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Curso Superior de Tecnologia em Gastronomia - SUPRIMENTOS NA GASTRONOMIA TIPOS DE SUPRIMENTOS E A QUALIDADE DA MATÉRIA PRIMA - CARNES -

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Apresentação em tema: "Curso Superior de Tecnologia em Gastronomia - SUPRIMENTOS NA GASTRONOMIA TIPOS DE SUPRIMENTOS E A QUALIDADE DA MATÉRIA PRIMA - CARNES -"— Transcrição da apresentação:

1 Curso Superior de Tecnologia em Gastronomia - SUPRIMENTOS NA GASTRONOMIA TIPOS DE SUPRIMENTOS E A QUALIDADE DA MATÉRIA PRIMA - CARNES -

2 Definição. O Regulamento de Inspeção Industrial e Sanitária de Produtos de Origem Animal- Riispoa ( decreto n.º de 29 de março de 1952, com revisão em 1977) define carnes como massas musculares maturadas e demais tecidos que as acompanham, incluindo ou não a massa óssea correspondente, que procede de animais abatidos sob inspeção sanitária; e as classifica como: CARNES VERMELHAS: Bovina, suína, ovina PESCADOS: pescado é a denominação genérica que compreende peixes, crustáceos, moluscos, anfíbios, quelônios e mamíferos de água doce utilizados na alimentação humana ex: peixes, camarão, ostras, lagosta CARNES

3 Carnes de AVES : ex.: frango, pato, peru, ganso,avestruz. Carnes de CAÇA: Animais não domésticos. Animais silvestres comestíveis, encontrados em seu habitat natural ; exs.: porco-do-mato, queixada, caititu, paca, tatu. Também são assim considerados, aqueles de criatórios que procuram reproduzir as condições naturais de cada espécie Obs: - A Lei n.º 5.197, de 03 de janeiro de 1967, complementada por instrumentos legais do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis ( Ibama ), regulamenta o abate de animais para salvaguardar a época de sua reprodução e evita a conseqüente extinção da espécie, além de fixar diretrizes e estabelecer normas para a caça com fins científicos, para a implantação de criatórios e de jardins zoológicos e para a caça amadorística, estipulando condições relacionadas e cada região e tipo de animal. A caça profissional é proibida. A norma vigente permite ainda a caça em situações especiais: caça para subsistência, para proteger a lavoura de animais considerados nocivos, desde que caracterizados por órgão competente. CARNES

4 Como forma de preservar a fauna e reduzir a caça indiscriminada, tem sido estimulado e desenvolvimento de criatórios ecologicamente corretos para várias espécies. O criatório que objetiva o produção de carne supre o mercado e tem contribuído para preservar as espécies ameaçadas. A Portaria n.º 118N do Ibama, de 15 de outubro de 1997, regulamenta a matéria. Atualmente existem criatórios de javali, capivara, cutia, paca, etc. Considera-se carne todas as partes comestíveis dos animais comíveis. Importante salientar que todos os animais são ALIMENTOS EM POTENCIAL para o homem, incluindo músculos, vísceras, sangue, gordura, cartilagens, ossos,e produtos cárneos. CARNES

5 QUALIDADE E TIPIFICAÇÃO DAS CARNES A qualidade de um alimento pode ser definida a partir das características que diferenciam um produto do outro e determinam o grau de aceitabilidade pelo consumidor. No caso das carnes, a qualidade envolve as seguintes características: Raça e tipo do animal: diferentes raças produzem carnes com atributos diferenciados de sabor, cor, odor, textura, maciez, suculência. As características organolépticas ( sensoriais) são muito diversificadas em cada espécie e determinados por: tipo, família, idade, sexo, estágio de desenvolvimento, condições fisiológicas, fatores ambientais, período do abate e consumo. CARNES

6 Sexo: hormônios sexuais influenciam na quantidade de gordura e no desenvolvimento, bem como o cheiro e no sabor das carnes, Fêmeas produzem carnes mais macias que os machos. Idade e maturidade: animais jovens tem carne mais macia, e o grau de maturidade de um animal é determinante para a qualidade da carne. Manejo – Inclui local de produção, a alimentação e as condições sanitárias – essencial para a qualidade da carne. Posição dos músculos no corpo do animal. Higiene e sanidade desde o abate – tratamento correto dado a carcaça e aos cortes, com higiene e sanidade em todos os pontos de controle nos sistemas de armazenamento, transporte e distribuição. Frescor,tipo de corte e apresentação comercial: as qualidades organolépticas impressionam nossos sentidos e devem ser atraentes. Produtos bem apresentados tem preferência sobre aqueles com má aparência. CARNES

