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Flávia Gomes Batista de Carvalho Franco. O INSTITUTO PESTALOZZI DE GOIÂNIA – IPG, foi fundado em 25 de janeiro de 1955. O nome foi uma homenagem ao educador.

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1 Flávia Gomes Batista de Carvalho Franco

2 O INSTITUTO PESTALOZZI DE GOIÂNIA – IPG, foi fundado em 25 de janeiro de O nome foi uma homenagem ao educador suíço Joham Heinrich Pestalozzi ( ). Trata-se de uma instituição de caráter totalmente público que atende alunos com necessidades educacionais especiais, residentes em Goiânia e cidades circunvizinhas. O I.P.G. é uma escola de ensino especializado, que tem como objetivo proporcionar uma ação humanitária de integração social, que permita a criança e ao adulto excepcional um ensino de qualidade que facilite sua integração no meio social. O I.P.G. conta com setores de: Estimulação Precoce(0 a 6 anos), Estimulação Essencial Permanente (a partir de 6 anos), Centro de Apoio Pedagógico a alunos especiais inclusos na rede regular de ensino, Oficinas Pré-Profissionalizantes, Projeto Refazer( destinado a alunos autistas), Educação Adaptada para deficientes visuais, Música, Informática Educativa, Educação Física, Brinquedoteca, Setor Médico (através de parcerias com universidades) com equipe multidisciplinar: fonoaudiologia, psicologia, enfermagem, fisioterapia, terapia ocupacional, e odontologia todos em caráter preventivo.

3 O nº de alunos é de 370 matriculados na Instituição, distribuídos em dois turnos e cerca de 60 alunos-pacientes (matriculados em outra Instituição, que recebem apoio em um dos setores do I.P.G.). O I.P.G. atende pessoas com deficiência mental severa, múltipla, portadores de síndromes e/ou outros atrasos do desenvolvimento. O I.P.P. é a única escola estadual, em Goiânia, direcionada somente a pessoas com necessidades especiais. Para essa atividade contamos com a participação de todos os educadores do turno matutino, que direta ou indiretamente foram envolvidos no processo de realização, seja na execução das atividades ou na elaboração do perfil dos alunos. E com a participação dos alunos, posteriormente citados. As atividades foram planejadas e conduzidas pela professora e coordenadora do Laboratório de Informática Educativa: Flávia Gomes. O laboratório é composto de 6 computadores com kit multimídia, 1 scanner de mesa, 1 impressora laser monocromática, ar condicionado, mesas e cadeiras para escritório comuns, não há adaptações físicas ainda, pois foi implantado há apenas 1 ano e meio e estamos aos poucos, fazendo as aquisições e implementações necessárias.

4 LABORATÓIO DE INFORMÁTICA EDUCATIVA PROFESSORA:FLÁVIA G. B. DE C. FRANCO

5 01- TRABALHANDO COM O WORD CONFECÇÃO DE CONVITE PARA FESTA JUNINA: ALUNA: Ana Paula, 26 anos, aluna com Deficiência Mental Moderada. Freqüentou a escola regular quando criança, alfabetizada, com boa socialização. Adora Informática Educativa. PROPOSTA: Confeccionar um convite para a festa junina de nossa escola. Realizar pesquisas na Internet para escolher a figura ilustrativa do convite. Utilizar o editor de textos WORD para escrever o convite. REALIZAÇÃO: Cada turma, conforme horário pré-estabelecido, foi levada ao Laboratório de Informática com o propósito de criar um convite para a festa junina da escola. Primeiro fizemos uma busca na Internet afim de encontrar a melhor imagem. Depois de escolhida a imagem, cada aluno escreveu seu texto. Uns precisaram de ajuda, pois não são alfabetizados e outros escreveram com independência, fazendo os ajustes necessários posteriormente.

