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KATHARINA REISS HANS J. VERMEER Fundamentos para una teoría funcional de la traduccion CAPITULO IX EQUIVALENCIA Y ADEQUACIÓN.

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1 KATHARINA REISS HANS J. VERMEER Fundamentos para una teoría funcional de la traduccion CAPITULO IX EQUIVALENCIA Y ADEQUACIÓN

2 Introdução Praticamente não existe nenhuma publicação recente em que apareçam os termos equivalência/equivalente ou adequação /adequado. Todos reconhecem que equivalência é a relação que existe entre um texto de partida(ou elemento textual) e um texto final (ou elemento textual). Stackelberg (1978) associa equivalência com adequação, Toury ( 1980) propõe como sinônimo de tradução. Recentemente é um termo tachado de unilateral ou prescritivo, Ladmiral(1981) propõe substituí-lo pelo conceito de aproximação.

3 Definições de equivalência Güintinger(1963)- Traducir com cumplimiento- o objetivo de toda tradução é que o texto final cumpra exatamente a mesma comunicação com os receptores finais que o texto de partida com os receptores de partida. Transmitir a mesma informação, produzir o mesmo efeito. Ex. Its forbidden to cross the lines- dont cross the lines. Prioridade à função pragmatica dos signos linguísticos Segundo Wills (1977), Jakobson (1959,1966) utiliza pela primeira vez o termo, criando o conceito equivalência na diferença. Descreve apenas a equivalência geral entre textos de partida e chegada, sem analisar com profundidade, atendendo prioritariamente às divergências lingüísticas deixando de lado as pragmáticas e culturais.

4 Kade (1968), ainda de acordo com Wills (1977), exige que a tradução se mantenha invariável ao plano do conteúdo, sendo que um texto possui um conteúdo em situação, compreendendo forma e efeito. Ao modificar estes dois aspectos, já não há igualdade de valor. Igualdade de efeito é ainda um conceito vago para tradução, exemplo: Cierra La puerta- shot the door please- hace mucha corriente aqui. Esta última não é uma tradução equivalente porque precisa da equivalência estilística. Equivalência estilística de Popovic (1971), segundo Wills (1977)- Esta também não é suficiente.

5 Catford( 1965,1967), uma das definições mais estendidas. Os textos são equivalentes quando são intercambiáveis em uma dada situação. No entanto, esta definição pode ser considerada válida só para o intérprete, onde pode-se falar de uma mesma situação dada, com comunicação interlingüística entre texto de partida e final. Estas definições carecem de precisão, se referem a aspectos parciais da equivalência textual.

6 Origem do termo equivalência Linguagem técnica da lógica (Jäger,1968) - linguagem técnica matemática(Wills 1977) É mais adequado tomar emprestado o conceito de equivalência da eletrostética que diz: duas conexões de corrente alternada são equivalentes quando mostram o mesmo comportamento elétrico para o interior de todas as freqüências, mesmo que a estrutura dos circuitos seja diferente (uso da linguagem dos textos de partida e final, motivado pelas condições situacionais e culturais)- efeito funcional comunicativo pretendido no texto de partida e no texto final.

7 O tanto de qualificações que acompanham a bibliografia sobre equivalência mostram que a equivalência textual(dinâmica, formal, funcional, de conteúdo, de referencial, estilística, de efeito, etc) se compõe de tantos elementos como o próprio texto. Luhmann – equivalência do ponto de vista da teoria sistêmica : a e b são funcionalmente equivalentes na medida em que ambos são apropriados para resolver o problema X. Esta definição se refere à equivalências potenciais, podendo-se avaliar se o problema em questão se soluciona e se consegue chegar a uma equivalência fática.

8 Tipos de equivalência (caráter polifacético) Koller(1979) estabelece cinco marcos de referencia para se determinar o tipo de equivalência: a)equivalência denotativa (conteúdo referido em um texto b) equivalência conotativa( conotações referentes ao plano de estilo, da dimensão socioletal e regioletal transmitidas no texto através de um modo específico de verbalização). c)equivalência normativa( normas lingüísticas e textuais)

9 d) equivalência pragmática( voltada ao receptor a que se dirige a tradução, pertencendo também aspectos culturais e situacionais). e)equivalência formal (características formais, estéticas e individuais do texto de partida. Konigs (1981) critica esta classificação e propõe mais dois elementos – equivalência pretendida pelo texto (função do texto de partida) e equivalência finalista ( que se refere à função da tradução). Estas duas características no entanto são contraditórias, pois mostram que a tradução não precisa ser invariável com relação ao texto de partida, podendo desempenhar uma função comunicativa diferente.

