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Há uma grande diferença se fala um deus ou um herói; se um velho amadurecido ou um jovem impetuoso na flor da idade; se uma matrona autoritária ou uma.

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2 Há uma grande diferença se fala um deus ou um herói; se um velho amadurecido ou um jovem impetuoso na flor da idade; se uma matrona autoritária ou uma ama dedicada; se um mercador errante ou um lavrador de pequeno campo fértil; se um colco ou um assírio; se um homem educado em Tebas ou em Argos. (Horácio, Arte poética, )

3 Objeto de Investigação: Relação entre o mundo linguístico e o mundo social; Sistema linguístico com funcionamento próprio Busca por lugares de intersecção entre o mundo social e a dimensão linguística A estrutura da língua é prévia ao momento da enunciação Contexto = o lugar em que as dimensões social e geográfica se atualizam.

4 Teoria da Variação e Mudança Etnografia da Fala ou Sociolinguística quantitativa Sociologia da Linguagem

5 Discute de que maneira o sistema linguístico, no seu núcleo gramatical, é afetado pelas relações com a sociedade.

6 O foco central é o conhecimento das regras sociais que norteiam o emprego das formas linguísticas como parte do funcionamento social da comunidade

7 Busca-se entender como uma língua se espalha por uma determinada comunidade e quais as relações entre esse espalahamento e as estruturas de poder.

8 Variação – duas ou mais formas alternativas de dizer a mesma coisa no mesmo contexto. Variável – esforço do sociolinguísta por generalizações abstratas classe de variantes Variantes – generalizações abstratas (Camacho, 2000, p. 56)

9 Toda língua seria constituída de possibilidades formais diferentes para a mesma função comunicativa Lugares de Variação

10 Definição de Labov(1972): conjunto de falantes que compartilham os mesmos valores com relação à língua. Os falantes reconhecem o significado social das formas variantes Prestígio x estigma

11 Linguagens especiais: subcomunidades linguísticas forma especial de atividade (científica, lúdica, etc.) – Jargões, gírias Gírias – necessidade de sigilo (marginais) = exclusão – via linguagem (linguagem de bandido).

12 Variante padrão (ou de prestígio) X Variante não- padrão (ou estigmatizada) Camacho (2000, p. 59): As formas em variação adquirem valores em função do poder e da autoridade que os falantes detêm nas relações econômicas e culturais.

13 Dimensão LinguísticaFonética Morfologia Sintaxe Semântica Dimensão não-linguísticaPlano espacial Plano contextual Plano social

14 A escolha do falante se dá em função da relação de interlocução em que é posto. trecho de filme Uma linda Mulher

15 Dimensão Espacial: Dialetos definidos regionalmente Dialeto: o senso comum o considera um desvio com relação à língua Dimensão Temporal:

16 Dimensão Social: LocutorDestinatário IdadeMenor que o destinatário Maior que o locutor SexoMasculino Feminino Masculino Feminino Classe SocialAlta Trabalhadora Alta Trabalhadora

17 Pagotto: Dimensão linguística (unidades linguísticas) X Dimensão não-linguística (espacial, social, temporal) Camacho: Natureza linguística X Natureza Extralinguística Natureza linguística unidades linguísticas

18 Natureza Extralinguística: Em função da identidade social do emissor dialetos/ variações geográfica/ sociológicas Em função da identidade social do receptor Em função das condições sociais de produção discursiva (contexto/lugar) (ii) e (iii) – registro estilístico

19 ANTES DA SOCIOLINGUÍSTICA – todas as unidades linguísticas (fones, fonemas, morfemas, sintagmas e orações) eram unidades de natureza invariante, discreta e qualitativa.

20 SOCIOLINGUÍSTICA – unidade de análise (língua) é variável, continua e quantitativa. Variável – diferentes maneiras de expressão, conforme circunstâncias de uso. Contínua – certas alternativas assumem valores sociais Quantitativa – freqüência percentual assume valores sociais aos diferentes fatores que as condicionam.

