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Segurança do paciente Walter Mendes. Cuidado de alta qualidade é aquele tipo de cuidado do qual é esperado maximizar o bem estar do paciente, após levar.

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Apresentação em tema: "Segurança do paciente Walter Mendes. Cuidado de alta qualidade é aquele tipo de cuidado do qual é esperado maximizar o bem estar do paciente, após levar."— Transcrição da apresentação:

1 Segurança do paciente Walter Mendes

2 Cuidado de alta qualidade é aquele tipo de cuidado do qual é esperado maximizar o bem estar do paciente, após levar em conta o balanço entre os ganhos e perdas esperados em todas as etapas do processo de cuidado. (Donabedian, 1980) Cuidado que consistentemente contribui para melhorar ou manter a qualidade e/ou duração da vida. (Associação Médica Americana, 1984)

3 Dimensões da Qualidade Donabedian Efetividade Eficiência Acessibilidade Otimização Legitimidade Eficácia Equidade Proadess Efetividade Eficiência Acesso Aceitabilidade Continuidade Adequação Respeito aos direitos das pessoas Segurança EQUIDADEEQUIDADE

4 Dimensões da Qualidade Efetividade – Grau com que a assistência serviços e ações atingem os resultados esperados Acesso - Capacidade das pessoas em obter os serviços necessários no lugar e momento certo Eficiência - Relação entre o produto da intervenção de saúde e os recursos utilizados Respeito ao direitos das pessoas Capacidade do sistema de saúde de assegurar que os serviços respeitem o indivíduo e a comunidade e estejam orientados à pessoa

5 Dimensões da Qualidade Segurança - Capacidade do sistema de saúde de identificar, evitar ou minimizar os riscos potenciais das intervenções em saúde ou ambientais Aceitabilidade Grau com os serviços de saúde ofertados estão de acordo com os valores e expectativas dos usuários e da população Continuidade - Capacidade do Sistema de Saúde prestar serviços de forma ininterrupta e coordenada Adequação - Grau com que os cuidados e intervenções setoriais estão baseados no conhecimento técnico científico existente

6 Olhando pelo lado da má qualidade Hipócrates - Primum Non Nocere

7 Organização-chaveSiglaSite Institute of MedicineIOMwww.iom.edu The Joint Commission--www.jointcommission.org National Quality ForumNQFwww.qualityforum.org Agency for Healthcare Research and Quality RAND Corporation AHRQ RAND World Alliance for Patient SafetyWHO Alliance WHO Collaborating Center for Patient Safety--www.ccforpatientsafety.org Institute for Healthcare ImprovementIHIwww.ihi.org Australian Patient Safety FoundationAPSFwww.apsf.net.au Australian Commission on Safety and Quality in Health Care The Commission ACSQHC National Patient Safety AgencyNPSAwww.npsa.nhs.uk Adelia Quadros Farias Gomes

8 A Complicada taxonomia Erro Evento adverso Evento sentinela Hospital sentinela Near miss Incidente, risco, segurança do paciente e etc…

9 Definição de EA Lesão ou dano não intencional que resulta em incapacidade ou disfunção, temporária ou permanente, e/ou prolongamento do tempo de permanência ou morte como conseqüência do cuidado de saúde prestado.

10 Evento Adverso Erro 2- Penicilina dada na dose de 500mg, ao invés dos 250 mg prescritos. O paciente nada sofreu. 3- A história clínica com alergia à penicilina, mas foi dada e o paciente teve reação alérgica 1 - Nenhuma história de alergia à penicilina e foi dada e o paciente teve grave reação alérgica.

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12 Eventos sentinela Ocorrência inesperada envolvendo morte, lesão ou risco físico ou psicológico. O evento é chamado sentinela porque envia um sinal que requer atenção imediata. (JCI). Morte inexplicada ou inesperada. Perda de função permanente Erro na cirurgia de local ou de paciente Reação transfusional Reações adversas significativas a drogas Erro de medicação Suicídio Seqüestro de crianças Eventos anestésicos Fogo Diagnósticos pré e pós operatório diferentes Lesão com agulha Ataque Queda

13 Hospital sentinela Projeto desenvolvido pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA), com o objetivo de ampliar e sistematizar a vigilância sobre produtos de saúde e assim promover melhores serviços e condições de trabalho. O projeto está implantado nos principais hospitais do país, que formam uma rede integrada, atuando em três grandes áreas: Tecnovigilância, Farmacovigilância e Hemovigiância. Os hospitais-sentinela acompanham o desempenho e eficácia de medicamentos, equipamentos, artigos de uso médico, sangue e seus derivados. Possíveis efeitos adversos detectados, prejudiciais à saúde dos pacientes e/ou dos profissionais, serão notificados a ANVISA

