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Fundação Faculdade Federal de Ciências Médicas de Porto Alegre Disciplina de Genética e Evolução Professores: Elizabeth C. Castro e Claudio O.P. Alexandre.

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1 Fundação Faculdade Federal de Ciências Médicas de Porto Alegre Disciplina de Genética e Evolução Professores: Elizabeth C. Castro e Claudio O.P. Alexandre

2 G I O V A N I G H E N O

3 H I S T Ó R I C O

4 A descrição da deterioração das funções cognitivas e de personalidade, bem como delírios de grandeza e paranóia, já existiam no séc. XV a.C. O interesse pelo estudo e tratamento da esquizofrenia ressurgiu no séc. XVIII. H I S T Ó R I C O FFFCMPA No início, havia muitas teorias, tais como a teoria da reação social, que sustentava que a esquizofrenia era uma reação saudável a um mundo insano.

5 H I S T Ó R I C O Emil Kraepelin - realiza estudos descrevendo a Demência Precoce e a psicose maníaco-depressiva, em que se baseiam as atuais descrições dos sintomas da esquizofrenia. Entretanto, suas observações clínicas eram ainda longitudinais, extensas e meticulosas. FFFCMPA

6 Na mesma época, Eugen Bleuler ressalta o início não invariavelmente precoce da doença e compacta o cisma e a fragmentação funcional da mente no termo esquizofrenia(divisão da mente) e considera quatro sintomas fundamentais, os quatro As: H I S T Ó R I C O FFFCMPA Associações anormais Afeto anormal Autismo Ambivalência

7 C O N C E I T O E I M P L I C A Ç Õ E S

8 A esquizofrenia pode ser definida como uma perturbação psiquiátrica causada por comportamento psicótico ou amplamente desorganizado, além de marcada disfunção social, por pelo menos seis meses, sem associação com outros transtornos. C O N C E I T O E I M P L I C A Ç Õ E S FFFCMPA

9 É um problema de saúde pública. O custo financeiro é calculado em bilhões de dólares por ano. Gastos com cuidados médicos e sociais e com a incapacidade dos pacientes de contribuírem à sociedade. Incalculável é o custo do sofrimento humano do paciente, família e amigos. C O N C E I T O E I M P L I C A Ç Õ E S FFFCMPA

10 O transtorno deixa variados graus de prejuízo residual e os pacientes tem dificuldades em terminar estudos e em manter empregos. Relacionamentos interpessoais negativamente alterados e baixa auto-estima. C O N C E I T O E I M P L I C A Ç Õ E S FFFCMPA 10% dos esquizofrênicos cometem suicídio.

11 R E N A N L O P E S

12 E P I D E M I 1% da População Mundial Brasil: 30% dos leitos de instituições hospitalares e psiquiátricas (100 mil leitos/dia) 15% de todas as primeiras consultas em ambulatórios de psiquiatria Prevalência: 1% da População Brasileira O L O G I A O L O G I A FFFCMPA

13 E P I D E M I O L O G I A O L O G I A Engloba todas as áreas geográficas e todas as sociedades Incidência e Prevalência: Populações Urbanas versus Populações Rurais Menor poder sócio-econômico Fenômeno da decadência social FFFCMPA

14 E P I D E M I O L O G I A O L O G I A Homens versus Mulheres Negros Estado Sócio-Econômico Estado Civil: Separados ou Divorciados: 3- 4 x FFFCMPA

15 C A R A C T E R I Z A Ç Ã O C L Í N I C A F E N Ó T I P O D A E S Q U I Z O F R E N I A Fenótipo característico: difícil estabelecimento Critérios diagnósticos Critérios atualmente aceitos: American Psychiatry Association (DSM-IV) Novos métodos e nova caracterização fenotípica FFFCMPA

16 C A R A C T E R I Z A Ç Ã O C L Í N I C A F E N Ó T I P O D A E S Q U I Z O F R E N I A Heterogeneidade clínica e genética É prudente designar a esquizofrenia como uma síndrome clínica e há perspectivas de que exista mais de uma entidade da doença passível de identificação. FFFCMPA

17 C A R A C T E R I Z A Ç Ã O C L Í N I C A Sintomas Característicos: Positivos e Negativos Sintomas Positivos: * Alucinações * Delírios * Perturbações da forma e curso do pensamento * Comportamento desorganizado * Agitação psicomotora * Negligência de cuidados pessoais persecutórios de grandeza de ciúmes somáticos místicos fantásticos (incoerência, tangencialidade, desagregação e falta de lógica) FFFCMPA