6 A aluna Ana Paula escolheu uma figura onde os personagens eram portadores de síndrome de Down. Como a mesma tem colegas cegos, achei pertinente e sugeri alterar a imagem, acrescentando óculos e bengala a um dos personagens. A aluna aprovou a idéia e o resultado ficou ótimo. AVALIAÇÃO: O objetivo foi alcançado, pois os convites foram confeccionados de forma personalizada, impressos e entregues aos alunos para que os mesmos os entregassem aos destinatários escolhidos por eles. CONCLUSÃO: É PRECISO RESPEITAR O POTENCIAL CRIATIVO DE CADA ALUNO, POIS QUANDO LHES SÃO OFERECIDAS OPORTUNIDADES ADEQUADAS, ESTES CONSEGUEM NOS SURPREENDER POSITIVAMENTE

7 QUERIDOS AMIGOS CONVIDAMOS PARA NOSSA QUADRILHA DIA 28/06 ÀS 17 HORAS NO INSTITUTO PESTALOZZI DE GOIANIA VAI SER NOSSA MAIOR ALEGRIA TER VOCÊ EM NOSSA COMPANHIA AGRADEÇO DO FUNDO DO CORAÇÃO OBRIGADA POR PRESTIGIAR A NOSSA ESCOLA. UM ABRAÇO DE ANA PAULA PRODUÇÃO DA ALUNA CONVITE PARA FESTA JUNINA:

8 02-TRABALHANDO COM O SOFTWARE: COELHO SABIDO I - Bingo dos Bebês/Filhotes

9 DESCREVENDO A ATIVIDADE: ALUNA: Janine, 17 anos, aluna com Deficiência Mental e Cegueira. Iniciou sua vida escolar na rede regular de ensino. A mãe relata que a experiência nesse ambiente não foi positiva. Em seguida, foi encaminhada ao CAPES – Centro de Apoio ao Portador de Necessidades Especiais, a intenção era aprender Braille. Devido a existência de outra deficiência, além da cegueira, Janine não conseguiu aprender esse sistema. Janine foi então encaminhada a nossa Instituição e desde então tem freqüentado a sala do Projeto Refazer Adaptado para Deficientes Visuais. Hoje, ainda não é alfabetizada, mas consegue realizar atividades pedagógicas importantes. Apresenta resistência ao toque, mas é sociável e comunicativa. Adora Informática Educativa. PROPOSTA: Identificar o animal através do som que ele faz (discriminação auditiva). Quando identificados os animais da tela em execução, os personagens filhotes cantam uma canção para seus pais. Encerrada a canção o software oferece uma nova tela, com outros tipos de animais.

10 MODELO DA TELA PRINCIPAL DA ATIVIDADE;

11 BINGO DOS BEBÊS: Quem está chorando? É um filhote na cesta! Ouça os sons que ele faz. Cada animal emite um som diferente. Leve a cesta até os pais do bebê. Ouça e então leve a cesta novamente até que todos os pais estejam com seus filhotes. Agora todos estão felizes – incluindo você! Outros animais aparecerão para que o jogo continue. Pressione o teclado para ouvir o som de um filhotinho na cesta e ele irá mover-se até os pais. A tarefa consiste em identificar a voz do filhote e apertar a tecla para que ele encontre o seu pai. Os professores auxiliam os alunos no direcionamento do mouse. As turmas de alunos com deficiência visual (associada a outras síndromes) possui apenas 4 alunos e dois educadores. O que facilita o trabalho individualizado no laboratório. AVALIAÇÃO: Essa atividade desenvolve a acuidade auditiva, a coordenação espacial, estimula a linguagem (os alunos imitam os sons ouvidos e cantam as canções dos animais), aborda conteúdos pedagógicos (animais, características, filhotes), além disso todos se divertem e com certeza, aprendem.

12 CONCLUSÃO: O FATO DE NÃO ENXERGAR NÃO INIBE A IMAGINAÇÃO, NEM ANULA A CAPACIDADE DE PERCEBER O MUNDO. TÃO POUCO IMPLICA EM NÃO APRENDIZAGEM. OBSERVAÇÃO: NO TRABALHO REALIZADO EM SALA DE AULA (COM ALUNOS DVs), TODOS OS MATERIAIS SÃO MINIATURIZADOS. O QUE FAVORECE NO REFORÇO DOS CONTEÚDOS TRABALHADOS NO LABORATÓRIO.

