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Gestão Financeira - 2013 Prof. M.Sc. Paulo Jair Viotto.

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Apresentação em tema: "Gestão Financeira - 2013 Prof. M.Sc. Paulo Jair Viotto."— Transcrição da apresentação:

1 Gestão Financeira Prof. M.Sc. Paulo Jair Viotto

2 OBJETIVO Capacitar o aluno a conhecer os conceitos, teorias e práticas da gestão financeira nas organizações e sua importância como ferramenta de gestão.Despertar no aluno, a visão da correlação de tomada de decisão e o seu impacto financeiro nas organizações.Desenvolver habilidades no aluno de gestor financeiro.

3 METODOLOGIA Aulas expositivas; utilização de recursos multimídia; análise e resolução de exercícios em sala de aula; exercícios individuais. CONTEÚDO PROGRAMÁTICO 1-CONSIDERAÇÕES SOBRE GESTÃO FINANCEIRA 2-ADMINISTRAÇÃO DO CAPITAL DE GIRO 3-ANÁLISE DAS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS 4-ADMINISTRAÇÃO DAS DISPONIBILIDADES 5-ADMINISTRAÇÃO DE CONTAS A RECEBER 6-PREVISÃO DE FALÊNCIAS DE EMPRESAS 7-ANÁLISE DE MARGEM X GIRO 8-ALAVANCAGEM

4 PLANO DE ENSINO Curso: Marketing EMENTA DA DISCIPLINA CONSIDERAÇÕES SOBRE GESTÃO FINANCEIRA.ADMINISTRAÇÃO DO CAPITAL DE GIRO.ANÁLISE DAS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS.ADMINISTRAÇÃO DAS DISPONIBILIDADES.ADMINISTRAÇÃO DE CONTAS A RECEBER.PREVISÃO DE FALÊNCIAS DE EMPRESAS.ANÁLISE DE MARGEM X GIRO.ALAVANCAGEM.

5 CRITÉRIO DE AVALIAÇÃO Provas bimestrais(peso 80%) e trabalhos em sala de aula(peso 20%). REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS Bibliografia Básica GITMAN,LAWRENCE JEFFREY. Administração Financeira: Uma abordagem gerencial. São Paulo: Pearson Education do Brasil GROPPELLI,A.A. Administração Financeira. São Paulo: Saraiva Bibliografia Complementar ZDANOWICZ, JOSÉ EDUARDO. Fluxo de Caixa.Porto Alegre:Editora Sagra Luzzatto,2002. FREZATTI,FÁBIO. Gestão do Fluxo de Caixa.São Paulo: Atlas,1997.

6 Considerações sobre Gestão Financeira Administração financeira é a arte e a ciência de administrar recursos financeiros para maximizar a riqueza dos acionistas (LEMES JUNIOR; ROGO; CHEROBIN, 2002, p. 5) Está preocupada com dois aspectos importantes dos recursos financeiros: a rentabilidade e a liquidez. Isso significa que o Administrador Financeiro procura fazer com que os recursos financeiros sejam lucrativos e líquidos ao mesmo tempo.

7 Os dois objetivos da Administração Financeira, portanto, são: o melhor retorno possível do investimento (rentabilidade ou lucratividade) e a rápida conversão em dinheiro (liquidez).

8 ADMINISTRAÇÃO FINANCEIRA E A CONTABILIDADE Embora haja relação íntima entre essas funções, a função contábil é melhor visualizada como um insumo necessário à função financeira, isto é, como uma sub-função da Administração Financeira

9 ÊNFASE NO FLUXO DE CAIXA O contador, usando certos princípios padronizados e geralmente aceitos, prepara as demonstrações financeiras com base na premissa de que as receitas devem ser reconhecidas por ocasião das vendas e as despesas, quando incorridas.

10 As receitas oriundas das vendas de mercadorias a crédito, pela qual não se tenha recebido ainda o pagamento efetivo de caixa, aparecem nas demonstrações financeiras da empresa como Contas a Receber, um ativo temporário. As despesas são tratadas de modo semelhante, isto é, certos passivos são criados para representar bens ou serviços que foram recebidos, mas ainda devem ser pagos.

11 O administrador financeiro está mais preocupado em manter a solvência da empresa, proporcionando os Fluxos de Caixa necessários para honrar suas obrigações e adquirir e financiar os ativos circulantes e fixos, necessários para atingir a meta da empresa.

12 A Cia. Xica, realizou vendas na ordem de R$ ,00, referentes a mercadorias adquiridas por R$ ,00. Embora a Cia tenha pago integralmente pela mercadoria adquirida, realizou as vendas a prazo, logo, ainda tem que receber de seus clientes.

13 As perspectivas de ambos são: perspectiva contábil perspectiva financeira receita de vendas ,00 entrada de caixa0,00 (-) despesas ,00(-) saída de caixa ,00 lucro líquido ,00fluxo líquido de caixa( ,00)

14 Ao administrador financeiro compete olhar além das demonstrações financeiras de sua companhia para perceber problemas que estão surgindo ou já existem. A falta de fluxo de caixa originou-se de contas a receber não cobrada. Contadores usam método de regime de competência Administradores usam métodos de regime de caixa

15 TOMADA DE DECISÃO O executivo financeiro avalia as demonstrações do contador, desenvolve dados adicionais e toma decisões com base em análises subseqüentes (toma suas decisões baseado em suas avaliações que deverão contemplar os riscos e retornos inerentes).

16 O PAPEL DA ADMINISTRAÇÃO FINANCEIRA NA EMPRESA Análise e planejamento financeiro - esta função envolve a transformação de dados financeiros em uma forma que possa ser usada para orientar a posição financeira da empresa, avaliar a necessidade de aumento da capacidade produtiva e determinar que tipo de financiamento adicional deve ser feito. As Funções do Administrador Financeiro

17 O PAPEL DA ADMINISTRAÇÃO FINANCEIRA NA EMPRESA Administração da estrutura de ativo da empresa - tomar decisões de investimentos. O administrador financeiro determina a composição e os tipos de ativos encontrados no Balanço da empresa. A composição refere-se ao valor em dinheiro dos ativos circulantes e fixos. Depois que a composição estiver fixada, o administrador financeiro precisa determinar certos níveis ótimos de cada tipo de ativo circulante e tentar mantê-los. Deve também, detectar quais são os melhores ativos fixos a serem adquiridos e saber quando os ativos fixos existentes se tornarão obsoletos e precisarão ser modificados ou substituídos.

18 O PAPEL DA ADMINISTRAÇÃO FINANCEIRA NA EMPRESA Administração da estrutura financeira da empresa - tomar decisões de financiamentos. Esta função é relacionada com o lado direito do Balanço da empresa. Duas decisões importantes precisam ser feitas a respeito da estrutura financeira da empresa. Em primeiro lugar, a composição mais adequada de financiamento a curto e longo prazo precisa ser determinada. É uma decisão importante, pois afeta tanto a rentabilidade da empresa como sua liquidez global.

19 Cabem duas tarefas básicas à função financeira: obtenção de recursos nas condições mais favoráveis possíveis; e alocação eficiente desses recursos na empresa.

20 As fontes de recursos à disposição de uma empresa podem ser classificadas: Recursos próprios (capital integralizado, reservas, e lucros retidos) e recursos de terceiros (compromissos assumidos e dívidas contraídas); Recursos permanentes (recursos próprios e dívidas de longo prazo) e recursos temporários (compromissos e dívidas de curto prazo); Recursos onerosos (provocam despesas financeiras) e recursos não onerosos.

21 A segunda tarefa básica da função financeira diz respeito à alocação eficiente de recursos. Isto envolve a constante busca da otimização no uso dos fundos para que seja alcançada a rentabilidade desejada e preservada a capacidade da empresa pagar seus compromissos nos vencimentos.

22 Áreas de Decisões: decisões de investimento; decisões de financiamento; e decisões relativas à destinação do lucro.

23 Referem-se tanto à administração do ativo quanto à implementação de novos projetos. do ativo: Estoque elevado de matérias primas; Estoque elevado de produtos em elaboração; Estoque elevado de estoque de produtos acabados; Prazos dilatados de faturamento;

24 Os objetivos do Administrador Financeiro O administrador financeiro deve realizar os objetivos dos proprietários da empresa. No caso de sociedades anônimas, os proprietários da empresa normalmente não são os administradores. Devem maximizar a satisfação dos proprietários-acionistas seja ela representada pela maximização da riqueza (ou o preço da ação) ou pela maximização do lucro (tornar máximo o lucro por ação).

25 Para a maximização da riqueza, isto é, para o aumento de valor de mercado da empresa, concorrem: Perspectiva de longo prazo - a empresa deve ser perpetuada e, para tanto, tem de realizar investimentos em tecnologia, novos produtos etc. que poderão sacrificar a rentabilidade atual em troca de maiores benefícios no futuro;

26 Valor do dinheiro no tempo - os projetos de investimentos envolvem fluxos de desembolsos e entradas de caixa. Existem diversas técnicas para avaliar tais projetos e algumas delas transformam os fluxos futuros de caixa em valores atuais, através de aplicação de determinada taxa de Considerando o valor do dinheiro no tempo, a seleção de projetos a serem implementados visará aumentar ou, pelo menos, manter o valor de mercado da empresa;

27 Retorno do capital próprio - os acionistas esperam ser remunerados através de dividendos e, principalmente pela valorização de suas ações. A administração financeira deve atender essa expectativa; Risco - o retorno deve ser compatível com o risco assumido. Maior risco implica a expectativa de maior retorno;

28 Dividendos - deve ser adotada uma política de distribuição regular de dividendos, independentemente das flutuações dos lucros, minimizando os efeitos negativos que possam afetar as cotações das ações. A empresa não pode desapontar os acionistas que apreciam receber dividendos periódicos.

