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TECNOLOGIAS EDUCACIONAIS A palavra Tecnologia é de origem grega, o prefixo techne significa ofício, arte e o sufixo lógia, logos corresponde a que diz.

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1 TECNOLOGIAS EDUCACIONAIS A palavra Tecnologia é de origem grega, o prefixo techne significa ofício, arte e o sufixo lógia, logos corresponde a que diz ou estudo de. Tecnologia é um termo bastante abrangente que envolve entre outros, o conhecimento técnico / científico e as ferramentas, processos e materiais criados e/ou utilizados a partir de tal conhecimento. Para Lalande (1999) tecnologia é o estudo dos procedimentos técnicos, naquilo que eles têm de geral e nas suas relações com o desenvolvimento da civilização.

2 Segundo Kawamura (1990) a tecnologia consiste no saber (conhecimentos cientí- ficos aplicados à educação) historicamente acumulado através da apropriação sistemática dos conhecimentos intrínsecos à própria prática do trabalho. As classes dominantes obtêm o controle do saber, sistematizados nos padrões científicos e tecnológicos, mediante a pesquisa e a elaboração científica do conhecimento inserido nessa prática.

3 Para Frigotto (1984) a visão tecnicista da educação responde à ótica economicista do ensino veiculada pela teoria do capital humano e constitui-se numa das formas de desqualificação do processo educativo escolar. Em relação a essa questão Saviani (1985) destaca que a perspectiva tecnicista da educação emerge como mecanismo de recomposição dos interesses burgueses na educação. O tecnicismo se articula com o parcelamento do trabalho pedagógico, decorrente da divisão social do trabalho no interior do capitalismo.

4 Historicamente, tanto a tecnologia quanto a educação estão fundamentadas na separação entre o saber e o poder, na divisão social do trabalho. Nas relações capitalistas, os proprietários dos meios de produção, ao reservarem para si e para seus assessores, da organização e do mundo no processo produtivo, passam a controlar o saber. As tarefas de execução (manuais) são atribuída aos trabalhadores (operários). Isso define concretamente a separação entre a teoria e a prática, a concepção e a operação, entre o saber e o fazer. Para o referido autor, tanto a produção científica e tecnológica, quanto os demais conhecimentos estão organizados e difundidos basicamente por instituições educativas e de pesquisa, tais como escolas, centros culturais, meios de comunicação de massa, outras. Nelas, encontra-se o saber separado do trabalho manual, consolidando se a divisão entre a teoria e a prática (Kawamura, 1990).

5 A tecnologia passa a ser considerada como instrumento gerador de aprendizagens, ou seja aquele que utiliza determinada tecnologia aprenderia mais e mais rápido que o outro. No Brasil, durante a década de 1960, a educação baseada no Tecnicismo (Aborda- gem Comportamentalista) utilizava-se manuais para o desenvolvimento cognitivo como livros didáticos, apostilas e programas de ensino preestabelecidos (Masetto, 1997, p. 43).

6 Naquele momento a tecnologia era privilegiada e o professor passava a ser um mero especialista na aplicação de manuais. Assim, dentro dessa visão, a Tecnologia Educacional (TE) definida por Mazzi (1981, p. 25) significava utilizar instrumentos na educação sem questionar suas finalidades, suas contradições, suas aberrações. Para Nérice (1992) esta terminologia foi equivocadamente usada referindo-se somente à aplicação de recursos materiais (diga-se audiovisuais). No ensino, no entanto, a TE não se limita somente a este tipo de recurso, mas também ao ensino levado a efeito em base científica.