7 CLASSIFICAÇÃO E TIPIFICAÇÃO DAS CARNES O Departamento de Inspeção de Produtos de Origem Animal ( Dispoa /Mapa) Oficializou a tipificação da carcaças bovinas por meio da Portaria Ministerial n.º612 de 05/10/89, que descreve as parâmetros de qualidade No momento da compra, a carne de boa qualidade pode ser avaliada pela -Aparência tenra, firme e fresca, -A cor vermelha intensa, uniforme e firme -Ausência de manchas -Odor característico Obs: e embalagem e o rótulo, assinalando a procedência e o tipo da carne, são indicativos do controle de qualidade CARNES

8 - A classificação que denominava as carnes de primeira, ou de segunda está hoje em desuso, porque considerava apenas a apresentação e a possibilidade da preparação de bifes. Foi abandonada porque cortes chamados de segunda possuem tanta maciez e suculência quanto os cortes de primeira. Atualmente é comum que a tipificação dos cortes- bovino por exemplo, sejam classificada comercialmente de acordo com sua posição na carcaça: dianteiro ou traseiro. Na verdade o que ocorre é que um animal bem cuidado proporcionará carne de boa qualidade, e o animal mal cuidado, proporcionará carne de má qualidade, independentemente do corte. Técnicas modernas de produção culinária e o desenvolvimento da gastronomia permitem usar praticamente todos os cortes de carne bovina em preparações especiais, aproximando os resultados de cortes menos apreciados dos resultados de cortes mais apreciados. CARNES

9 ESTRUTURA, COMPOSIÇÃO E VALOR NUTRICIONAL A unidade fundamental é a fibra muscular, variável em dimensão ( expressa em micra ). O conjunto de fibras e denominado feixe muscular. O conjunto de feixes é chamado músculo. Ambos envolvidos de tecido conectivo, que possui a função de unir e sustentar os demais tecidos. A principal fração desse tecido é o colágeno. As proteínas miofibrilares (actina e miosina especialmente ) correspondem a aproximadamente 55% das proteínas que compõem as miofibrilas. Sob o aspecto econômico, proteínas miofibrilares são muitos importantes porque a perda da capacidade de reter moléculas de água pode significar menor rendimento dos cortes. CARNES

10 ESTRUTURA, COMPOSIÇÃO E VALOR NUTRICIONAL Na culinária, essa fração protéica, constituída pela actina e miosina,é importante por que está associada à capacidade de retenção de moléculas de água: 70% das moléculas de água presente nos músculos encontram-se associadas à estrutura das miofibrilas. Assim, influencia as características sensoriais e comerciais, devido a alta capacidade de retenção de água e de emulsificação que afetam a a maciez e a suculência dos produtos. A espessura das fibras musculares, o tamanhos dos feixes das fibras, a quantidade de tecido conectivo definem a maciez dos cortes e determinam a seleção dos métodos e das técnicas se cocção capaz de torná-los macios. CARNES

11 ESTRUTURA, COMPOSIÇÃO E VALOR NUTRICIONAL As diferenças na composição e na estrutura muscular influenciam na textura do alimento. Para animais terrestres e aves, as técnicas de sacrifício e de tratamento post-mortem são relevantes, pois a textura muscular é decorrente do nível de contração das proteínas miofibrilares, responsáveis pela contração dos músculos e pela mudança de acidez ( PH). Quanto ao pescado, estes fatores não influenciam tanto nas transformações, pois a espécie sofre menos com a bioquímica post mortem. CARNES

12 ESTRUTURA, COMPOSIÇÃO E VALOR NUTRICIONAL Quimicamente o tecido muscular animal, contém importantes frações de proteínas e lipídeos que respondem pela manutenção da estrutura do animal, pela textura e pela maciez dos cortes CORTES DIANTEIROS -Provenientes de músculos mais ricos em gordura e em proteínas do tecido conectivo, originariamente responsáveis pela sustentação do animal. -Fornecem carnes mais rígidas e requerem maior tempo para cocção. CORTES TRASEIROS - Os músculos traseiros fornecem carnes mais macias, como o filet mignom, que precisa de pouco aquecimento para apresentar suas características gastronômicas. CARNES

13 A composição do tecido muscular - A composição do tecido muscular é relativamente constante em diferentes espécies e sua variação depende de fatores como a idade, sexo. -A variação do teor protéico das carnes magras e do pescado é relativamente pequena e encontra-se entre 18 e 23 %, enquanto o teor lipídico apresenta variações significativas entre 0,3 e 15% CARNES