29 Os dois objetivos da administração financeira, são assim resumidos: a liquidez e; a rentabilidade.

30 A Liquidez A liquidez é a capacidade que uma empresa tem de pagar suas dívidas nas datas dos vencimentos. Deve-se aplicar boa parte dos fundos disponíveis e manter inativa outra parte como proteção ou defesa contra riscos de não se conseguir pagar algum débito. E esses fundos inativos não produzem retorno aos investidores. Assim, a maximização da rentabilidade e da liquidez, ao mesmo tempo, não é possível

31 A liquidez de uma empresa é o grau de capacidade que ela tem, em determinado momento, de atender os seus compromissos de curto prazo através da realização de seus Ativos Circulantes

32 A insolvência de uma empresa pode surgir devido a excesso de imobilizações ou de estoques, à concessão aos clientes de prazos muito longos para pagamentos, ou ainda, à utilização de fontes de financiamentos inadequadas

33 Os estoques de matérias-primas precisam ser transformados em estoques de produtos acabados e isso envolve certo período de tempo. Os estoques de produtos acabados necessitam ser vendidos, implicando mais esforço e tempo.

34 Uma empresa apresenta boa liquidez quando seus ativos e passivos são administrados convenientemente. Não é necessário manter numerário parado em caixa para liquidar compromissos a vencer em futuro próximo. Isto seria desaconselhável do ponto de vista da rentabilidade, uma vez que tais recursos não são gratuitos. O importante é manter os fluxos de entradas e saídas de caixa sob controle e conhecer antecipadamente as épocas em que irá faltar numerário.

35 Rentabilidade A rentabilidade é alcançada à medida que o negócio da empresa proporcione a maximização dos retornos dos investimentos feitos pelos proprietários ou acionistas. Conforme Braga, (1992, p.30), "a rentabilidade é o grau de êxito econômico obtido por uma empresa em relação ao capital nela investido"

36 Conforme Chiavenato (1990, p. 10), Um dos principais desafios da Administração Financeira é manter a rentabilidade e liquidez em nível satisfatório. Braga, em seu livro Fundamentos e Técnicas de Administração Financeira, (1992, p. 31), também afirma que o equilíbrio entre a liquidez adequada e a rentabilidade satisfatória constitui constante desafio enfrentado pela Administração Financeira.

37 Medições Índice de Liquidez Geral = (Ativo Circulante + Realizável de Longo Prazo)/ (Passivo Circulante + Exigível a Longo Prazo) Indica quanto a empresa possui de AC+RLP -para cada R$ l,00 da dívida total. Índice de Liquidez Corrente = (Ativo Circulante)/ (Passivo Circulante)

38 Medições Índice de Liquidez Seca = (Ativo Circulante - Estoques)/ (Passivo Circulante) Indica quanto a empresa possui de Ativo Líquido (AC-Estq) para cada $1,00 de PC. Exerce a mesma função do índice de liquidez corrente, excluídos porém, os estoques. Índice de Liquidez Imediata = Disponível/ (Passivo Circulante) Indica quanto a empresa possui em Caixa, disponível naquele momento, para cada $1 de PC. Mede a capacidade da empresa saldar seus compromissos de curto prazo, imediatamente, isto é, com os valores disponíveis.

39 Capital de Giro: Capital de Giro Líquido = Ativo Circulante - Passivo Circulante Indica o saldo líquido a girar na empresa.

40 Rentabilidade Giro do Ativo = Vendas Líquidas/ Ativo Denota o número de vezes que o ativo é utilizado no período. Margem Líquida = Lucro Líquido/ Vendas Líquidas Indica quanto a empresa obtém de lucro para cada $1,00 vendido. Rentabilidade do Ativo = Lucro Líquido/ Ativo Indica quanto a empresa obtém de lucro para cada $1,00 de investimento total médio.

41 Rentabilidade Rentabilidade do Patrimônio Líquido = Lucro Líquido/ Patrimônio Líquido Indica quanto a empresa obtém de lucro para cada $1,00 de capital próprio investido. Também conhecido como retorno do capital dos acionistas.

42 Demonstrações Financeiras Principais Demonstrações Financeiras Balanço Patrimonial O Patrimônio da empresa é constituído de bens, direitos e obrigações. A estrutura do Balanço Patrimonial é composta de dois grandes grupos: do lado esquerdo o Ativo (constituído pelos bens e direitos pertencentes à empresa.

43 Ou seja, as aplicações de recursos em bens e direitos) e, do lado direito, o Passivo (constituído das obrigações com credores e terceiros, ou seja, as várias fontes de recursos que permitem as aplicações no Ativo). Por definição, a soma dos dois lados do Balanço deve ser equivalente.

44 ATIVO ATIVO CIRCULANTE Disponível em caixa e bancos Créditos com os clientes Estoques Despesas do exercício seguinte Títulos e valores mobiliários ATIVO REALIZAVEL A LONGO PRAZO Empréstimos compulsórios da Eletrobrás Empréstimos a sócios e diretores Empréstimos a firmas interligadas Participação não permanente em outras empresas ATIVO PERMANENTE Investimentos Participações em outras empresas Imóveis p/futura utilização Imobilizado Terrenos, Máquinas, Ferramentas Veículos, Instalações, Móveis e Máquinas de escritório Florestamento Depreciação Diferido Pesquisa e desenvolvimento de produtos Gastos de Implantação de Sistemas e Métodos Gastos de reorganização (compreende as aplicações de recursos em despesas que contribuirão para a formação de resultado de mais de um exercício social.)

45 PASSIVO PASSIVO CIRCULANTE Dívidas com Fornecedores Dívidas com Instituições Financeiras Contribuições a pagar Impostos a pagar Títulos e contas a pagar PASSIVO EXIGIVEL A LONGO PRAZO Créditos de sócios e diretores Créditos de firmas interligadas Empréstimos em moeda nacional ou estrangeira (cujo vencimento será após o exercício seguinte) RESULTADOS DE EXERCICIOS FUTUROS Rendas antecipadas PATRIMÔNIO LÍQUIDO Capital Reservas Lucros (prejuízos acumulados)

46 Existe uma nova estrutura para as demonstrações contábeis, ainda não praticada. O Balanço Patrimonial pode ser resumido na seguinte equação: A = P + PL, onde: A = Ativo Total - soma dos bens e direitos da empresa P = Passivo - soma das obrigações e dívidas com terceiros. PL= Patrimônio Líquido - soma do capital, das reservas, dos lucros.

47 Longo Prazo - Que deverá se realizar após o final do próximo exercício. Curto Prazo, ou Circulante, obviamente é o que deverá ser realizado dentro do próximo exercício.

48 Demonstração do Resultado do Exercício (DRE) A Demonstração do Resultado do Exercício - DRE - é um demonstrativo financeiro que serve para exprimir com clareza o resultado que a empresa obteve no exercício social. No Ativo Circulante encontramos registrados o numerário disponível, os estoques de matérias- primas, embalagens e produtos não consumidos ou vendidos no próprio ano e os valores a receber até um ano da data do Balanço.

49 No Realizável a Longo Prazo encontramos os valores que a empresa tem a receber acima de um ano da data do Balanço.

50 Receita Bruta -deduções da receita bruta =Receita Líquida -Custo da Mercadoria Vendida (CMV) =Lucro Bruto -as despesas operacionais de vendas gerais e administrativas honorários da administração despesas financeiras outras despesas operacionais + Outras receitas operacionais receitas financeiras =Lucro Operacional -Despesas Não Operacionais (ou extra operacionais) +Receitas Não Operacionais (ou extra operacionais) + ou -Resultado da Correção Monetária = Lucro Líquido Antes do Imposto de Renda - Previsão para o imposto de renda -Participações estatutárias = Lucro Líquido Depois do Imposto de Renda Lucro líquido por ação

51 CMV = Estoque Inicial + Compras - Estoque Final O fisco aceitaria o método PEPS (o Primeiro que Entra é o Primeiro que Sai)-FIFO, mas nesta alternativa, o CMV seria menor, elevando o lucro tributável, o que seria desvantajoso para a empresa. O CMV tem sua fórmula:

52 A Lei 6404/76, classificou as despesas e receitas financeiras como elementos de natureza operacional. O ponto de vista da Administração Financeira difere neste critério, pois, entende que o Lucro Operacional deve corresponder ao resultado das operações principais da empresa, independentemente das despesas geradas pelos empréstimos e financiamentos e das receitas oriundas das aplicações de recursos temporariamente disponíveis.

53 LLA = Lucro líquido depois do Imposto de Renda/ Número de ações ordinárias emitidas O lucro líquido por ação da empresa é um dado importante para a direção e para os acionistas atuais e potenciais, pois representa o ganho de cada ação ordinária emitida. Não tem nada a ver com os lucros efetivamente distribuídos aos acionistas. Seu cálculo é feito pela equação:

54 Confirmação de conceitos O objetivo principal dos administradores financeiros é maximizar a riqueza da empresa ou o preço da ação da empresa. O objetivo secundário é maximizar o lucro por ação (L/a) Esforçando-se para obter lucros ótimos, um a empresa pode negligenciar o risco, ou seja, decisões de investimentos baseadas em lucros elevados podem causar o desaparecimento do lucro ou fazê-lo flutuar excessivamente; isso pode levar à insolvência ou a uma grande parcela de incertezas.

55 Investidores e credores buscam em uma empresa os retornos mais elevados possíveis e menor risco possível. Os credores não querem que a empresa mudanças desnecessárias, que poderiam levá-la à insolvência.

56 As empresas devem tentar minimizar os riscos ambientais, tais como, poluição do ar e da água. Comprando equipamentos não poluentes, uma empresa aloca recursos para equipamentos não produtivos e não lucrativos, reduzirá a margem de lucro mas melhorará sua imagem.

57 Os administradores financeiros devem ser éticos e procurar interagir com a comunidade. Devem se adaptar aos padrões ambientais, legais, de saúde e de segurança. Nessa interação deve evitar a se aventurar em investimentos que transgridam os princípios democráticos e a ajudar as minorias a obterem empregos. Em outras palavras, o equilíbrio deve ser obtido entre a tentativa de maximizar a riqueza e o atendimento da melhoria das condições sociais.

58 Capítulo II – Administração do Capital de Giro Ativos circulantes, comumente chamados de capital de giro ou capital circulante, representam a porção de investimento que circula de uma forma para outra, na condução normal dos negócios. (GITMAN,2001, p. 459)

59 Considerando que Capital de Giro é igual a Ativo Circulante, administração de capital de giro nada mais é do que administração do ativo circulante. Os ativos circulantes mais importantes são: caixa, títulos negociáveis, duplicatas a receber e estoques.

60 Considerando também que, Capital de Giro Líquido é igual ao Ativo Circulante menos o Passivo Circulante [CGL = AC - PC], significa também que, deve-se administrar o Passivo Circulante, sendo os mais importantes: bancos, fornecedores, contas a pagar e despesas provisionadas a pagar, como impostos, salários, etc.