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15 Incidente Evento ou circunstância que poderia ter resultado, ou resultou, em dano desnecessário ao paciente. Podem ser oriundos de atos intencionais ou não- intencionais. Erros são, por definição, não-intencionais Risco: probabilidade de um incidente ocorrer

16 Incidente Circunstância Notificável Near Miss Incidente sem dano Incidente com dano ( Eventos adversos ) Não aconteceu o incidente, mas um evento com expressivo potencial para dano ao paciente Incidente que não atingiu o paciente Incidente que atingiu o paciente, mas não causou dano Incidente que atingiu o paciente e causou dano

17 Circunstância Notificável Incidente com potencial dano ou lesão (um desfibrilador numa sala de emergência que não está funcionando); Near Miss Incidente não atinge o paciente (uma bolsa de sangue foi conectada no paciente errado e este incidente foi detectado antes de ser infundido); Incidente sem dano Incidente não atinge o paciente (uma bolsa de sangue foi conectada no paciente errado e este incidente foi detectado antes de ser infundido); Incidente com dano (Eventos adversos) Incidente atinge o paciente e resulta em lesão ou dano (uma bolsa de sangue foi conectada no paciente errado, foi infundida e o paciente morreu com uma reação hemolítica)

18 Revisão dos estudos de avaliação da ocorrência de EAs em hospitais Fontes: LILACS Estudos baseados na revisão retrospectiva de prontuários que avaliaram a ocorrência de EAs no conjunto das ações dos hospitais.

19 Incidência e Negligência (estudos com foco médico legal) California Nova York % Utah – Colorado % EstudosIncidênciaNegligência

20 Incidência e evitabilidade (estudo com foco em melhoria de qualidade) EstudosIncidênciaEvitabilidade Austrália ,651% Nova Zelândia ,937% Inglaterra % Canadá % Dinamarca % França %

21 Incidência e evitabilidade (estudos com foco em melhoria de qualidade publicados após revisão) EstudosIncidênciaEvitabilidade Espanha ,6% Suécia 2003/ % Holanda ,6% Brasil %

22 Metodologia de avaliação de EAs Os estudos basearam-se em revisão retrospectiva de prontuários, estruturada em 2 fases: 1. Revisão de critérios explícitos, em que o formulário é preenchido por enfermeiros treinados 2. Revisão de critérios implícitos estruturados preenchido por médicos treinados

23 Amostra Foi selecionada uma amostra aleatória simples de pacientes internados em 3 hospitais públicos, gerais e de ensino do estado do Rio de Janeiro, no ano Os hospitais foram escolhidos pela sua voluntariedade, disponibilidade e o nível de completude de seus prontuários Foram excluídos da amostra: <18 anos, <24 horas de permanência, casos psiquiátricos Foram incluídos na amostra: Os casos obstétricos

24 Resultados Houve internações em A amostra foi de 1628 prontuários. A internação analisada (internação índice) foi a última internação ocorrida em 2003 (data da admissão no hospital) prontuários elegíveis e 438 (27%) inelegíveis: 1,3% por data de admissão diferente de 2003; 17,5% <24 horas 8,1% <18 anos. 5,3% de perda.

25 Incidência de EAs e a proporção de EAs evitáveis Eventos Adversos Incidência %(n) IC 95% Evitáveis %(n) Ao menos 1 EA – todos os casos 7,6 (84)6,1-9,266,7 (56) Ao menos 1 EA - excluídos os casos obstétricos 8,6 (76)6,9-10,265,7 (50)

26 Casos com pEA n = 451 (40,9%) Casos com EAs n = 84 (7,6%) Casos com EAs Evitáveis n = 56 (65.7%) Estimativa de pacientes com EA n = 2078 Estimativa de pac. com EAs evitáveis n = 1386 Estimativa da incidência e evitabilidade de EA SIH-SUS em 2008, Brasil internações Com EA Pacientes Com EAs evitáveis pacientes

27 Origem do Evento AdversoTotal de Casos (%) Cirurgia 35,2 Procedimento médico 30,6 Diagnóstico 10,2 Obstetrícia 8,3 Medicamentos 5,6 Fratura 1,9 Anestesia 0,9 Sistema 6,5 Outros 0,9 Total 100

28 Local de ocorrência do EA Local da ocorrência do Evento AdversoTotal de Casos (%) Dentro do serviço de emergência1 Na UTI11,9 Na enfermaria48,5 Na área de serviço1 No centro cirúrgico34,7 Na sala de parto1 Na sala de procedimentos1 Em outro local1 Total100

