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UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA CATARINA CENTRO DE ESTUDOS DA EDUCAÇÃO Maria Helena de Gouveia helena1122@bol.com.br A aprendizagem, a biblioteca e.

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1 UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA CATARINA CENTRO DE ESTUDOS DA EDUCAÇÃO Maria Helena de Gouveia A aprendizagem, a biblioteca e a Internet Apresentação integrante de avaliação para aprovação na disciplina CIN 5432 Controle dos Registros do Conhecimento III, ministrado pela profª Ursula Blattmann, na 6ª fase do curso de Biblioteconomia, 1º sem

2 BLATTMANN, Ursula; BERNARDES, Lúcia de Lourdes Rutkowski; FRAGOSO, Graça Maria; FAQUETI, Marouva Fallgatter. A aprendizagem, a biblioteca e a Internet. In: BLATTMANN, Ursula; FRAGOSO, Graça Maria (Orgs.). O zapear a informação em bibliotecas e na Internet. Belo Horizonte: Autêntica, cap. 2, p

3 Epígrafe: “O aprendizado se dá quando compartilhamos experiências e isso só é possível num ambiente democrático, onde não haja barreiras ao intercâmbio de idéias.” (Marcus Vinícius Cunha)

4 A aprendizagem Envolve curiosidade, é um processo contínuo e integral e ocorre em todos os ambientes. Para aprender, o indivíduo precisa ir além do conhecido e do transmitido, “[...] confrontar seus conceitos e ampliar as relações do experimentado e explorado para alcançar o complexo entendimento do todo, das relações das partes, compreender as causas e suas conseqüências.” O que impulsiona ações, reações e soluções para criar e/ou inovar. Curiosidade: para entender e conhecer o diferente, o novo, o estranho e o interessante, agregando suas experiências às coletivas. É um processo contínuo e integral: segundo Leite e Ferreira, no qual amplia-se o repertório existencial e a sensibilidade para consigo e o meio externo. Ocorre em todos os ambientes: familiar, escolar, profissional, etc. Para se compreender os mecanismos da aprendizagem, segundo Pouts-Lajus e Riché Magnier, as abordagens filosóficas e científicas são complementares e frutíferas: o que é conhecer, o que é que se aprende, como é que se aprende.

5 O indivíduo passa por momentos de aprendizagem e de desenvolvimento, dependendo da qualidade do ambiente e de fatores comportamentais como: disciplina, respeito, responsabilidade e serenidade (“para viabilizar o convívio nas diferentes esferas sociais”, implicando ética). A qualquer momento o indivíduo pode mudar seus conteúdos (repertórios/conhecimentos) e assim, seu comportamento, ações, reações, expressando um novo fazer-saber-ser em busca de melhor qualidade de vida.

6 De acordo com Tapscott, na aprendizagem escolar, historicamente, o modelo é o do aprendizado transmitido (instrução/informação dada) pelo professor (o detentor do saber) e a assimilação desta (através da memória), pelo aluno (sujeito passivo). No Brasil, é comum a escola transmissora de conhecimentos curriculares (transmissão quantitativa do conteúdo de livros junto com a fala do educador) para a formação geral do educando.

7 No entanto, com as mudanças no processo de informação e comunicação, tudo se altera: o acesso à informação, sua recuperação, armazenamento e, conseqüentemente, sua transmissão para gerar conhecimentos. Tapscott aponta a interatividade como um novo paradigma no aprendizado, desencadeado pela nova mídia digital on-line. Vygotski ( ) via a aprendizagem como um processo interativo no qual o educando é um sujeito ativo e interativo com seu grupo na aprendizagem de conhecimentos ou conceitos e o educador é um mediador ou facilitador.

8 Ele distingue dois tipos de conhecimentos ou conceitos:
espontâneos: adquiridos no meio sociocultural, na interação com os pares; científicos: incorporados pela cultura intelectual, transmitidos pelas escolas, universidades e outras fontes. Outras fontes: livros, enciclopédias, dicionários, revistas científicas, etc., disponíveis em bibliotecas, localizáveis via catálogos físicos ou on-line.

9 E distingue dois níveis de desenvolvimento e aprendizagem:
efetivo ou real: o que cada indivíduo já conseguiu, sintetizou em sua história social; proximal: em vias de se tornar conhecimento efetivo, necessitando da ajuda de um mediador ou facilitador, como o professor ou o bibliotecário no zapear.