61 Como as atividades de produção, venda e cobrança não são sincronizadas, o capital de giro divide-se em: fixo (ou permanente): volume mínimo de ativo circulante necessário para manter a empresa em condições normais de funcionamento. variável (ou sazonal): necessidades adicionais ou temporais de recursos

62 Verificadas em determinados períodos e motivadas, principalmente, para compras antecipadas de estoques, maior necessidade de recebimentos de clientes, recursos de caixa em trânsito, maiores vendas em certos períodos do ano.

63 A importância e o volume do capital de giro para uma empresa são determinados pelo volume de vendas, o qual é lastrado pelo estoque, valores a receber e caixa; pela sazonalidade dos negócios que determina variações nas necessidades de recursos ao longo do tempo; pelos fatores cíclicos da economia, recessão e comportamento do mercado; pela tecnologia aplicada aos custos e tempos de produção; e pelas políticas de negócios centradas nas alterações de vendas, crédito, produção etc.

64 Capital de Giro Líquido = Ativo Circulante - Passivo Circulante. CCL = AC - PC

65 Algebricamente, temos: CCL = AC - PC, ou CCL = (PL+ELP) - (AP+RLP) sendo, PL e ELP, recursos não correntes, e AP e RLP, aplicações não correntes. AC = ativo circulantePC = passivo circulante PL = patrimônio líquidoELP = exigível em longo prazo AP = ativo permanenteRLP = realizável em longo prazo

66 Estrutura patrimonial – Capital de Giro Líquido ATIVO AC = 600 PASSIVO PC = 400 RLP = 100 ELP = 250 AP = 300 PL = 350

67 AC-PC = 200 Na ilustração, do total de R$ 600 aplicados no AC, R$ 400 são financiados por créditos a curto prazo (Passivo Circulante), e os R$ 200 restantes, que representam o Capital de Giro Líquido da empresa, são oriundos de recursos de longo prazo (ELP e PL).

68 Em linguagem mais simples, dos R$ 600 (ELP+PL) captados em longo prazo, R$ 400 estão sendo aplicados em ativos de longo prazo (AP+RLP), e os R$ 200 excedentes estão financiando o capital de giro da empresa, apresentando uma folga financeira.

69 CAPITAL CIRCULANTE PRÓPRIO Adota-se também, na prática, o conceito do Capital Circulante Próprio - CCP. Sua fórmula matemática: CCP = PL - (AP+RLP) O CCP revela, basicamente, os recursos próprios da empresa que estão financiando suas atividades correntes - o ativo circulante.

70 CAPITAL CIRCULANTE LÍQUIDO X LIQUIDEZ Quanto maior for o CCL, menor será o risco de insolvência. O ILC (índice de liquidez corrente) será positivo, isto é, maior que 1 (boa liquidez). Por outro lado, o CCL baixo não indica sempre dificuldade financeira.

71 Redes de supermercados realizam compras a prazo de seus fornecedores e giram rapidamente seus estoques, através de vendas a vista, obtendo. deste modo grande volume de numerário correspondente às exigibilidades ainda não vencidas. Aplicando esses recursos no mercado financeiro a empresa consegue realizar grandes lucros, possibilitando inclusive ofertar determinadas mercadorias a preços inferiores àqueles que serão pagos aos fornecedores.

72 CAPITAL CIRCULANTE LÍQUIDO X RENTABILIDADE

73 INFORMACÕES ADICIONAIS ATIVOS CORRENTES = capital da empresa que circula até transformar-se em dinheiro. ATIVO OPERÀCIONAL = AC + Ativo Fixo (Imobiliz - depreciação) ATIVO CIRCULANTE OPERACIONAL = Estoques e Clientes - FOLGA FINANCEIRA = ou folga financeira a curto prazo, são os recursos

74 Próprios (PL) mais os recursos a longo prazo (ELP) aplicados em AC (ou CCL=AC-PC) ou ainda, os recursos não correntes aplicados em AC. IMOBILIZAÇÃO EXCESSIVA = encontrado em transportadoras, siderúrgicas, ferrovias, empresas de energia elétrica

75 ANÁLISE DO CAPITAL DE GIRO ATRAVÉS DOS PRAZOS MÉDIOS Através dos dados das demonstrações financeiras, podem ser calculados, por exemplo, quantos dias, em média, a empresa terá que esperar para receber suas duplicatas. Este é o chamado Índice de Prazo Médio de Recebimento de Vendas.

76 Outros, também conhecidos, são os Índices de Prazo Médio de Renovação de Estoques e o Índice de Prazo Médio de Pagamento de Compras. Esses três índices não devem ser analisados individualmente, mas sempre em conjunto.

77 Basicamente, existem 3 índices de prazos médios, que podem ser encontrados nas demonstrações financeiras. P M R V - Prazo Médio de Recebimento de Venda P M P C - Prazo Médio de Pagamento de Compras P M R E - Prazo Médio de Renovacão de Estoque

78 PRAZO MÉDIO DE RECEBIMENTO DE VENDAS = PMRV PMRV = (Dupls a Receber / Vendas) x 360 Retrata o número de dias, em média, em que os recebimentos dos valores das vendas a prazo são recebidos no caixa da empresa.

79 Vendas a prazo de R$ ,00 ao ano Saldo da conta de Duplicatas a Receber - R$ ,00,... PMRV = DR/V x / x 360 => 30 dias PRAZO MEDIO DE PAGAMENTO DE COMPRAS PMPC = (Fornecedores / Compras) x 360 ou PMPC = (Fornecedores / CMV) x 360

80 Retrata o número de dias, em média, em que os pagamentos dos valores das compras a prazo são efetuados pelo caixa da empresa. Compras a prazo no ano - R$ ,00 Saldo da conta Fornecedores - R$ ,00

81 PMPC = Fornecedores/Compr x / x 360 => 60 dias ou PMPC = Fornecedores/CMV x 360 (Para efeito de análise financeira, quando não dispuser do valor das compras, utilizar-se do cmv.) Prazo médio de renovacão de estoque PMRE = estoque/CMV x 360

82 INTER-RELAÇÃO DOS ÍNDICES DE PRAZO MÉDIO "a análise dos prazos médios só é útil quando os três prazos são analisados conjuntamente". (Matarazzo, 1998, p.324) O PMRE representa, na empresa comercial, o tempo médio de estocagem de mercadorias; O PMRV expressa o tempo decorrido entre a venda e o recebimento.

83 CICLO OPERACIONAL = PMRE + PMRV

84 O Ciclo Operacional mostra o prazo do investimento. O ciclo operacional representa o intervalo de tempo em que não ocorrem ingressos de recursos financeiros na empresa, demandando capital para financiá-lo. Trata-se, portanto, de um período (médio) em que são investidos recursos

85 Nas operações sem que ocorram entradas de caixa correspondentes. Parte desse capital de giro é financiado pelos fornecedores que concederam prazo para pagamento. Se o PMPC for superior ao PMRE, então os fornecedores financiarão também uma parte das vendas da empresa.

86 Existe o momento em que a empresa paga o fornecedor e o momento em que recebe de seus cliente. O tempo decorrido entre ambos é o Ciclo Financeiro (também chamado Ciclo de Caixa). 2. os fornecedores financiam apenas parte do estoque:

87 Nas empresas industriais o PMRE engloba as matérias-primas e outros materiais de produção, como também os produtos em elaboração e acabados.(produção + estocagem). CICLO DE CAIXA = PMRE + PMRV - PMPC

88 GIRO DE ESTOQUE = 360/PMRE ou CMV/ESTOQUE GIRO DE DUPLICATAS A RECEBER = 360/PMRV ou VENDAS/DUPL.REC. GIRO DE FORNECEDORES = 360/PMPC ou COMPRAS/FORNECEDORES

89 CICLO ECONÔMICO Ciclo Econômico = PMRE ÍNDICE DE POSICIONAMENTO RELATIVO

90 ADMINISTRAÇÃO DO CAPITAL DE GIRO - ÍNDICES "um índice é como uma vela acesa num quarto escuro"(MATARAZO, 1998, p.153) ÍNDICES DE ESTRUTURA DE CAPITAL 1 Participa cão de capital de terceiros

91 Significa quanto a empresa tomou de capital de terceiro para cada unidade monetária do capital próprio. É um índice que quanto menor, melhor. Um índice maior que 1 (> 100%) evidencia desequilíbrio entre as duas grandes fontes de financiamentos do Ativo.

92 2 - Endividamento Geral IEG = (PC+ELP) / Ativo mostra a dependência dos recursos de terceiros nos financiamentos do Ativo. Quanto menor, melhor. Tem muito a ver com o IPKT, pois mostra a participação dos capitais de terceiros em nosso Ativos. 3 Imobilizacão do Patrimônio Líquido

93 IIPL = At. Perm / P L Indica quantas unidades monetárias a empresa aplicou no AP de PL. Quanto menor, melhor. Quanto mais a empresa investir em AP, (do PL) menos recursos próprios sobrarão para o AC, logo, maior dependência dos capitais de terceiros para financiamento de AC. O ideal, em termos financeiros, é a empresa dispor de PL suficiente para

94 Cobrir o AP, e ainda sobrar uma parcela chamada de CCP = capital circulante próprio, suficiente para financiar o AC ( por suficiente, entenda-se "deve dispor de liberdade de comprar e vender sem precisar sair o tempo todo atrás de bancos"). Por exemplo, AP = PL = IlPL=1.200 / = 0,8 ou 80%

95 Esse resultado mostra que a empresa investiu no AP a importância equivalente a 80% do PL, logo, os 20% restantes encontram-se aplicados em AC, então, CCP =20% do PL. CCP=PL-AP +RLP (ver Matarazzo, p. 169)

96 4 - Imobilização de Recursos Não Correntes IIRnC = A P / (ELP+ PL) Indica que percentual de recursos não correntes foi aplicado em Ativo Permanente. Quanto menor, melhor. Um alto grau de imobilização compromete a liquidez da empresa. A exemplo do IIPL, este indica o CCL - capital circulante líquido

97 AP = ELP = 500 PL = /( ) = 0,6 ou 60%, o que mostra ter investido em AP 60% dos valores denominados recursos permanentes, logo, 40% dos recursos permanentes, ou recursos não correntes estão no AC (CCL = 40% dos RñC) CCL = PL + ELP - AP CCP = PL - AP CCL = CCP + ELP

98 ÍNDICES DE LIQUIDEZ Em princípio, quanto maior este valor, melhor será a posição da liquidez a curto prazo da empresa, ou seja, maior se apresenta sua folga financeira. Liguidez Geral

99 além das fórmulas conhecidas { ILG =( AC+RLP) / ( PC+ELP) acrescente-se: ILG = 1 + (CCP 1 C3°s) C3ºs = PC + ELP 6 Liguidez Corrente além das fórmulas conhecidas ( ILC= AC / PC ), temos: ILC = 1 + (CCL / PC)

100 exemplo: AC = PC = AP = ELP = PL = , temos: ILC = 1 + (kcl/pc)--_ 1+(21.520/36.480) =1.59

101 Margem de lucratividade das vendas. Margem Bruta = lucro bruto / vendas líquidas Margem operacional = lucro oper / vendas líquidas Calcular s/ Dourada Margem líquida = lucro líquido / vendas líquidas Mark up global (*) = lucro bruto / C M V

102 Capítulo III – Análise das demonstrações Financeiras ANÁLISE VERTICAL A Análise Vertical dos demonstrativos financeiros corresponde ao estudo das alterações das composições dos principais conjuntos de contas, ao longo do tempo.

