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FARMÁCIA HOSPITALAR CENTRAL DE ABASTECIMENTO FARMACÊUTICO Hugo C. O. Santos Esp. Ms. PhD. DFH-AMMH “HUB/UnB” Brasília-DF, 2014 UNIVERSIDADE DE BRASÍLIA.

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1 FARMÁCIA HOSPITALAR CENTRAL DE ABASTECIMENTO FARMACÊUTICO Hugo C. O. Santos Esp. Ms. PhD. DFH-AMMH “HUB/UnB” Brasília-DF, 2014 UNIVERSIDADE DE BRASÍLIA – UnB Hospital Universitário de Brasília - HUB

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3 1 - Revisão HOSPITAL Recuperar a saúde Prevenir a doença Ensino – Pesquisa Decreto 7186, 2010.CNS, LUTA:Ter farmacêuticos em 100% dos hospitais

4 Farmácia Hospitalar Funções Assistência e Administração Farmacêutica Comissão de Farmácia e Terapêutica Farmacovigilância e Farmacoeconomia Farmacotécnica Suprimentos – Estoque Distribuição - Dispensação Unidade Clínica de assistência técnica e adm, dirigida por farmacêutico, que integra as atividades hospitalares. CFF, Resolução 300, 1997

5 5 SeleçãoProgramaçãoAquisição Gestão de Estoque Distribuição 2 – Introdução: Farmácia Hospitalar Tem Estoque? O que comprar? Como? Quando e Quanto? CRF-PR, 2012

6 3 - Seleção 6 Técnicas de padronização: especificação, identificação, classificação, codificação de produtos e divulgação. Processo Dinâmico, contínuo, multidisciplinar e participativo Critérios Eficácia; Segurança; Qualidade; Custo ; Uso Racional. CP Comissão de Padronização “Racionaliza os Itens” Diretor Clínico; Farmacêutico; Enfermeiro (CCIH); Odontólogo; Nutricionista; Administrador Definição do Elenco; Especificação; Classificação; Codificação; Informatização & Divulgação. USP, 2010; SFORSIN, 2012; CRF-PR, 2012

7 3.1 – CP/Definição do Elenco 7 1º AVALIAR E EXCLUIR ITENS EM DESUSO; 2º AVALIAR E INCLUIR ITENS DE EFICÁCIA CLÍNICA; 3º ESTABELECER PROTOCOLOS OU POP´s; 4º ELABORAR GUIAS FARMACOTERAPÊUTICOS 3.2 – CP/Especificação DESCRIÇÃO OBJETIVA INFORMAÇÕES DETALHADAS DOSE FORMA FARMACÊUTICA VOLUME/PESO NOMENCLATURA (DCB) SFORSIN, 2012

8 3.3 – CP/Classificação 8 Agrupa-se os medicamentos e os produtos farmacêuticos, elegendo critérios, para a sua posterior codificação (ordenação e rastreabilidade de estoque). CURVA ABC ANÁLISE XYZ FORMA FARMACÊUTICA ORDEM ALFABÉTICA CRF-PR, 2012

9 3.4 – CP/Codificação 9 Codificar significa simbolizar todo o conteúdo de informações necessárias por meio de números e/ou letras com base na classificação. ALFABÉTICO ALFANUMÉRICO NUMÉRICO SUBGRUPOS SUBCLASSES USP, 2010; SFORSIN, 2012

10 3.5 – Informatização & Divulgação 10 AGHU

11 4 - Programação 11 USP, 2010; SFORSIN, 2012; CRF-PR, 2012

12 4.1 – Recursos 12 Demanda Resuprimento Estoque USP, 2010; SFORSIN, 2012; CRF-PR, 2012

13 4.2 – Política de Cobertura 13 ENTRADASAÍDA ESTOQUE MÍNIMO ESTOQUE MÁXIMO PONTO DE RESSUPRIMENTO ESTOQUE DE SEGURANÇA (Estoque Mínimo p/ Evitar falta) Q de Máxima a ser mantida Q de Mínima que atende à organização CRF-PR, 2012