13 03- ATIVIDADE USANDO O AUDACITY POUT-PORRIE DE SÃO JOÃO ALUNOS: Alunos das oficinas pré-profissionalizantes, todos com mais de 15 anos. Diagnóstico: Deficiência Mental Moderada. Alguns alunos são alfabetizados, mas a maioria só registra o nome. PROPOSTA: Gravar um CD de áudio com músicas de tradição Junina interpretadas pelos alunos. REALIZAÇÃO: Conforme projeto coletivo, os professores trabalharam em sala de aula as tradições das festas juninas, abordando diferentes aspectos: dança, canções, trajes, comidas, etc. Solicitei que cada aluno de uma determinada turma (oficina de Bijuterias) escolhesse a música que gostaria de interpretar no CD a ser gravado. Depois de escolhidas as músicas, usamos o programa Audacity para gravá-las. Cada aluno cantou sua música escolhida, depois eu as editei, tirando os intervalos mudos. Então copiamos todas as canções em um CD, criando um Pout-Porrie Junino.

14 AVALIAÇÃO: A atividade foi difícil, tivemos que gravar individualmente, mas muito divertida. Todos se envolveram e empenharam em fazer o melhor possível. As canções ficaram ótimas nas vozes dos alunos. CONCLUSÃO: Como os alunos são todos jovens e adultos as cantigas juninas ficam de certa forma chatas, pois a maioria delas pertence ao universo infantil. Interpretá-las e depois ouvir a sua própria voz cantando essas canções mudou totalmente o contexto da atividade, tornando as canções mais divertidas e apropriadas. Puxa, minha voz parece de cantor de verdade! Disse Sebastião Pedro ao ouvir sua voz interpretando a música que escolheu cantar.

15 SEBASTIÃO PEDRO GRAVANDO NO AUDACITY:

16 04-EXPLORANDO O SOFTWARE: MENINO CURIOSO

17 TRABALHANDO COM O TANGRAN NO MENINO CURIOSO ALUNO: João Henrique, 15 anos, aluno com a Síndrome de Autismo Clássico. Nunca freqüentou o ensino regular, não é alfabetizado, mas consegue realizar atividades pedagógicas com ajuda. Adora Informática, até ganhou um computador de aniversário. João Henrique é muito bom em atividades com tangran, quebra-cabeça e figuras geométricas. PROPOSTA: Encaixar as figuras do tangran de forma a montar uma cena. REALIZAÇÃO: O aluno deveria encontrar as peças e ir encaixando-as nos lugares corretos de maneira a montar uma determinada cena. João adora esse tipo de atividade, mesmo as cenas complexas ele consegue montar com rapidez. A professora está trabalhando a capacidade de atenção, concentração e a habilidade motora fina com esse aluno. Escolhi a atividade do Software Menino Curioso para ajudá-lo a conquistar esses objetivos.

18 AVALIAÇÃO: O aluno conseguiu realizar a atividade sem intervenção da professora. Manipulou corretamente o mouse e ficou extremamente concentrado. Cada vez que montava uma cena, recorria ao professor (apenas com o olhar) demonstrando querer outro desafio. Ao completar 20 minutos na atividade, o aluno se cansou, levantou e saiu do laboratório em direção à sala de aula. Quando tentei convencê-lo a ficar, ele protestou sentando no chão e abaixando a cabeça entre as pernas. Era hora de finalizar a atividade. CONCLUSÃO: Mesmo que o aluno goste da atividade e que a mesma seja importante para o seu desenvolvimento cognitivo, o professor deve perceber o tempo de interesse e produtividade do aluno, respeitando tanto suas potencialidades quanto suas limitações.

19 05- EXPLORANDO O TUX PAINT ALUNO: Verbênia, 16 anos, (com paralisia cerebral desde o nascimento), apresenta quadro de tetraplegia mista, associado a retardo mental e síndrome epilética com crises convulsivas, além de sialorréia. Verbênia é uma mocinha vaidosa, sociável e meiga. Apresenta suas emoções com intensidade: se está feliz ela sorri, grita, levanta os braços e até dá saltinhos na cadeira de rodas. Porém se está triste, chora copiosamente e faz pirraça, aumentando o processo de salivação. PROPOSTA: Realizar movimentos motores com as mãos, de maneira intencional e com independência. REALIZAÇÃO: A aluna demonstra muito interesse pelo computador. A mesma realiza poucas atividades usando o domínio das mãos (devido ao tônus muscular), o programa Tux Paint foi sugerido à aluna com a intenção de exercitar a musculatura dos braços e mãos, buscando melhorar o controle dos movimentos. Verbênia já utilizava o Paint, mas se encantou com Tux Paint, demonstrando entusiasmo com relação a variedade de sons e efeitos de cores.