14 COMPOSIÇÃO DO TECIDO MUSCULAR MAGRO( FENNEMA, 1993 ) COMPOSIÇÃO % CARNES ESPÉCIE ÁGUA PROTEÍNA LIPÍDEO Bovinos Suínos Aves73, ,7 Cordeiro Bacalhau81,2 17,6 0,3 Salmão

15 O teor lipídico da carne é perceptível na idade do animal que quando adulto, obtém maior proporção O sexo também afeta o conteúdo intramuscular; as fêmeas apresentam um teor maior de gordura. Animais castrados podem apresentar maior teor lipídico que os animais não castrados Grau de saturação dos ácidos graxos componentes dos lipídeos do tecido muscular de diversas espécies ( FENEMA 1993) CARNES ESPÉCIESSATURADO(%/)POLINSATURADO ( %) Bovino Suíno Carneiro Aves Bacalhau (pescado magro) Cavala (pescado gordo)3026

16 VALOR NUTRICIONAL -Fonte de aminoácidos essenciais; -Possui alto teor de ferro, zinco, além de vitaminas do grupo B,, especialmente a vit B12, essencial na formação do sangue Obs: todos esses nutrientes possuem alto índice de absorção O valor calórico da carne não está relacionado à localização do corte e sim ao total de calorias, que varia em função da quantidade de gordura. Ex: 100g contra filé ( carne moderadamente gorda) – 285 kcal 100g de patinho ( carne magra) Kcal Como todo alimento de origem animal deve ter seu consumo equilibrado CARNES

17 A COR DA CARNE As carnes vermelhas caracterizam-se pela cor, e como o próprio nome indica, tem a cor vermelha. Esta cor vermelha pode varie dependendo: -Da raça, -Da idade ( animas mais velhos tem a carne de cor mais escura ) -Do quantidade de exercício que a massa muscular desenvolve ( músculos mais solicitados para o trabalho, pela sua constituição, necessitam de mais oxigênio para os movimentos e portanto mais mioglobina, o que contribui para a cor vermelho mais escura ) -Da quantidade de mioglobina presente no tecido animal -Nível de sangria no abate. CARNES

18 A COR DA CARNE Exs: Carne de porco: contém menos mioglobina que o boi, o que permite que os vendedores de porco a chamem de carne branca, embora ela seja na verdade rosada). Por serem de natureza inativos, seus músculos contêm pouco do componente vermelho armazenador de oxigênio denominado mioglobina que os outros animais usam para demanda súbita de energia. Frango: Peito de frango é branca, enquanto pescoço, pernas e as coxas são mais escuros CARNES

19 A COR DA CARNE Exs: peixes: contém muito menos ainda a mioglobina que o boi. Ou seja, a carne animal pode ser vermelha, rosa ou branca dependendo da necessidade evolucionária de atividades muscular contínua nas diferentes espécies. A carne do atum, por exemplo, é bastante vermelha, por que os atuns nadadores fortes, rápidos, que migram distâncias enormes pelos oceanos do mundo. A cor da carne, pode ser alterada por agentes como: oxigênio, luz, calor, frio, a luz, a cura, defumação, cocção. CARNES

20 MIOGLOBIA A mioglobina é o pigmento muscular que retém o oxigênio nos tecidos. A cor da carne indica e concentração de mioglobina e a seu estado de oxigenação ou oxidação na superfície do músculo. O pigmento mioglobina, de cor vermelho púrpura, aparente em carnes recentes, é formada por um fração protéica denominada globina e um grupo protéstico denominado anel ou grupo heme. CARNES

21 -Quando não há praticamente oxigênio, como na carne empacotada a vácuo, ela mantém sua cor roxa da mioglobina -Quando o oxigênio está disponível em pequenas quantidades CARNES

22 Na presença do oxigênio,os pigmentos reagem com o oxigênio molecular, formado o oximioglobina, pigmento relativamente estável vivo associado a carne fresca. A oximioglobina se forma após cerca de minutos de exposição ao ar. Tanto a mioglobina como a oximioglobina podem sofrer oxidação formando a metamioglobina, que se associa a longo período de armazenamento. CARNES

23 Na presença do oxigênio disponível apenas em pequenas quantidades para a carne, a metamioglobina é a forma favorecida quimicamente. E por isto que a superfície da carne exposta ao ar livre exibe o vermelho vivo da oximioglobina enquanto por baixo da carne, que é privada de oxigênio aos poucos vai ficando marrom. CARNES