14 4.3 – Demanda 14 Dados de Consumo Demanda Atendida CronogramaNecessidade Real Demanda Não Atendida Quantificar Detalhar Planejar CRF-PR, 2012

15 4.3.1 – Previsão de Demanda 15 Permanente: para produtos com vida longa, requer ressuprimento periódico; Sazonal: flutuações com período igual ou inferior a um ano, numa série temporal; Irregular: depende de outros fatores (taxas de câmbio, importação); Em desuso: quando a demanda do produto acaba ou entra um novo produto; Derivada: ligada a outro produto. Consumo Irregular Desuso Derivada Sazonal Permanente USP, 2010

16 Tempo Quantidade Estoque Emax D2D1D3 DEMANDA E RESSUPRIMENTO PP IR ES QQ IP EM Legenda: D – Demanda Emax – Estoque máximo Es – Estoque de segurança Em – Estoque médio PP – Ponto de Ressuprimento Q – Quantidade IR – Intervalo de Ressuprimento IP – Intervalo de Pedidos CRF-PR, 2012

17 4.3.2 – Ponto de Pedido - Cálculo 17 PR = (Dméd x Tr) + Eseg Onde: PR: Ponto de Ress.; Dmed: Demanda Média Calculada; Eseg: Estoque de Segurança; Tr: Tempo de ressuprimento (Lead Time). 1º - Calcular o Ponto de Ressuprimento, de fluconazol 150mg, para a demanda 200 caps/semana, para o tempo de Ressuprimento de 3 semanas e estoque de segurança de 300 unidades. PR = (200 x 3) + 300; PR = 900 cápsulas PP = Em + (C x Tr) Onde: PP: Ponto de Ressuprimento; Tr: Tempo de Reposição; Em: Estoque mínimo; C: Consumo 2º - Um medicamento é consumido a uma razão de 60 und/mês, e seu tempo de reposição é de 2 meses. Qual é o ponto de pedido (PP), uma vez que o estoque mínimo é de 120 unidades? PP = Em + (C x Tr) PP = (60 x 2) PP = 240 unidades

18 Exercício 18 Um hospital público está interessado em definir uma política de estocagem para seus produtos, a tabela abaixo mostra o consumo nos últimos 12 meses. O Lead Time de entrega é de duas semanas e se deseja o nível de segurança de 90%. Calcule o estoque de segurança e o ponto de pedido. JANFEVMARABRMAIJUNJULAGOSETOUTNOVDEZ Eseg = C x K C: Consumo Médio K: Fator de Segurança PP = (C.méd x Tr) + Eseg Eseg = 191,17 x 0,9 Eseg = 172,05 1 Mês = 4 semanas 0,5 mês = 2 semanas PP = (191,17 x 0,5) + 172,05 PP = 267,63

19 5 - Aquisição 19 Prover medicamentos primordiais na atividade hospitalar, as pessoas desempenham, direta ou indiretamente, papel fundamental na prestação da assistência. Conhecer os mecanismos do processo, sendo treinadas e capacitadas. estabelecem suas diretrizes com foco nas necessidades, adequando ‑ se a sua capacidade e orçamento PRIVADO definem as formas de aquisição a fim atender as normas e leis vigentes. PÚBLICO

20 5.1 – Lei 8666/93 – Institui normas p/ Licitação Modalidade de Licitação ISONOMIA MORALIDADE REGRAS DO CERTAME “Disputa” LEGALIDADE PUBLICIDADE PROPOSTA MAIS VANTAJOSA Lei nº , 2010 EDITAL Instrumento que estabelece as condições para a realização da licitação.