18 C A R A C T E R I Z A Ç Ã O C L Í N I C A Sintomas Negativos: * Pobreza do conteúdo do pensamento e da fala * Embotamento ou rigidez afetiva * Sensação de não conseguir sentir prazer * Isolacionismo * Avolição * Falta de persistência em atividades laborais ou escolares * Déficit de atenção FFFCMPA

19 C A R A C T E R I Z A Ç Ã O C L Í N I C A DIAGNÓSTICO 1. Dois ou mais dos seguintes: delírios, alucinações, discurso desorganizado, comportamento amplamente desorganizado ou catatônico e sintomas negativos. 2. Presentes por um período significativo durante 1 mês com alguns sinais do transtorno persistindo por pelo menos 6 meses. 3. Associados com acentuada disfunção social ou ocupacional. 4. A perturbação não é melhor explicada por um Transtorno Esquizoafetivo ou Transtorno do Humor com Características Psicóticas, nem se deve aos efeitos diretos de uma substância ou a uma condição médica geral. FFFCMPA

20 C A R A C T E R I Z A Ç Ã O C L Í N I C A CURSO CLÍNICO Primeiras Manifestações: Adolescência / Início da idade adulta Início Precoce Início Tardio Fase Prodrômica: * Deterioração da higiene e cuidados pessoais * Comportamento incomum * Ataques de raiva FFFCMPA

21 C A R A C T E R I Z A Ç Ã O C L Í N I C A CURSO CLÍNICO Sensações corporais distorcidas Fisicamente desajeitados Sinais neurológicos leves (confusão esquerda/direita, incoordenação) Despreocupação com higiene pessoal e aparência Retraimento social e falta de motivação Afeto inadequado Perda de interesse ou prazer Depressão, ansiedade, raiva Perturbações no padrão de sono e dificuldade de concentração FFFCMPA

22 CURSO CLÍNICO C A R A C T E R I Z A Ç Ã O C L Í N I C A Transtornos do pensamento e da fala: * Afrouxamento de associações * Associação reverberante * Neologismos * Verbigeração * Ecolalia * Bloqueios de pensamento * Aprosódia * Mutismo (horas/dias) FFFCMPA

23 C A R A C T E R I Z A Ç Ã O C L Í N I C A EVOLUÇÃO Doença crônica marcada por deterioração progressiva ? CURSO HETEROGÊNEO ( ! ) FFFCMPA

24 S U B T I P O S D E E S Q U I Z O F R E N I A Importância Genética Definição Implicações para prognóstico e tratamento DSM-IV: Paranóide, Desorganizado, Catatônico Indiferenciado e Residual FFFCMPA

25 S U B T I P O S D E E S Q U I Z O F R E N I A Tipo Paranóide: * Predomínio de delírios ou alucinações auditivas * Relativa preservação do funcionamento cognitivo e do afeto Tipo Desorganizado: * Afeto inadequado ou embotado * Discurso e comportamento desorganizados Tipo Catatônico: * Acentuada perturbação psicomotora FFFCMPA

26 S U B T I P O S D E E S Q U I Z O F R E N I A FFFCMPA

27 S U B T I P O S D E E S Q U I Z O F R E N I A Tipo Indiferenciado: * Paciente claramente esquizofrênico, mas não pode ser encaixado em um dos outros tipos. Tipo Residual: * Evidências de perturbação esquizofrênica, na ausência de um conjunto completo sintomático para um outro subtipo de esquizofrenia. * Presença de sintomas negativos ou sintomas positivos atenuados. (discurso levemente desorganizado, crenças incomuns...) FFFCMPA

28 Louis Wain ( )

29 T R A N S T O R N O E S Q U I Z O F R E N I F O R M E Características idênticas às da esquizofrenia, exceto: a) Duração total da doença: 1-6 meses b) Prejuízo no funcionamento social ou ocupacional pode ou não ocorrer. FFFCMPA

30 P R O G N Ó S T I C O Definição e determinação variáveis Melhor prognóstico: * Início agudo * Idade mais tardia de aparecimento * Eventos precipitadores * Perturbação do humor associada * Breve duração dos sintomas * Formas paranóide e catatônica * Bom funcionamento social e pessoal prévio à doença * Ausência de anormalidades cerebrais estruturais * Funcionamento neurológico normal * Ausência de história familiar de esquizofrenia FFFCMPA

