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A era do liberalismo A transferência da Corte Portuguesa e seus efeitos sócio-econômicos.

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Apresentação em tema: "A era do liberalismo A transferência da Corte Portuguesa e seus efeitos sócio-econômicos."— Transcrição da apresentação:

1 A era do liberalismo A transferência da Corte Portuguesa e seus efeitos sócio-econômicos

2 Aula 15 FEB 1Mônica Yukie Kuwahara2 Objetivos Conhecer as razões da transferência da corte portuguesa para o Brasil Identificar e refletir sobre os efeitos econômicos e sociais desta transferência

3 Aula 15 FEB 1Mônica Yukie Kuwahara Portugal é invadida pelo exército napoleônico - tentativa de forçar a adesão de Portugal ao Bloqueio Continental Inglaterra X França disputam hegemonia sobre Europa - disputa de mercados Fatos (1)

4 Aula 15 FEB 1Mônica Yukie Kuwahara4 Ingleses tem interesses em Portugal: a) base para portos b) a rica colônia americana Portugal encontrava-se em situação delicada em termos de balanço de pagamentos Havia indícios claros do esgotamento do Antigo Regime e da insuficiência do Pacto Colonial (conforme item do programa) Fatos (2)

5 Aula 15 FEB 1Mônica Yukie Kuwahara5 Marcada pelos efeitos da Revolução Francesa e pela Revolução Industrial Resultado de uma opção de D. João pelo liberalismo econômico (Adam Smith) A influência Inglesa é minimizada A transferência segundo o Visconde de Cairu (José da Silva Lisboa)

6 Aula 15 FEB 1Mônica Yukie Kuwahara6 Solução que mantém a órbita de influência inglesa sem utilização de exércitos ou intervenção aramada Ingleses participam diretamente da decisão de transferência como também da viabilização da mesma A transferência, segundo Caio Prado Jr e Celso Furtado

7 Aula 15 FEB 1Mônica Yukie Kuwahara7 Ingleses dividem a defesa do território português (general Beresford é comandante supremo do exército português e efetivo governador do reino liberto das forças napoleônicas em 1809) assim como participam do governo na colônia com uma divisão naval instalada no Rio de Janeiro A influência Inglesa

8 Aula 15 FEB 1Mônica Yukie Kuwahara8 - decreto promulgado na Bahia quando a Corte mal chegara ao Brasil Na visão de Lisboa, implicava em inserção do Brasil nos fluxos internacionais - um exemplo de ação que buscara o ideal de liberalismo que traria o desenvolvimento tanto para a Metrópole quanto para os portugueses e seus descendentes da colônia Na visão de Furtado e Prado Jr. (que não é oposta a Lisboa), significou a quebra do exclusivo metropolitano e portanto a "gota d'água" para o fim do sistema colonial Abertura dos Portos

9 Aula 15 FEB 1Mônica Yukie Kuwahara9 Abertura dos Portos Numa análise reflexiva, a transferência, somada aos sucessivos acordos entre Portugal e Inglaterra podem ter significado o fim do sistema colonial e o início de um elevado grau de estreitamento nas relações econômicas do Brasil com a Inglaterra (a ser discutido a partir da análise dos efeitos da transferência)

10 Aula 15 FEB 1Mônica Yukie Kuwahara10 Segundo o Tratado, os produtos ingleses comercializados no Brasil pagariam tarifas de importação de 15% e os produtos portugueses, 16% Segundo Lisboa, o Tratado não prejudicaria o consumo de produtos portugueses porque havia vantagens em comercializar via Portugal e além disso havia também uma certa "fidelidade" do consumidor Tratado de Comércio de 1810 com Inglaterra

11 Aula 15 FEB 1Mônica Yukie Kuwahara11 Os produtos ingleses de maior valor agregado e com menores preços relativos reduziram as chances de crescimento da manufatura no Brasil há muito pouco tempo liberada (Alvará de 1808). Além disso, ampliaram a propensão a importar e aumentaram a pressão sobre a balança comercial brasileira e portuguesa. O tratado de 1810 segundo Furtado

12 Aula 15 FEB 1Mônica Yukie Kuwahara12 Os efeitos da Transferência (1) A abertura dos portos significou novo estímulo econômico que se reflete no comércios exterior indicando também a dependência em relação a Inglaterra: na tabela a seguir, os dados da balança comercial em contos de reis, excluindo escravos:

13 Aula 15 FEB 1Mônica Yukie Kuwahara13 Os efeitos da Transferência (2) ANOEXPORTAÇÕESIMPORTAÇÕES CONTOSVARIAÇÃO PERCENTUAL CONTOSVARIAÇÃO PERCENTUAL % % % % Fonte: PRADO JR, 2004, P.132

14 Aula 15 FEB 1Mônica Yukie Kuwahara14 Os efeitos da Transferência (3) ANOEXPORTAÇÕESIMPORTAÇÕES 1000 LIBRAS ESTERLINAS VARIAÇÃO PERCENTUAL 1000 LIBRAS ESTERLINAS VARIAÇÃO PERCENTUAL ,96% ,68% ,96% ,60% Fonte: PRADO JR, 2004, P.132

15 Aula 15 FEB 1Mônica Yukie Kuwahara15 Os efeitos da Transferência (3) Déficits constantes no Balanço de Pagamentos –Devido aos fluxos de capitais estrangeiros (dívidas) que deverão retornar (afluxos) –Devido a pressão da Balança Comercial Instabilidade da moeda –Necessidade maior de liquidez diante do incremento nas transações comerciais

16 Aula 15 FEB 1Mônica Yukie Kuwahara16 Os efeitos da Transferência (4) Comprometimento da Indústria local diante da concorrência externa –Devido a precariedade da produção local que convivia com economia fechada –Fraqueza comercial Alteração de hábitos e costumes (preferências do consumidor), deslocando a demanda e gerando pressões demandantes de produtos importados

17 Aula 15 FEB 1Mônica Yukie Kuwahara17 Os efeitos da Transferência (5) Déficit do setor público –Diante do complexo administrativo trazido pela corte que era inadequado e oneroso –Lembrar a necessidade de administrar um território infinitamente mais extenso que a metrópole

18 Aula 15 FEB 1Mônica Yukie Kuwahara18 Os efeitos da Transferência (5) Pressão inflacionária –Do aumento repentino da demanda (segundo Caio Prado Jr., a transferência da Corte significou a chegada de novos habitantes para o Rio de Janeiro) –Da mudança (deslocamento) da demanda devido as mudanças na preferência do consumidor –Das dificuldades de financiamento do Setor Público que passa a emitir moeda

19 Aula 15 FEB 1Mônica Yukie Kuwahara19 LEITURAS BÁSICAS PRADO JR, Caio. História Econômica do Brasil. 46 reimpressão. São Paulo: Brasiliense, 2004, capítulos 13 e 14 ROCHA, Antônio Penalves. "Economia Política e Política no Período Joanino" in SZMRECSÁNYI, Tamás & LAPA, José Roberto A. (orgs) História Econômica da Independência e do Império. São Paulo: Ed. Hucitec/FAPESP, 1996, 27-43

20 Aula 15 FEB 1Mônica Yukie Kuwahara20 Leituras recomendadas MENDONÇA, M. G & PIRES, M. C. Formação Econômica do Brasil. São Paulo: Pioneira Thompson Learning, 2002, cap 10 SIMONSEN, R.C. História Econômica do Brasil. Brasília: Editora Nacional, 1977, capítulos XIV e XV


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