21 5.2 – Modalidade de Licitação Concorrência Leilão Tomada de Preço Concurso Convite Inexigibilidade Dispensa Pregão Lei 9.433/05 PRESENCIAL: ELETRÔNICO publicação no DOU com 30 dias de antecedência da abertura Valor maior que R$ ,00 Credenciamento “Fornecedor Exclusivo” Comprovado-Carta Mínimo de 3 Cotações Não tem Pregão em Vigor Licitação Fracassada Emergencial-Urgência Momentâneo  realizado em sessão pública para o oferecimento de propostas e lances na presença dos licitantes.  realizado à distância, por via eletrônica.

22 5.3 – Registro de Preços 22 O Registro de Preços (RP) foi inserido para agilizar as contratações. Por meio do Pregão ou Concorrência firma-se com o fornecedor (menor preço) pelo período de um ano – (quantidade estimada), compras conforme a necessidade da instituição. USP, 2010; SFORSIN, 2012; CRF-PR, 2012 Observação: A empresa pode pedir o realinhamento de preço (quando comprovado).

23 5.4 – Lei 10520/02 & Lei 9.433/05 23 Normatiza a Modalidade de Licitação “PREGÃO” FASE EXTERNA: Fase da realização dos atos de procedimentos do pregão a partir de sua divulgação. ATRIBUIÇÕES DO PREGOEIRO E EQUIPE DE APOIO: ˚Elaboração do edital para aprovação do setor jurídico; ˚Justificativa da adoção da modalidade; ˚Formalização dos atos processuais; ˚Cadastramento do pregão no sistema eletrônico; ˚Realização de diligências diversas; ˚Elaboração de atas, relatórios e pareceres; ˚Publicação. FASE INTERNA OU PROCESSO Fase preparatória do processo, com início a partir da solicitação do objeto e finalizando com a convocação dos interassados.

24 FLUXOGRAMA PREGÃO ELETRÔNICO FASE INTERNA SOLICITAÇÃO COMPRA/SERVIÇO TERMO DE REFERÊNCIA ESTIMAR VALOR DA CONTRATAÇÃO INDICAÇÃO E RESERVA ORÇAMENTÁRIA JUSTIFICATIVA ADOÇÃO DESIGNAÇÃO PREGOEIRO E EQUIPE AUXILIAR PELA AUTORIDADE SUPERIOR AUTORIZAÇÃO DA AUTORIDADE SUPERIOR ABERTURA LICITAÇÃO ELABORAÇÃO EDITAL PARECER JURIDICO 5 4 CREDENCIAMENTO Responsáveis p/ Sistema,operadores Autoridades, Pregoeiro e Equipe 8 CADASTRAMENTO DO PREGÃO NO SISTEMA ELETRÔNICO SITE OFICIAL – Fluxo do Pregão Eletrônico

25 FLUXOGRAMA PREGÃO ELETRÔNICO FASE EXTERNA ESCLARECIMENTOS DÚVIDAS/ IMPUGNAÇÕES EDITAL PROPOSTAS ELETRÔNICAS endereço eletrônico e horário de Brasília-DF previstos no Edital REQUISITOS PARTICIPAÇÃO Credenciamento prévio (03 dias úteis antes) Senha de identificação Manifestação no sistema de que atende exigências de habilitação Cadastradas ou não cadastradas SESSÃO PÚBLICA “ON LINE” abertura p/pregoeiro seleção propostas (s/limites) sigilo identidade proponentes ônus perda mensagens LANCES ELETRÔNICOS ETAPA COMPETITIVA Recebimento Enceramento automático e P/ pregoeiro; tempo aleatório Impossibilidade empate Desconexão (10 minutos) DEFINIÇÃO LANCE VENCEDOR CLASSIFICAÇÃO LANCES OFERTADOS 7 OFERTA ACEITÁVEL OFERTA NÃO ACEITÁVEL CLASSIFICADA DESCLASSIFICADA OFERTA SUBSEQUENTE HABILITAÇÃO cadastrados – regularidade no sistema não cadastrados – via fax e entrega posterior dos originais ou cópias saneamento falhas 8 HABILITADO INABILITADO LICITANTES REMANSCENTE (penalidades) VENCEDOR HOUVER manifestação impugnação efeito suspensivo decisão Aut. Sup. adjudica e homologa CONTRATO assinatura doc. habilitação recusa irregularidade penalidades publicidade 11 RECURSOS 03 DIAS ÚTEIS 9 NÃO HOUVER Pregoeiro adjudica e Aut. Sup. homologa Formalizar os atos essenciais e Registro ata eletrônica 10 CONVOCAÇÃO (08 DIAS ÚTEIS–MÍNIMO),

