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A IMPORTÂNCIA DOS ARQUIVOS DE LABORATÓRIO PARA A HISTÓRIA DA CIÊNCIA Maria Celina Soares de Mello e Silva Museu de Astronomia e Ciências Afins - MAST/MCT.

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1 A IMPORTÂNCIA DOS ARQUIVOS DE LABORATÓRIO PARA A HISTÓRIA DA CIÊNCIA Maria Celina Soares de Mello e Silva Museu de Astronomia e Ciências Afins - MAST/MCT INPE Out. 2010

2 A História da ciência não se interessa apenas pelo produto final da pesquisa: a publicação O caminho percorrido Os apoios e patrocínios A estrutura institucional que propiciou a pesquisa A equipe participante O intercâmbio com outros cientistas As dificuldades enfrentadas para o desenvolvimento das pesquisas Interessa-se pelo passo-a-passo

3 A História da Ciência tem muitas abordagens A história institucional, procurando entender o funcionamento e as atividades das instituições A forma como a instituição está estruturada para atingir os seus objetivos O papel dos funcionários e profissionais determinando o rumo das instituições Estudos de laboratório Estudos sobre controvérsias científicas ou sobre instrumentos científicos O estudo do contexto da justificação da ciência, do contexto da descoberta da ciência e do contexto da difusão da ciência

4 A História da Ciência tem muitas abordagens Estudo histórico da institucionalização da ciência Estudo histórico do ensino científico Estudo histórico das relações entre a ciência e outros campos, como movimentos sociais, religiosos, artísticos, políticos etc.

5 O historiador da ciência quer saber: De que modo os números, as tabelas, as máquinas e os gráficos são produzidos Onde, como, por quem e porque os dados e equipamentos são imaginados e fabricados Como são as práticas e os procedimentos científicos. Ex: Onde encontrar estas informações?? Como os cientistas planejam uma usina nuclear Desfazem uma teoria cosmológica Modificam a estrutura de um hormônio para a contracepção Desagregam os números usados num novo modelo econômico

6 Diferentes documentos são necessários para a realização destes estudos Nos registros das etapas intermediárias da pesquisa, como anotações, rascunhos e correspondência, dados brutos, bases de dados, apenas para citar alguns exemplos QUAL O DESTINO DESSES DOCUMENTOS? A QUESTÃO SE COLOCA PORQUE TAIS DOCUMENTOS NÃO COSTUMAM CHEGAR AOS ARQUIVOS INSTITUCIONAIS OS ARTIGOS PUBLICADOS RESPONDEM A ESTAS PERGUNTAS?

7 Seu destino pode ser variado : São descartados Ou são doados para quem se interessar por eles Ou vão para os arquivos pessoais dos cientistas (onde são guardados por prazo indeterminado, ou são eliminados pela família ou pelo próprio cientista) Ou são largados nos laboratórios e salas de trabalho, e a instituição pode deixar lá ou eliminar sem critérios NO CASO DE PERMANECER NA INSTITUIÇÃO, COMO DOCUMENTO DE ARQUIVO, PORTANTO PRESERVADO, DEVERIA SER CONSIDERADO DE CARÁTER PESSOAL DO CIENTISTA, DANDO-LHE PLENOS PODERES PARA DECIDIR SOBRE O SEU DESTINO?

8 Dilemas para a preservação na área científica: Há uma visão predominante, por parte dos cientistas, de se valorizar mais o resultado final da pesquisa do que os documentos oriundos das etapas intermediárias. O que se alega é que os documentos finais possuem todas as informações importantes da pesquisa, os dados já trabalhados e que o resto não é relevante. A atividade-meio não é valorizada e os documentos nem sempre são preservados Há uma dificuldade de estabelecimento de limites entre o público e o privado no que se refere à produção de documentos.

9 LEI Nº 8.159, DE 08 DE JANEIRO DE 1991 Dispõe sobre a política nacional de arquivos públicos e privados e dá outras providências Art. 25 Ficará sujeito à responsabilidade penal, civil e administrativa, na forma da legislação em vigor, aquele que desfigurar ou destruir documentos de valor permanente ou considerado como de interesse público e social.