7 A partir dos anos 70, do século XX a TE foi redirecionada para o estudo do ensino como processo tecnológico, passando a ter duas versões: restrita – limitando-se à utilização dos equipamentos – e ampla – conjunto de procedimentos, princípios e lógicas para atender os problemas da educação (Tajra, 2000). No início dos recursos tecnológicos na área educacional, de acordo com Tajra (2000), houve uma tendência a imaginar que as tecnologias iriam solucionar os problemas educacionais podendo chegar, inclusive a substituir os próprios professores. No entanto, com o passar do tempo, percebeu-se a possibilidade de utilizar esses instrumentos para sistematizar os processos e a organização educacional e uma reestruturação do papel do professor.

8 No início da década de 1980, o processo de democratização atinge todas as áreas sociais, inclusive a educação. No campo da TE começou a surgir, influenciado pelo clima de exigência abertura política e democrática, uma visão também mais crítica e mais ampla da utilização das tecnologias e das técnicas de planejamento e avaliação no ensino. Por outro lado, o conceito de TE ganha uma nova abordagem, que se formou pelo questionamento do conceito anterior. É importante frisar que a TE fundamenta-se por uma opção filosófica, centrada no desenvolvimento integral do homem, inserido na dinâmica da transformação social; que procura a aplicar novas teorias, princípios, técnicas e conceitos num respectivo esforço de renovar a educação (ABTE, 1982, p. 17).

9 Para Luckesi (1986) este conceito globaliza os três elementos fundamentais de qualquer ação humana: uma opção filosófica, uma contextualização social da ação e o uso de princípios e instrumentos técnicos de transformação. Luckesi (1986, p. 56) define a Tecnologia Educacional como: a forma sistemática de planejar, implementar e avaliar o processo total da aprendiza- gem da instrução em termos de objetivos específicos, baseados nas pesquisas de aprendizagem humana e comunicação e materiais, de maneira a tornar a instrução mais efetiva.

10 O autor supra citado considera o conceito acima limitado, restrito e eficientista. Afirma que a TE é própria educação, enquanto incorpora, inteligente e politicamente, os artefatos humanos chamados de ponta de ou fronteira no processo de avançar na apropriação dos conhecimentos, na formulação da mente, no preparo do educando para lutar por uma vida social mais digna e mais justa. Como a TE se ocupa do estudo teórico-prático da presença e do papel dos recursos tecnológicos na educação, acreditamos que o conhecimento das tecnologias disponíveis na sociedade moderna é fundamental para um trabalho educacional transformador e de qualidade.

11 Acreditamos também que apenas o domínio dessas tecnologias pelo professor não basta para garantir a contribuição efetiva delas para uma educação transformadora e de qualidade. Tomando por base um trabalho sobre TE desenvolvido por Thiagarajan e Pasigna (1988), do Setor de Pós-Graduação da Universidade de Harvard, nos Estados Unidos, as tecnologias estudadas foram agrupadas em duas categorias: 1- Tecnologias independentes são as que não dependem de recursos elétricos ou eletrônicos para sua produção e/ou utilização. 2- Tecnologias dependentes são as que dependem de um ou vários recursos elétricos ou eletrônicos para serem produzidas e/ou utilizadas.

12 No final do século XX e começo do século XXI, a TE passou a ser entendida como a inovação, que utilizada de forma crítica e reflexiva, acarretaria ao ensino a melhoria qualitativa do processo educativo num trabalho sempre ligado aos objetivos e princípios filosóficos traçados pela escola. Assim a educação e seus profissionais devem trabalhar também para que a maioria das pessoas possa entender e dominar as novas técnicas que estão modificando o seu cotidiano. As TE aproximam as pessoas fazendo-as ter contato com o mundo, ampliam seu horizonte cultural; por outro lado também podem afastá-las, aprofundando as desigualdades sociais, no que se refere ao acesso a esses bens e ao conhecimento sobre eles. REFERÊNCIA : GODOY, Anterita C. de Souza (Org.). Didática. PLT. Campinas: Campinas, POCHO, Cláudia Lopes et. Al. Tecnologia Educacional: descubra suas possibilidades na sala de aula. 3ª Ed. Revista e atualizada. Petrópolis, RJ: Vozes,


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