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O direito de se alfabetizar na escola Ao aprendiz como sujeito de sua aprendizagem corresponde, necessariamente, um professor sujeito de sua prática docente.

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1 O direito de se alfabetizar na escola Ao aprendiz como sujeito de sua aprendizagem corresponde, necessariamente, um professor sujeito de sua prática docente. Telma Weisz

2 O modelo escolar de alfabetização nasceu há pouco mais de dois séculos, a partir de então, crianças são transformadas em alunos, aprender a escrever se sobrepõe a ler, ler agora se aprende escrevendo – até esse período, ler era uma aprendizagem distinta e anterior a escrever. 1º período – A discussão se dava estritamente no terreno do ensino.Buscava-se o melhor método para ensinar a ler, com base na suposição de que a ocorrência de fracasso se relacionava com o uso de métodos inadequados.A discussão mais candente travou-se entre os defensores do Método Global e os Método Fonético. No Brasil o método misto – nada mais que nossa conhecida cartilha, baseada em análise e síntese e estruturada a partir de um silabário.

3 2 º período – São desse período as teorias que hoje chamamos teorias do déficit. Supunha-se que a aprendizagem dependia de pré-requisitos (cognitivos, psicológicos, perceptivo-motores, lingúisticos..) e que certas crianças fracassavam por não dispor dessas habilidades prévias. O fato de o fracasso concentrar-se nas crianças das famílias mais pobres era explicado por uma suposta incapacidade das próprias famílias proporcionarem estímulos adequados. Baterias de exercícios de estimulação foram criadas, como remédio para o fracasso, como se ele fosse uma doença.

4 3º período – Começa em meados dos anos 70, marcado por uma mudança de paradigma. O desenvolvimento da investigação nessa área mudou radicalmente seu enfoque, suas perguntas. Em lugar de procurar correlações que explicassem o déficit dos que não conseguiam aprender, começou –se a tentar compreender como aprendem os que conseguem aprender a ler e escrever sem dificuldade e, principalmente, o que pensam a respeito da escrita os que ainda não se alfabetizaram. Um trabalho de investigação que desencadeou intensas mudanças na maneira de os educadores brasileiros compreenderem a alfabetização foi o coordenado por Emília Ferreiro e Ana Teberosky, publicado no Brasil com o título Psicogênese da língua escrita, em A partir dessa investigação foi necessário rever as concepções nas quais se apoiava a alfabetização. E isso tem demandado uma transformação radical nas práticas de ensino da leitura e da escrita no início da escolarização.

5 A criança e seu processo de alfabetização As pesquisas sobre o processo de alfabetização vêm mostrando que, para poder se apropriar do nosso sistema de representação da escrita, a criança precisa construir respostas para duas questões: 1.O que a escrita representa? 2.Qual a estrutura do modo de representação da escrita? Ao começar a se dar conta das características formais da escrita, a criança constrói então duas hipóteses que vão acompanhá-la por algum tempo durante o processo de alfabetização: número mínimo de letrasDe que é preciso um número mínimo de letras – entre duas e quatro – para que esteja escrito alguma coisa. número mínimo de caracteresDe que é preciso um número mínimo de caracteres para que uma série de letras sirva para ler

6 Hipótese Pré- Silábica A criança: - não estabelece vínculo entre a fala e a escrita; - supõe que a escrita é outra forma de desenhar ou de representar coisas e usa desenhos, garatujas e rabiscos para escrever; - demonstra intenção de escrever através de traçado linear com formas diferentes; - supõe que a escrita representa o nome dos objetos e não os objetos;coisas grandes devem ter nomes grandes, coisa pequenas devem ter nomes pequenos; - usa letras do próprio nome ou letras e números na mesma palavra; - pode conhecer ou não os sons de algumas letras ou de todas elas; - faz registros diferentes entre palavras modificando a quantidade e a posição e fazendo variações nos caracteres;

7 caracteriza uma palavra com uma letra inicial; - tem leitura global, individual e instável do que escreve: só ela sabe o que quis escrever; - supõe que para algo poder ser lido precisa ter no mínimo de duas a quatro grafias, geralmente três( hipóteses da quantidade mínima de caracteres);supõe que para algo poder ser lido precisa ter grafias variadas (hipótese da variedade de caracteres)

8 Hipótese Silábica A criança: - Já supõe que a escrita representa a fala; - Tenta fonetizar a escrita e dar valor sonoro às letras; - Pode ter adquirido, ou não, a compreensão do valor sonoro convencional das letras; - Já supõe que a menor unidade da língua seja a sílaba; - Supõe que deve escrever tantos sinais quantas forem as vezes que mexe a boca, ou seja, para cada sílaba oral corresponde uma letra ou um sinal; - Em frases, pode escrever uma letra para cada palavra. Ao ler as palavras que escreveu, o que fazer com as letras que sobraram no meio das palavras ou no final ? - Se coisas diferentes devem ser escritas de maneira diferente, como organizar as letras na palavra?

9 Hipótese Silábico com valor sonoro A criança: - Inicia a superação da hipótese silábica; - Compreende que a escrita representa o som da fala; - Combina só vogais ou só consoantes, fazendo grafias equivalentes para palavras diferentes. Por exemplo, AO para gato ou ML para mola e mula; - Pode combinar vogais e consoantes numa mesma palavra, numa tentativa de combinar sons, sem tornar, ainda, sua escrita socializável. Por exemplo, CAL para cavalo; - Passa a fazer uma leitura termo a termo (não global).

10 Hipótese Alfabética A criança: - Compreende que a escrita tem uma função social: a comunicação; - Compreende o modo de construção do código da escrita; - Compreende que cada um dos caracteres da escrita corresponde a valores menores que a sílaba; - Conhece o valor sonoro de todas as letras ou de quase todas; - Pode ainda não separar todas as palavras nas frases; - Omite letras quando mistura as hipóteses alfabética e silábica; - Não tem problemas de escrita no que se refere a conceito; - Não é ortográfica.

11 Caro professor As mudanças necessárias para enfrentar sobre bases novas a alfabetização inicial não se resolvem com um método de ensino, nem com novos testes de prontidão nem com novos materiais didáticos. É preciso mudar os pontos por onde nós fazemos passar o eixo central das nossas discussões. Temos uma imagem empobrecida da língua escrita: é preciso reintroduzir quando consideramos a alfabetização, a escrita como sistema de representação da linguagem. Temos uma imagem empobrecida da criança que aprende: a reduzimos a um par de olhos, um par de ouvidos, uma mão que pega um instrumento para marcar e um aparelho fonador que emite sons. Atrás disso há um sujeito cognoscente, alguém que pensa, que constrói interpretações, que age sobre o real para fazê-lo seu. Emília Ferreiro


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