24 E por este motivo que na maioria dos mercados varejistas, a carne empacotada em bandejas de plástico rígido recobertas por um filme plástico especial, permeável ao oxigênio: -A superfície recebe bastante oxigênio e fica vermelha,com aspecto agradável. -Como o oxigênio só consegue se difundir um pouco para dentro: quanto mais fundo, mais marrom é a carne CARNES

25 Mioglobina OXIGÊNIO Oximioglobina OXIDAÇÃO Marrom -- A predominância de um ou de outra depende da quantidade de oxigênio disponível para a carne. Em um corte transversal, é possível visualizar as três diferentes colorações, sendo: Uma externa de cor vermelha Intermediária de cor parda Uma mais interna de cor violácea CARNES

26 . Mioglobina OXIGÊNIO Oximioglobina OXIDAÇÃO Marrom Um mercado de qualidade examinará cuidadosamente sua linha de SUPRIMENTOS DE CARNE MOÍDA, moendo e expondo apenas o necessário para atender a sua demanda. Desse modo Terá sempre terá oximioglobina vermelha. Se perder essa cor, os clientes tendem a rejeitar, mesmo que o escurecimento não tenha sido causado pela velhice, mas sim pela privação de oxigênio. CARNES

27 . Mioglobina OXIGÊNIO Oximioglobina OXIDAÇÃO Marrom A carne embalada á vácuo tem cor mais escura em virtude da ausência de oxigênio na embalagem, que inibe a ação da Oximioglobina, responsável pela cor avermelhada da carne. Em apenas 20 minutos, após a abertura da embalagem, a cor readquire sua cor vermelho púrpura original. CARNES

28 . CARNES Os pigmentos responsáveis pela coloração vermelha das carnes são a hemoglobina e a mioglobina. A carne de animais novos ( vitela) é mais clara do que a de animais velhos(boi). Existem menos pigmentos nas carnes de porco, do que na de outros animais. No animal vivo, a mioglobina ( vermelho púrpura) existe em equilíbrio com a oximioglobina ( vermelho brilhante ), sua forma oxigenada. Após a morte do animal o oxigênio, como o oxigênio no tecido é rapidamente utilizado, a forma predominante é a mioglobina. A superfície da carne bovina, logo que é cortada e exposta ao oxigênio, apresenta uma coloração vermelho brilhante, decorrente da transformação da mioglobina em oximioglobina CARNES

29 A COR DA CARNE Cocção: Quando na cocção, o coloridas das carnes vermelhas, varia de um rosa acinzentado ao vermelho escuro e marrom, dependendo da exposição ao calor, do tipo de cocção, armazenamento, e do processamento. ( o calor do cozimento não só escurece a carne em virtude das reações de Maillard, como estimula a conversão da oximioglobina em metamioglobina) Luminosidade do local onde as carnes estão expostas, influi na percepção da cor, podendo melhorar a aparência dos cortes mais velhos Cura: Nitritos reage com mioglobina, formando mioglobina de óxido nítrico CARNES

30 A COR DA CARNE Cocção: Quando na cocção, o coloridas das carnes vermelhas, varia de um rosa acinzentado ao vermelho escuro e marrom, dependendo da exposição ao calor, do tipo de cocção, armazenamento, e do processamento. ( o calor do cozimento não só escurece a carne em virtude das reações de Maillard, como estimula a conversão da oximioglobina em metamioglobina) Luminosidade do local onde as carnes estão expostas, influi na percepção da cor, podendo melhorar a aparência dos cortes mais velhos Cura: Nitritos reage com mioglobina, formando mioglobina de óxido nítrico CARNES

31 ABATE E MATURÇÃO O abate de bovinos é regulamentado em legislação federal e Inspecionado pelo Serviço de Inspeção Federal, do ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (SIF/Mapa.) Após o abate o bovino é sangrado, esfolado, eviscerado, desprovida da cabeça, das patas, da rabada, da glândula mamária( fêmeas), da verga e dos testículos(macho). Seu corpo é dividido ao meio, fazendo-se um corte longitudinal que abrange a coluna vertebral, a sínfise isquiopubiana e o externo. Após essa divisão, são ainda retirados os rins, as gorduras em torno das vísceras, a medula espinhal, o diafragma. A PARTIR DE ENTÃO O ANIMAL É DENOMINADO CARCAÇA.

