Estudo do impacto do uso de medicamentos sobre a remodelagem óssea mediado por marcadores bioquímicos, Ciências médicas e da saúde. Fernanda Jerônimo de.

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Estudo do impacto do uso de medicamentos sobre a remodelagem óssea mediado por marcadores bioquímicos, Ciências médicas e da saúde. Fernanda Jerônimo de Souza, Marcos de Oliveira Machado, PUIC, Farmácia – Campus Tubarão. Introdução O osso é remodelado a todo tempo. A remodelagem ocorre através dos osteoclastos que são ativos pelos osteoblastos, e reabsorvem osso. Os osteoblastos formadores de osso secretam osteóide (matriz óssea) que consiste em colágeno, osteocalcina, osteonectina, fosfoproteína e citoinas. Então ocorre mineralização (cristais de fosfato de cálcio complexados depositados) do osteóide. (RANG, et al, 2007). O paratormônio, a família da vitamina D, a calcitonina e várias citocinas agem para o metabolismo ósseo e a mineralização. Com isso, o declínio nos níveis fisiológicos de estrógeno e níveis terapêuticos de glicocorticóides pode desequilibrar a reabsorção óssea pela formação óssea. (RANG, et al, 2007). A osteoporose é uma doença sistêmica do esqueleto caracterizada por uma massa óssea baixa e por uma deterioração micro arquitetônica do tecido ósseo, o que resulta no aumento da fragilidade óssea e conseqüente aumento do risco de fratura. É uma doença lenta e silenciosa, pois é assintomática, com isso, muitas vezes só é diagnosticada após ocorrer fraturas. (LANZILLOTTI, 2003; RANG, et al, 2007; OMS). A osteoporose, geralmente ocorre devido à perda de estrogênio na menopausa e pela deterioração da homeostasia óssea relacionada à idade. Com isso, esta é uma doença mais freqüente nas mulheres. (RANG, et al, 2007; LANZILLOTTI, 2003). Porém, os fatores de risco para osteoporose incluem história familiar de fratura, raça branca, baixa estatura e peso, sexo feminino, menopausa precoce, amenorréia (ausência de menstruação) por mais de 3 meses, baixa ingestão de cálcio, sedentarismo, tabagismo, alcoolismo, uso de medicamentos (corticóides, heparina, methotrexate, fenobarbital, fenitoína, altas doses de hormônio tiroidiano). A osteoporose está diretamente ligada ao bem estar e qualidade de vida, pois pode dificultar as atividades cotidianas do paciente, por isso está sendo considerada um problema de saúde pública. (NAVEGA; OISHI, 2007, RANG, et al, 2007). O exercício físico pode diminuir a dor e aumentar a mobilidade e a capacidade funcional, além de fortalecer o osso, assim como fortalece os músculos por isso, é essencial acrescentar ao tratamento exercício físico 3x por semana aproximadamente. (NAVEGA; OISHI, 2007). O tratamento consiste basicamente em fármacos anti-reabsorção (bifosfonatos) ou fármacos anabólicos que simulam a formação óssea. (RANG, et al, 2007). Objetivos Objetivo Geral: Analisar o impacto do uso de medicamentos para a osteoporose sobre a remodelagem óssea em indivíduos acometidos pela doença utilizando marcadores bioquímicos. Objetivos Específicos: - Verificar os tipos e a posologia dos medicamentos utilizados pelos indivíduos desse estudo. - Verificar se os medicamentos estão influenciando no processo patológico da doença. - Verificar se existe alguma correlação dos medicamentos com os parâmetros bioquímicos laboratoriais. - Verificar os efeitos colaterais do uso desses medicamentos sobre os pacientes (grau de tolerância). -Verificar se o uso de prebióticos aumenta a absorção de cálcio. Metodologia - Critérios de inclusão: - ter 65 anos e mais; - praticam exercício físico regularmente no projeto de extensão do curso de Fisioterapia da Unisul. - ter osteoporose diagnosticada com um T-score menor ou igual a -2,5; - pacientes do gênero feminino que podem estar fazendo reposição hormonal no mínimo há três meses. - disponibilidade para participar do programa e realizar os testes e exames previstos. - Exames de sangue (marcadores bioquímicos) serão realizados no início do programa, trimestralmente e ao final do programa de exercício. - DMO: realizada no início do programa e ao final, conforme prevê o intervalo (12 meses) necessário para a realização do exame; - Foi feito entrevista semi-estruturada: informações referentes à doença, prevenção, tratamento, hábitos de vida, medicamentos, etc.; - Foi feito uma ficha de monitoramento das atividades do programa de exercício físico regular e do resultado dos exames; - Foi feito uma ficha de acompanhamento medicamentoso: informações diárias sobre a posologia medicamentosa e os efeitos colaterais nos pacientes durante o processo de estudo. - Foi excluído do estudo pacientes com hipotireoideismo e que utilizam antipsicóticos. - O estudo foi realizado na clinica de fisioterapia da UNISUL. - Tamanho da amostra se refere aos pacientes que participam do programa de atividade física da clínica de fisioterapia da Unisul (n=25) Resultados Conclusões Não houve maiores efeitos dos medicamentos sobre a atividade sérica da Fosfatase alcalina (FAL) e da osteocalcina nas mulheres que utilizavam os medicamentos relatados (gráficos 1 e 2). Porém a maioria das mulheres utilizava apenas medicamentos de reposição de cálcio e vitamina D. Esse tipo de tratamento teoricamente mantém a massa óssea sem maiores perdas, evita fraturas, mas não são considerados medicamentos anabólicos (estimuladores dos osteoblastos). Talvez por esse motivo os marcadores de formação óssea não estavam elevados nestas mulheres. Ou seja, as mulheres não receberam nenhum tratamento com fluoreto de sódio ou PTH intermitente, medicamentos atualmente indicados para aumentar a massa óssea. Além disso, outros fatores como o tempo de uso dos medicamentos, fatores ambientais, como a dieta, exercício físico, exposição solar, podem ter influenciado nessas pequenas diferenças. O uso de medicação parece reduzir a perda de massa óssea na região lombar da coluna, mas aumentou na região do fêmur (gráficos 3 e 4). Porém as diferenças encontradas não foram significativas. É importante ressaltar que, embora tenhamos acrescentado dados de densidade mineral óssea, hoje sabe-se que o ganho de densidade mineral óssea é apenas um fator, dentre vários outros, como microarquitetura e remodelação óssea, que contribuem para a redução do risco de fraturas, não devendo ser analisada isoladamente, pois grandes ganhos de densidade mineral óssea não significam grande redução do risco de fraturas. A densidade mineral óssea é responsável por uma pequena parcela do potencial anti-fraturas. Bibliografia GUIMARAES, Lísia Rejane et al. O impacto dos agentes antipsicóticos na densidade mineral óssea de pacientes esquizofrênicos. Rev. psiquiatr. Rio Gd. Sul, Porto Alegre, v. 28, n. 3, Disponível em:. Acesso em: 19 Dez JB Bonjour. R.Rizzoli J Clin Int,1997 apud Doenças Osteometabólicas, Portaria SESA/CE nº 535 de abril de LANZILLOTTI, Haydée Serrão et al. Osteoporose em mulheres na pós-menopausa, cálcio dietético e outros fatores de risco. Rev. Nutr., Campinas, v. 16, n. 2, Disponível em:. Acesso em: 19 Dez Apoio Financeiro: Unisul