103 CONTASVALORESANÁLISE VERTICAL ATIVO Caixa e Bancos550 Duplicatas a Receber100 Estoques200 Ativo Circulante850 Empréstimos a Diretores50 Ativo Realizável a LP50 Veículos1000 Imóveis3000 Ativo Permanente4000 Ativo Total % CONTASVALORESANÁLISE VERTICAL ATIVO Caixa e Bancos550 Duplicatas a Receber100 Estoques200 Ativo Circulante850 Empréstimos a Diretores50 Ativo Realizável a LP50 Veículos1000 Imóveis3000 Ativo Permanente4000 Ativo Total % Para calcular: (regra de três simples) o Ativo Total está para 100%, a conta analisada está para X%

104 ANÁLISE HORIZONTAL FÓRMULA: (ano base está p/ 100, assim como o ano analisado está p/ X) menos 100 ou (ano anterior está p/ 100, assim como o ano analisado está p/ X ) menos 100

105 Conta AnosValoresA h aA h b Vendas A h a = análise horizontal sobre o ano anterior A h b = análise horizontal sobre o ano base (ano base = o primeiro da série dos anos analisados)

106 RESTRIÇÕES conta com data base com valor nulo (zero como divisor é elemento impossível...tende ao infinito...não se calcula) conta na data base com valores negativos e subsequentes positivos (retira-se o sinal negativo do final da operação) Reserva em X1 = -50 e em X x= {(200x100)/-50}-100= -500 (matematicamente 500% de 50=250) conta na data base com valores positivos e um ou mais valores subseqüentes negativos (resultado normal da operação) Reserva em x1= +200 e em x2= -100 {(-100x100)/200}-100 = -100

107 ANÁLISE HORIZONTAL REAL CONTA - FORNECEDORES: Ano valor nominal inflação IGP/DI 19x1 200, x2 500,00 30% x ,00 40% x ,00 20%218,4 19x ,00 50%327,6 Para melhor "ver" esses valores, basta avaliar que com R$100,00 em 19x1, comprávamos a mesma quantidade de bens que R$ 327,60 compra em 19x5. Ou a cada R$ 1,00 de 19x1 equivale a R$ 3,27 em 19x5.

108 19x1200 está p/100:.x está p/ 327,60 ===> 655,20, e 19x31.000está p/182:.x está p/327,60 ===> 1.800,00 em ambos os exemplos transformamos o poder de compra para 19x5 para conversão: valor nominal 19Xn está para IGP, assim como X está para o ano de conversão, 19x5 Ano vr. nominal IGP Multiplicado rvr. Ajustado AHR 19x1 200, ,6/ , x2 500, , , x31.000, , , ,7 19x41.500,00218,4 1, , ,4 19x52.000,00327, , ,3 x2=327/130x3=327,6/182x4=327,6/218,4x5=327,6/327,6 ou utilizando AH dos IGPs m231 AnoAHIGP AHR 19x x ou x ,7 ou +174,7 19x ,4 343,4 ou + 243,4 19x ,6 305,3 ou +205,3

109 ou utilizando a dolarização Divide-se o valor da conta pelo valor do dólar no final do exercício correspondente, obtendo a quantidade de dólares, em seguida, multiplica essa quantidade pelo valor do dinheiro americano no dia da transformação, conseguindo assim a conversão para os valores atuais.

110 Contas19x1AV19x2AVAha19x3AVAHb AHa Caixa e Bancos Dupl a Receber Estoques Ativo Total Fornecedores Empréstimos Salários a Pagar Empréstimo 400 d Vendas Líquidas Lucro bruto Despesas Operacionais Despesas Financeiras

111 Capítulo IV – Administração das Disponibilidades As disponibilidades compreendem o numerário mantido em caixa, os saldos bancários de livre movimentação e as aplicações financeiras de liquidação imediata.

112 ADMINISTRAÇÃO EFICIENTE DE CAIXA As estratégias básicas que devem ser empregadas pela empresa na administração de caixa são: Retardar, tanto quanto possível, o pagamento de duplicatas a pagar, sem prejudicar o conceito de crédito da empresa, aproveitando, porém, quaisquer descontos financeiros favoráveis

113 Girar os estoques com a maior rapidez possível, evitando falta de estoques que podem resultar interrupção na linha de produção ou perdas de vendas; Receber o mais cedo possível duplicatas a receber, sem perder vendas futuras, devido a técnicas rígidas demais de cobrança. os descontos financeiros, se economicamente justificáveis, podem ser utilizados para realizar este objetivo.

114 Quanto à primeira estratégia, considerar que: A empresa não deve realizar pagamentos antes dos vencimentos, a menos que desfrute de descontos financeiros compensadores; A empresa não deve atrasar seus pagamentos a fornecedores que detém uma posição oligopolista (pequeno número de vendedores detém a totalidade de oferta do mercado e oferece determinada mercadoria ou serviço a um grande número de compradores) no mercado, pois pode haver corte do crédito e suspensão das entregas previamente programadas;

115 Administrar atrasos é um comportamento pouco ético, porém constitui prática difundida que permite esticar as disponibilidades.

116 CICLOS DE CAIXA E GIROS DE CAIXA O ciclo de caixa de uma empresa é definido como o período de tempo que vai do ponto em que a empresa faz um desembolso para adquirir matérias-primas, até o ponto em que é recebido o dinheiro da venda do produto acabado. (ver ciclo financeiro - Capital de Giro).

117 Os fornecedores financiam totalmente os estoques e uma parte das vendas compra venda pagamento recebimento | | || | | | PMRV| |____PMRE____| | ciclo financeiro > | | ___PMPC____| |######################| ou ciclo de caixa (tempo em dias) Os fornecedores financiam apenas parte do estoque compra pagamento venda recebimento || | | |____________PMRE________ | | PMRV | |___________________________|__________________________________________ | | ciclo financeiro > | | PMPC|###############################| ciclo de caixa (tempo em dias)

118 Ciclo de caixa = PMRE + PMRV - PMPC Por analogia, ciclo de caixa é o número resultante da divisão de 360 dias do ano pelo ciclo de caixa. Giro de caixa = 360 / Ciclo de caixa Nas Figuras anteriores, temos: PMRE25 + PMRV60 - PMPC45 = / 40 = 9 vezes ao ano PMRE45 + PMRV30 - PMPC30 = / 45 = 8 vezes ao ano.

119 MOTIVOS PARA MANUTENÇÃO DE DISPONIBILIDADES As projeções de fluxos de entradas e de saídas de numerário constituem um instrumento imprescindível na administração das disponibilidades. É fundamental conhecer antecipadamente qual será o montante de recursos que irá sobrar ou faltar amanhã, nos próximos dias e assim por diante.

120 Nenhum dos dois itens tem um rendimento direto; além disso perdem valor numa economia inflacionária. Deste modo, são deliberadamente mantidas disponibilidades para: Motivo transação = atender os pagamentos programados para o curso normal das atividades. Aqui, o papel de uma previsão do fluxo de caixa é primordial. Ele contém, para um período curto subdividido conforme as conveniências da empresa, os valores de entradas e saídas de caixa decorrentes dos planos operacionais. É nada mais do que um quadro de recebimentos e desembolsos por natureza.

121 motivo precaução = formar uma reserva de segurança para enfrentar eventos imprevistos. Os saldos mantidos em disponibilidades, conforme visto, destinam-se a fazer face às operações normais e outra parcela para a possibilidade de haver diferença entre os fluxos previstos e os fluxos reais. A empresa deve evitar insuficiência de caixa, que pode provocar déficit superior ao esperado. Por isso, esta segunda parcela do saldo, cuja finalidade é proporcionar uma margem de segurança contra essas variações incertas e desfavoráveis.

122 motivo especulação = outra razão para manter voluntariamente disponibilidades estaria associada à intenção de aproveitamento de oportunidades lucrativas que poderiam referir-se à compra de bens, à aplicações no mercado financeiro e de capitais etc. No mercado financeiro são feitas as transações entre aqueles que oferecem e aqueles que demandam fundos, isto é, entre os fornecedores e os tomadores de fundos. É constituído por dois tipos de mercado: o mercado de capitais e o mercado monetário.

123 –Dinheiro refere-se a empréstimos e dívidas a curto prazo. (bancos, caixas econômicas, seguradoras, fundos de pensão) –O mercado de capital funciona através das bolsas de valores, onde são feitas as transações com as ações, letras de câmbio, títulos públicos etc.

124 ORÇAMENTO E PROJEÇÕES DE CAIXA Fluxo de caixa é o movimento de entradas e saídas de recursos financeiros do caixa. As projeções de caixa a curtíssimo prazo são necessárias porque muitos fatores contribuem para que os valores reais não coincidam com aqueles orçados para todo o ano, tais como: divergências nas taxas mensais de inflação, atraso ou antecipações nos cronogramas dos investimentos.