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33 Transformação do músculo em carne As transformações que ocorrem após o abate fazem a chamada conversão do músculo em carne, isto é, carne, como é chamada comercialmente. Rigor-mortis, também chamado rigidez cadavérica Este processo compreende uma série de reações químicas responsáveis por alterações nas características físico-químicas do tecido muscular, que dependem: Do tratamento dado ao animal no ante-mortem Do processo de abate Das técnicas de armazenamento da carne responsáveis pelas características sensoriais da carne CARNES

34 -A energia no tecido muscular é armazenada na forma de adenosina trifosfato (ATP), creatina fosfato e glicogênio. Esse último constitui-se na maior reserva energética do músculo (SWATLAND, 1995). degradação do glicogênio Em processos fisiológicos, com disponibilidade de oxigênio, a degradação do glicogênio se dá por meio da glicólise aeróbica, formando em última instância, CO2 e H2O e liberando energia na forma de ATP.

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36 CARNES Já em condições de falta de oxigenação (como o período post mortem), a degradação do glicogênio muscular ocorre via glicólise anaeróbica e leva à formação de ácido láctico a partir do piruvato, reduzindo o pH muscular. Essa redução é necessária para uma correta maturação da carne no processo denominado conversão do músculo em carne.

37 CARNES Essa queda de pH na carne se dá, geralmente, de valores iniciais de pH em torno de 7,2 até valores finais ao redor de 5,8. Entretanto, animais estressados usam rapidamente suas reservas de glicogênio, o que pode resultar em seu esgotamento in vivo, impossibilitando a queda do pH post mortem, ou ainda, sofrem uma aceleração da glicólise logo após o abate, gerando acúmulo de ácido lático no músculo, com conseqüente diminuição acelerada do pH (MCKEE & SAMS, 1998). A depleção das reservas de glicogênio muscular enquanto o animal encontra-se ainda vivo faz com que não haja acúmulo de ácido láctico no músculo post mortem

38 CARNES - Além disso, graças ao pH próximo do fisiológico, esse tipo de carne constitui-se em um meio propício para o crescimento de microrganismos indesejáveis, reduzindo a vida útil do alimento

39 Rigor mortis é o início da rigidez muscular, quando o pH atinge valores de 5,8 até 5,5 para carne bovina e de 6,2 a 6,8 para pescado. Rigor mortis ocorre algumas horas após o abate, dependendo do porte do animal e da temperatura da carcaça, inicialmente rígida, retoma a maciez depois de 5 a 29 horas pelo rompimento das fibras musculares e pelo aumento da acidez expressa em pH. CARNES

40 Rigor mortis,caracteriza-se pela interação permanente entre os filamentos de actina e miosina, provocando a perda de elasticidade e de extensibilidade, o encurtamento do músculo e a aumento da tensão. CARNES

41 A carne torna-se rígida até que enzimas, como as catepsinas começam e ser liberadas, devido a perda da integridade das membranas e degradas e estrutura proteíca. -Além disto, o abaixamento do PH promove a desnaturação protéica. Esses dois processos associados promovem o amaciamento das carnes. CARNES

42 Rigor mortis. Por breve período após a morte do animal, seus músculos permanecem relaxados. Se forem cortados e cozidos imediatamente: A CARNE SERÁ EXTREMAMENTE MACIA Contudo, em pouco tempo os músculo os músculos assumem um condição chamada rigor mortis ( rigidez da morte ). Se forem cozidos nesse estado: A CARNE SERÁ MUITO DURA CARNES

43 O Rigor mortis ocorre quando as fibras musculares esgotam sua energia e seus mecanismos de contração muscular entram em colapso DESENCADEANDO um movimento de contração e travamento dos filamentos protéicos Deste modo, as CARCAÇAS SÃO PENDURADAS de tal modo que : A maioria de sue músculos sejam distendidos pela gravidade. Os filamentos protéicos não possam contrair-se e se sobrepor em grande quantidade. CASO CONTRÁRIO: Eles se ligam com enorme força uns aos outros e a carne se torna excepcionalmente dura. CARNES

44 Com o passar do tempo: A enzimas intramusculares que digerem proteínas começam a corroer a estrutura que mantêm no lugar os filamentos de actina e miosina. Os filamentos ainda estão travados e os músculos não podem ser distendidos, mas a textura da carne se amacia Obs: Este é o princípio do processo de maturação, que se evidencia depois de cerca de um dia na carne bovina e de algumas horas na carne suína do frango. O endurecimento inevitável causado pelo rigor mortis pode ser acentuado pelo controle inadequado da temperatura e às vezes é responsável pela excessiva dureza das carnes vendidas no varejo. CARNES

