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No ano de 2007, tive uma experiência como docente da EJA, ministrando aulas de Artes na Escola Estadual de Ensino Fundamental Antonio Luiz Valiati em Serra.

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1 No ano de 2007, tive uma experiência como docente da EJA, ministrando aulas de Artes na Escola Estadual de Ensino Fundamental Antonio Luiz Valiati em Serra (ES). Na oportunidade pude perceber o surgimento de questionamentos dentro de sala de aula referentes aos professores que não se importavam com os problemas individuais, o mais recorrente e comum a uma grande maioria era o horário de entrada. Já que muitos jovens e adultos vinham direto de seus trabalhos para a escola. Outros comentários surgiam como não entendo nada da aula de professor fulano de tal, a matéria é muito difícil, não consigo entender o que ele ou ela fala. A defasagem de conteúdo era notória. Essa problemática da EJA/PROEJA, consiste de um modo geral numa vida escolar irregular. Os jovens e adultos ao chegarem a sala de aula, estão há anos sem estudar e, com isso, seus conhecimentos podem estar defasados, gerando uma dificuldade de assimilação das disciplinas ministradas. Nas aulas de Artes também encontrei problemas de defasagem de conteúdo. Precisei agir rápido, mudei a forma de ensinar a disciplina para poder alcançar o objetivo de acordo com o planejamento. Ocorreu de modo natural, espontâneo, empírico, sem embasamento teórico nenhum. Segundo o Documento Base do PROEJA sofre com sérios problemas, já que nessa modalidade de ensino há Um agravante na situação brasileira diz respeito à presença forte de jovens na EJA,em grande parte devido a problemas de não-permanência e insucesso no ensino fundamental regular. Embora se tenha equacionado praticamente o acesso para todas as crianças, não se conseguiu conferir qualidade às redes para garantir que essas crianças permaneçam e aprendam. Além disso, a sociedade brasileira não conseguiu reduzir as desigualdades socioeconômicas e as famílias são obrigadas a buscar no trabalho das crianças uma alternativa para a composição de renda mínima, roubando o tempo da infância e o tempo da escola. Assim, mais tarde esses jovens retornam, via EJA, convictos da falta que faz a escolaridade em suas vidas, acreditando que a negativa em postos de trabalho e lugares de emprego se associa exclusivamente à baixa escolaridade, desobrigando o sistema capitalista da responsabilidade que lhe cabe pelo desemprego estrutural (Brasil, 2006, p.10). Ao tomar consciência dessas informações, fiquei com muitas perguntas e reflexões para serem respondidas. Somente quatro anos depois dessa experiência, fui motivado a investigar minha prática docente, assim como, as dos colegas que ministram aula para EJA/PROEJA. Então, o problema a ser verificado na pesquisa foi descobrir como ocorre a identificação profissional do docente no PROEJA/IFES, a partir da vivência da sala de aula. Partindo então do pressuposto desenvolvido por Paiva (2008) sobre Identidade Profissional dos professores de Matemática, no qual ela afirma, baseada em pesquisa, que a identidade é construída ao longo da vida e principalmente nos primeiros anos da vida profissional. Portanto, justificou-se a relevância de estudar essa realidade visto que as dificuldades enfrentadas pelos estudantes em compreender o que é dito pelo professor é recorrente, tornando desafiadora a relação ensino-aprendizagem. Diante de tudo que foi exposto, objetivos específicos precisaram ser traçados para nortearem os caminhos dentro da realidade do PROEJA/IFES e que fossem possíveis de serem pesquisados e mensurados nesse artigo, tais como: a) determinar o perfil profissional dos professores dessa modalidade; b) detectar quais as dificuldades encontradas (imediatas ou não) ao dar aulas para PROEJA e por último, mas não menos importante; c) identificar quais as soluções pensadas e necessárias (técnicas, abordagens, dinâmicas, didática, dentre outras) que foram necessárias utilizar para minimizar e/ou sanar dificuldades de ensino/aprendizagem de uma turma. DIFICULDADES ENCONTRADAS AO MINISTRAR AULAS NO PROEJA: As falas dos professores mostram quais foram as dificuldades encontradas no decorrer de sua experiência profissional; PRÁTICA REFLEXIVA DO DOCENTE NO PROEJA/IFES: O profissional que propõe e/ou