125 EMPRESA período de _____/_____/______ segunda -feira terça- feira quarta- feira quinta- feira sexta- feira sábado 1 Saldo do dia anterior 2 Vendas à vista 3. Recebimento de contas 4. dd 5. Empréstimos obtidos 6. Outros 7 8. Subtotal (soma de 1 a 7) 9.Compras à vista 10. Pagamento duplicatas e empréstimos 11. Pagamento de Serviços 12. INSS/ COFINS/IPVA/SEGUROS 13. Salários 14. Encargos sociais 15. CPFL / SABESP/ TELESP 16. Contador 17. Aluguel 18. Retirada Pró-Labore subtotal (soma de 9 a 19 Saldo de caixa do dia. ( ) Data: Visto:

126 MODELOS DE ADMINISTRAÇÃO DE CAIXA Ou, simplesmente caixa operacional, corresponde à média mensal dos recursos mínimos necessários para atender os desembolsos operacionais. A determinação do caixa mínimo operacional é necessária para calcular o custo de oportunidade dos recursos utilizados nas atividades operacionais

127 O custo de oportunidade baseia- se no fato de que se a empresa estivesse livre para usar o saldo disponível no caixa operacional, poderia aplicá-lo em investimentos igualmente arriscados, a um determinado percentual (x%), ou amortizar dívidas custando x% ao ano.

128 Giro de caixa = desembolsos operacionais anuais / caixa operacional Caixa operacional = desembolsos operacionais anuais / giro de caixa Giro de caixa = 360 / ciclo de caixa A lógica desse cálculo está na existência das seguintes equações: Essas fórmulas revelam que: quanto menor for o ciclo financeiro, maior será o giro de caixa; quanto maior for o giro de caixa, menor será o caixa operacional Exemplos: O ciclo financeiro da Cia. Comercial F. correspondeu a 135 dias e os seus desembolsos operacionais totalizaram R$ ,00. giro de caixa = 360 / 135 = 2,667 vezes ao ano caixa operacional = ,00 / 2,667 = R$ 8 043,00

129 Giro de caixa = 360 / 135 = 2,667 vezes ao ano Caixa operacional = ,00 / 2,667 = R$ 8 043,00 A empresa da Figura 2 apresenta PMRE de 25 dias, PMRV de 60 dias e PMPC de 45 dias. Considerando ser seu desembolso operacional de R$ ,00, qual seu giro de caixa e qual seu caixa mínimo operacional? Giro de caixa = 360 / 40 = 9 vezes ao ano Caixa operacional = ,00 / 9 = ,00

130 Existem outros modelos de administração de caixa além do modelo de caixa mínimo operacional, como por exemplo: Modelo de Baumol, Modelo de Miller e Orr e Modelo de dia da semana. Modelo de Baumol = Empresa que tem um fluxo regular de recebimentos de caixa, pode através de investimento a curto prazo no mercado financeiro transformá-lo e diversos fluxos de caixa. Aplica o modelo do lote econômico à administração de caixa. E como pode haver variações, adota-se, como em estoque, o saldo de segurança.

131 Baumol consideram o fluxo de caixa de uma empresa como já conhecido. São modelos determinísticos de administração de caixa, assumindo a total previsibilidade de seus valores. Já o modelo de Miller e Orr trabalha com um comportamento de caixa não determinístico, com caracterização imprevista, inexistindo relação preestabelecida do comportamento dos recursos ao longo do tempo. É um modelo de administração de caixa utilizado nas situações em que os fluxos de caixa são aleatórios.

132 Modelo de dia de semana = Usado quando o comportamento de caixa é afetado por uma variável sazonal. Assim, algumas empresas tem pagamentos concentrados no início do mês; em outras, como indústrias de lazer, tem movimento concentrado nos finais de semana.

133 RELAÇÕES COM OS BANCOS Alguns serviços que o conglomerado financeiro oferece: movimentação de numerários através de cheques e ordens de pagamento; débitos gerais em conta corrente; cobrança de duplicatas; seguros;

134 subscrição de ações aplicações financeiras (curto, médio e longo prazo) cadernetas de poupança aplicações em ouro e ações de outras empresas empréstimos/financiamentos para capital de giro: desconto de duplicatas e promissórias; financiamentos de impostos, importações, exportações; financiamentos a micro, pequenas e médias empresas. operações com BNDES - Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social

135 Reciprocidade Bancária A exigência de manutenção de recursos paralisados na conta é proibido; entretanto, existem muitas formas de os bancos pressionarem os clientes nesse sentido.

136 FLOAT O float refere-se à diferença existente entre o saldo da conta de uma empresa no banco e o valor registrado pela empresa em seus controles bancários. O float é sempre favorável ao banco e deve ser usado pela empresa na discussão da reciprocidade bancária, quando for necessária a captação de recursos de curto prazo, ou quando precisar de uma taxa de aplicação melhor.

137 ANÁLISE DA PLANILHA DO FLUXO DE CAIXA Os valores acumulados negativos sugerem a necessidade de obtenção de recursos externos ou postergação do pagamento de alguns compromissos, o que justifica o desmembramento dos desembolsos de caixa, de acordo com suas finalidades.

138 Uma vez detectados valores negativos de caixa, deve-se identificar os fatores que o geraram e procurar negociar com fornecedores, antecipadamente, de modo a mostrar interesse em liquidar o débito, sem ocasionar maiores transtornos. Alguns procedimentos devem ser evitados: postergação de salários de empregados, comissão de funcionários, atraso no pagamento de contas com incidência elevada de encargos ou conseqüências, como o de desligamento do fornecimento de energia elétrica, água ou outro.

139 Deve ser atentado para a ocorrência constante de saldo negativo de caixa, provocando busca de empréstimos bancários, factoring, descontos de duplicatas. Isso pode estar sendo resultado de uma política comercial inadequada, envolvendo preços e prazos praticados na compra e venda de produtos, como também de superdimensionamento de estoques.

140 Comparando cada coluna com a situação base, constatamos que o aumento no PMPC e reduções no PMRV e no PMRE provocaram: decréscimo no ciclo financeiro e aumento no giro de caixa; redução do caixa operacional e no correspondente custo de oportunidade.

141 Devemos estar atentos à certas limitações, como: não foram considerados os saldos de segurança para atender as incertezas e descompassos naturais nos fluxos de numerário; a redução no prazo médio de recebimento de vendas sugere redução de vendas; postergação nos pagamentos a fornecedores sugere aumento de custos.

142 Atividades situação base atraso no pagamento fornecedor aceleração das cobranças aumento no giro de estoques combinação das três estratégias dias Prazos médios de: Estoq PMRE Rec. PMRV Pagt. PMPC ciclo financeiro giro de cx (gc) 360/cf2,667 2,8803,000 3,429 4,5 vezes desembolsos operac $ (do) cx operac (co) do/gc custo de oport. (22,4% x co) variação sobre a situação base: redução do CO (CO novo -CO base) benefício anual (22,4% x redução do CO)

143 EMPRESA período de _____/_____/______ Atividades operacionaissegunda- feira terça- feira quarta- feira quinta- feira sexta- feira sábado 1. Saldo do dia anterior 2. Vendas à vista 3. Recebimento de contas 4. dd 5. Empréstimos obtidos 6. Outros 7 8. Subtotal (soma de 1 a 7) 9. Compras à vista 10. Pag. de dupli. e empréstimos 11. Pagamento de Serviços 12. INSS/ COFINS/IPVA/ SEGUROS 13. Salários 14. Encargos sociais 15. CPFL / SABESP/ TELESP 16. Contador 17. Aluguel 18. Retirada de Pró-Labore Subtotal (soma de 9 a 19) Saldo de caixa do dia. ( ) Data: Visto:

144 Fluxo de Caixa Ao elaborar a previsão de seu fluxo de caixa, você encontra as seguintes previsões: Previsão de Fluxo de caixa Segunda-feira a)saldo anterior R$ 2.000, b)vendas à vista R$ 5.000, c)pagamento de duplicatas de R$ 6.000, d)retirada de pró-labore R$ 800, e)recebimento de duplicatas R$ 1.100, f)pagamento de salários R$ 2.000, Terça feira a)recebimento de duplicatas R$ 300, b)vendas à vista R$ 2.000, c)pagamento de empréstimo em banco R$ 2.000, Quarta feira a)vendas à vista R$ 3.000, b)recebimento duplicatas – R$ c)pagamento encargos sociais – R$ 200, d)pagamento de serviços R$ 1.500, e)pagamento de água, luz R$ 1.000, f)pagamento de aluguel – R$ Quinta-feira a) vendas à vista R$ b)compras à vista R$ Sexta-feira a)vendas a vista R$ b)compras a vista R$ 1.000, Sábado a)vendas à vista R$ b)compras à vista R$ 800 c)recebimento de duplicatas R$ d)pagamento de serviços 300,

145 Capítulo V – Administração de Contas a Receber Dentro da Administração do Capital de Giro, o título de Duplicatas a Receber ou Clientes, tem sua participação muito atuante. Essa operação – vender a prazo – tem suas vantagens e desvantagens, conforme: –as empresas concedem crédito para ampliar seu nível de operações, obter ganhos, absorver melhor os custos fixos, e, assim, maximizar a rentabilidade. –a concessão de prazo para pagamentos favorece o escoamento da produção industrial, aumenta o giro de estoque do comércio, e permite às empresas prestadoras de serviços ampliarem suas atividades.

146 Conceder crédito aos clientes representa assumir custos e riscos que não existem nas vendas a vista, tais como:despesas com análise do potencial de crédito dos clientes; despesas com as cobranças das duplicatas; riscos de perdas com clientes incobráveis; custos dos recursos aplicados em Duplicatas a Receber; perda do poder aquisitivo do valor dos créditos em decorrência do processo inflacionário.

147 Giro de Duplicatas a Receber = Vendas a prazo / Duplicatas a Receber O prazo médio de cobrança pode ser calculado utilizando o giro das duplicatas a receber: PMC (ou PMRV) número de dias no período* / giro de duplicatas a receber (aponta o número de dias) PMC ( Pmrv) = (Dupls. a receber / vendas a prazo) x n.º de dias no período*) *(360) aponta a média diária das vendas a prazo PMC (ou PMRV) = (duplicatas a receber x 360) / vendas a prazo

148 Se quisermos estabelecer comparação entre nossas contas a receber e as nossas contas a pagar, devemos considerar: Giro de fornecedores = Compras a prazo /CMV ou fornecedores Prazo Médio de Pagamento de compras. = Fornecedores x 360 / CMV

149 POLÍTICA DE CRÉDITO E COBRANÇA Crédito sugere noção de credibilidade, que em transação comercial significa capacidade de pagamento de um tomador de recursos a serem pagos. A política de crédito de uma empresa fornece os parâmetros que determinam se deve ser ou não concedido crédito a um cliente e, em caso afirmativo, qual o valor do limite de crédito a ser atribuído.