21 Texto – Papos (Veríssimo)

22 Referencial exclusivo (variedade padão) ou Dialeto social (que o aprendiz domina de acordo com a origem sociocultural)? TRADICIONALMENTE... A pedagogia da língua elege o correto e o incorreto. Resultado: cria danos irreversíveis (aversão e resistência à língua-padrão, insegurança linguística, traumas sociais. Ex: nordestinos)

23 Deficiêcia verbal - compensar as supostas carências verbais. Diferença verbal - despertar a consciência do aluno para a adequação das formas às circunstâncias do processo de comunicação.

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26 PROPRÓSITO: Analisar as relações estabelecidas entre a língua e os sujeitos que a empregam e as situações em que se desevolvem o dizer em relação à sua exterioridade. OBJETOS DA ANÁLISE DO DISCURSO SUJEITO (Ilusão subjetiva do sujeito) INSCRIÇÕES NA HISTÓRIA CONDIÇÕES DE PRODUÇÃO DE LINGUAGEM (Sujeito e Situação – fundamentais para AD)

27 França década de 60. Reflexão sobre texto e história. Jean Dubois (linguísta e lexicólogo) e Michael Pechêux (filósofo envolvido em debates em torno do Marxismo, da psicanálise e da epistomologia) Ambos são tomados pelo espaço do marxismo e da política partilhando convicções sobre a luta de classes, a história e o movimento social (nesse quadro comum a linguística torna-se o guia das pesquisas nas ciências humanas.

28 Dubois – Processo de estudos das palavras (léxico) para o estudo dos enunciados. Pêcheux – Ruptura com a noção de ideoçogia, tem por obejtivo investigar as relações entre discurso, a ideologia e o sujeito.

29 Psicanálise Lacaniana – Releitura de Freud. Buscando no estruturalismo para abordar o inconsciente. Inconsciente – Estrutura como linguagem (cadeia de significantes), interfere no discurso efetivo/ produzido Discurso Efetivo (Identidade, caráter de sujeito a partir do discurso inserido no inconsciente; discurso do Outro) X Discurso do Outro (Discurso do pai, da família, das leis... reproduzido no discurso efetivo) Psicanálise Lacaniana -> AD: Sujeito levado a dizer considerando seu lugar social e processo histórico no qual está inserido

30 Núcleo Rígido (Conjunto de Regras) X Contornos Instáveis (Sentidos em relação as estratégias de interlocução, posições sociais ou históricas) – Maingueneau (1997) Obs: AD – não excluindo o caráter formal

31 Há vinte anos ele vivia fazendo sexo com a própria noiva x Há vinte anos ele vivia fazendo sexo com a noiva de Wood. Termos linguísticos – Ambiguidade pelo pronome possessivo de 1ª pessoa minha O advérbio também incide em também fazer com Bete Speed ou fazer sexo também com a sua própria esposa. Porque achamos graça quando Stock enuncia: Eu também? Devido às condições de produção. Em que fazer sexo com a noiva de outro seria fora dos padrões e que de certa maneira traz a Wood um constrangimento, que nos gera riso.

32 O que gera a ambiguidade seria analisada pela semântica e pela pragmática, na analise do discurso, a pergunta mais cabível seria: Qual o efeito dessa ambigüidade? Em outra sociedade, como a comunidade dos esquimós em que se é normal oferecer a noiva aos visitantes com sinal de hospitalidade. Neste contexto a tira não teria o mesmo efeito de humor.

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34 (...) O DISCURSO MAIS DO QUE TRANSMISSÃO DE INFORMAÇÃO (MENSAGEM) É EFEITO DE SENTIDOS ENTRE LOCUTORES. Eni Orlandi. - Relação dos sujeitos dentro das circunstâncias dadas. - Sair da relação estímulo/ resposta (comportamentalismo) – circuito da comunicação (Orlandi)

35 SITUAÇÃO: Sentido Estrito: Contexto imediato (circunstancias de enunciação) Sentido Lato: Contexto Sócio-histórico, ideológico, mais amplo. Contextos funcionam conjuntamente EX: Sala de Aula;

36 SUJEITO: Posição do Sujeito projetada no discurso. (Enuncionador e o Destinatário) FORMAÇÕES IMAGINÁRIAS: Ia (a) – A imagem que o sujeito faz dele mesmo Ia (b) – A imagem que o sujeito faz do seu interlocutor Ia (r) – A imagem que o sujeito faz do objeto do discurso. Ib (b) – A imagem que o interlocutor faz dele mesmo Ib (a) – A imagem que o interlocutor faz de quem lhe fala. Ib (r) – A imagem que o interlocutor faz do objeto do discurso.