26 COMO É FEITO O CREDENCIAMENTO NO SISTEMA ?  Através de chave de identificação e de senha individual para o acesso ao sistema.  QUEM DEVERÁ SER CREDENCIADO ?  Autoridade superior;  Autoridade responsável formalização processo;  Operadores do sistema;  Pregoeiro e equipe de apoio;  Licitantes - antecedência mínima de 03 (três) dias úteis antes da data da realização da licitação. Lei 9.433/05

27 COMPRASNET SIASG Unidade HUB - UnB Sistemas Corporativos Fornecedores Sociedade

28 SUBSISTEMAS DO SIASG CATMAT SIDEC SISME SISPP SISRP COMPRASNET CATSER SICAF COMUNICA SICON SICONV

29 EMPENHO Art. 58 – Lei 4320/64 O Empenho da despesa é o ato emanado de autoridade competente que cria para o estado obrigação de pagamento. Quais as modalidades ? Ordinário Valor do empenho é igual ao da compra Pagamento pelo seu total, única vez. Estimativo Quando não houver condições de se apurar o valor correto da despesa Global Se conhece o valor total da despesa, mas o pagamento e a entrega são feitos parceladamente

30  Impedimento de licitar e contratar com a Administração pública pelo prazo de até 5 anos;  Descredenciamento no Sicaf ou sistemas equivalentes pelo mesmo período;  Multas e demais cominações legais - art. 184, Lei 9.433/05;  Detenção de 06 meses a 06 anos - arts. 93 e 96, Lei 8.666/93. Processos Licitatórios Quais as Sanções & Penalidades ?

31 5.6 - Papel do Farmacêutico na Licitação 31 O papel do farmacêutico na licitação é certificar que o produto atenda as características descritas no edital. - Analisar a documentação enviada e as amostras quando for o caso. - Após essa análise é emitido um parecer técnico podendo classificar ou desclassificar a empresa para a etapa de lances.

32 5.7 – Certificação – Parecer Técnico EXIGÊNCIAS TÉNICAS -Registro do medicamento -Certificado de boas práticas de fabricação Lei de licitação: 8.666/93; Lei dos genéricos: 9.787/99; Pregão: lei /2002.

33 Registro do Medicamento

34 Publicação do DOU Empresa detentora do registro Nº AFE da Empresa Fármaco / Princípio Ativo Classe terapêutica Nome comercial; nº do processo Destinação; nº do registro (13 dg) Assunto da petição Vencimento do registro Prazo de validade Apresentação comercial Deve corresponder à especificação e à proposta A empresa realmente está ofertando o que é preciso comprar? Deve corresponder à proposta O registro analisado é o do produto ofertado? Deve estar vigente Registro do Medicamento

35 Notificação Simplificada Ex: Óleo Mineral

36 - emitido pela ANVISA - publicação no DOU - cópia do certificado - impresso de sítio eletrônico Vigente Linha / forma - expedido no país de origem - consularizado - tradução juramentada CERTIFICADO DE BOAS PRÁTICAS - CBPF