31 PAULOROGÉRIOAGUIAR

32 NEUROIMAGEM E A NEUROIMAGEM E A HIPÓTESE NEURODESENVOLVIMENTAL HIPÓTESE NEURODESENVOLVIMENTAL O que é a hipótese neurodesenvolvimental? Qual a contribuição das neuroimagens? Principais achados nos estudos de neuroimagem A maioria dos estudos têm demonstrado: * Diminuição do volume total do tecido cerebral. * Aumento do LCR. * Aumento dos ventrículos cerebrais. FFFCMPA

33 NEUROIMAGEM E A NEUROIMAGEM E A HIPÓTESE NEURODESENVOLVIMENTAL HIPÓTESE NEURODESENVOLVIMENTAL FFFCMPA

34 Outros achados: Parentes próximos de esquizofrênicos têm ventrículos significativamente maiores do que controles correlatos. Gêmeos monozigóticos discordantes para esquizofrenia foram significativamente concordantes no que se refere ao aumento ventricular observado em TC e RNM. As anormalidades cerebrais já estavam presentes no início da doença, sem evidências de progressão em estudos de seguimento. Estudos pós-morte de pacientes com esquizofrenia não mostraram aumento no processo degenerativo. FFFCMPA

35 A união desses achados, com a ausência de gliose no cérebro de esquizofrênicos sugere uma origem neurodesenvolvimental das anormalidades cerebrais. Metanálise Amígdala Hipocampo Parahipocampo Tálamo Giro temporal superior FFFCMPA

36 EVIDÊNCIAS QUE SUSTENTAM A HIPÓTESE: EVIDÊNCIAS QUE SUSTENTAM A HIPÓTESE: As alterações de volume ventricular já estão presentes em pacientes recém-diagnosticados e até mesmo em pessoas que anos mais tarde viriam a manifestar a doença. O fato de a perda de tecido nervoso não ser progressiva, avaliado por estudos de neuroimagem. A ausência de gliose significativa, o que depõe contra o modelo de doença neurodegenerativa. FFFCMPA

37 Alterações na citoarquitetura cortical que sugerem uma origem no desenvolvimento do cérebro durante a gestação. Anormalidades neurológicas e comportamentais sutis presentes já na infância, em pacientes que mais tarde viriam a desenvolver esquizofrenia. Os fatores de risco ambientais associados a esquizofrenia são pré ou perinatais. Em modelos experimentais, lesões de lobo frontal ou temporal induzidas na infância só vêm a manifestar-se na idade adulta, o que coincide com o início dos sintomas em esquizofrênicos. FFFCMPA

38 G I O V A N I G H E N O

39 FATORES NÃO GENÉTICOS NA GÊNESE DA ESQUIZOFRENIA

40 As complicações obstétricas são mais comuns em pacientes esquizofrênicos. Foi relatada uma relação entre o início do transtorno antes dos 22 anos e uma grande prevalência de transtornos obstétricos. F A T O R E S N Ã O - G E N É T I C O S FFFCMPA

41 Explicações para a hipótese: 1- Os genes que condicionam a vulnerabilidade à esquizofrenia podem também afetar o desenvolvimento inicial do embrião aumentando a possibilidade de complicações na gestação e no parto F A T O R E S N Ã O - G E N É T I C O S FFFCMPA

42 2-Influências adversas sobre o cérebro em desenvolvimento no início da gestação criam um risco para complicações no parto e, posteriormente, para o surgimento da esquizofrenia. Ex: fetos no segundo trimestre da gestação durante epidemias de influenza encontram-se em risco aumentado para desenvolver esquizofrenia quando adultos. Ex: hipóxia no cérebro em desenvolvimento - comprometimento do hipocampo. F A T O R E S N Ã O - G E N É T I C O S FFFCMPA

43 Fatores supostos: Época do ano - meses de inverno. Zonas urbanas. Deficiências nutricionais. Primogênitos de pequenas famílias. Caçulas de grandes famílias. Temperatura elevada decorrente de doença materna. F A T O R E S N Ã O - G E N É T I C O S FFFCMPA

44 Hipótese Viral: Consistente com excessos sazonais e diferenças geográficas. Exposição viral durante o segundo trimestre de gravidez pode aumentar o risco para o desenvolvimento da doença. Vírus e auto-imunidade - neurotropismo e síndromes psicóticas tipo-esquizofrênicas em pacientes com LES, SIDA e sífilis terciária. F A T O R E S N Ã O - G E N É T I C O S FFFCMPA