29 Comparação de resultados entre o estudo brasileiro, excluídos os casos obstétricos, e o CAES. Características/EstudoBrasileiro %CAES% Incidência de EAs 8,67,5 Proporção de EAs evitáveis 65,736,9 Origem do EA Diagnóstico 10,20,5 Cirúrgico 35,234,1 Fraturas 1,92,2 Anestésico 0,91,9 Obstétrico 8,30,2 Procedimentos médicos 30,67,2 Medicamentoso 5,623,6 Sistema 6,53,0 EA não citados em outros itens 0,919,9 EA decorrente da ação (49.2) EA decorrente da omissão (50.8)

30 Homem de 66 anos, com adenocarcinoma de reto foi submetido a amputação abdominoperineal do reto, evoluiu com oclusão intestinal, sendo reoperado com amputação do reto com diagnóstico pós operatório de acotovelamento de alças na pelve. Homem de 75 anos diabético realizou prostatectomia radical e desenvolveu estenose de colo vesical, que necessitou de uretrotomia na segunda internação Mulher de 58 anos hipertensa, diabética e coronariopata foi Internada com úlcera de pressão sacra infectada e isquemia de membros inferiores que resultou em desarticulação dos quadris. Durante internação usou vários antibióticos e em uma das culturas de secreção de úlcera após mais de 3 semanas de internação cresceu MARSA. Mulher de 71 anos, com lúpus eritematoso sistêmico e insuficiência renal crônica terminal desenvolveu úlcera de pressão sacra no 9.o dia de internação Mulher de 80 anos hipertensa foi submetida a cirurgia para correção de incontinência urinária teve lesão da artéria uterina que levou a suspensão da cirurgia. Reinternou-se para corrigir fístula vesicovaginal Mulher de 31 anos e desenvolve hepatite auto-imune realizou transplante hepático e evoluiu no pós operatório com diagnóstico de volumoso hematoma sub-capsular hepático. As revisões das anastomoses não evidenciaram problemas. Evoluiu com sangramento de vulto e disfunção hepática rapidamente progressiva e óbito. Homem de 84 anos com adenocarcinoma metastático de sistema nervoso central desenvolveu pneumonia após 1 mês de internação.

31 O que fazer? Ampliar a pesquisa Criar as condições para o desenvolvimento de uma política de segurança do paciente

32 Política Nacional de Segurança do Paciente Acesso Direitos – Humaniza SUS Segurança do Paciente ?

33 Instrumentos de redução de EAs Eventos Sentinela (Root Cause Analysis, Failure Mode and Effect Analysis (FMEA)) Protocolos clínicos Dose unitária de medicamentos Prontuário eletrônico Empowerment Outros

34 Exemplo de metas internacionais - JCI 1. Identificar o paciente corretamente Usar pelo menos 2 identificações, quando é administrado medicamentos sangue e derivados, ou ao prover qualquer outro tratamento ou procedimento. O número do leito do paciente não vale como identificação. 2. Melhorar a Comunicação Implementar um processo para ordens verbais ou por telefone, ou relato verbal de resultados de exames. 3. Melhorar a segurança de medicações Remover eletrólitos concentrados de unidades de pacientes (ex. cloreto de potássio, fosfato de potássio, cloreto de sódio >0.9%)

35 4. Eliminar o local errado, paciente errado, procedimento cirúrgico errado Usar um checklist, incluindo antes de começar o procedimento cirúrgico, para assegurar o paciente, o procedimento e o local do corpo correto. Usar um checklist para verificar se todos os documentos e equipamentos necessários para cirurgia estão corretos e/ou funcionando bem antes da cirurgia começar Marcar o local preciso onde será a cirurgia. Usar uma marcação clara e precisa envolvendo o paciente nisso. Nota: Existe um protocolo universal.

36 Meta 5. Reduzir o risco de infecções hospitalares. Ter protocolos de higiene das mãos Meta 6. Reduzir o risco de dano ao paciente resultado de quedas. Avaliar e reavaliar periodicamente o risco de queda de cada paciente, incluindo o risco potencial associado com medicação usada. Ou eliminar os riscos identificados.

37 Mendes W, Travassos C, Martins M, Marques PM. Adaptação dos instrumentos de avaliação de eventos adversos para uso em hospitais brasileiros. Rev Bras Epidemiol 2008; 11(1): 55-66; Mendes W, Travassos C, Martins M, Noronha JC. Revisão dos estudos de avaliação da ocorrência de eventos adversos em hospitais. Rev Bras Epidemiol 2005; 8(4): ; Mendes W, Martins M, Rozenfeld S, Travassos C. The assessment of adverse events in hospitals in Brazil. International Journal for Quality in Health Care 2009; 21: ;


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