37 CBPF Publicação no DOU

38 CBPF Impresso do sítio eletrônico

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40 6 - GESTÃO DE ESTOQUE

41 6.1 - OBJETIVOS DA GESTÃO DE ESTOQUES = Garantir o suprimento de medicamentos e produtos p/ saúde; = Disponibilizar medicamentos seguros e efetivos; = Garantir a rastreabilidade dos produtos na instituição; = Garantir as Boas Práticas - Qualidade = Preservar a qualidade e estabilidade dos medicamentos; = Manter boas relações com fornecedores; = Reduzir custos; = Diminuir custo da disponibilidade * capital imobilizado * perdas por vencimento e deterioração * procedimentos de armazenamento e Fluxo * normas sanitárias e de qualidade; * POP & Treinamento

42 6.2 - PARÂMETROS PRÉVIOS  Produtos selecionados pela Comissão de Padronizãção  Especificação (descrição técnica) dos itens  Classificação e codificação dos itens  Controle eficaz do estoque  Protocolos de uso de medicamentos e MMH (Produtos p/ saúde);  Estabelecer controles de segurança  Estudo da demanda  Variações sazonais

43 Gestão de estoques de materiais essenciais que exige aprofundado conhecimento: 1 - da nomenclatura dos medicamentos, formas e fórmulas; 2 - dos esquemas terapêuticos; 3 - da estabilidade e conservação dos fármacos; 4 - tecnologia farmacêutica e controle de qualidade (BPF); 5 - planejamento e cálculos de estoque; 6 – gestão de medicamentos e especificação do material; 7 – administração farmacêutica; 8 – logística; 9 – legislação e normas técnicas; 10 – liderança e saber lidar com pessoas e fornecedores ÁREA DE ATUAÇÃO DO FARMACÊUTICO

44 “5 W 2 H” WHO = Quem vai comprar? WHAT / WHICH = o que e quais itens comprar? WHEN = quando comprar? WHERE = de qual fornecedor? (cadastro) HOW MANY / HOW MUCH = qto comprar / qto custa? HOW = como comprar? Ferramentas da Qualidade

45 6.4 - INSTALAÇÕES Central de Abastecimento Farmacêutico(CAF) Port. MS 1.884/95 - normas para projetos físicos de estabelecimentos de saúde Farmácia Hospitalar - área mínima para a CAF deve ser 0,6 m² por leito Áreas necessárias:  Recepção  Quarentena  Expedição  Estocagem  Administração  Instalações Sanitárias A área, a localização e a construção do CAF devem ser adequadas para facilitar sua manutenção, limpeza e operação, com espaço suficiente para estocagem racional dos medicamentos. Deve ser restrita somente a este propósito. O interior deve apresentar superfícies lisas, sem rachaduras e sem desprendimento de pó, facilitando a limpeza e não permitindo a entrada de roedores, aves, insetos ou quaisquer outros animais. Manual de Boas Práticas para Estocagem de Medicamentos da CEME (MS,1989)

46 Recebimento Ato de conferência em que se verifica se os medicamentos entregues estão em conformidade com a especificação, quantidade e qualidade estabelecidas previamente no edital É uma das etapas mais importantes do armazenamento na gerência de estoques Documentação fiscal Quantidade Prazos de entrega Preços (unitário e total) Especificações dos produtos Registro sanitário do produto Certificado de análise ou laudo de controle de qualidade Nome do responsável técnico nas embalagens Embalagem Lote/validade Transporte Os medicamentos só devem ser recebidos com documentação Não escrever nem rasurar os documentos – documento anexo - formulário padronizado Com exceção de nota fiscal com problemas Toda documentação deve ser arquivada Conferir todos os lotes (validade) Cuidado ao atestar nota fiscal e documentos Qualquer determinação de recebimento superior deve vir com autorização por escrito Todas as ocorrências devem ser notificadas, datadas e assinadas Todos os procedimentos devem ser registrados por escrito Devolução de medicamentos

47 Produtos impróprios para uso Elaboração de normas e procedimentos Localização Identificação externa e interna Dimensionamento Acesso Comunicação Condições ambientais internas Higienização Segurança Piso Plano, claro e resistente Paredes Cor clara, tinta lavável, sem infiltração Teto Evitar telhas de amianto Instalações elétricas Evitar extensões elétricas e adaptadores Instalações Sanitárias Sem contato direto Empilhamento Não fumar Sinalização adequada Extintor de incêndio Segurança

48 6.5 - Controle de Estoque – Via Sistema Informação sobre os níveis e a movimentação Necessidades Evitar a superposição e o desabastecimento Objetivos Quando comprar? Quanto comprar? Minimizar perdas Elementos de Previsão de Estoque Consumo Médio Mensal Tempo de Reposição Estoque Mínimo Estoque Máximo Estoque de segurança Como saber?

