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FORMAÇÃO EM AÇÃO 2011 METODOLOGIA DE ENSINO DE SOCIOLOGIA: Teoria, conceitos e temas como ferramentas do pensar sociológico.

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1 FORMAÇÃO EM AÇÃO 2011 METODOLOGIA DE ENSINO DE SOCIOLOGIA: Teoria, conceitos e temas como ferramentas do pensar sociológico

2 PERGUNTA: QUANDO A SOCIALIZAÇÃO DA CRIANÇA FALHA É POSSÍVEL (RE) SOCIALIZAR O ADULTO? Todos nós nos tornamos humanos através da interação com os outros; Nossas capacidades mas básicas como, discriminar sons, ver usar gestos, andar, conversar, reagir aos outros dependem das interações com os outros na variedade de contextos culturais e socioestruturais que fazemos parte; Pelo processo de socialização é que aprendemos o que pensar, o que fazer, como agir. Enfim, nunca paramos de ser ressocializados através da trajetória da vida.

3 Fonte: Sociologia – Conceitos e Aplicações. Turner Jonathan H. Capitulo 6- O processo de Socialização. Pág. 81

4 TEORIA DE ÉMILE DURKHEIM Nascido em 1858, em Épinal, França, morreu em 1917, em Paris, considerado fundador da sociologia com auguste Comte. Organizou e delimitou os métodos dessa ciência. Durkheim viveu durante um contexto muito particular de efervescência: o avanço do Capitalismo Industrial (1750), a Revolução Francesa (1789) e a Primeira Guerra Mundial (28 de julho de 1914 a 11 de novembro de 1918). Um de seus trabalhos mais notáveis segundo o contemporâneo Anthony Giddens, foi o da autoridade moral ;

5 O NASCIMENTO DA SOCIOLOGIA A Revolução Francesa baniu o regime feudal ( economia mercantilista, política absolutista, classes dividida em clero,, nobres, e comuns (servos, camponeses, burguesia sem titulação)). Alguns políticos queriam reformas profundas, os radicais pensavam em algum tipo de socialismo, enquanto outros desejavam apenas a implantação da ordem capitalista. Durkheim é um positivista que desejava ver a sociedade novamente organizada e em paz. É um defensor da ordem

6 A SOCIEDADE É COMPARADA A UM ORGANISMO VIVO, A UM CORPO Se para Durkheim o problema da França e da Europa não era a economia e sim a moral, ele apresenta a sociedade superior ao indivíduo, cabendo então a este se submeter a suas leis. E estabelece como objeto da sociologia o estudo dos fatos sociais. Os fatos sociais são simbologias, representações e ações coletivas. É tudo aquilo que orienta nossas atitudes de maneira quase que inconsciente, pois existe antes de nós e há de existir depois de nós, portanto é independente de nossa vontade. O fato social aponta para as leis e normas sociais as quais nós somos subordinados, tais como as regras de comportamento, idioma, cultura, e outros.

7 FATO SOCIAL NORMAL OU ANORMAL Na comparação da sociedade a um corpo, nem tudo que se vê numa sociedade que pareça ser ruim é anormal, assim, como nem sempre a dor é ruim, pois ela faz parte da saúde de um corpo. O anormal é aquilo que sai da regra, é o diferente da normalidae, da norma. Durkheim usa como exemplo o crime, que para ele é norma, pois existe em qualquer sociedade e em qualquer tempo. Quando a sociedade caracteriza o crime, é sinal de que existem leis e uma ideia do que é certo e errado. O crime demonstra que aquela sociedade tem valores sociais que determinam condutas ilegais.

8 O QUE É ANORMAL? Seriam considerados anormais todos os fatos que põem em risco a harmonia, o consenso e a evolução da sociedade. Caso isso ocorresse, a sociedade estaria doente. Se o crime causa desintegração social, Durkheim defende a intervenção do Estado, que conhece medidas preventivas e, como um médico, vai aplicar o remédio. A sociologia também faz parte desse exame e vai propor remédios para regularização da vida em sociedade

9 AS INSTITUIÇÕES SOCIAIS Na analogia do corpo, a sociedade seria dividida em órgãos. Cada órgão no corpo biológico tem uma função específica, tais como pensamento, digestão, locomoção, entre outras. Na sociedade esses órgãos seriam as instituições. Para Durkheim, quando as instituições – família, religião, escola, forças armadas, governo – cumprem sua função, são garantidas a normalidade e a coesão social.

10 Para Durkheim, em A educação – sua natureza e função (1978, p.45) Na verdade, o homem não é humano senão porque vive em sociedade. [...] É a sociedade que nos lança fora de nós mesmos, que nos obriga a considerar outros interesses que não os nossos, que nos ensina a dominar as paixões, os instintos e dar-lhes lei, ensinando-nos o sacrifício, a privação, a subordinação dos nossos fins individuais a outros mais elevados. Todo o sistema de representação que mantém em nós a idéia e o sentimento da lei, da disciplina interna ou externa, é instituído pela sociedade.