45 Fatores não-genéticos x fatores genéticos A interação entre as complicações obstétricas e as desordens genéticas pode ser a chave do esclarecimento da etiologia da doença. Estudos recentes reafirmam a idéia de que a hipóxia fetal e a predisposição genética à esquizofrenia atuam aditivamente ou interativamente no aumento do risco da expressão fenotípica da esquizofrenia. F A T O R E S N Ã O - G E N É T I C O S FFFCMPA

46 PAULOROGÉRIOAGUIAR

47 GENÉTICA DA ESQUIZOFRENIA Está bem estabelecido na literatura que existe um forte componente genético na esquizofrenia. As informações disponíveis são compatíveis com a hipótese de que o componente genético predisponente consiste de múltiplos genes agindo de forma aditiva, sendo que o genótipo predisponente à esquizofrenia só seria manifesto quando o número de genes e de fatores não-genéticos presentes for maior do que um valor limiar FFFCMPA

48 GENÉTICA DA ESQUIZOFRENIA Essa hipótese tem apoio em diversos achados como: A ausência de concordância completa entre gêmeos monozigóticos. A espectro de gravidade da doença A queda abrupta na frequência entre parentes de segundo e terceiro graus em relação àqueles de primero grau. FFFCMPA

49 GENÉTICA DA ESQUIZOFRENIA HERANÇA MULTIFATORIAL * Definição : fatores genéticos + fatores não genéticos. * Traços multifatoriais são geralmente de natureza quantitativa e estão distribuídos continuamente na população, seguindo um padrão de distribuição de freqüências semelhantes a uma curva normal (gaussiana). FFFCMPA

50 GENÉTICA DA ESQUIZOFRENIA Freqüências de distribuição de um traço seguindo um modelo de dois loci e dois alelos. Note o padrão contínuo. FFFCMPA

51 GENÉTICA DA ESQUIZOFRENIA * Doenças poligênicas ocorrem em famílias. É importante definir o grau de relação genética de indivíduos estudados em relação a um probando afetado. * Os parentes de primeiro grau compartilham metade do material genético com o probando, enquanto os parentes de segundo grau compartilham um quarto e os de terceiro, um oitavo. FFFCMPA

52 GENÉTICA DA ESQUIZOFRENIA Quando se considera a existência de uma base genética multifatorial para uma doença, é fundamental lembrar que: * Não é a doença que é geneticamente determinada, mas sim a suscetibilidade para a doença. No caso da esquizofrenia, note que os genes não codificam os sintomas, mas sim proteínas envolvidas no funcionamento do SNC. * Diferentes fenômenos genéticos podem aumentar a suscetibilidade para a mesma doença, ou seja, determinantes genéticos das doenças multifatoriais podem ser heterogêneos. FFFCMPA

53 HERANÇA MULTIFATORIAL COM EFEITO DO LIMIAR GENÉTICA DA ESQUIZOFRENIA * A inclusão do conceito de limiar ao de herança multifatorial visa explicar a ocorrência de traços de distribuição não-contínua provenientes de graus de suscetibilidade genética continuamente distribuídos. * Alguns indivíduos acima de certo limar de suscetibilidade genética irão desenvolver a doença, especialmente se forem expostos aos desencadeantes ambientais apropriados. FFFCMPA

54 GENÉTICA DA ESQUIZOFRENIA Distribuição de suscetibilidade genética para uma determinada característica segundo o modelo de herança multifatorial com efeito do limiar FFFCMPA

55 GENÉTICA DA ESQUIZOFRENIA FFFCMPA

56 GENÉTICA DA ESQUIZOFRENIA Avaliação do risco de recorrência segundo o modelo da herança multifatorial com efeito do limiar. * Esse modelo fornece algumas previsões quanto ao risco de recorrência em parentes de probandos afetados. * Relação com grau de parentesco. * Não segue padrões mendelianos. FFFCMPA

57 GENÉTICA DA ESQUIZOFRENIA Riscos de recorrência representam riscos médios. Aumenta com o número de parentes afetados. Aumenta com a severidade da doença nos indivíduos afetados de uma mesma família. Será tanto maior quanto menor for a freqüência da doença na população geral. FFFCMPA

58 GENÉTICA DA ESQUIZOFRENIA Para a maioria das doenças multifatoriais, risco de recorrência na prole é de aproximadamente 5%. FFFCMPA