49 to SISTEMA INFORMATIZADO INTEGRADO SISTEMA CADASTRO DE PRODUTOS CADASTRO DE PACIENTES CADASTRO DE FORNECEDORES CADASTRO DE SETORES MOVIMENTAÇÃO CUSTOS Planejamento Input (Nota Fiscal, Nota Devolução) Output (Requisição, Prescrição,Perdas) FATURAMENTO HOSPITALAR CONTROLE DE ESTOQUE RECEITA / RESULTADO CONSULTAS

50 6.6 - CURVA DE PARETO Curva ABC ou Poucos Itens importantes Importância média Muitos itens menos importantes % acumulada de valor de uso itens (%) Região A B C

51 6.7 – Análise de Criticidade XYZ Classificação por essencialidade X - Podem ser substituídos facilmente. Y - Podem ser substituídos, porém com dificuldade. Z – São insubstituíveis. 6.8 – CLASSIFICAÇÃO Classificação da dificuldade na obtenção dos itens 1 - Complexa: longos set-ups e lead-times (tempo de resposta); 2 - Difícil: obtenção relativamente difícil; 3 - Fácil: Fornecimento ágil, rápido e/ou o item é uma commodity.

52 CÁLCULOS CURVA ABC “Exemplo Prático”

53 GRÁFICO - EXEMPLO PRÁTICO Classe A – 80% do valor Classe B – 15% do valor Classe C – 5% do valor

54 6.9 – GESTÃO DA LOGÍSTICA 54 Objetivo da logística é disponibilizar o produto Gestão Suprimentos Gerenciamento e controle Distribuição Armazenagem LOGÍSTICA é de origem francesa, do verbo ”loger”, que significa “alojar” tropas militares. Em Resumo: aquisição, movimentação, armazenagem e entrega de produtos.

55 6.9.1 – Métodos de avaliação de estoque 55 FEFO: First-Expire - First-Out ou PVPS: Primeiro que Vence - Primeiro que Sai. Serve para gerenciar o arranjo e expedição de matérias-primas ou mercadorias de um estoque, levando em consideração o seu prazo de validade. FIFO: First In - First Out ou PEPS: primeiro a entrar - primeiro a sair. Tipo fila (Por Ordem de Chegada), quando não há prazo de validade. LIFO Last In - First Out ou UEPS: último a entrar - primeiro a sair. É equivalente a FILO, First In, Last Out. O conceito é amplamente utilizado na informática. Avaliação feita pelo preço das últimas entradas - É o método mais adequado em períodos inflacionários CUSTO MÉDIO  Média ponderada móvel dos vários preços de compra CMV = Estoque Inicial + Compras - Estoque Final

56 INVENTÁRIO – Quanto à Freqüência Permanente Periódico – Quanto ao tipo Geral Parcial Auditoria (auditado-comissão externa) Migração - Novo sistema (Nomeado Comissão Externa).