150 A análise de crédito envolve o levantamento de informações sobre o cliente que poderiam ser classificados através do que se convencionou denominar pelos 5C's do Crédito: (para pessoas jurídicas) caráter = o cliente procurará cumprir sua obrigação ? (Character). Refere-se à intenção do devedor em pagar suas dívidas, independentemente de haver ou não condições de fazê-lo. As informações cadastrais obtidas junto aos bancos, fornecedores e agências especializadas (SPC's) permitem conhecer os hábitos de pagamentos..., "é pontual" "costuma pagar com x dias de atraso"...."só paga títulos apontados em cartório".... "tem títulos protestados"...Diz respeito à idoneidade do cliente;

151 capacidade = o desempenho operacional e financeiro do cliente permitirá a geração de recursos para efetuar o pagamento ? (capacity). Relacionada também com a competência dos administradores e com o potencial de produção e vendas da empresa. A determinação da capacidade de pagamento é realizada através de dados indiretos que permitem inferir a capacidade de pagamento. Participam desta análise a avaliação da experiência dos proprietários (compradores), sua capacidade de produção – quantitativa e qualitativa – equipes de vendas, análises de índices, entre outros;

152 condições = quais serão os efeitos de acontecimentos externos, por ex. nível de atividade da economia, sobre a capacidade do cliente de pagar as suas dívidas. (conditions). Relativas aos fatores externos e macroeconômicos, envolvendo sazonalidade dos produtos, efeitos da moda sobre a continuidade do negócio, essencialidade do produto, influência de outro ramo de atividade, sensibilidade do próprio ramo a problemas de liquidez;

153 capital = o cliente possui bens e outros recursos disponíveis para cobrir o valor exigido pela transação ? (capital). Refere-se a situação financeira da empresa; colateral = o cliente pode oferecer garantias, reais ou não ? (collateral) conglomerado = situação das demais empresas do grupo e também dos controladores que poderá justificar a concessão de crédito a uma empresa em má situação ou arrastar à insolvência uma boa empresa.

154 Desse modo, a concessão de crédito demandará: análise dos demonstrativos financeiros do cliente, inclusive das demais empresas do grupo, atentando para a fidedignidade dos dados apresentados (assegurada por parecer de auditores independentes); consultas às fontes de referência cadastral (ver Caráter) visitar as instalações da empresa e entrevista com seus principais executivos para aferir os níveis de organização, capacidade gerencial etc.

155 A concessão de crédito a pessoas físicas tem particularidades diferentes daquelas identificadas para clientes pessoas jurídicas, considerando que: o risco é diluído devido à pulverização das vendas; as informações sobre dados pessoais provêm de fontes limitadas; os custos de análises mais profundas são elevados;

156 muitas lojas nacionais, estabelecem padrões de concessão de crédito com critérios nacionais, enfrentando dificuldades regionais. boas fontes referenciais: SPC – Serviço de Proteção ao Crédito, Associações Comerciais. – Limitadas porém, por serem, normalmente municipais, morosas, tempo de caducidade das dívidas (saem dos registros), protestos indevidos, homônimos, entre outros.

157 Não se pode aplicar muito tempo no levantamento e análise dessas informações, sob pena de o cliente desistir da compra ou de custo de investigações tornar-se muito elevado em face do valor do crédito. Uma política de crédito rigorosa envolverá menores despesas com os departamentos de créditos e cobrança, menor índice de atrasos e de perdas com duplicatas incobráveis, mas também menor volume de vendas. Uma política de crédito liberal provocaria efeitos contrários.

158 Volume de vendas: A mudança dos padrões de crédito deve acarretar mudança no volume de vendas. Se os padrões de crédito forem afrouxados, deve-se esperar um crescimento nas vendas; por outro lado, deve haver redução nas vendas, se ocorrer o arrocho dos padrões de crédito.

159 Investimentos em duplicatas a receber. Há um custo referente à manutenção de duplicatas em carteira. Quanto mais duplicatas a receber houver em média, maior será o custo de mantê-las e vice-versa. Perdas com devedores incobráveis. Outra variável afetada por mudanças nos padrões de crédito. A probabilidade, ou risco, de uma conta tornar-se incobrável aumenta quando os padrões de crédito são afrouxados e diminui quando os padrões de crédito ficam mais restritivos.

160 Para formação de preço de venda financiado para recebimento a prazo, a preocupação será com a taxa média de juros agregada ao preço praticado a vista. Esta taxa média de juro deve refletir não só o custo do capital emprestado, mas também os custos decorrentes de riscos e de processamento das operações de crédito.

161 FATORES CONDICIONANTES DO INVESTIMENTO EM CONTAS A RECEBER Numa empresa qualquer, o volume de recursos empatados em saldo médio de contas a receber, o investimento com o qual se preocupa o administrador financeiro, neste caso, é afetado pelas seguintes variáveis, ou fatores condicionantes: volume das vendas a prazo; a proporção entre o custo direto do produto ou serviço e o valor da venda faturado; sazonalidade das vendas;

162 as regras dos ramos de atividades, quanto aos limites de crédito; as políticas de prazos de créditos da empresa; as políticas de cobrança da empresa; as políticas de desconto da empresa.

163 Logo, "a política de concessão de crédito envolve um equilíbrio entre o lucro nas vendas a prazo e o custo de manutenção de valores a receber adicionados aos prejuízos decorrentes das dívidas incobráveis"

164 CUSTO DE OPORTUNIDADE Custo de Oportunidade. - Nas operações de crédito existe um custo pertinente a esses financiamentos. E neste módulo, poderemos perceber que o custo de oportunidade é o valor correspondente ao custo de financiar as vendas a prazo. Incide diretamente sobre o saldo médio aplicado em contas a receber, isto é, o valor médio que nos custou a operação.

165 O custo de oportunidade baseia-se no fato de que se a empresa tivesse esse dinheiro que receberia se a venda fosse realizada a vista, poderia aplicar o valor do custo da mercadoria num investimento igualmente arriscado, com um retorno de x%, ou ainda, amortizar uma dívida custando aqueles x% ao ano.

166 INADIMPLÊNCIA Para se saber qual a participação desses clientes em atraso, em relação às nossas vendas, dispõe-se da fórmula: Índice de Inadimplência = Devedores em atraso / Vendas a prazo totais

167 FACTORING É a venda das contas a receber de uma empresa a uma instituição financeira conhecida como factor. Trata-se de uma das categorias de empréstimos com base em Ativos. Factoring é uma opção que torna o caixa disponível aos negócios antes de os pagamentos das contas a receber serem feitos pelos clientes.

168 Portanto, nessa negociação, outra empresa, conhecida como financiador, compra as contas a receber por seu valor total. O financiador – factor - cobra uma taxa de serviço, geralmente de 1% do valor das contas a receber e uma taxa de juros que pode variar de 2% a 3% acima da taxa de juros preferencial, que é a taxa de juros que os bancos comerciais cobram de seus clientes mais dignos de crédito.

169 Vantagens e desvantagens do Factoring vantagem – oportunidade que a empresa tem de converter duplicatas em caixa sem ter que se preocupar com o reembolso. vantagem – assegura um padrão conhecido de fluxos de caixa. A empresa que negocia suas duplicatas sabe que receberá os fluxos de caixa provenientes das duplicatas (menos a comissão e descontos), numa data certa. Isso simplifica o planejamento de fluxos de caixa.

170 vantagem – se houver continuidade, de modo que todas as duplicatas sejam vendidas ao factor, poderá ser extinto o departamento de crédito. O factor toma para si a função da análise de crédito. vantagem – pode ser eliminado o departamento de cobrança da empresa. Já que factor assume os riscos de crédito, ele é quem se responsabiliza pelos custos de cobrança.

171 desvantagem – os custos decorrentes do factoring são superiores aos custos de empréstimos sem garantia. desvantagem – os custos de administração e juros são descontados adiantados.

172 ALTERAÇÕES NA POLÍTICA DE CRÉDITO Uma política de crédito liberal certamente amplia o potencial de vendas da empresa, mas também acarreta maior investimento em duplicatas a receber, maior prazo médio de cobrança devido aos atrasos e maior porcentagem de perdas por inadimplência.

173 Capítulo VI – Previsão de Falências de Empresas ANÁLISE DISCRIMINANTE Tem um mecanismo próprio, que através dos índices financeiros, indica simultaneamente: –quais índices utilizar; –que pesos devem ter esses índices; –qual o poder de discriminação de função, ou seja, qual a probabilidade de acertos nas previsões de insolvência do modelo.

174 Sérgio de Ludícibus, aconselha com muita propriedade, que para uma análise conjunta de quocientes, deve-se: antes mesmo de iniciar a análise de balanços, conheça intimamente a empresa que pretende analisar: o produto que transaciona, a função produção da empresa, se existem operações típicas de financiamentos, e outros. As empresas de fertilizantes, por exemplo, realizam vendas a agricultores, já financiadas por bancos oficiais. Ou, visto o problema de outra forma, os agricultores compram mediante financiamento de bancos oficiais. Neste caso, na verdade, o cliente verdadeiro da empresa, em termos de valores a receber, é o Governo, e se, de um lado, isto normalmente aumenta os prazos de recebimento de contas a receber, por outro diminui os riscos de recebimentos.

175 Aquele que, sem conhecer este detalhe, se aventurar a interpretar de uma forma muito restrita os quocientes ligados a contas a receber, ou levar em conta a provisão para devedores duvidosos (que praticamente não tem razão de existir nesse caso) estará se expondo a erros e a críticas. É necessário, portanto, conhecer bem as características operacionais da empresa, as formas peculiares de financiamentos (se existirem), a característica dos estoques, os tipos de máquinas e equipamentos utilizados, etc. O mesmo vale para o analista externo. Deverá inteirar-se pelo menos do essencial sobre as peculiaridades, senão da empresa em particular, pelo menos do setor em que atua. É saudável que se conheça o melhor que puder, da empresa a ser analisada.

