A apresentação está carregando. Por favor, espere

A apresentação está carregando. Por favor, espere

CRESCIMENTO E DESENVOLVIMENTO (PARTE I) Mariana de Melo Gadelha- Hospital Regional da Asa SES/DF www.paulomargotto.com.brwww.paulomargotto.com.br Brasília,

Apresentações semelhantes


Apresentação em tema: "CRESCIMENTO E DESENVOLVIMENTO (PARTE I) Mariana de Melo Gadelha- Hospital Regional da Asa SES/DF www.paulomargotto.com.brwww.paulomargotto.com.br Brasília,"— Transcrição da apresentação:

1 CRESCIMENTO E DESENVOLVIMENTO (PARTE I) Mariana de Melo Gadelha- Hospital Regional da Asa SES/DF Brasília, 17/3/2012

2 Caso Clínico: Paciente encaminhado do C.S. para ambulatório de Endocrinologia Pediátrica (atendido out/2007) P.H.S.F., 5 anos e 6 meses, masculino, natural de Santa Maria da Vitória-BA e procedente de São Sebastião-DF Q.P.: Meu filho não cresce

3 H.D.A.: Mãe refere que a criança não vem crescendo bem e é muito mais baixa que os colegas da mesma idade. Acha que crescia bem até os três anos, mas depois parou sic. Revisão de Sistemas: Em uso de Sulfato Ferroso para anemia prescrito no C.S. há cerca de 1 ano, porém não vem tendo melhora - sic

4 Antecedentes: Familiares: –Mãe 30 anos, saudável, altura= 157cm (conf) –Pai 32 anos, saudável, altura= 170cm (estim) –Não tem irmãos; –Nega diabetes, neoplasias ou doenças graves na família; Pessoais: –Gestação sem intercorrências, parto normal, termo, PN= 3100g Est= 51 cm, Apgar 9/10 –Há um ano foi internado na Bahia por hematúria e hipertensão. Suspeitado de GNDA ( sic) porém teve alta sem investigação e não teve seguimento posterior.

5 Exame Físico: BEG, eupneico, acianótico, anictérico, hidratado, hipocorado (++/4), afebril. FC= 90bpm, FR=30irpm Estatura= 95 cm Peso= 15 Kg Restante exame segmentar sem alterações Conduta: Solicitados exames de 1ª fase e Idade Óssea. Retorno em 4 meses para avaliar VC.

6

7 Retorno (fev/2008) Idade- 5 anos e 10 meses, Permanecia sem queixas; Ainda em uso de sulfato ferroso; Altura= 96cm (VC= 3cm/ano 4 m); Resultados de Exames 1ª fase: Hemograma: –Hgb= 8,5 mg/dl –Htc= 27% –Leuco= 4000 (45% seg/ 42%linfo /5%mono/ 3% eos) VHS= 20mm/h

8 Resultados de Exames: Glicemia de Jejum= 72mg/dl TGO= 21U/l TGP= 19U/l Uréia= 113mg/dl Creatinina= 2,5mg/dl Na + = 134mEq/l K + = 4,9mEq/l Ca ++ = 9mg/dl Pi= 4,7mg/dl EAS= Dens 1010 pH=5,0 hem= 3p/c restante normal EPF= Negativo Idade Óssea= 3 anos H.D.: I.R.C. (encaminhada para internação e investigação diagnóstica)

9 CRESCIMENTO

10 Crescimento: É o processo que difere a criança do adulto; Crianças saudáveis devem crescer adequadamente para o seu padrão familiar; Alerta: Alterações no crescimento ( ) devem ser interpretados semiologicamente como um SINAL clínico. Existe uma causa subjacente que deve ser investigada.

11 Crescimento Causa de queixa freqüente no consultório do pediatra e endocrinologista (sempre checar estatura e plotar no gráfico adequado) ; O crescimento é um fenômeno biológico complexo que depende da hipertrofia e hiperplasia celular; Pós-natal: GenéticaNutrição Saúde geralHormônios Pré-natal: Influência materna

12 Causas de Baixa Estatura 95% pediátricas 4% 1% 95% =Causas Pediátricas: Anemia, desnutrição, parasitose, deprivação psicossocial, etc... 4% = Doenças Crônicas= Asma, anemia falciforme, doença celíaca, diabetes, IRC, síndromes genéticas, fibrose cística, cardiopatias, etc.. 1%= Doenças Endócrinas Escalar a montanha de baixo para cima!!!

13 Deprivação Psicossocial Crianças institucio- nalizadas; Uso de álcool/ drogas pelos pais; Violência doméstica; Abuso sexual; Pais ausentes.

14 Avaliação de Pacientes com queixas relacionadas à estatura: Anamnese: Idade em anos e meses; Idade em anos e meses; Há quanto tempo a família acha que existe baixa estatura; Há quanto tempo a família acha que existe baixa estatura; Dados da gestação, parto, condições perinatais, Apgar, peso e estatura de nascimento*; Dados da gestação, parto, condições perinatais, Apgar, peso e estatura de nascimento*; História de traumas (TCE) na infância; História de traumas (TCE) na infância; Alimentação; Alimentação;

15 *(PIG/ RCIU): Causas: desnutrição materna, tabagismo, DHEG, álcool, gemelaridade, infecções congênitas, outras causas de sofrimento fetal; Catch up 1º ano (até 4 anos); IO IC ou discretamente menor; Tratamento para os que que não fazem catch up : uso uso de GH

16 Avaliação de Pacientes com queixas relacionadas à estatura: História social e econômica da família; História social e econômica da família; Sintomas associados (cefaléia, sonolência excessiva, diarréia, vômitos, perda de peso, etc...) Sintomas associados (cefaléia, sonolência excessiva, diarréia, vômitos, perda de peso, etc...) Doenças associadas e uso de medicamentos; Doenças associadas e uso de medicamentos; Estatura dos pais, irmãos e demais familiares próximos (além da história puberal). Estatura dos pais, irmãos e demais familiares próximos (além da história puberal).