45 Rigor mortis PRÉ-RIGOR RIGOR MORTIS PÓS RIGOR glicose glicose PH ácido lático acido lático firmeza firmeza PROTEASES – catepsinas - calpaínas Extensível Inextensível Desnaturação protéica Com a morte, e por conseqüência, com a falência sanguínea, o aporte de oxigênio e o controle nervoso deixam de chegar à musculatura. O músculo passa a utilizar a via anaeróbica, para obter energia para um processo contrátil desorganizado ; nesse processo há transformação de glicogênio, e como a glicólise é anaeróbica, gera ácido láctico e verifica-se a queda do PH. CARNES

46 O pH do músculo vivo é quase neutro e após o abate pode descer até 5,5 se a reserva de glicogênio muscular for normal. Quando o animal passa fome ou faz exercícios antes do abate, o nível de glicogênio muscular é menor, diminuindo a formação de ácido lático. Substâncias naturais presentes nos tecidos agem rapidamente e a acidez volta a atingir valores próximos a 6,6. CARNES

47 Se o pH atingir valores acima de 6 a 6,5, há modificações na cor da carne, que passa de vermelho marrom para preto púrpura, e na textura que se torna pegajosa e pastosa. Esses fatores nem sempre representam perda de valor nutritivo e geralmente desaparecem com a cocção, mas são fatores de rejeição por causa da aparência. pH abaixo de 6 – carne boa para processamento e consumo pH entre 6 e 6,2 – carne para consumo imediato pH acima de 6, 4 -revela o início do processo de decomposição CARNES

48 Após o rigor mortis, a capacidade de retenção de água aumenta devido à reorganização da estrutura das miofibrilas sem alteração do pH. Desta forma é possível entender por qual motivo os manuais que ensinam o congelamento doméstico, sugerem que a carne ideal para congelar é que permaneceu de 24 a 48 horas no refrigerador antes de ir para o freezer, pois, caso contrário o músculo estará em rigor mortis e apresentará baixa retenção de água. A carne no congelamento perderá mais líquidos e sua textura será comprometida. CARNES

49 O encurtamento pelo frio é outro fenômeno que compreende a textura da carne; é também conhecido como rigor de descongelamento. Este encurtamento ocorre no descongelamento de carnes congeladas em estado pré rigor mortis e provoca rigidez muscular e baixa capacidade de retenção de água, que causa perdas de até 25%do peso total do produto CARNES

50 RIGOR DE DESCONGELAÇÃO O congelamento do músculo na fase de pré-rigidez origina um tipo de rigor mortis mais acentuado que se desenvolverá na fase de descongelação. Após o descongelamento deste músculo, haverá um encurtamento de até 40% do comprimento original em poucos minutos, e a perda de peso por exsudação poderá atingir 25% em seis horas, conferindo uma dureza extrema à carne. Este tipo de encurtamento é denominado "contração por descongelação", ou "rigor da descongelação". Ocorre da mesma forma que o encurtamento pelo frio e tem sua causa na liberação de íons cálcio com presença de concentrações ainda elevadas de ATP. O armazenamento durante 100 dias a -20°C da carne congelada em pré-rigor ainda produz o "rigor da descongelação". CARNES

51 Maturação: é O processo conhecido por maturação aumenta atividade enzimática, degradando proteínas. Ocorre então, um desarranjo de proteína, que vai promover um amaciamento da carne. Para que ocorra a maturação, a carne deve ficar em repouso por determinada período, sendo importante s nesta fase o tempo e a temperatura. A carne deve ser pendurada na posição vertical, para que os músculos sejam distendidos, e não se contraiam totalmente, pois quando a morte ocorre, os músculos ficam rijos, duros e contraídos. O estado de maturação influi sobre a consistência da carne. O glicogênio, encontrado no músculo continua desdobrando-se e, mesmo depois e abatido, o animal produz glicose e ácido lático. Por não haver circulação, ambos se depositam, fazendo com que a carcaça se torne rígida.; uma condição conhecida como rigor mortis ou rigidez cadavérica. O ácido lático, porém, tem uma ação reversível, agindo depois sobre as proteínas, hidrolisando-as, fazendo com que o músculo volte a tornar-se macio, resultando em abrandamento da carne. CARNES

52 Carne maturada é aquela resultante do processo que consiste em manter a carne refrigerada sob temperatura próximas de 0oC por um período suficiente para torná- la não apenas amaciada, como também melhorar outras qualidades organolépticas inerentes, como por exemplo, o sabor (Kubota et al., 1993; Lawrie, 1985; Puga et al., 1999 )