57 7 – Distribuição & Dispensação 57 Dose Unitária Ex: QT Dose Individualizada Uso Coletivo e SOS KIT 24h Prescrição

58 7.1 – SOS 58

59 7.2 – Automação do Fracionamento 59

60 Processo de Dispensação FRACIONAMENTO (Manipulação) Recebimento da Prescrição Médica VERIFICAÇÃO DA PRESCRIÇÃO MÉDICA Conferência Código de Barras/Prescrição Embalagem Etiquetagem Entrega Paciente Estoque

61 Serviço de Farmácia Farmácia central (Sistema Centralizado) Farmácias satélite (Sistema Descentralizado) Sistema de Distribuição: Dose Unitária e “Kits” Prescrição: eletrônica Número suficiente de farmacêuticos Número suficiente de Auxiliares de Farmácia Treinamento

62 Diagnóstico da Farmácia Hospitalar no Brasil Resultados Logística: 30,9% utilizam curva ABC para programação 1,3% farmacêutico faz especificações completas para compras 62,3% possuem sistema de controle de estoque 55,5% sistema eletrônico (informatizado) Quanto ao sistema de Distribuição de Medicamentos: 51,2% Sistema Coletivo 13,2% Sistema Misto 34,8% Sistema de Prescrição Individual 0,4% Dose Unitária Fonte: OSÓRIO DE CASTRO, C. G. S., CASTILHO, S. R. Diagnóstico da Farmácia Hospitalar no Brasil. Rio de Janeiro: Fundação OswaldoCruz, 2004.

63 Farmácia Hospitalar - Prof. Dr. Marcelo Polacow Bisson 63 Dispensação de medicamentos e controles Recolhimento de medicamentos (recalls):  Um procedimento escrito deve existir em casos de alertas sanitários (Anvisa) para recolhimento de produtos.

64 Farmácia Hospitalar - Prof. Dr. Marcelo Polacow Bisson 64 Dispensação de medicamentos e controles Substâncias controladas:  Seguir rigorosamente os procedimentos contidos na Portaria 344/98, em especial os controles físicos e livros (ou controles informatizados).  Disciplinar e treinar as pessoas autorizadas a fazer tal dispensação.

65 REFLEXÕES 2 bilhões de pessoas sem acesso a medicamentos essenciais, 15% da população consomem 90% da produção farmacêutica WHO, 2004 Auto Medicação

66 66 Uso irracional: 50% dos medicamentos do mundo são prescritos, dispensados ou utilizados inadequadamente. Resistência Bacteriana Erros Administração & RAM Interação Medicamentosa & Falhas de Absorção WHO, 2010

67 CONSIDERAÇÃO FINAL 67 “ Metáfora do Sapo Fervido” “ O sapo colocado num recipiente, com água da lagoa, fica estático, e não reage ao gradual aumento da temperatura (mudança do ambiente) e morre quando a água ferve! “ “Por outro lado, outro sapo que seja jogado nesse recipiente, já com água fervendo, salta imediatamente para fora, e sobrevive.” Outros, ao serem confrontados com as transformações, saltam, em ações criativas, inovadoras e enfrentam as mudanças, persistindo e aproveitando novas oportunidades! Alguns profissionais tem um comportamento similar ao “Sapo Fervido”, não percebem as mudanças e acabam “morrendo”

68 REFERÊNCIAS 68 ALARCON PC, SFORSIN ACP, MADEIRA MCV. Modelo de avaliação de fornecedores de especialidades e insumos farmacêuticos no Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina de São Paulo [monografia].São Paulo; Divisão de Farmácia do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo; CAVALLINI, M.E.; BISSON, M.P. Farmácia Hospitalar. São Paulo: Manole, Conselho Federal Farmácia. Guia Básico para Farmácia Hospitalar. Brasília: CFF, CRF-PR, Guia de orientação do exercício profissional em farmácia hospitalar, Curitiba, GOMES, M. J. V. M., REIS,.A. M. M. Ciências Farmacêuticas: uma abordagem da Farmácia Hospitalar. 1. Ed., Belo Horizonte Atheneu, World Health Organization (WHO). World Medicines Situation. Genebra: WHO, SFORSIN, A. C. P et al., Farmácia Hospitalar: gestão de compras em farmácia hospitalar. Pharmacia Brasileira n 85. v.16, 2012.

69 69 “all honor and glory be to God”


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