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Antonio Dantas Silva Junior Imperatriz, 17 de Março de 2011 1º SEMINÁRIO DE RESÍDUOS SÓLIDOS E URBANOS DA MESO- REGIÃO TOCANTINA Antonio Dantas.

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1 Antonio Dantas Silva Junior Imperatriz, 17 de Março de º SEMINÁRIO DE RESÍDUOS SÓLIDOS E URBANOS DA MESO- REGIÃO TOCANTINA Antonio Dantas

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3 • O LIXO NA HISTÓRIA – Dados arqueológicos indicam que já se queimava lixo na pré história possivelmente para afastamento de odores. – Nas primeiras aglomerações urbanas(400 a.c.) as culturas orientais começaram a perceber a importância de cuidados com o corpo, das habitações e cercanias surgindo a prática do higiene pessoal assim como da necessidade de água limpa e de dar destino àquela utilizada. – Sumérios assírios e hindus – Já utilizavam redes de esgoto com canos de barro e canais subterrâneos com possibilidade de inspeção por todas as ruas. EIGENHEER, E. M. Lixo, Vanitas e Morte: Considerações de um observador de resíduos. Niterói: EduUFF, Antonio Dantas

4 • O LIXO NA HISTÓRIA – Egípcios – Possuiam um sistema de coleta de águas servidas. – Gregos e Romanos – Além de grandes redes de abastecimento de água limpeza e coleta de dejetos já em 320 A.C. atenas já determinava que os dejetos deveriam ser levados a pelo menos 10 estádios fora dos muros da cidade. Em Roma existiam pessoas que buscavam coisas úteis nos locais em que eram desembocadas as cloacas da cidade. Há ainda indicações da presença de serviços de manutenção de toaletes e latrinas, mediante pagamento, e também de que urina e fezes eram comercializadas para uso agrícola. – As maiores preocupações eram com os dejetos humanos visto que a produção de lixo era basicamente orgânica e provavelmente era aproveitada na agricultura.

5 Antonio Dantas • O LIXO NA HISTÓRIA – Idade Média - A decadência e a queda do Império Romano levou consigo muitas de suas conquistas sanitárias. Na questão da higiene na Idade Média, há quase unanimidade em se afirmar que deixavam a desejar, pois não havia em geral ruas pavimentadas, canalização, suprimento centralizado de água e coleta de lixo, assim como não havia destinação adequada para carcaça de animais e cadáveres. – É somente a partir de 1666, em Londres, que se tem um serviço organizado de limpeza das ruas. Sorteavam-se entre os cidadãos aqueles que, mediante juramento, se responsabilizavam pela conservação de áreas da cidade. A tarefa não era aceita de bom grado, o que fez ruir o sistema.

6 Antonio Dantas • O LIXO NA HISTÓRIA – Somente na segunda metade do séc. XIX é que se presenciaram modificações substanciais na limpeza urbana, inclusive, em aspectos técnicos. Isto se deveu ao surgimento da Revolução Industrial, que trouxe em seu bojo um acelerado crescimento urbano. – Há, nesse período, uma atenção especial aos cuidados com a água e a destinação das águas servidas, porém, a questão dos resíduos sólidos continua como algo relativo a higiene pública relacionado a área médica. – As tradicionais concepções de tratamento de lixo são aperfeiçoadas. A fogueira dá lugar ao incinerador, o tradicional reaproveitamento dos catadores de lixo traz o modelo das usinas de separação de lixo e a coleta seletiva, iniciando-se nos EUA e chegando depois à Europa.

7 LIXO, SAÚDE E MEIO AMBIENTE Pesquisa ABRELPE (Assoc. brasil. De empresas de limpeza pública e resíduos) 2009 e IBGE (contagem da população 2009) Antonio Dantas

8 Quantidade Total Coletada de RSU por Regiões e Brasil • Região RSU Total (t/dia) Indice Kg/hab/dia • Norte ,842 • Nordeste ,945 • Centro-Oeste ,035 • Sudeste ,147 • Sul ,779 • BRASIL ,015 • Fontes: Pesquisa ABRELPE 2009 e IBGE (contagem da população 2009) Antonio Dantas

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18 RESÍDUOS SÓLIDOS DE SAÚDE (RSS) IDEAL Antonio Dantas

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20 REAL Antonio Dantas

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26  DIFICULDADES GERENCIAIS  AUSÊNCIA DE UMA POLÍTICA NACIONAL DE RESÍDUOS SÓLIDOS ESTABELECIDA  LIMITAÇÕES FINANCEIRAS E ALTO CUSTO PELO TRATAMENTO CORRETO.  FALTA DE CAPACITAÇÃO TÉCNICA E PROFISSIONAL DA EQUIPE DE LIMPEZA URBANA  FORMA INSTITUCIONAL E ESTRUTURA ADMINISTRATIVA INCOMPATÍVEIS COM A AUTONOMIA E FLEXIBILIDADE DE AÇÃO EXIGIDA PARA O GERENCIAMENTO DOS RESÍDUOS SÓLIDOS  DESCONTINUIDADES POLÍTICA E ADMINISTRATIVA  FALTA DE CONTROLE E FISCALIZAÇÃO AMBIENTAL E PEQUENA PARTICIPAÇÃO DA POPULAÇÃO  POUCA OU AUSÊNCIA DE EDUCAÇÃO AMBIENTAL PARA A POPULAÇÃO Antonio Dantas

