que prepara para a vida. Dinâmicas freqüentemente conflitivas do cotidiano, às vezes permeadas pela retórica oficial sobre a importância do protagonismo juvenil, acabam criando algumas oportunidades para a construção da autonomia dos alunos.


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