executa uma prática reflexiva, exterioriza uma postura pontual e pessoal, constituída a partir de outras posturas pessoais, ou seja, para trabalhar com jovens e adultos é necessário conhecer realidades cotidianas, históricas e teóricas. SABERES DOCENTES EM SUA FORMAÇÃO E TRABALHO: Os saberes docentes estão na segunda tipologia emergida. Nela o professor deve ser capaz de transformar seu conhecimento em algo que pedagogicamente tenha significado e, ao mesmo tempo, esteja ao nível das habilidades e conhecimentos de seus alunos, garantindo a formação de novas competências. DESCOBERTA DA IDENTIDADE PROFISSIONAL: A importância do contexto num processo de busca pela Identidade Profissional é primordial dentro de um processo de maturidade profissional do docente do PROEJA-IFES Ministrar aula nessa modalidade de ensino exige, um amadurecimento emocional e psicológico por parte do professor. Nas salas de aulas, o professor irá se deparar com muitos alunos desatualizados sobre as disciplinas, com sérias dificuldades de aprendizagem, oriundas de diversas tentativas de compreensão de um determinado assunto. Sua prática reflexiva é essencial para poder atingir com competência seu objetivo, que é ensinar e o aluno aprender, sabendo que todos os conteúdos serão úteis para sua vida. A busca por uma identidade profissional como professores do Proeja é uma constante nos professores pesquisados, o que nos leva a concluir que a identidade profissional é construída e que depende das interações e reflexões que fazemos ao longo de nossa vida profissional. A Deus por mais uma etapa vencida, a professora doutora Maria Auxiliadora Vilela Paiva pela motivação, aos familiares e amigos pela paciência, aos colegas de turma pelo companherismo; meu muito obrigado! BRASIL. Secretaria de Educação Profissional e Tecnológica. Programa de Integração da Educação Profissional Técnica de Nível Médio na Modalidade de Jovens e Adultos: PROEJA Documento Base. Brasília: MEC, p. GIL, Antônio C. Métodos e técnicas em pesquisa social. São Paulo: Atlas, LAKATOS, Eva Maria MARCONI, Marina de Andrade. Técnicas de pesquisa, planejamento e execução de pesquisas; amostragem e técnicas de pesquisa; elaboração, análise e interpretação de dados. 5. ed, São Paulo: Atlas, LIBÂNEO, J. C. Organização e Gestão da Escola. Goiânia: Alternativa, NACARATO, Adair Mendes; PAIVA, Maria Auxiliadora Vilela (Orgs.). Formação do professor que ensina Matemática: perspectivas e pesquisas. Belo Horizonte: Autêntica, NADAL, B.; BRANDALISE, M. Identidade dos docentes em formação: quem são os futuros professores de matemática? In: Olhar de Professor, v. 8 n Ponta Grossa: p Paiva, M. A. V. O professor de Matemática e sua formação: a busca da identidade profissional. In: Paiva, M. A. V. & Nacarato, A. (ORG). A Formação do professor que ensina Matemática: perspectivas e pesquisas. Belo Horizonte: Autêntica, 2006, p A DESCOBERTA DA IDENTIDADE PROFISSIONAL NO PROEJA: UM LEVANTAMENTO A PARTIR DAS EXPERIÊNCIAS DOS DOCENTES QUE ATUAM NO IFES CAMPUS VITÓRIA (ES) Autores como Pimenta (2008, p. 19), nos mostra que uma identidade profissional se constrói, pois, a partir da significação social da profissão; a revisão das tradições. Souza Neto (2000, p. 14) revela que [...] a identidade social/profissional nos auxilia a compreender uma ocupação, pois tem como objeto de estudo as origens sociais e as histórias de vida dos professores [...]. Libâneo (2001, p. 68), conceitua a identidade profissional como sendo o conjunto de conhecimentos, habilidades, atitudes e valores que definem e orientam a especificidade do trabalho do professor. Nadal e Brandalise (2003, p. 74) ainda dizem que e se a identidade do professor é resultante de uma composição entre o que ele idealiza ser, o que efetivamente é e como esse seu ser é percebido pelos outros [...]. Resumindo, o professor, sem dúvida é objeto na formação, mas é sujeito no desenvolvimento profissional. (Ponte apud Paiva, 2008, p. 93). É uma pesquisa descritiva qualitativa de levantamento. Como instrumento de coleta de dados foi escolhido o questionário que foi dividido em questões fechadas e abertas. Enviado como anexo aos sujeitos da pesquisa. Uma outra versão do questionário foi feita dentro do Google Docs e enviada o link no corpo do para agilizar e facilitar as respostas.


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