KARL JASPERS 1883-1969.

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BC0101 AULA 9 CIÊNCIA E OBJETIVIDADE. A validade da Ciência depende da forma como se responde a questão que investiga a possibilidade do conhecimento.
Transcrição da apresentação:

KARL JASPERS 1883-1969

Apresentar as principais ideias do filósofo. Objetivo: Apresentar as principais ideias do filósofo.

O NAUFRÁGIO DA EXISTÊNCIA E OS SINAIS DA TRANSCENDÊNCIA I – A Filosofia E A Ciência Não São Possíveis Uma Com A Outra: Porém, é a ciência que nos fornece conhecimentos claros sobre os dados de fato. Deste o filósofo deve partir; A filosofia atua sobre as ciências de tal modo a tornar realmente presente o seu sentido íntimo; A filosofia e a ciência não devem se contaminar: “A atividade filosófica não pode ser idêntica nem antinômica ao pensamento científico”.

A Atividade Científica: Caracteriza-se pela consciência metodológica dos limites de validade da ciência; É a pronta disposição do investigador a aceitar toda crítica às suas opiniões.

Limites do Saber Científico: Refere-se a objetos determinados: “Não sabe o que é o próprio Ser”; Não está em condições de dar nenhuma orientação para a vida: “Não estabelece valores válidos”; Não pode dar nenhuma resposta à pergunta relativa ao seu verdadeiro sentido; A pesquisa científica não pode estabelecer o sentido do Ser.

“A ORIENTAÇÃO NO MUNDO E O TODO-ABRANGENTE” O Conhecimento de “Orientação do Mundo”: O conhecimento científico é conhecimento dos objetos de fato: 1. É objetivo e vale para todos; 2. Não resolve todos os problemas; 3. Exclui os problemas mais importantes para a vida do homem; 4. Nenhum ser conhecido é o Ser.

A ciência é e permanece inconclusa: 1. É conhecimento de determinado objeto no mundo; 2. E o mundo como totalidade permanece sempre além dele: Exemplo: Causa eficiente Causa final Princípio de acaso = milagre

“Nenhum ser conhecido é o Ser”. “Se eu quiser captar o ser enquanto ser, estou irremediavelmente destinado ao naufrágio. E isso pela razão de que, ‘no processo da investigação objetiva, nós nos aproximamos, a cada vez, de aparentes totalidades, as quais, porém, nunca se nos demonstram como o ser pleno e autêntico, mas, ao contrário, devem ser ultrapassadas em extensões sempre novas”.

Características do SER: a) O Ser não pode nos ser dado fechado; b) Os horizontes são ilimitados para nós; c) O ser nos arrasta em todos os sentidos em direção ao infinito; d) Nós queremos conhecer o ser, mas ele sempre recua e se afasta. Observação: “O todo-abrangente é, portanto, o que sempre e continuamente se anuncia a nós – e se nos anuncia não vindo ele próprio diante de nós, mas sendo a fonte de toda outra coisa”.

A INOBJETIVDADE DA EXISTÊNCIA A iluminação – da – existência: 1. Intelecto = ciência 2. Razão = iluminação da existência: a) Revela conteúdos que servem de sustentação e norma para a vida b) Penetra e abre caminho, iluminando e não mais conhecendo. c) “Chama-se orientação porque, continuamente inconclusa, permanece como processo infinito. E se chama orientação no mundo porque se constitui como o saber acerca de determinado ser, e precisamente aquele que está no mundo”.

Racionalistas e irracionalistas: 1. Aos intelectualistas lembra que a “exatidão pura e simples não nos satisfaz” A verdade é algo infinitamente mais do que a exatidão científica. 2. Censura aos irracionalistas a sua inconsistente embriaguez de vitalismo.

Deixa e sempre deixará fora de si a existência. É sempre a minha existência: Singular Inconfundível O estudo através da: Biologia Psicologia Sociologia Etc. A existência em sua: Concretude Singularidade Irreptibilidade Deixa e sempre deixará fora de si a existência. Não pode ser objeto e substituível de teorias ou discursos universais.

Observação: A tarefa da filosofia: “É a ‘atitude’ ou atividade que aclara a existência, levando-a à consciência de si mesma e à comunicação com as outras existências”.

O resultado da filosofia entendida como clarificação da existência: “A existência é inobjetivável; em sua autenticidade, não pode ser identificada com um Dasein (ser) empírico, com um dado de fato compreensível pelo intelecto científico. A existência não é um dado de fato indiferente, senão uma questão pessoal. (...) Eu sou existência enquanto não me torno objeto. Nela, eu me sei independente, sem poder intuir o que sou. Vivo de sua possibilidade, mas só no realizá-la sou eu”.

O homem não é dado, não é um dado de fato: ele pode ser! Mas o que pode ser o homem? Sua escolha (...) está apenas no reconhecimento e na aceitação daquela possibilidade – na única possibilidade – que é a ‘situação’ em que o homem se encontra: “O meu eu é idêntico ao lugar da realidade em que me encontro”. Eu sou minha situação!

Lasciamo parlare Jaspers: “A minha situação se identifica comigo mesmo, pois não posso ser senão o que sou e não posso me tornar senão o que sou: Eu estou em situação histórica se me identifico com uma realidade e com a sua tarefa imensa (...). Eu posso pertencer somente a um único povo, posso ter apenas estes genitores e não outros, posso amar somente uma única mulher. Claro, eu posso trair. Mas, se eu traio (tentando pertencer a outro povo, amando outra mulher, desconhecendo os meus genitores), estou traindo a mim mesmo, já que eu sou a minha situação e essa é realidade intranscendível. Eu só posso me tornar o que sou. E a única escolha autêntica está na consciência e na aceitação da situação em que se está. A liberdade não é o instrumento das alternativas, ela se assemelha ao amor fati de Nietzsche”.