10 Delimitação do conceito de equivalência Equivalência é descrita pelos estudos de tradução como a relação que existe entre elementos lingüísticos de um par de textos ou entre textos completos. A equivalência entre elementos não significa equivalência de texto no plano geral, da mesma forma o contrário. Exemplos de traduções:

11 3)Moi, jê buvais, crispe comme um extravagant 3a)Ich aber thank, im Krampf wie ein Verzückter (a traduçào muda elementos textuais, mas mantém ritmo e entonação, oferece além de uma equivalencia semântica uma equivalência textual com o texto de partida) 4)And this is the belief that moves mountais 4a) Und das ist der Glaube, der Berge Bewegt 4b) Und das ist der Glaube, der Berge Versetzt (a primeira tradução possui apenas equivalência semantica, a segunda também pragmática)

12 De acordo com os exemplos, se conclui que não perseguir a equivalência no plano textual não significa que não possamos falar de tradução. Neste caso, o que ocorre é que se atribui à tradução uma função diferente da que tinha no texto de partida Por outro lado, o que foi classificado acima como equivalência finalista, não merece o nome de equivalência, pois o tradutor ou o cliente visa uma tradução com Funções comunicativas diferentes das do texto de partida. Não há entre os textos uma igualdade de valor, apenas correspondências para dimensões parciais do texto. Dessa forma, uma tradução desse tipo será chamada de adequação: conformidade da eleição de signos lingüísticos na língua final com respeito à dimensão escolhida do texto de partida.

13 A adequação É necessário examinar os diferentes tipos de tradução para explicação da relevância tradutológica do conceito de adequação.O princípio dominante de toda tradução é sua finalidade. Os tipos se diferenciam entre si pelo predomínio de uma das dimensões parciais do texto de partida, que se pode abarcar desde a palavra até o plano textual. Tradução palavra por palavra- manuais de ensino de línguas, exercício de compreensão, primeiras traduções da Bíblia. Não é um texto equivalente ao original nem inteligível ao leitor que desconhece a língua de partida

14 Tradução literal- adaptação da tradução anterior às normas da língua final.- Também ensino de línguas estrangeiras Tradução filológica-postulado de Scleiermacher aproximar o leitor do autor. Mostrar ao leitor da língua final o modo pelo qual o autor do texto de origem se comunica com seus leitores.Se reproduz não só as dimensões sintáticas e semânticas, mas também a dimensão pragmática. Não podemos falar em equivalência, pois o leitor do texto de partida lia o texto como algo natural, pois sua língua não sofria nenhuma alteração.

15 Tradução comunicativa- imitação da oferta informativa do texto de partida com os recursos da língua da cultura final. O leitor não reconhece no plano da língua tratar-se de uma tradução. É equivalente ao original, possui o mesmo valor em todas as dimensões: sintática, semântica, pragmática. Apenas esta tradução consegue estabelecer uma relação de equivalência textual. Tradução criativa- quando a cultura final desconhece uma série de termos, conceitos, objetos ou modos de pensar. Exige criatividade lingüística do tradutor e da língua. Em alguns casos não haverá tradução equivalente quando os conhecimentos técnicos da cultura de partida não existem na cultura final. A tradução apenas mantém a função da comunicação.

16 Casos em que é necessário adaptar o texto de partida no processo de tradução: 1- receptores do texto final já não se correspondem com os do texto de partida 2 - a tradução deve cumprir outra finalidade comunicativa diferente da finalidade do texto de partida 3- a tradução modifica deliberadamente um ou vários aspectos do texto de partida.

17 Exemplo: - texto técnico dirigido a especialistas traduzido para especialistas- equivalência. -Texto técnico escrito para especialistas traduzido para leigos- o objetivo não é a equivalência textual. Traduções cujo objetivo é facilitar a compreensão não perseguem nenhuma equivalência. Quando se modifica por exemplo o tipo de texto mediante a escolha do léxico, o texto final não deixa de ser uma tradução. Não existe equivalência entre texto de partida e final, mas sim adequação com respeito à finalidade e a intenção do tradutor.

18 Diferença entre equivalência e adequação. Adequação: na tradução de um texto (ou elemento textual) de partida se refere à relação que existe entre o texto final e o de partida, tendo em conta de forma conseqüente o objetivo (escopo) que se persegue com o processo de tradução. Equivalência: expressa a relação entre um texto final e um texto de partida que podem cumprir de igual modo a mesma função comunicativa em suas respectivas culturas. Não podemos falar em traduzir de modo equivalente. É um conceito que se refere ao produto ou o resultado da ação de traduzir.