176 colecione todos os quocientes utilizados e faça uma análise: -Individual: anote sua avaliação de cada quociente individualmente. -Compare com o quociente análogo do setor. - Por grupos: faça uma análise isolada da liquidez; do endividamento; da rentabilidade; de outros quocientes de interesse. compare com os quocientes e as e as conformações dos grupos acima do setor. coloque todos os principais índices em uma folha de trabalho. Compare atentamente a situação de liquidez, de endividamento, os quocientes de atividades, de rentabilidade. Procure formar uma opinião de conjunto sobre os quocientes. anote, após detalhamentos, suas observações e conclusões. Discuta com os profissionais envolvidos. Faça uma revisão final e elabore as recomendações.

177 FÓRMULAS MAIS CONHECIDAS DE PREVISÃO DE FALÊNCIAS Altman, (Eduard I.) combina certo número de quocientes de liquidez, alavancagem, atividade e rentabilidade a fim de estimar a probabilidade de uma empresa ir à falência. O modelo tem sido capaz de prever a falência para um período de um a dois anos no futuro.

178 Fator de insolvência = x1 + x2 + x3 - x4 - x5 Se a soma resultar num valor compreendido entre 0 e 7 (entre zero e sete), a empresa estará na faixa de solvência. Se recair entre 0 e -3 (entre zero e menos três), estará na zona de penumbra e se cair na faixa de -3 e - 7(entre três negativo e sete negativo) estará na zona de insolvência.

179 x 1 = RPL x 0,05=LL/PL x 2 = ILG x 1,65=AC+RLP / PC+ELP x 3 = ILS x 3,55=AC-Est /PC x 4 = ILC x 1,06=AC/PC x 5 = IPCT x 0,33 =PC+ELP / PL

180 Limitações Observando as técnicas dos autores listados em seus vários modelos de previsão de insolvência, conclui-se que, apesar de apresentarem índices completamente diversos, alguns com pouco significados, todos os modelos apresentam capacidade de classificar corretamente as empresas solventes e insolventes.

181 Portanto, os modelos não substituem a análise através dos índices tradicionais e devem ser usados apenas complementarmente às conclusões destes últimos.

182 Calcular a faixa de insolvência, segundo Kanitz BALANÇO PATRIMONIAL Ativo19x119x219x3 Disponível10 Duplicatas a Receber Estoque Total Circulante Títulos Recebido (400 dias)40 80 Total RLP40 80 Imóveis Veículos Total Permanente Total do Ativo

183 Calcular a faixa de insolvência, segundo Kanitz Passivo Fornecedores Contas a Pagar Salários Pagar Total Passivo Circulante Patrimônio Líquido240 Total do Passivo

184 DEMONSTRAÇÃO DO RESULTADO Receita CMV Lucro Bruto Despesas com Vendas Despesas Administrativas Outras Despesas Operacionais Lucro Líquido Operacional Despesas Não Operacionais Recebimentos Não Operacionais 2050 LLAIR Previsão do Imposto de Renda LLDIR

185 Capítulo VII – Análise de Margem X Giro Sendo o lucro o principal objetivo da empresa, nada mais lógico do que estudar detalhadamente como a empresa o obteve. (MATARAZZO, 1998, p. 426)

186 INVESTIMENTO - FORMA LEIGA Toda pessoa que deposita dinheiro na caderneta de poupança, espera que o capital ali aplicado lhe proporcione algum retorno. Se a aplicação é feita em certificados de depósitos bancários, espera que após algum tempo, ocorra um retorno. Assim também, o empresário, ao investir em uma empresa, espera que ela lhe dê, após algum tempo, um retorno satisfatório. Os acionistas, ao investirem em uma empresa, esperam que a empresa seja lucrativa e lhes possibilite um retorno sobre o dinheiro ali aplicado. Sempre que há um investimento, espera-se um retorno

187 INVESTIMENTO - FORMA TÉCNICA: É uma utilização de recursos (próprios ou de terceiros) com vistas à aquisição de um ativo, ativo este que será necessário à geração de resultados no futuro. Esta característica é que diferencia um investimento de uma despesa, uma vez que esta também representa uma utilização de recursos, não vinculados a um retorno futuro.

188 A taxa de retorno sobre o ativo é um dos indicadores mais importantes da eficiência dos negócios de uma empresa: mostra quanto a empresa obteve de lucro para cada unidade monetária investida. A taxa de retorno significa quanto a empresa consegue obter de lucro por cada unidade monetária investida. É decomposta em taxa de giro do ativo e margem lucrativa.

189 ROI = Margem X Giro Trata-se de uma ferramenta de análise da mais absoluta praticidade, aplicável a quase todas as situações e ramos de atividade. (MATARAZZO, 1998, p. 425) ROI - Return On Investiment, ou Retorno do Investimento, ou Retorno do Capital Empregado.

190 Algebricamente, é possível desmembrar esta relação em seus componentes básicos: Giro do Ativo = Vendas / ativo total Margem Operacional = (Lucro / Vendas) x 100, logo, ROI = (vendas/ativo) x [(lucro / vendas) x 100], portanto ROI = GIRO X MARGEM

191 Giro12458 Margem20%10%5%4%2,5% Retorno do Ativo 20%

192 Determinada taxa de retorno, como 20%, pode ser conseguida de infinitas combinações de Margem X Giro: Duas empresas apresentam as seguintes condições: Empresa AEmpresa B vendas líquidas ativo total lucro líquido

193 Para a empresa A, a Taxa de Retorno é de: Margem líquida = 150m / 1.500m = 0,10 ou 10% Giro do Ativo = 1.500m / 600m = 2,5 vezes, portanto retorno de 25% A empresa levará 4 anos para recuperar os investimentos nos Ativos. Observar que a empresa B, apesar de ter margem e giro diferentes, tem o mesmo retorno que a empresa A.

194 O desmembramento da taxa de retorno é extremamente útil, pois ele pode localizar com maior precisão as causas que determinaram o desempenho da empresa avaliado pelo ROI (TRIT) Efetivamente, a decomposição da lucratividade da empresa em seus elementos básicos (Giro e Margem) é um recurso que permite aos analistas e à Administração, uma profundidade maior na observação do desempenho operacional da empresa.

195 DESDOBRAMENTO DA TAXA DE RETORNO Após o desdobramento da Taxa de Retorno sobre o Ativo, nos componentes de Giro e Margem, são conhecidas as causas imediatas de sua queda ou aumento. A regra básica do esquema é que a evolução de Vendas é o ponto de referência dos demais itens: nenhum investimento ou despesa pode crescer mais que vendas sob a pena de redução da taxa de retorno sobre o Ativo.

196 DESDOBRAMENTO DA TAXA DE RETORNO Este sistema pode ser aplicado em duas versões: Retorno sobre o Ativo Operacional e sobre o Investimento Total. A) RA Operacional = Margem Operacional x Giro do Ativo Operacional LLOP/Ativo Operacional = (lucro Op / vendas) x (Vendas / Ativo Operacional) fórmula DUPONT B) ROIT =Margem Líquida x Giro do Investimento Total LL/Ativo total =(LL/ vendas) x (Vendas/ Ativo total)

197 Na primeira fórmula (Dupont), são considerados exclusivamente os elementos que integram o lucro puro das operações e os ativos de natureza operacional. A segunda versão da fórmula é mais abrangente e atinge todos os componentes (inclusive os não operacionais). Através dela, pode-se até chegar à taxa de retorno sobre o capital próprio.

198 Por exemplo, as grandes redes de supermercados operam com reduzidas margens de lucros e suas taxas de retornos provêm basicamente do alto giro dos ativos, impulsionado pela elevada rotação dos estoques. Com uma joalheria, ocorre ao contrário: seus preciosos estoques giram lentamente, prejudicando a rotação do ativo, porém seu mark-up costuma ser bastante elevado. (Mark-Up = LB/CMV)

199 Em seu esquema observemos a Figura abaixo Caixas e Bancos exercícios 100% Análise horizontal nome da conta ano base Valores extraídos do Balanço O resultado indica o crescimento (ou queda) em relação ano base

200 Refletindo sobre o significado do ROI (TRIT), podemos observar as estratégias que a Administração Financeira deverá estar interessada em aplicar: a administração deve tentar controlar seus custos e despesas operacionais de forma que os minimize. Com isso, teremos o lucro operacional menor e, considerando o volume de Vendas constante teremos uma margem maior. Naturalmente, o aumento no volume de Vendas, com aumentos menos que proporcionais nos custos e despesas, resultará sempre em uma maior margem.

201 a administração deve estabelecer um nível mínimo de aplicações. Ou seja, deve evitar a ocorrência de estoques supérfluos, instalações exageradas, ociosidades de equipamentos, duplicatas incobráveis e, principalmente saldos inativos de Caixa. Tais controles atuam no sentido de reduzir o Ativo Total (sem afetar negativamente o volume das vendas). Reduzindo o Ativo Total estaremos aumentando o Giro, implicando no aumento do ROI (TRIT).

202 Formas de aumentar o retorno: A receita operacional líquida constitui o elemento comum à margem operacional e ao giro do ativo operacional. Essa receita é afetada pelos preços de venda e pelas quantidades vendidas. Assim, um aumento na receita operacional líquida pode ser obtido mediante: majoração nos preços de venda, conservando-se o mesmo volume físico de vendas ou obtendo-se acréscimos de receitas superiores aos efeitos da redução nas quantidades vendidas;

203 aumento do volume físico das vendas, mantendo-se os preços ou reduzindo-os, mas obtendo significativa elevação nas quantidades vendidas; otimização na composição ou mix de vendas, elevando-se a participação daquelas mercadorias cujos preços e lucros brutos sejam mais elevados.

204 COMO AUMENTAR A MARGEM OPERACIONAL A margem operacional aumentará quando o lucro operacional crescer mais do que a receita operacional líquida. Isto será obtido através de: aumento nas receitas de vendas maior que a elevação nas despesas operacionais; ou redução nas despesas operacionais (cortar as gorduras), ou aumento nas receitas e redução das despesas simultaneamente.

205 COMO AUMENTAR O GIRO DO ATIVO OPERACIONAL O giro do ativo operacional aumentará: com a expansão das receitas de vendas em maior proporção do que o crescimento do ativo operacional, ou com uma redução do ativo operacional de forma mais acentuada do que a contração das receitas de vendas.