20 AVALIAÇÃO: A aluna permaneceu envolvida na atividade por 45 minutos (tempo da aula no laboratório), conseguiu realizar movimentos intencionais com total autonomia, claro que esses movimentos foram bem lentos, porém a aluna parava para descansar e retomava o movimento sem nenhuma intervenção da professora. A cada novo traçado a aluna sorria e até gritava de entusiasmo. O objetivo foi alcançado com sucesso. CONCLUSÃO: Por diversas vezes observa-se a pessoa com paralisia cerebral que faz uso da cadeira de rodas com atitude de pena, como se aquele indivíduo não tivesse vontades e tão pouco possibilidades. A cada dia, percebo que assim como Verbênia, outros alunos cadeirantes rompem uma barreira e nos mostram sua grande capacidade de se relacionar afetuosamente, de querer e compreender o mundo a sua volta, e principalmente, nos provam que a aprendizagem também é real e significativa para eles.

21 Colei uma fita adesiva no mouse para mantê-lo pressionado, pois aluna não consegue realizar o movimento do clique, sozinha. Verbênia às gargalhadas – no Tux Paint

22 REFLEXÕES: Toda mudança provoca no indivíduo uma série de sentimentos; medo, ansiedade, expectativas, frustrações, conquistas... Esses sentimentos se misturam, confundindo o indivíduo, que muitas vezes recua antes mesmo de atingir o estágio das frustrações. Para este indivíduo, a situação é de certa forma cômoda, o que ele ignora é que ao recuar está abrindo mão não só das frustrações, mas principalmente das conquistas que poderia alcançar. O Laboratório de Informática é uma conquista da Instituição, de todos que a compõem (profissionais, alunos, pais, comunidade), mas é apenas a primeira de uma série de conquistas que ainda concretizaremos nesse setor. É esse o pensamento compartilhado por todos os profissionais do I.P.G.. Estamos dispostos aos conflitantes sentimentos que permeiam a batalha, pois temos convicção de que alcançaremos a vitória.

23 CONCLUSÃO: Ao final deste trabalho, analisando todas as ações desenvolvidas e as conseqüências decorrentes, chego à conclusão de que faz-se necessário a implementação de um novo Plano de Ação Pedagógica para o Laboratório de Informática Educativa. Tal plano buscará ressignificar o processo de aprendizagem por nós defendido, implementando ações inovadoras e interessantes para o aluno e também para os educadores. Através do curso Proinesp tive acesso a vários recursos teóricos e práticos, os quais já vêm beneficiando a toda comunidade escolar. É preciso difundi- los e torná-los disponíveis ao maior número de envolvidos possível. E creio que a melhor maneira de fazê-lo é através de um plano de ação pedagógica. Como em nossa Instituição todos os projetos são discutidos coletiva e democraticamente, acredito que essa implementação se efetivará e trará resultados positivos em todas as áreas do conhecimento: cognitiva, social, biológica e afetiva.

24 AGRADECIMENTOS: Aproveito a oportunidade para agradecer aos nossos queridos formadores: Roberto, Andréia e em especial à doce Patrícia. Agradeço também aos colegas online, a companheira Terezinha, a todos os profissionais da Instituição que apoiaram e contribuíram com nosso trabalho e em especial aos nossos alunos. Eles são a minha motivação. Com seus sorrisos, comentários e disposição para aprender, esses alunos fazem com que a cada dia eu busque mais qualidade em meu fazer pedagógico. Sou grata a Deus pelas portas que ele tem aberto em minha vida profissional, esse curso é com certeza, a maior benção que recebi nessa área, nos últimos anos. Obrigada.....

25 Quero que minha princesa cresça num mundo bonito, democrático e justo. É meu dever contribuir para que esse mundo exista...


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