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31/3/2014Unidade Acadêmica de Graduação1 XIV Fórum de Docentes e Discentes do CREA-PR DESENVOLVIMENTO DE COMPETÊNCIAS NA FORMAÇÃO DO ENGENHEIRO A CONSTRUÇÃO.

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1 31/3/2014Unidade Acadêmica de Graduação1 XIV Fórum de Docentes e Discentes do CREA-PR DESENVOLVIMENTO DE COMPETÊNCIAS NA FORMAÇÃO DO ENGENHEIRO A CONSTRUÇÃO DOS CURRÍCULOS Silvia Costa Dutra MARINGÁ – PR Setembro 2007

2 2 CREA - Paraná Apresentação Contexto – competências na educação Legislação e o desenvolvimento dos currículos Competências – os diferentes sentidos O entendimento na UNISINOS A construção dos currículos

3 3 CREA - Paraná Competências na Educação Origem : capacitação para o mundo do trabalho USA Anos 1920 – USA - capacitação e educação baseada em competências Anos 1940 – USA - relatórios com diretrizes para o ensino de engenharia (ASEE com outras associações de engenheiros americanos) Anos 60 – inicio de 70 – novo movimento, busca uma nova proposta para formação dos engenheiros -competências

4 4 CREA - Paraná Competências na Educação EUROPA Meados dos anos 80 – reformulação dos sistemas nacionais de formação profissional e formação geral, tendo como base o enfoque das competências Educadores começam a se interessar pelo tema Declaração de Bologna(1999) – re-organização do ensino superior. Os currículos passam a ser discutidos tendo como base o enfoque nas competências.

5 5 CREA - Paraná Competências na Educação - BRASIL Educação para o Trabalho ( Técnica e Tecnológica) Discussão se expande, oficialmente, para outros níveis a partir da LDB – Lei 9.396/96 maior flexibilidade na organização de cursos e carreiras, atendendo a crescente heterogeneidade tanto da formação prévia como dos interesses dos alunos. Graduação como etapa inicial(superior) da educação continuada.

6 6 CREA - Paraná Os Currículos de Engenharia no Brasil 1973 – Criação da ABENGE Aproxima as IES de Engenharia outras entidades 1976 – Regulamentação dos Currículos – Resolução 48/76 Marco na Educação em Engenharia Reformas periódicas dos currículos Acúmulo de conteúdos Currículos longos, na busca da formação de um bom profissional.

7 7 CREA - Paraná 1995 – PRODENGE-REENGE – discussões sobre os currículos de Engenharia 1995 – PRODENGE-REENGE – discussões sobre os currículos de Engenharia Nova concepção de currículo – currículo deixa de ser entendido como grade de disciplinas Foco no aprendizado do aluno Programa privilegia propostas inovadoras de currículos e novas metodologias de ensino e aprendizagem, como forma de qualificação do profissional a ser formado. Coalizões regionais de IES de Engenharia – amplo processo de discussão

8 8 CREA - Paraná Edital 04/97: premissas para elaboração de propostas para Diretrizes Curriculares Edital 04/97: premissas para elaboração de propostas para Diretrizes Curriculares Liberdade para as IES na composição de carga-horária Indicar tópicos e campos de estudo, evitando a fixação de conteúdos e carga-horária pré-determinada Evitar prolongamentos desnecessários Sólida formação geral Estimular prática de exercícios independentes (autonomia) Reconhecimento de competências, habilidades e conhecimentos adquiridos fora do ambiente escolar Articulação da teoria com a prática Orientações para a condução de avaliações periódicas, com instrumentos variados que sirvam para orientar docentes e discentes....

9 9 CREA - Paraná 1997/ Propostas das Diretrizes Curriculares para os cursos de Engenharia -ABENGE Discussões sobre o desenvolvimento dos currículos por competências se intensificam Entendimento das competências - Pilares da UNESCO (1996) saber conhecer saber fazer saber ser saber conviver

10 10 CREA - Paraná Proposta da ABENGE Proposta da ABENGE conceito bem mais amplo de Currículo - conceito de programa de estudos coerentemente integrado base filosófica com enfoque nas competências vai além das atividades em sala de aula (atividades complementares, estágios, etc.) formação sociocultural mais abrangente (atividades culturais, políticas e sociais) estudante desempenha papel ativo de construir seu próprio conhecimento abre novas formas de organização dos cursos, possibilidade de experiências inovadoras não define conteúdos e tópicos de estudos

11 11 CREA - Paraná 1998/ Comissão de Especialistas do MEC 1998/ Comissão de Especialistas do MEC Sistematização das propostas encaminhadas por diferentes instituições Proposta da ABENGE é aceita, quase na íntegra Acrescenta os tópicos de estudos ( Art 6º ) Núcleo de conteúdos básicos – 30% Núcleo de conteúdos profissionalizantes – 15% Núcleo de conteúdos específicos – propostos pelas IES (caracterizam as modalidades)

12 12 CREA - Paraná 2001/2002– Parecer CNE/CES 1362/2001 e Resol. CNE/CES 11/ Diretrizes Curriculares Nacionais para os Cursos de Engenharia 2001/2002– Parecer CNE/CES 1362/2001 e Resol. CNE/CES 11/ Diretrizes Curriculares Nacionais para os Cursos de Engenharia Grande avanço em relação ao que vinha sendo praticado Projeto pedagógico deve demonstrar claramente como as atividades garantirão o perfil desejado. Gerou insegurança em relação à qualidade dos cursos e às atribuições profissionais Permaneceram algumas incoerências em relação a lógica competências, no que estabelece o Art 6º ?