10 LEI Nº 9.605, DE 12 DE FEVEREIRO DE 1998 Dispõe sobre as sanções penais e administrativas derivadas de condutas e atividades lesivas ao meio ambiente, e dá outras providências. CAPÍTULO V DOS CRIMES CONTRA O MEIO AMBIENTE Seção IV Dos Crimes contra o Ordenamento Urbano e o Patrimônio Cultural... Art. 62. Destruir, inutilizar ou deteriorar: I - bem especialmente protegido por lei, ato administrativo ou decisão judicial; II - arquivo, registro, museu, biblioteca, pinacoteca, instalação científica ou similar protegido por lei, ato administrativo ou decisão judicial; Pena - reclusão, de um a três anos, e multa.

11 Projeto de pesquisa sobre preservação de arquivos de laboratório 102 laboratórios entrevistados 7 institutos de pesquisa do MCT (INT-CBPF-IEN-ON-IMPA-CETEM-IRD)

12 A documentação é pessoal porque: Porque é fruto de dedicação e esforço pessoal do pesquisador; Pela ausência de normalização institucional; Porque a documentação não é disponibilizada. A documentação é institucional porque: O cientista trabalha para a instituição e os dados são institucionais As informações e os dados são institucionais, não são pessoais As pessoas passam e os dados ficam para a continuação do trabalho A pesquisa extrapola o âmbito da instituição A pesquisa envolve trabalho de equipe e grupo A documentação serve à memória da instituição

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14 Porque consideram a documentação privada? A informação tem que ser resguardada para tese ou patente O pesquisador é quem decide sobre a documentação Os dados ainda não estão trabalhados - podem não ser entendidos ou dar margem a má interpretação O sigilo do processo de prestação de serviço para clientes

15 Porque consideram a documentação pública? A documentação será publicada, resguardada até lá O cientista recebe salário da instituição A documentação pode ser usada por outros / compartilhada

16 Os cientistas pesquisados apresentaram respostas divergentes, o que não significa que cada um não tenha certeza da sua resposta. As divergências demonstram a diversidade de opiniões, sem qualquer julgamento de certo ou errado, mas também deixam clara a falta de diretrizes institucionais e a falta de reflexão sobre o assunto. A documentação produzida nos laboratórios, referente às suas atividades intermediárias, ainda é considerada uma propriedade dos cientistas e responsáveis pelos laboratórios, que se apropriam dela e de seu destino. Os limites são estabelecidos muito mais em virtude do perfil do profissional do que por diretrizes institucionais.

17 O que verificamos com a pesquisa? A documentação intermediária é considerada de caráter privado O documento final é público A documentação intermediária não é vista como parte de um todo

18 QUAL A IMPORTÂNCIA DA PRESERVAÇÃO DOS DOCUMENTOS PARA A MEMÓRIA CIENTÍFICA? Para continuidade do trabalho, conhecendo o caminho percorrido Para conhecer o passado, a história ou a memória da instituição ou da área científica Para não haver perdas Para mostrar a importância da ciência no país e no contexto mundial Para o funcionamento da instituição, com transparência do sistema e da pesquisa Para comprovação e rastreabilidade da pesquisa Para reconhecimento do trabalho Para evitar ou não repetir erros Para reprodução e análise de metodologia

19 A passagem para mãos privadas, que algumas vezes não têm qualquer idéia do valor científico dos documentos; assim como a viúva de um astrônomo conhecido que queimou um conjunto de textos de pesquisa. Deveria ser levado ao conhecimento dos pesquisadores que tudo aquilo que redigem no âmbito de seu trabalho pertence à instituição à qual ele está ligado. Esta observação deveria incentivar as instituições de pesquisa a coletar periodicamente os documentos e fazer conhecer as regras de confidencialidade que lhes são ligadas (JCAST, 1997).

20 O QUE PODEMOS FAZER PARA PRESERVAR A MEMÓRIA CIENTÍFICA INSTITUCIONAL? Reconhecer a documentação intermediária das pesquisas como patrimônio da instituição Definir os limites da documentação intermediária: pública e privada Reconhecer o valor histórico da documentação intermediária Reconhecer os documentos intermediários e os finais como partes de um todo Reconhecer os documentos dos laboratórios como documentos de arquivo

21 Implantar um arquivo institucional que contemple os documentos produzidos por todos os setores da instituição: área meio e fim Preceder a um amplo levantamento dos documentos produzidos pela instituição para seleção com critério Implantar um programa de gestão de documentos que controle todo o fluxo de documentos da instituição

22 Para mais informações: Guia básico para preservação de arquivos de laboratório – MAST OBRIGADA


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