19 Dinâmica do conceito de equivalência É um conceito dinâmico. Novas traduções são produzidas, em vários períodos, com interpretações diferentes. Cada época tem seu gosto ou sentido estético. O conceito de equivalência entre um texto de origem e final apenas pode ser definido levando em consideração as condições e a situação em que se produz uma tradução

20 Alguns exemplos mostram que não é possível compreender a equivalência como relação como fenômeno texto, e sim como fator dependente do objetivo (escopo) da tradução. Está estreitamente relacionada com a função do texto final e seus elementos, assim como com a função global desse texto com o fazer comunicativo. A constituição lingüística de um texto é determinada por fatores situacionais que influem em sua utilização na comunicação; e uma série de fatores adicionais entram em jogo, já que um texto não se traduz simplesmente a outra língua, mas também para outra cultura

21 circuito relevante que determina a constituição do texto que será traduzido e a composição do texto final E- emissor R- receptor C- processo comunicativo T-tempo L- Lugar

22 O texto O texto tem como qualquer outro signo três dimensões: semântica, sintática e pragmática, que se manifestam nas diferentes categorias lingüísticas que contribuem para constituir o sentido do texto. Um texto tem sentido quando se pode atribuir uma finalidade a uma situação dada. No plano do texto como totalidade, o sentido domina sobre a forma e o conteúdo.

23 Se queremos que o texto final cumpra na cultura final a mesma função comunicativa que o texto de partida na cultura de partida, somos obrigados a reorganizar as relações entre os elementos semânticos e formais desde uma perspectiva funcional. Em uma perspectiva ideal, para realizarmos equivalência textual mediante a tradução comunicativa, precisamos obter uma equivalência funcional para todos e cada um dos elementos do texto de partida. Por isto ser impossível, é necessário estabelecer uma hierarquia de níveis de equivalência. Nida (1964) cria o conceito de equivalência dinâmica: um texto final com o mesmo valor comunicativo para a cultura final.

24 O primeiro passo para estabelecer hierarquia de níveis é classificar o tipo de texto. No entanto, não é suficiente, pois pode haver várias categorias em um mesmo tipo de texto.A delimitação do texto a uma categoria pode definir com maior precisão a ordem hierárquica de equivalências. Ex: Categoria informativa: elementos semânticos- referenciais ocupam os primeiros lugares nos critérios de equivalência. Categoria textual expressiva: organização artísticas e características formais da linguagem Categoria textual operativa: a equivalência se orienta em primeiro lugar a manter caráter persuasivo da configuração lingüística textual

25 Hierarquia das exigências de equivalência Ao analisar o texto de partida, o tradutor deve examinar quais são os elementos textuais que predominam e encontrar equivalências para o texto final. Ex. texto filosófico: fator mais relevante para equivalência será a lógica das idéias. Receita de cozinha: Detalhar os ingredientes e as informações sobre como combiná-los. Carta comercial:conteúdo e convenções textuais. Poemas: organização artística do texto. Textos publicitários: elementos persuasivos.

26 Exemplo e lições Poema o corvo- uma equivalência comunicativa deveria manter na língua final além da semântica da palavra, também suas características fonéticas. Nevermore nimmermehr jamais plus nunca mais

27 Para alguns teóricos como Busch (1973) e Ladmiral (1981), o conceito de equivalência deve ser substituído pelo de aproximação, devido às divergências das estruturas lingüísticas e culturais, assim como os fatores subjetivos do tradutor. Estes motivos não são aceitáveis, uma vez que é possível uma equivalência absoluta, pelo menos no plano textual denotativo, quando as condições dadas em um par de línguas e culturas assim o permitem. Assim é importante distinguir equivalência parcial e equivalência textual total.

28 Só podemos falar em equivalência comunicativa quando o leitor do texto final reconhece, além do conteúdo e da forma,também a função dos elementos individuais do texto, sendo a função o fator mais importante para estabelecer uma equivalência. O receptor final deve entender o sentido do texto com se tivesse sido escrito na própria língua final.

29 Conclusão Pode haver equivalência entre texto de partida e texto final em diferentes níveis de um texto como meio de comunicação. O tradutor deve escolher os elementos prioritários que considera funcionalmente relevantes. Sempre precisa considerar a função dos elementos individuais no conjunto do texto

30 A equivalência é portanto um conceito dinâmico que define a relação entre um texto de partida e um texto final, e que requer para cada texto em particular que se reconsidere a hierarquia de todo os fatores que determinam a estratégia translativa. A inevitável subjetividade da seleção e a disposição hierárquica não implica arbitrariedade, já que estas se encontram sujeitas aos fatores supra individuais que determinam o processo de tradução.


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