206 Aplicar o esquema de Margem e Giro para: BALANÇO PATRIMONIAL Ativo19x119x219x3 Disponível Duplicatas a Receber Estoque Total Circulante Títulos Recebidos (400 dias) Total RLP Imóveis Veículos Total Permanente Total do Ativo

207 Aplicar o esquema de Margem e Giro para: DEMONSTRAÇÃO DO RESULTADO Receita CMV Lucro Bruto Despesas com Vendas Despesas Administrativas Outras Despesas Operacionais Lucro Líquido Operacional Despesas Não Operacionais Recebimentos Não Operacionais LLAIR Previsão do Imposto de Renda LLDIR OBS: Aplicar sobre a GTT 2003

208 Capítulo VIII – Alavancagem Do módulo de Ponto de Equilíbrio, visto em Administração da Produção, revisemos os exercícios da Sou Kapaz e Faço Fácil: Cia. Sou Kapaz tem custos fixos mensais de R$ ,00, custo variável unitário de R$ 10,00 e preço unitário de venda de R$ 20,00. Determinar a quantidade de equilíbrio a ser produzida e vendida.

209 a empresa Faço Fácil apresenta: Custos fixos totais de R$ ,00, preço unitário de venda de R$ 20,00 e custos variáveis unitários de R$ 8,00. Calcular a quantidade de equilíbrio a ser produzida e vendida. sabendo que a Sou Kapaz tem capacidade de produção mensal de unidades e que a empresa Faço Fácil tem capacidade idêntica, determinar qual empresa está melhor em termos de riscos de mercado e em termos de percentuais de início de lucratividade.

210 Relembrando, responder a questão C, verificando seus lucros operacionais. E se ambas conseguirem aumentar suas vendas em 30%? A Cia. Piano Mole apresenta: Custos fixos operacionais de R$ 2.500,00, preço de R$ 10,00 e custo variável unitário de R$ 5,00, para uma quantidade vendida de unidades. Observar que seu ponto de equilíbrio é de: E seu lucro operacional é de:

211 Imaginemos que a PianoMole resolva modificar sua composição de custos, eliminando os custos variáveis unitários correspondentes às comissões de vendas, passando o CV de R$ 5,00 para R$ 4,50, e conseqüentemente aumentando o salário dos vendedores, passando os custos fixos operacionais (Fo) de R$ 2.500,00 para R$ 3.000,00

212 Observar que o seu novo ponto de equilíbrio é de: E o seu lucro operacional é de: Foi boa política a troca dos custos? Imagine que, por estratégia de vendas, a PianoMole consiga elevar suas vendas em 20%. De quanto seria a elevação do percentual do seu lucro na situação original e na situação nova? Compensou a estratégia?

213 CONCEITO O conceito de "alavancagem" (leverage) origina-se no princípio da alavanca da Física, pela qual determinada massa pode ser levantada de forma indireta (através de uma alavanca apoiada em um ponto fixo) com menor esforço do que aquele que seria exigido em um levantamento direto ao se erguer esta massa. Este conceito pode ser transportado para o âmbito da Administração Financeira, imaginando-se duas estratégias básicas para o "levantamento" do retorno dos acionistas:

214 elevando-se a receita e baixando-se os custos (ação direta) e, expandindo-se a produção e o faturamento, aproveitando-se da economia de escala resultante (economia de escala - todas as operações se realizam em pequena escala, e qualquer incremento de produção é proporcional ao aumento de insumos de todos os fatores.Teoria questionada);

215 e adequando-se o custo das fontes de financiamento externo da empresa à sua potencialidade de rendimento (ação indireta)

216 RISCO ECONÔMICO Toda empresa, por dedicar-se primordialmente a atividades típicas de um setor da economia - primário, secundário ou terciário - e, dentro desse setor, concentrar-se num ramo mais específico - no caso do comércio, atacadista ou varejista, e se varejista, de alimentos, roupas, ferramentas, materiais de construção etc. - enfrenta os padrões de oscilação característico de sua esfera de atividades como uma unidade econômica.

217 O risco econômico de uma empresa é considerado um dado do problema "estrutura financeira", entendida aqui como sendo a composição das fontes de recursos da empresa, representada contabilmente por todo o lado direito do Balanço Patrimonial (exigível e não exigível) Quando o grau do risco econômico é alto, não se recomenda ou não é aceitável, um alto grau de endividamento - proporção elevada de capital de terceiros - pois, dada a incerteza quanto aos resultados das operações pode ocorrer a situação em que estas não cheguem a gerar fundos suficientes para cobrir os elevados compromissos, fixos e inevitáveis, de pagamento de juros, amortização do principal entre outros, introduzidos pelo admitido recurso à obtenção de elevadas proporções de capitais de terceiros.

218 RISCO FINANCEIRO O risco financeiro, ou a variabilidade dos retornos para o acionista ordinário, é determinado, além do risco econômico subjacente, pelo uso relativo de capital de terceiros, ou seja, pelo uso de recursos que exigem uma remuneração fixa e prioritária em face da remuneração do capital dos acionistas. Portanto, se de um lado o risco econômico corresponde à estrutura de ativos da empresa, que decorre das atividades por ela desenvolvidas, o risco financeiro está associado à estrutura de fontes de recursos (dos passivos, exigíveis ou não), principalmente em termos de endividamento relativo.

219 EFEITOS DE ALAVANCAGEM Flutuações nas receitas de vendas, associadas à existência de custos fixos, provocam mudanças significativas nos resultados das empresas. Uma queda de 10% no faturamento poderá causar um decréscimo muito maior no lucro. Inversamente, a elevação das vendas em proporção superior ao crescimento dos custos fixos beneficiará significativamente os resultados.

220 ALAVANCAGEM OPERACIONAL A alavancagem operacional decorre da existência de custos e despesas operacionais fixos no fluxo de lucro da empresa, que permanecem inalterados dentro de certos intervalos de flutuação de produção e vendas.

221 AVALIAÇÃO DO EFEITO DA ALAVANCAGEM OPERACIONAL O grau de alavancagem operacional mede os efeitos provocados sobre o Lucro Operacional pelas variações ocorridas nas vendas. GAO = __varia ç ão do percentual no LLOp LAJIR varia ç ão do percentual nas vendas

222 Indica o quanto foi a variação do lucro em relação a quanto foi a variação das vendas. ANTES DEPOISVARIAÇÃO Quantidade = 200 peçasQuantidade = 220 peças+10% Preço = 250,00 - Custo variável unitário = 230,00 - Fixos operacionais = 3.000,00 - Receita = ,00Receita = ,00+10% Lucro = 1.000,00Lucro = 1.400,00+40%

223 Aplicando a fórmula, variação percentual do lucro ( 40%) dividido pela variação das vendas (10%), teremos um grau de alavancagem operacional igual a 4. Lembrando que o LLOp = q(p-v)-Ft GAO = [q(p-v)]/[q(p-v)-Ft], logo:

224 ALAVANCAGEM FINANCEIRA O volume de empréstimos e financiamentos e as taxas de juros e encargos contratados determinam o valor das despesas financeiras apropriadas em cada período de acordo com o regime de competência. Desse modo, as despesas financeiras constituem-se custos fixos porque dependem da composição das fontes de financiamentos e não do nível de produção e vendas.

225 Podemos perceber que a análise da rentabilidade deve basear-se em três índices: Retorno sobre o ativo = LLOp / Ativo Oper., que mede quanto a empresa gera de lucro para cada unidade financeira investida. Custo da dívida = Despesas Financeiras / Passivo gerador de encargos. mede quanto a empresa paga de juros por cada unidade monetária tomada junto a instituições financeiras.

226 Retorno sobre o Patrimônio Líquido = LL/PL, mede quanto os acionistas ganham para cada unidade financeira investida. Vejamos a Cia. Torresmenrugado. com 3 alternativas de endividamento: sem endividamento, ou seja, 100% de capital próprio uso de 30% de capital de terceiros, ao custo de 20% a.a. uso de 50% de recursos de terceiros, ao custo de 20% a.a.

227 Seu ativo total é de R$ ,00 Suas vendas apontam R$ ,00, para um CMV de 40% Suas outras despesas operacionais somam R$ ,00 (50% das vendas) Á priori, por qual V. optaria?

228 ABC Receitas (vendas) (-) Custo mercadoria vendida (40%) (=) margem bruta (lucro bruto) (-) outras despesas operacionais (=) resultado operacional (LLOP) (-) custo do endividamento (=) lucro líquido antes do Imposto de Renda

229 Embora nas alternativas B e C o lucro líquido absoluto seja inferior ao alcançado em A, o uso de capitais de terceiros mais barato (de custo inferior ao retorno de 30%, sobre o ativo total(LLOp/Ativo), favorece aos acionistas, conforme Quadro a seguir

230 ABC I - Resultado operacional II- Ativo total III-ROI (I/II) IV - Capital de Terceiros V - Capital próprio (II-IV) VI- Lucro líquido VII- rentabilidade do PL (VI/V)

231 Receitas (vendas) ABC (-) Custo mercadoria vendida (40%) (=) margem bruta (lucro bruto) (-) outras despesas operacionais (=) resultado operacional (LLOp) (-) custo do endividamento (=) lucro líquido antes do Imposto de Renda RPL = LL/PL

232 Nessa nova situação, a alternativa mais favorável para a empresa é a primeira, em face do efeito adverso do risco econômico (queda das vendas à metade) Considere então, a partir da situação inicial da Torresmenrugado, uma elevação nas vendas, a partir dos dados originais, em 20%. Como ficaria o quadro? Receitas (vendas) ABC (-) Custo mercadoria vendida (40%) (=) margem bruta (lucro bruto) (-) outras despesas operacionais (=) resultado operacional (LLOp) (-) custo do endividamento (=) lucro líquido antes do Imposto de Renda* RPL = LL/PL GAF = LLOp / (LLOp-DF)

233 GAF = LLOp / (LLOperacionais - Despesas Financeira) Alternativa B = a fórmula da alavancagem financeira, tal como o GAO indica um elemento multiplicador:

234 ALAVANCAGEM COMBINADA Alavancagem Operacional e Alavancagem Financeira Como se observa, o efeito sobre o lucro para o acionista foi três vezes superior à variação do volume de operação (aumento de 20% das vendas). Como já calculado, o resultado operacional deveria aumentar 40% (20% x gao2)


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