53 TRANSFORMAÇÃO DO MÚSCULO EM CARNE -A velocidade de queda do pH, bem como o seu valor após as 24h- 48h, é muito variável e influenciado pelo estresse, provocado por fatores ambientais como a luz, ruído, herança genética, manejo, nutrição e temperatura pós-mortem TEMPERATURA ( ºC) TEMPO HORAS 42 < OU – 4 33 > OU – OU – 16 Obs: a temperatura elevada e a rápida acidificação, em tempo muito curto, propiciam a desnaturação protéica, que implica na perda da capacidade da retenção de água e na diminuição da intensidade do pigmento muscular. Como a mioglobina é uma proteína, pH também influencia a cor do músculo, durante o rigor mortis; a desnaturação provoca a rápida oxidação da oximioglobina, em metamioglobina. CARNES

54 TRANSFORMAÇÃO DO MÚSCULO EM CARNE -É alta a capacidade de retenção de moléculas de água pelas proteínas do músculo na fase pré-rigor, mas há uma diminuição expressiva durante o desenvolvimento do rigor mortis. Isto se deve, parcialmente às mudanças de pH que desnaturam as proteína, e ao estabelecimento de interações irreversíveis entre as moléculas de actina e de miosina, com conseqüente redução do espaço interfibrilar. Antigamente era comum a expressão carne verde. Significava a aquisição de carnes de animais que tinham sido abatidos há poucas horas. Era verde, porque como no caso das frutas, as reações bioquímicas ainda estavam se desenvolvendo e o produto não apresentava as características gastronômicas apropriadas CARNES

55 TRANSFORMAÇÃO DO MÚSCULO EM CARNE -Grande parte das moléculas de água livre das miofibrilas é expulsa, comprometendo a textura das carnes, que durante a mastigação apresentarão resíduos secos e fibrosos. Nutricionalmente não há muito comprometimento nas mudanças provocadas pelo rigor mortis,porém há perdas de exsudação de aminoácidos e vitaminas,principalmente do complexo B. Nas fazendas as festas comemorativas são, quase sempre acompanhadas de churrascos feitos com as carnes de animais recém-abatidos. Gastronomicamente, os resultados são bem satisfatórios. A obtenção de produtos macios e suculentos se deve em parte, ao fato de os músculos em pré rigor mortis. CARNES

56 AMACIAMENTO DAS CARNES Antes da cocção, algumas carnes precisam sofrer processos de amaciamento que possibilitam o uso de partes mais rijas em preparações que requerem cortes mais macios: MÉTODOS ENZIMÁTICOS: Utiliza-se enzimas naturais como a papaína, a bromelina, a ficina, actinidina,ou também enzimas industrializadas, que promovem uma desorganização estrutural da fibra, fazendo com que haja aumento da acidez, resultado em uma consistência gelatinosa. A técnica consiste em manter a carne em contato com partes ou com os sucos dessas frutas ou com soluções de enzimas industrializadas. CARNES

57 AMACIAMENTO DAS CARNES A ação enzimática é superficial. Obs: importantes ficar atento quanto a quantidade do produto enzimático adicionado em relação à quantidade de carne, pois o amaciamento em excesso resulta em uma carne de textura friável. CARNES

58 AMACIAMENTO DAS CARNES MÉTODOS QUÍMICOS Desde antigamente,é possível amaciar carnes usando ácidos orgânicos presentes no limão, no vinagre, na laranja. A acidez promove o rompimento parcial das fibras, amaciando-as. O tempo de exposição varia de acordo com o tamanho das peças. É um método eficaz, além de amaciar confere sabor característico MÉTODOS MECÂNCOS Chamados de tenderização, são usados na preparação de bifes feitos com cortes de carnes mais rijas. Normalmente são utilizados utensílios cujo papel é romper as fibras musculares, impedindo grande parte de seu encolhimento pelo calor. CARNES

59 MÉTODOS MECÂNICOS Esses métodos produzem amaciamento, mas podem aumentar a perda de sucos da carne.: - É comum a prática de bater bifes para ficarem macios. No entanto, esse procedimento promove o rompimento de células, de fibras e, conseqüentemente,tem-se a liberação de moléculas de água que estavam alojadas nessas estruturas. A perda de tais moléculas leva ao comprometimento das suculências dos bifes. Aplati -Palavra francesa que se refere à carne que foi delicadamente batida e achatada com a ajuda de um instrumento de cozinha cilíndrico, de metal, com movimentos leves e preciso, de maneira a não romper as fibras. O objetivo desta técnica é tornar a carne mais fina e macia. Indicada para pedaços mais grossos de carnes que possuem menor quantidade de tecido conectivo. Além de carne de vaca (filé mignon contrafilé), o mesmo pode ser feito com filé de frango e de peixe. CARNES