37 Ia (Ib (a)) – Imagem que o locutor faz da imagem que o interlocutor tem dele. Obs: As imagens que a sociedade produz. RELAÇÕES DE SENTIDO: O que dizemos tem relação com outros dizeres. RELAÇÕES DE FORÇA: Lugar social do qual falamos. (SUJEITO) EX: professor, presidente, mãe...

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39 Análise do Discurso tem como unidade o texto discursivo. Não procura interpretar ou dar sentido Objeto Discursivo: Compreender a relação com as condições de produção e com as ideologias que determinam o tecto discursivo. Texto tem textualidade – Função de relação do texto consigo mesmo e com a exterioridade, o funcionamento do texto.

40 O texto em funcionamento (condições de produção) produz sentido e está ligado a sua exterioridade. ANALISTA: 1º Material bruto linguistico (corpus, texto) e o objeto discursico (material analisado) 2º Processo Discursivo (Objeto discursivo relacionando com as formações ideológicas). M. Pêcheux (1975) Sistema de relações de substituição, parafrase, sinonimias etc.

41 Como diz Pecheux (1975) o sentido da palavra, uma expressão, de uma proposição etc., não existe em si mesmo (isto é, em uma relação transparente com a literalidade) mas ao contrário é determinado pelas posições ideológicas que estão em jogo no processo sócio-histórico no qual as palavras, expressões,proposições são produzidas (isto é, reproduzidas). Elas mudam de sentido segundo as posições sustentadas por aqueles que as empregam. Eni Orlandi (pg17)

42 É a projeção na língua das formações ideológicas. Palavras ou expressões diferentes podem ter o mesmo sentido em uma formação discursiva, assim como podemos ter palavras ou expressões iguais com sentidos diferentes dada a formação discursiva distinta. Exemplo: Salário (diferentes sentidos em diferentes fomrações discursivas: do empregado ou patrão) Liberdade: pai ou filho. INTERDISCURSO É o saber, a memória discursiva. Aquilo que preside todo dizer. (Orlandi) Subordinação-assujeitamento ao Outro

43 É O DIZER JÁ DITO E ESQUECIDO QUE ESTÁ NA SUA MEMÓRIA. Ex: Família – Significa além das intenções do discurso proferido, mas impregnado pela memória que ela possui historicamente. ESQUECIMENTO Nº1 – Esquecimento ideológico e inconsciente. Nº2 – Esquecimento Enunciativo (?)

44 1º Momento – Discursos mais homogêneos (Menos variação de sentido). Corpus Fechado Análise Lingüística Análise discursiva SUJEITO: Ideológico (Instituição, teoria, ideologia etc) Exemplo: Discurso Comunista

45 2º Momento - Discursos produzidos a partir de condições menos homogêneas. Focault – Conceito de Formação Discursiva Espaço Social atravessado por outras Formações discursivas. Em que a FD em questão permanece com uma identidade. SUJEITO: Ideológico Assujeitado - Diferentes papéis que assume em diferentes espaços interdiscursivos Exemplo: Professor em sala de aula;

46 3º Momento – Discurso mais Heterogêneos: SUJEITO: Heterogêneo, que oscila entre o consciente e o inconsciente (o Outro) para harmonizar as vozes do seu discurso, na busca da unidade, da singularidade. *Temos duas Formações discursivas que se relacionam por meios das formações ideológicas que as acompanham. Um discurso só existe porque está ligado ao outro (porque o outro existe) Formações Discursivas – Heterogêneas (Os sentidos podem ir se formando nos processos de constituição dos discursos).

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