13 13 CREA - Paraná 2002 – Resol. CNE/CES 11/ – Resol. CNE/CES 11/2002. Art 6º Todo o curso de engenharia....deve possuir um núcleo de conteúdos básicos, um núcleo de conteúdos profissionalizantes e um núcleo de conteúdos específicos.... § 1º O núcleo de conteúdos Básicos..versará sobre os seguintes tópicos: Física, Química, Administração, Humanidades, Ciências Sociais... § 2º É obrigatória a existência de atividade de laboratório de Física, Química e Informática.... § 4º conteúdos caracterizam as modalidades e devem garantir o desenvolvimento das competências e habilidades....

14 14 CREA - Paraná Cenário Atual Maioria dos países aderiram uma nova concepção de currículo, não mais centrados em conteúdos, mas tendo como foco o desenvolvimento de competências.

15 15 CREA - Paraná A discussão diversidade de interpretações conceituais ou acadêmicas em relação ao tema dificuldade sobre os possíveis desdobramentos didáticos- pedagógicos e avaliação resistências, de alguns educadores, que consideram: Modelo tecnicista de educação Excessiva ênfase ao fazer e aos saberes práticos, em detrimento do conhecimento Temor que a formação profissional passe a ter um caráter eminentemente prático e utilitarista, voltado para o mercado

16 16 CREA - Paraná Competências: os diferentes sentidos Conhecimentohabilidade atitude capacidad e esquemas e operações mentais Saber fazer Resolução de problemas Mobilização, aplicação e contextualização dos conhecimentos FormaçãoProfissional ESTÁ ASSOCIADA:

17 17 CREA - Paraná Competências: os diferentes sentidos A noção de competência é associada, por diferentes autores: aos esquemas e operações mentais à capacidade ao saber fazer à resolução de problemas à mobilização, aplicação e contextualização dos conhecimentos à formação profissional

18 18 CREA - Paraná Competências: os diferentes sentidos Entendemos por competências os esquemas mentais, ou seja, as ações e operações mentais [...] que, mobilizadas e associadas a saberes teóricos ou experienciais, geram habilidades ou um saber fazer.(BERGER FILHO, 2006) Competências são capacidades que se apóiam em conhecimentos. (RIOS, 2003, p.78)

19 19 CREA - Paraná Competências: os diferentes sentidos Capacidade de agir eficazmente em um determinado tipo de situação, apoiada em conhecimentos, mas sem limitar- se a eles. (PERRENOUD, 1998, p.7) Uma pessoa é competente quando é capaz de saber, saber-fazer e saber-ser. (DELORS, 1998, p.28) No modelo de competências importa não só a posse dos saberes disciplinares escolares ou técnico-profissionais, mas a capacidade de mobilizá-los para resolver problemas e enfrentar os imprevistos na situação de trabalho.(DELUIZ, 2006).

20 20 CREA - Paraná UNISINOS O nosso entendimento A construção dos currículos

21 21 CREA - Paraná Competências: a busca do entendimento na Unisinos – primeiros currículos Inicia com a busca de um novo modelo de curso ( Graduações de Referência) que se diferenciasse: pela organização - a partir da noção de competência pela excelência acadêmica pela proposta inovadora – Produção de novos documentos buscando uma definição alinhada com a identidade institucional e ampliando a aplicabilidade ao âmbito acadêmico e de gestão.

22 22 CREA - Paraná Competência: a definição para a Unisinos Ter competência é mais do que ter conhecimentos-, envolve também as habilidades e atitudes para identificar e articular recursos na busca de soluções e/ou inovações. Pressupõe destreza técnica; respeito aos princípios éticos; atuação articulada com os demais; consciência de uma identidade política na instituição; e busca permanente pela excelência. A competência, portanto, não é um estado de formação profissional, nem tampouco um conjunto de conhecimentos adquiridos ou de capacidades aprendidas, mas, sim, a mobilização e aplicação de conhecimentos, habilidades e atitudes numa situação específica, na qual se apresentam recursos e restrições próprias a tal situação. (UNISINOS, 2005, p.8)

23 23 CREA - Paraná Competências: o entendimento para a Unisinos Na manifestação de uma competência os conhecimentos, habilidades e atitudes, encontram-se imbricados, é uma tríade indissociável. A competência, assim como os conteúdos, são desenvolvidos em níveis de complexidade e profundidade crescentes. A competência não pode ser transmitida, deve ser construída de forma ativa. Tem que ser portadora de sentido para o aluno, sem ter o caráter eminentemente prático e utilitarista.