11 Socialização Primária e Secundária Primária: imersão da criança no mundo social. A partir dessa referência, a criança objetiva o mundo exterior e o ordena por intermédio da linguagem (oral e escrita), bem como reflete e projeta ações passadas e futuras, e que não dependem somente das relações familiares; Secundárias ou interiorização de submundos institucionais especializados ou aquisição de saberes especializados e de papéis direta ou indiretamente enraizados na divisão do trabalho, adquiridos especialmente nas instituições escolares, aliados a fatores conjunturais da história biográfica e da trajetória dos indivíduos.

12 Uma visão contemporânea de Socialização P ara François Dubet (1996), na obra Sociologia da experiência e Bernard Lahire (2002)Homem plural: os determinantes da ação – cada vez mais o contato com outros universos além da família está presente em nossas vidas. O indivíduo está simultaneamente e continuamente submetido a uma pluralidade de mundos sociais, não homogêneos e as vezes contraditórios, ou no seio de universos sociais relativamente coerentes, mas apresentando em certos aspectos contradições, esta exposto a um estoque de esquemas de ação não homogêneos, não unificados, e conseqüentemente a práticas variadas, segundo o contexto social que será levado a valorizar

13 Família e Escola no processo de socialização contemporâneo Família: espaço de afeto, espaço privado responsável pelo patrimônio e uma herança cultural de base; Escola: espaço público de formação, de educação moral, social e profissional dos indivíduos. A partir de que família e de que escola???

14 Uma instituição pode ser o próprio conjunto de regras e normas de uma sociedade. Pode ser um sistema de valores, tais como uma crença em comum, ou uma cultura propriamente dita. A normalidade seria, então, o relacionamento harmonioso entre essas instituições, cada uma cumprindo o que lhe é devido. É daí que vem a noção de função social ou funcionalismo.

15 O DIREITO PARA DURKHEIM O direito é o resultado do que acontece nas sociedades resultante dos contratos, das regras, dos crimes das punições, na solidariedade mecânica ou na orgânica. Isto é, numa sociedade mecânica é punitivo e, na sociedade orgânica tende a ser restitutivo. Sociedade mecânica: o crime é justamente contra a consciência coletiva – de agressão a toda a comunidade. As penas tendem a infligir dor ao culpado - não pode ficar sem punição. Esses crimes são contra a herança cultural, as crenças, ao pensamento comum da comunidade.

16 O DIREITO PARA DURKHEIM N a sociedade orgânica, complexas é a lei que revela os tipos de contrato que existem. Há direito comercial, tributário, trabalhista, civil, criminal e outros, revelando a complexidade das relações. Os crimes nessas sociedades não atingem diretamente a consciências das pessoas, mas os contratos estabelecidos. Por isso as penas são de restituição. O direito estaria para a sociedade assim como o cérebro está para o organismo. Existem partes diferentes no corpo, com funções diferentes, e o cérebro comanda tudo. As leis de um país é que deveriam cuidar para que as instituições cumpram cada um seu papel harmoniosamente.

17 PROPOSTA DE ATIVIDADES A casa e a rua: São noções que exprimem valores morais e representam espaços de ação social. A casa define espaço privado e íntimo. Espaço de afago e afeto; A rua é um espaço público de impessoalidade, desunamo, de isolamento. É espaço de malandragem de perigo, daquilo que não tem dono. Estar em casa ou na rua envolve gestos, atitudes, roupas, assuntos e mesmo papéis sociais. - O que pode ou não pode nesses espaços? - Tabulação e interpretação dos questionários do presídio Hidelbrando de Souza

18 PROPOSTA DE ATIVIDADES - Confecção de mural com notícias policiais e discussão em grupo: As instituições aqui apresentadas têm cumprido suas funções de ressocializarem os sujeitos e re-integrá-los a sociedade? - Temos possibilidade de analisá-las a partir da sociologia? O que nos remetem tais análises? - Que encaminhamentos são possíveis fazer com alunos do Ensino Médio a respeito da temática, no que diz respeito ao encaminhamento metodológico da disciplina?

19 Referências Minhoto, Laurindo Dias. As prisões do mercado. Lua nova, n , p. 132, 152, 2002 Setton, Maria da Graça Jacintho. A particularidade do processo de socialização contemporâneo. Tempo social, revista sociológica da USP, v.17, n.2, p , 2003.

20 Crime para Marx Na teoria da mais-valia, o caráter produtivo do crime no modo produtivo de produção. Um filósofo produz ideias, um poeta poemas, um pastor sermões, um professor tratados etc. Um criminoso produz crimes (...) um criminoso não produz somente crimes, ele produz também o Direito Penal e, em consequencia, também o professor que produz cursos de Direito Penal, e, além disso, o inevitável tratado em que este mesmo professor lança no mercado geral suas aulas como mercadorias.

21 Crime para Marx (...) o criminoso produz, além disso, toda a polícia e toda a justiça penal, os beleguins, carrascos, juízes, etc. (...) Enquanto o crime retira uma parte da população supérflua do mercado de trabalho e assim reduz a competição entre os trabalhadores (...) a luta contra o crime absorve outra parte dessa mesma população (...) o crime, pelos meios mais renovados de ataque a propriedade, dá origem a métodos sempre renovados de defendê-la e, de imediato sua influência na produção de máquinas e tão produtivas quanto às greves. Minhoto (2002, p.146).


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