10 Vygotski afirma que a aprendizagem depende de um mínimo de desenvolvimento para poder apropriar-se do que está sendo ensinado e que “[...] os rudimentos de sistematização primeiro entram na mente da criança, por meio do seu contato com conceitos científicos, e são, depois, transferidos para os conceitos cotidianos, mudando a relação de cima para baixo .” A informação é necessária nas diversas atividades que o indivíduo desenvolve para viver em sociedade e esta é encontrável em bibliotecas, centros de documentação, museus e arquivos, para favorecer o aprendizado.

11 A biblioteca no processo de aprendizagem
As bibliotecas disponibilizam uma série de fontes e suportes (impressos, digitais ou virtuais), que possibilitam diferentes olhares e motivos para o seu uso e acesso, interferindo na aprendizagem. Professores e bibliotecários devem acompanhar o usuário no seu aprendizado e ensiná-lo a como encontrar a informação desejada na biblioteca e na Internet.

12 As bibliotecas devem oferecer recursos educacionais, informacionais e culturais. Conforme o Manifesto da Biblioteca Escolar, da UNESCO, “[...] oferecer oportunidades para experiências na criação e no uso da informação para conhecimento, compreensão, imaginação e prazer.” Inclusive sensibilizar para a tradição oral. Cabe ao bibliotecário a concepção de serviços inovativos no website da biblioteca.

13 Deve-se estimular o armazenamento, a disseminação e a recuperação da informação digital produzida na escola, assim como a biblioteca deve oferecer produtos e serviços no website. Os educadores e bibliotecários devem aumentar o uso e o manuseio das fontes digitais on-line, pela diversidade ou acessibilidade, ampliando a aprendizagem ligada à pesquisa ou ao prazer da leitura de bons textos, em livros ou outras fontes. Serviços no website: “acervo, localização, contato, serviços, horário de atendimento, catálogo on-line, regulamento de empréstimos, novas aquisições, entre outras atividades planejadas com a comunidade [...]”. A convergência de mídias na Internet possibilita ao educando sentir-se num ambiente familiar, mudando a organização das estruturas educacionais.

14 Na utilização de bibliotecas e Internet, assim como dos recursos disponibilizados pelos serviços e produtos das bibliotecas (pensados quanto ao uso e credibilidade dos conteúdos para a qualidade da aprendizagem), é necessário conhecer os usuários para ajudá-los a conquistar autonomia na comunicação e na aprendizagem. Encarar a evolução tecnológica positivamente, como recurso que amplia as possibilidades de informação e comunicação e que desenvolve eficazmente atividades técnicas, administrativas e pedagógicas.

15 A Internet É multicultural, oferece uma multiplicidade de informações e por meio do zapear agiliza a consulta, possibilita a troca de informações, a livre participação e a colaboração. Abrange uma variedade de tecnologias, interligando textos, sons, imagens e vídeos digitais e envolve outras formas de informação, como o feedback sinestésico. [Internet] Ao contrário de outras inovações tecnológicas de até então, segundo Tapscott, que são unidirecionais, hierárquicas, inflexíveis, centralizadas e controladas por adultos, como a prensa tipográfica, o rádio e a televisão. Feedback sinestésico: “relacionar/associar uma coisa a outra a partir de sentidos diferentes”. Exs.: uma cor lembrar um perfume; um som lembrar uma imagem ou vice-versa.

16 Desafio: a adaptação do ser humano às novas tecnologias (especificamente, à Internet) na aprendizagem escolar e nas bibliotecas. Tapscott indica que a Internet propicia o desenvolvimento infantil no mundo interativo, podendo-o acelerar para melhor ou pior e, conseqüentemente, também em adultos e idosos. A Internet conquista jovens ou adultos pela interatividade, numa aprendizagem colaborativa e consciente. Nela há liberdade de expressão, desenvolvimento intelectual cognitivo (pela execução de várias atividades), permite a criatividade e constitui um poderoso meio de comunicação social. Desenvolvimento infantil: brincam, aprendem, comunicam-se e formam relacionamentos através da tecnologia.

17 Tapscott entende a Internet no todo como um ambiente de aprendizagem interativa.
Vygotski compreende o indivíduo na aprendizagem como um ser ativo e interativo com o mediador/facilitador da aprendizagem e seu grupo, em discussão e troca, conjugando conhecimentos espontâneos (vivência social), com científicos.