24 24 CREA - Paraná Currículos na UNISINOS Elaborar um currículo por competência implica: ficar atento ao contexto social e cultural entender as exigências e necessidades do mundo do trabalho revisar as práticas pedagógicas (metodologia de ensino e aprendizagem e processo de avaliação) buscar comprometimento dos docentes e discentes ter comprometimento institucional pensar um novo desenho curricular

25 25 CREA - Paraná A construção dos currículos Onde estamos (contexto)? Por que mudar (justificativa)? Com que objetivo (objetivo do curso)? Quem queremos formar(perfil do egresso? Como chegar lá (projeto pedagógico)? O que precisamos( professores e infra- estrutura)? Acertamos( avaliação continuada)?

26 26 CREA - Paraná 1. Compreender o contexto sociocultural contexto da profissão e o papel do engenheiro, no mundo, no País e na região princípios da Instituição; PDI legislação educacional e regulamentação profissional história do curso e quais os pontos fortes e fracos quem são os nossos alunos e os nossos professores

27 27 CREA - Paraná 2. Justificativa a partir do contexto, precisamos estar convencidos da necessidade da mudança Objetivo do curso pode ser desdobrado em objetivo geral e objetivos específicos

28 28 CREA - Paraná 4. Perfil do egresso um profissional identificado com os princípios da Instituição um profissional que atenda as necessidades do País (Diretrizes Curriculares,regulamentação profissional, necessidades do mercado) Descrição das competências As competências gerais são desdobradas em outras competências (capacidades) que serão trabalhadas ao longo do curso. Na descrição de uma competência deve ser considerado: o conteúdo, a habilidade e a atitude.

29 29 CREA - Paraná Desdobramento das Competências Competência para (desenvolver e/ou) utilizar novas ferramentas e técnicas (Diretrizes curriculares, Art. 4º,VI) Capacidade para identificar e seleccionar as ferramentas técnicas disponíveis Capacidade para utilizar as ferramentas e as técnicas Ser capaz de buscar as fontes de informação e compreender as especificações das ferramentas e técnicas capaz de Ser capaz de reconhecer as potencialidades e limitações dessas ferramentas e técnicas e seus campos de aplicação capaz de Ser capaz de identificar e selecionar as ferramentas e técnicas mais adequadas para um campo de aplicação, considerando a relação custo/benefício, tempo, precisão, disponibilidade e segurança

30 30 CREA - Paraná Desdobramento das Competências Competência para comunicar-se eficientemente nas formas escrita, oral e gráfica (Diretrizes curriculares, Art. 4º,VIII) nas formas escrita, oral e gráfica (Diretrizes curriculares, Art. 4º,VIII) Capacidade para selecionar as estratégias de comunicação adequadas a um determinado objetivo Capacidade para produzir, Interpretar e apresentar textos Técnicos (memoriais descritivos, gráficos, relatórios) Ser capaz de produzir textos técnicos de maneira clara e precisa e precisa capaz de Ser capaz de identificar e selecionar os pontos que precisam ser apresentados Ser capaz de Identificar e articular os recursos utilizados utilizados Ser capaz de utilizarferramentas de informática para a comunicação

31 31 CREA - Paraná 5. Proposta pedagógica (PPI) Pensar uma forma diferente de organização Programas de Aprendizagem Módulos Projetos de Aprendizagem Garantir a integração das atividades O desenvolvimento da competências precisa ser trabalhado ao longo do curso O desenvolvimento das competências é responsabilidade de todos

32 32 CREA - Paraná Continuação. Questão metodológica é fundamental – criar desafios para colocar o conhecimento em prática (considerar conhecimento, habilidade e atitude) As metodologias de ensino e aprendizagem devem ser coerentes com as competências previstas para a atividade A avaliação de uma competência é processual, portanto exige um acompanhamento e retornos sistemáticos para o aluno. Não deve ser uma simples aferição de um saber.

33 33 CREA - Paraná Integralização Curricular Atividades obrigatórias Atividades optativas Atividades de livre escolha Atividades complementares Estágios Trabalho de Conclusão de Curso

34 34 CREA - Paraná Construção do Currículo Definir o PERFIL do egresso: competências Conjunto de competências é colocado ao longo do curso Definir a organização e a articulação do currículo Definir metodologias de ensino e aprendizagem e de avaliação Definir o plano curricular Definir recursos físicos necessários Definir Forma de avaliação e acompanhamento do currículo Definir o perfil do professor Definir itinerários de carreira?

35 35 CREA - Paraná Fatores críticos de sucesso Pensar diferente Envolver todos os professores desde o início de processo (inclusive de outras áreas) Envolver os alunos Estabelecer um programa de capacitação e acompanhamento docente Estabelecer um processode acompanhamento sistemático da implantação


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