60 EFEITOS DO CALOR SOBRE A COCÇÃO DAS CARNES A COCÇÃO DAS CARNES É FEITA EM TEMPERATURA ADEQUADA PARA CADA TIPO DE CARNE E DE ACORDO COM O REASULTADO QUE SE DESEJA OBTER. A TRANSMISSÃO DE CALOR PODERÁ OCORRER PELO MÉTODO DE CALOR SECO, DE CALOR ÚMIDO OU DE CALOR MISTO. TEMPERATURA DE COCÇÃO DAS CARNES VERMELHAS * É a temperatura no interior do corte. Bulbo do termômetro interior da carne. CARNES CARACTERÍSTICASTEMPERATURA ( ºC)* Ao ponto ( carne vermelha) 60 a 70 Bem passada ( carne vermelha)70 a 80 Muito bem passada (carne vermelha) 80 a 90 Aves e pescados50 a 60

61 Durante a cocção: - OCORREM MODIFICAÇÕES NA ESTRUTURA DAS CARNES, - As proteínas da fibras musculares tendem a encolher, formar novelos e assim endurecer a carne: quanto maior o tempo de cocção, mais dura essa se torna, - Entretanto, à medida que a temperatura ultrapassa 60º C, o colágeno presente no tecido começa a se dissolver, formando uma gelatina que induz ao amaciamento das fibras musculares percebido na mastigação; - A gordura dissolve-se pela ação do calor, agindo como um lubrificante e proporcionando a sensação de maciez na carne mastigada. Quanto mais gordura distribuída entre os feixes musculares, mais macia a carne. CARNES

62 MARINADA: Cortes pequenos e peças de carne fibrosa requerem menos tempo de molho Marinadas ácidas em geral necessitam de mais tempo para amaciar a carne do que simplesmente para lhe dar sabor. Mergulhar a carne pode ter um efeito que não vai muito além da superfície. Os ingredientes da marinada não penetram mais do que alguns milímetros, dependendo de fatores tais como: a densidade e a textura da carne, seu corte, idade, espessura. CARNES

63 MARINADA: A marinada para dar sabor, ao contrário da que se destina a amaciar a carne pode consistir em um ampla variedade de condimentos incorporados ao líquido ou á mistura da líquidos. Exs. vinhos, ervas e temperos. Quanto maior a área de superfície da peça de carne, mais oportunidade a marinada tem de influenciar o seu sabor. Ex.: carne coratada em fatias finas, cubos pequenos ( quando comparado com bifes grossos. CARNES

64 MARINADA: Obs.: 1- para aumentar a acidez, a marinada pode conter iogurte, coalhada, suco de tomate, suco de limão, etc. suculência da carne se deve tanto à gordura quanto à água que contém 2- Marinadas amaciantes em geral também contém algum tipo de óleo, porque carnes rijas, tendem também a ser magras e secas ( a suculência da carne se deve tanto à gordura quanto à água que contém). Molhos vinagrete para salada podem ser usados como uma marindada de dupla utilidade, porque o vinagre amacia enquanto os condimentos do azeite melhoram o sabor e estimulam o suco. CARNES

65 SALMOURA: mergulhar carnes, peixes, aves, em uma solução de sal em ág ua ( Ocorre osmose: processo no qual a água passa de uma solução rica em água para uma solução relativamente pobre em água transferência da de água da salmoura para as células, tornando as células, tornando o pedaço de carne mais suculento. Difusão se alguns Íons de sal, em abundância fora da célula, são difundidos ou migram através da membrana para dentro da célula aumenta a capacidade de proteína de reter água. O resultado é um pedaço de carne: TEMPERADO, mais SUCULENTA. Além disto a carne ficará mais macia, porque as estruturas que estão retendo água tendem a inchar e ficar mais macias. ) CARNES

66 Portanto a salmoura é muito eficaz para carnes relativamente sem gosto e magras, que tendem as secar ao serem cozidas.Ex. alguns cortes de carnes brancas, lombo de porco sem gordura. Salga à seco: O sal seco não tem o mesmo efeito que a salmoura ( onde maior número de água do lado de fora da célula do que do lado de dentro, e então a pressáo osmótica força a água para dentro) sobre as alimentos. CARNES

67 Salga a seco: Quando você cobre um pedaço de alimento com alto teor de água com sal sólido uma parte do sal se dissolve em umidade superficial produzindo uma película de de solução salina extremamente baixa ( mais baixa que dentro das células há uma quantidade maior de moléculas de água dentro da célula do que do lado de fora, então a umidade é retirada CARNES


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