59 A N D R É F E R R E I R A

60 ESTUDOS NA GENÉTICA DA ESQUIZOFRENIA

61 ESTUDOS FAMILIARES - FUNDAMENTOS » Visam avaliar se a doença agrega-se em famílias » Agregação familiar: Risco dos Parentes > Risco da população geral » Semelhança entre parentes: Genética e Exposição Ambiental » Não são evidência conclusiva para transmissão genética FFFCMPA

62 ESTUDOS FAMILIARES - RESULTADOS » O risco para a esquizofrenia nos parentes de primeiro grau de probandos afetados varia amplamente entre os estudos, mas é sempre maior do que o risco da população em geral (aumento de 5 a 10 vezes). » Neuroimagem em Estudos Familiares: pais hígidos de esquizofrênicos têm ventrículos cerebrais anormalmente aumentados. FFFCMPA

63 ESTUDOS FAMILIARES - CONCLUSÃO » Os estudos familiares na esquizofrenia mostram um risco significativamente maior para a esquizofrenia em parentes próximos de pessoas afetadas do que seria esperado na população em geral. » O grau de agregação familiar encontrado na esquizofrenia sugere a atuação de fatores genéticos. FFFCMPA

64 ESTUDOS DE GÊMEOS - FUNDAMENTOS » Visam avaliar o grau de influência de fatores genéticos e não- genéticos na agregação familiar de uma característica. » Gêmeos monozigóticos (MZ) são geneticamente idênticos enquanto gêmeos dizigóticos (DZ) compartilham em média metade do material genético. » Supõe-se que tanto os gêmeos MZ quanto os DZ compartilham um ambiente comum quase no mesmo grau. » As taxas de concordância entre gêmeos MZ e DZ são comparadas em diferentes casos. FFFCMPA

65 ESTUDOS DE GÊMEOS - RESULTADOS » O risco para esquizofrenia no co-gêmeo de um probando esquizofrênico é muito maior em MZs do que em DZs. FFFCMPA Concordância entre gêmeos MZs: 48% Concordância entre gêmeos DZs: 17%

66 ESTUDOS DE GÊMEOS - DIFICULDADES » Existem poucos gêmeos MZs separados precocemente e criados em ambientes significativamente distintos. » A separação freqüentemente não foi total ou ocorreu tardiamente. » Viés: somente gêmeos muito similares e que foram criados separadamente despertam grande interesse científico. » Não é possível diferenciar fatores genéticos de fatores não- genéticos de atuação precoce (ex.: fatores intra-uterinos) através de estudos de gêmeos. FFFCMPA

67 ESTUDOS DE GÊMEOS - CONCLUSÕES » Estudos de gêmeos sugerem que fatores genéticos influenciam consideravelmente o grau de agregação familiar aumentado na esquizofrenia. » Fenômeno da penetrância reduzida: o genótipo de propensão à esquizofrenia não é expresso em alguns indivíduos que o possuem. FFFCMPA

68 ESTUDOS DE ADOÇÃO - FUNDAMENTOS » Visam separar influências genéticas de influências não-genéticas na agregação familiar de uma característica. » Dois desenhos básicos de estudo são possíveis. Modelo do Adotado Afetado: encontrar pessoas adotadas afetadas e verificar se a característica em questão ocorre na família biológica ou adotiva. Modelo de Pais Biológicos Afetados: verificar se os filhos adotados de pais afetados irão desenvolver a característica no novo ambiente. FFFCMPA

69 ESTUDOS DE ADOÇÃO - RESULTADOS MODELO DO ADOTADO AFETADO: diferentes estudos, utilizando variados critérios diagnósticos, demonstraram que tanto a esquizofrenia quanto as chamadas doenças do espectro da esquizofrenia foram mais comuns em parentes biológicos afetados do que em controles. FFFCMPA

70 ESTUDOS DE ADOÇÃO - RESULTADOS MODELO DE PAIS BIOLÓGICOS AFETADOS: esses estudos encontraram aproximadamente 17% de risco a mais para esquizofrenia nos adotados de mães esquizofrênicas do que em controles. Essa relação de risco é semelhante àquela que ocorre em filhos de esquizofrênicos não cedidos para adoção. FFFCMPA

71 ESTUDOS DE ADOÇÃO - CONCLUSÕES Os estudos de adoção demonstram que a presença de um progenitor esquizofrênico aumenta o risco na prole não apenas para esquizofrenia, mas também para alguns trantornos psicóticos associados. FFFCMPA