18 Nos tempos de mídia digital/Internet, uma pesquisa pode ser feita no papel ou na tela. Na tela, através de interação, estando o educando com o processo em suas mãos e o educador exercendo um papel de mediador. A Internet é um estímulo à aprendizagem, no entanto, é preciso aprender a manusear os recursos tecnológicos, localizar e utilizar os conteúdos, criar novas realidades, inovar e compartilhar conhecimento e informações.

19 Dicas na interação do sujeito no ambiente de aprendizagem
Aprendizagem: acompanhar as evoluções técnicas, tecnologias, e buscar interação e compartilhar suas experiências. Biblioteca: no caso de dúvidas, procurar o facilitador (bibliotecário). Internet: é um ambiente tecnológico em evolução, requer paciência, prudência e olhar crítico. Interação: ponderar sobre as várias formas de interagir (texto, imagem, diagramação, etc.).

20 Segredo no ambiente de aprendizagem
Sensibilidade para conhecer e aprimorar-se continuamente buscando a melhoria da qualidade de vida.

21 Excertos extra obra: (Alexander Lowen)
“O indivíduo não aprende apenas com a cabeça, mas com o coração e todo o seu ser. O que aprender nesse sentido será verdadeiro conhecimento. O que se aprende só com a cabeça é informação.” (Alexander Lowen) “O aprendizado é uma atividade criativa. Somos levados a aprender pela promessa de prazer. Esta é cumprida quando aprendemos algo. Procuramos informações para aprofundar o conhecimento e ampliar o prazer. Não é preciso que sejam introduzidas em nós, como acontece em muitos sistemas educacionais. Quando a educação é ajustada ao prazer, as escolas transformam-se numa aventura agradável de autodescoberta.”

22 Leituras complementares para discussão de ambiente democrático:
Nas escolas: GOIS, Antônio. Preconceito afeta desempenho na escola. Folha de São Paulo, São Paulo, 18 maio Folha Cotidiano. Disponível em:<http://www.grupos.com.br/group/biblioufsc>, em 25 jul Acesso em: 25 abr JORGE, Mariliz Pereira; YURI, Débora. Ligeiramente diferente. Revista da Folha, São Paulo, 08 abr KLINGL, Érika. Quem são os nossos professores. Correio Braziliense, Brasília, 25 maio Educação. Disponível em: <http://www.grupos.com.br/group/biblioufsc>, em 25 maio Acesso em: 25 abr MARUYAMA, Lilian. Bullying não é brincadeira! Smack-News. Disponível em: < Acesso em: 25 abr VEIGA, Aida. [Bullying] Sutil e cruel agressão. Época, São Paulo, ed. 315, 31 maio Disponível em: <http://revistaepoca.globo.com/Epoca/0,,EPT ,00.html>. Acesso em: 25 abr

23 Nas organizações: BARRETO, Margarida; GERVAISEAU, Maria Benigna Arraes de Alencar. Assédio moral no trabalho: chega de humilhação! Site. Disponível em: <http://www.assediomoral.org>. Acesso em: 25 abr KLINGER, Karina. Mulher, negro e gay estão na mira das empresas. Folha de São Paulo, São Paulo, 11 mar Folha Equilíbrio. Disponível em: :<http://www.grupos.com.br/group/biblioufsc>, em 11 mar Acesso em: 25 abr SGARBI, Luciana. Tolerância corporativa. Isto É, São Paulo, ed. 1826, 03 out Disponível em: <http://www.terra.com.br/istoe/>. Acesso em: 25 abr SILVEIRA, Mauro. Querem puxar o seu tapete. Você S.A., São Paulo, ed. 77, nov Disponível em: <http://www.grupos.com.br/group/biblioufsc>, em 21 nov. 2004, por: Politicagem nas organizações. Acesso em: 25 abr SOARES, Lucila. Cale a boca incompetente. Veja, São Paulo, 31 out

24 Em qualquer lugar: BRESSAN, Elaine Lebarbenchon. Esclarecendo as diferenças entre os crimes de calúnia, injúria e difamação. Disponível em: <http://www.renascerfloripa.com.br/opi_direito_001.php3>. Acesso em: 25 abr QUEIROZ, Ricardo Canguçu Barroso de. Calúnia, difamação e injúria: diferenças. Disponível em: <http://www.direitoemdebate.net/art_calunia.html>. Acesso em: 25 abr THEOPHILO, Roque. A calúnia e a fofoca. Disponível em: < Acesso em: 25 abr


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