27 CONSEQUÊNCIAS AMBIENTAIS DIRETAS  DEGRADAÇÃO AMBIENTAL DIRETA  POLUIÇÃO DO AR;  POLUIÇÃO DO SOLO: Física, Biológica, Química, Estrutural  POLUIÇÃO DAS ÁGUAS MANANCIAIS: Superficiais e Subterrâneas  ASSOREAMENTO DE CÓRREGOS E RIOS  PROBLEMAS SOCIAIS  ESTRUTURAÇÃO INFORMAL DO TRABALHO  FALTA DE ASSISTÊNCIA À SEGURANÇA E MEDICINA DO TRABALHO  EXPLORAÇÃO DO TRABALHO NO MERCADO DE RECICLAGEM  AUSÊNCIA DE MERCADO DESENVOLVIDO PARA OS DIVERSOS MATERIAIS RECICLÁVEIS  POBREZA E EXCLUSÃO SOCIAL Antonio Dantas

28  CONSEQUÊNCIAS DIRETAS EM SAÚDE PÚBLICA  PRESENÇA E PROLIFERAÇÃO DE VETORES DE DOENÇAS: INSETOS, ROEDORES, OUTROS  DOENÇAS VEICULADAS POR VETORES  ACIDENTES E CONTAMINAÇÃO DIRETA DE TRABALHADORES E CATADORES POR RESÍDUOS DE SAÚDE CONTAMINADOS Antonio Dantas

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30 MICRORGANISMOS TEMPO ESTIMADO DE SOBREVIVÊNCIA (DIAS) Pólio vírus – Poli Tipo I -20 a 170 Mycobacterium tuberculosis-150 a 180 Leptospira interrogans -15 a 43 Salmonella thyphi-29 a 70 Ascaris lumbricóides a (+ 7 anos) Entamoeba histolytica-8 a 12 Larvas de verme-25 a 40 Antonio Dantas

31 • REALIDADE LOCAL – Incidência de patologias no HMI • Infecto-contagiosas – Dengue, Calazar, Diarréias, Pneumonias, malária, Tuberculose, Hepatopatias virais agudas, verminoses. • Riscos dos Resíduos de saúde – Contaminação por material pérfurocortante contaminado e restos de tecidos e secreções de pacientes infectados. Antonio Dantas

32 ACIDENTES DE TRABALHO NA COLETA Antonio Dantas

33 LIXO ELETRÔNICO Antonio Dantas

34 LIXO ELETRÔNICO – DANOS DIRETOS À SAÚDE - Chumbo: Causa danos ao sistema nervoso e sanguíneo Onde é usado: Computador, celular, televisão - Mercúrio: Causa danos cerebrais e ao fígado. Onde é usado: Computador, monitor e TV de tela plana - Cádmio: Causa envenenamento, danos aos ossos, rins e pulmões. Onde é usado: Computador, monitores de tubo antigos, baterias de laptops - Arsênico: Causa doenças de pele, prejudica o sistema nervoso e pode causar câncer no pulmão. Onde é usado: Celular Antonio Dantas

35 LIXO ELETRÔNICO – DANOS DIRETOS À SAÚDE - Belírio: Causa câncer no pulmão. Onde é usado: Computador, celular - Retardantes de chamas (BRT): Causam desordens hormonais, nervosas e reprodutivas. Onde é usado: Diversos componentes eletrônicos, para prevenir incêndios - PVC: Se queimado e inalado, pode causar problemas respiratórios Onde é usado: Em fios, para isolar corrente - Com raios Beta,raios esses catódicos,das telas de TV e monitores de computadores,pela exposição aos mesmos,j á foram registradas cerca de 606 doenças desde asma até anemias. Antonio Dantas

36 • A proposta de gerenciamento de resíduos urbanos de forma sustentável deve considerar três princípios orientadores: redução, reutilização e reciclagem. Estes princípios passam por um amplo trabalho de conscientização e educação ambiental decorrente da modificação para hábitos de consumo mais conscientes e de práticas de reaproveitamento e reciclagem e que leve à produção do menos volume possível de resíduos e rejeitos, direcionando com eficácia e economia o sistema de coleta, tratamento de disposição final desde serviço comunitário. Maria Francisca de Miranda Adad Salgado (LATEC/UFF) Anderson Américo Alves Cantarino (LATEC/UFF) Antonio Dantas

37 Lixo domiciliar e do trabalho NOSSO PAPEL???  Tento produzir menos?  Segrego e mando para reciclagem?  Acondiciono de forma correta e coloco no horário certo?  O que tenho feito com o meu lixo eletrônico e resíduo perigosos?  Tenho cumprido meu papel de cidadão ou continuo transferindo minhas responsabilidades ao poder público?  Tenho transformado minha empresa em empresa cidadã?  Assim como quero um mundo melhor para meus filhos e netos tenho educado e criado filhos e netos melhores para o mundo? Antonio Dantas

38 MUITO OBRIGADO Antonio Dantas


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