72 ESTUDOS DE GENÉTICA MOLECULAR » Visam identificar marcadores genéticos para a esquizofrenia (genes de suscetibilidade). » Estudos de Ligação: buscam identificar marcadores genéticos que sejam segregados junto a genes muito influentes na doença. » Estudos de Associação: procuram identificar genes que estejam diretamente associados com a doença. FFFCMPA

73 ESTUDOS DE LIGAÇÃO - FUNDAMENTOS » Procuram definir a probabilidade de um marcador próximo a um local suspeito no genoma ocorrer juntamente com a característica em estudo em uma família. » Os resultados são expressos sob a forma de um logaritmo de odds (lod score), que indica a intensidade da ligação dos eventos estudados. » Valores de Lod score * < -2: descarta ligação * Entre -2 e 1,9: ligação improvável * Entre 1,9 e 3,3: sugere ligação * > 3,3: evidência de ligação FFFCMPA

74 ESTUDOS DE LIGAÇÃO - FUNDAMENTOS » Em doenças complexas, como a Esquizofrenia, valores de lod score substancialmente maiores do que 3 são necessários para que uma ligação consistente seja estabelecida » Atualmente, 8 regiões cromossômicas são consideradas promissoras: 5q, 6p, 6q, 8p, 10p, 13q e 22q. FFFCMPA

75 ESTUDOS DE LIGAÇÃO - RESULTADOS FFFCMPA

76 Para todos esses estudos, existem, em contrapartida, publicações cujos resultados foram divergentes no que se refere à ligação com as regiões cromossômicas abordadas. FFFCMPA

77 ESTUDOS DE ASSOCIAÇÃO - FUNDAMENTOS » Procuram determinar o quanto uma variante gênica (um alelo em particular) é mais freqüente entre indivíduos afetados em relação a indivíduos não-afetados. » Estudos de associação são estudos de caso-controle. » Os genes escolhidos para estudos de associação são aqueles considerados suspeitos de associação com a Esquizofrenia devido ao achado de alterações nos produtos desses genes em pacientes esquizofrênicos. FFFCMPA

78 ESTUDOS DE ASSOCIAÇÃO - RESULTADOS » Por que é suspeito? 1) Hipóteses acerca de influências virais e auto-imunes na etiologia da esquizofrenia sugerem associação com a função imunológica. 2) Os loci determinantes do sistema HLA situam-se em região que demonstrou relação com esquizofrenia em estudos de ligação. » Diferentes graus de associação foram relatados em vários estudos. Resultados ainda inconclusivos. SISTEMA HLA FFFCMPA

79 ESTUDOS DE ASSOCIAÇÃO - RESULTADOS » Por que é suspeito? São encontradas anormalidades na neurotransmissão dopaminérgica em pacientes esquizofrênicos (atividade aumentada). » Alelos para Receptor D3: associações consistentes iniciais não foram replicadas. » Alelos para Receptor D4: resultados negativos em estudos de associação » Genes para Receptores D2, D5; DAT e DBH: resultados negativos ou inconsistentes. SISTEMA DOPAMINÉRGICO FFFCMPA

80 ESTUDOS DE ASSOCIAÇÃO - RESULTADOS » Por que é suspeito? São encontradas anormalidades na neurotransmissão serotoninérgica em pacientes esquizofrênicos (modificações nas densidades dos receptores). » Alelos para receptores 5-HT2A, 5-HT2C e 5-HT6: não há evidências de associação. SISTEMA SEROTONINÉRGICO FFFCMPA

81 ESTUDOS DE ASSOCIAÇÃO - RESULTADOS OUTROS SUSPEITOS FFFCMPA

82 C O N C L U S Ã O

83 CONCLUSÃO » A Esquizofrenia é uma doença de freqüência significativa em povos de todo o mundo e suas característica clínicas determinam sofrimento para o indivíduo afetado e seus familiares, além de grande prejuízo para a sociedade. » Os resultados contraditórios de recentes estudos de associação e de ligação tornam cada vez mais aceitável a possibilidade de que a Esquizofrenia apresente uma importante heterogeneidade etiológica do ponto de vista genético. » Acreditamos que os estudos de genética molecular na Esquizofrenia irão ser beneficiados pelos recentes progressos no entendimento da origem neurodesenvolvimental dessa doença. FFFCMPA

84 FIM


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