17 Exame Físico Exame físico segmentar geral; Exame físico segmentar geral; Procura por estigmas genéticos; Procura por estigmas genéticos; Peso e estatura preferencialmente na mesma balança, com o mesmo examinador e o mesmo estadiômetro; Peso e estatura preferencialmente na mesma balança, com o mesmo examinador e o mesmo estadiômetro; Desenvolvimento puberal; Desenvolvimento puberal; Outras medidas: PC, envergadura, relação SS/SI; Outras medidas: PC, envergadura, relação SS/SI; Gráfico adequado: 3º ao 97º P (-2 a +2DP). Gráfico adequado: 3º ao 97º P (-2 a +2DP).

18 Estadiômetro: Estadiômetro= ideal; Na falta, usar balança de consultório; Ainda na falta, usar fita métrica presa na parede e lápis... Para lactentes= régua horizontal

19 Alvo Familiar EstAlvo (cm) =pai (cm)+ mãe (cm) EstAlvo (cm) =pai (cm) – 13 + mãe (cm) 2 Mãe: = Pai: 13 cm Mãe: + 13 cm Pai: = Canal de Crescimento (altura dos pais): Homens são em média 13 cm mais altos que as mulheres com a mesma herança genética

20 Variação Secular do Crescimento: A cada geração a população tende a ficar um pouco maior que a geração anterior devido a melhorias sanitárias, de saúde e acesso a alimentação adequada; Efeito lento e pouco perceptível; Tende a ter um limite quando as condições econômicas forem máximas; Não justifica variações grandes em uma família.

21 Baixa Estatura Familial Menor PN Crescimento 3º P, porém paralelo VC normal Puberdade e estirão puberal normais IO IC Sem evidência clínica ou laboratorial de doença sistêmica ou endocrinológica E final: < 163 cm < 150 cm

22 Exames Complementares: 1ª Fase RX de mãos e punhos para IO; RX de mãos e punhos para IO; Hemograma completo; Hemograma completo; Na +, K +, Ca ++, Mg +++, Pi, Cl _ ; Na +, K +, Ca ++, Mg +++, Pi, Cl _ ; Uréia, creatinina; Uréia, creatinina; TGO/ TGP; TGO/ TGP; Glicemia de jejum; Glicemia de jejum; FAL, DHL, VHS; FAL, DHL, VHS; EAS; EAS; Parasitológico de fezes. Parasitológico de fezes.

23 Acompanhamento: Tratamento das condições adversas; Velocidade de Crescimento (4 – 6 meses): Cálculo da Velocidade de Crescimento: estatura _____ meses X_____12 meses Ex.: Cresceu 2cm em 5meses: 2_____5 X_____12 VC= 4,8cm/ano (5 meses)

24 Velocidade de Crescimento 1º ano: 25 cm 2º ano: 10 – 12 cm 3º ano: 8 cm 4º ano:7 cm ** E 1 m ** 5º - 10º ano: 4 – 6 cm Puberdade: 28 cm 25 cm (5 – 10 cm ± 1 ano após a menarca)

25 Gráfico de Velocidade de Crescimento

26 Acompanhamento: Paciente mantém VC ruim mesmo tendo tratado condições associadas: 2ª Fase: Função tireoidiana; Função tireoidiana; Anticorpo anti-endomísio; Anticorpo anti-endomísio; RX de esqueleto; RX de esqueleto; Cariótipo (meninas); Cariótipo (meninas); IGF-1 e IGFBP3; IGF-1 e IGFBP3; Rx sela túrcica; Rx sela túrcica; Investigações direcionadas pela história clínica e EF (ex.: ecocardiograma). Investigações direcionadas pela história clínica e EF (ex.: ecocardiograma).

27 Acompanhamento: Investigação inconclusiva; Paciente ainda com BE e VC ; 3ª Fase (Investigação Endócrina):3ª Fase (Investigação Endócrina): Cortisol;Cortisol; T4 livre;T4 livre; Curvas de GH;Curvas de GH; Prolactina, LH, FSH;Prolactina, LH, FSH; TAC/ RMN da região hipotálamo-hipofisária.TAC/ RMN da região hipotálamo-hipofisária.

28 Como agir frente a queixas de alteração de estatura? 1º Passo= Confirmar se existe mesmo alteração de estatura (gráfico de crescimento e estatura-alvo) ; 2º Passo= Investigar qual a causa da alteração de estatura através da anamnese, exame físico e exames complementares; 3º Passo= Tratar alterações subjacentes; 4º Passo= Se não houver melhora na VC depois de resolvida a causa básica, encaminhar ao endocrinologista para ampliar investigação.

29 Exceções: Pacientes nascidos PIG que não fizeram catch-up até 4 anos; Pacientes muito abaixo do 3º percentil e alvo familiar (20-30cm); Pacientes já com idade avançada (11- 12anos e anos ) com IO compatível ou avançada.

30 Obrigada!!!


Carregar ppt "CRESCIMENTO E DESENVOLVIMENTO (PARTE I) Mariana de Melo Gadelha- Hospital Regional da Asa SES/DF www.paulomargotto.com.brwww.paulomargotto.com.br Brasília,"

Apresentações semelhantes


Anúncios Google