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IGUALDADE DE GÊNERO NA ESCOLA: ENFRENTANDO O SEXISMO E A HOMOFOBIA Objetivos do curso •Oportunizar o acesso a um referencial teórico que faça a discussão.

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2 IGUALDADE DE GÊNERO NA ESCOLA: ENFRENTANDO O SEXISMO E A HOMOFOBIA Objetivos do curso •Oportunizar o acesso a um referencial teórico que faça a discussão de conceitos como igualdade de gênero, homofobia, sexismo e diversidade sexual; •Provocar reflexões críticas entre os profissionais da educação sobre a construção dicotômica de gênero em nossa sociedade e suas conseqüências quanto à discriminação, preconceitos e violências; •Contribuir para a reflexão da importância da promoção da eqüidade de gênero e o reconhecimento da diversidade sexual e o enfrentamento ao sexismo e a homofobia.

3 PÚBLICO Profissionais da educação da educação infantil, ensino fundamental e ensino médio; estudantes de licenciatura; gestores da educação e demais profissionais que atuam na escola.

4 Módulo 1 (10 horas/aula): Gênero, sexualidade e diversidade sexual •Apresentação do curso; •Breve trajetória histórica dos conceitos de gênero e sexualidade; •Diversas abordagens para gênero, sexualidade e diversidade sexual; •Construção do feminino, masculino e da heterossexualidade normativa e suas implicações; •Diversidade sexual (LGBTT);

5 Módulo 2 (15 horas/aula): Gênero, educação e diversidade sexual •Enfoques teóricos sobre educação e gênero; •Gênero e diversidade sexual no Ambiente Escolar: nos livros didáticos; nos intervalos; datas comemorativas; currículo explícito e oculto •Combate à homofobia e sexismo no ambiente escolar; •Direitos humanos e inclusão no ambiente escolar.

6 Módulo 3 (10 horas/aula): Gênero, diversidade sexual, ciência e tecnologia. •Divisão sexual do trabalho e dos processos de formação profissional: escolha da profissão e gênero; Invisibilidade da mulher na ciência; •Gênero, diversidade sexual e a identificação com as disciplinas escolares; •Gênero e diversidade sexual no acesso, produção e uso de tecnologias; •Tecnologias de reprodução humana; •Tecnologia como facilitadora/propagadora das violências de gênero.

7 Módulo 4 (10 horas/aula): Gênero, diversidade sexual e mídia • Representações e manifestações de gênero, diversidade sexual, sexismo e homofobia na mídia impressa, internet, cinema e televisão.

8 Módulo 5 (15 horas/aula): Enfrentamento à violência de gênero e homofobia •Violência de gênero, violência contra a mulher, sexismo e homofobia; •Construção e naturalização social da violência; •Direitos humanos, Políticas públicas; •Promoção dos direitos sexuais e reprodutivos; •Políticas para promoção da eqüidade de gênero – políticas de gênero, políticas para as mulheres, políticas de criminalização da homofobia; e inclusão social; •Formas de enfrentamento da violência, do sexismo e da homofobia; •Políticas públicas de combate à violência – Lei Maria da Penha; Programa Brasil sem Homofobia; redes de combate à violência contra a mulher;

9 Módulo 6 (20 horas/aula) Projeto de intervenção educacional •Os participantes do curso, individualmente ou em grupo, deverão desenvolver um projeto de intervenção educacional a ser desenvolvido em sua escola com o apoio da comunidade escolar. Tais projetos devem ser apresentados para avaliação coletiva na turma como requisito obrigatório para conclusão do curso. Carga horária total - 80 horas/aula, das quais 60 horas/aula distribuídas em cinco módulos presenciais e 20 horas destinadas a elaboração, discussão e apresentação de projeto de intervenção educacional.

10 AVALIAÇÃO DO CURSO A avaliação das atividades propostas será feita por: •Acompanhamento didático-pedagógico das atividades; •Reuniões periódicas com os mediadores – docentes. •Avaliação qualitativa e quantitativa ao final de cada módulo, com questionário que identifique o nível de satisfação dos/as participantes; •Avaliação final de todo o processo em conjunto com os parceiros. •Avaliação dos projetos de inserção educacional elaborado pelos cursistas. CERTIFICAÇÃO Os/as cursistas serão certificados pela Universidade Tecnológica Federal do Paraná. O certificado será de extensão universitária, com aproveitamento. A carga horária é de 80 horas/aula. Os termos do certificado serão definidos pelas Secretarias de Educação Estadual e Municipal de forma a atender os pré- requisitos do Plano de carreira dos docentes.

11 Datas Curitiba Abertura para todas as turmas 02/10/10 – das 9h às 12h Turmas A e B (aulas sextas - das 19 às 22h e sábados – das 8h30 às 12h e das 13h30 às 17h) Setembro: 24 e 25; outubro: 01 e 02, 22 e 23, 29; novembro: 05 e 06 Turmas C e D (aulas somente sábados das 8h30 às 12h e das 13h30 às 17h) Outubro: 23; novembro: 06, 20 e 27; dezembro: 04 e 11 Turmas E e F (aulas somente sábados das 8h30 às 12h e das 13h30 às 17h) Novembro: 6, 20 e 27; dezembro 04,11 e 18. As aulas acontecerão nas dependências da UTFPR

12 Datas Piraquara Novembro 12 - sexta-feira - das 8h às 12h e das 13 às 17h 18 - quinta-feira - das 8h às 12h e das 13 às 17h 25 - quinta-feira - das 8h às 12h e das 13 às 17h Dezembro 01 - quarta-feira - das 8h às 12h e das 13 às 17h 06 - segunda-feira - das 8h às 12h e das 13 às 17h 13 - segunda-feira - das 8h às 12h e das 13 às 17h As aulas acontecerão nas dependências da Prefeitura de Piraquara.

13 MÓDULO 1 Breve trajetória histórica do conceito de gênero

14 A antropóloga Margaret Mead, nos anos 1930, é uma das primeiras a falar de “papéis sexuais” no seu livro “Sexo e temperamento” ela comenta sobre suas pesquisas com tribos indígenas da Nova Guiné. Nos anos 1950 e 1960 médicos psicólogos americanos que querem testemunhar a difração constatada entre corpo e identidade por alguns pacientes, distinguem sexo biológico e gênero sociocultural (THÉBAUD, 2005). Em 1968, o livro do psicanalista americano Robert Stoller “Sex and Gender” populariza a noção de gênero entre os psicólogos e os pesquisadores de ciências sociais (THÉBAUD, 2005; BERENI et al, 2008). Robert Stoller revelou a complexidade entre a relação genitália e gênero ao pesquisar casos de genitália ambígua. (LAQUEUR, 2001). Gênero – um conceito historicamente construído

15 Nos anos 70, os sexólogos John Money e Anke Erhardt consideram necessário distinguir o papel de gênero (gender role) que designa os comportamentos públicos de uma pessoa, da identidade de gênero (gender identity) que se refere à experiência privada que tem de si mesma (BERNINI et al, 2008). Em 1972, a socióloga britânica Ann Oakley retoma essas noções no livro intitulado “Sex, Gender and Society” no qual ela define o primeiro termo como referente à natureza, às diferenças anatômicas e biológicas entre homens e mulheres, machos e fêmeas sendo um fato invariante e o segundo termo à cultura e à classificação social e cultural entre masculino e feminino (BERNINI et al, 2008; THÉBAUD, 2005). O uso do conceito de gênero é concomitante à segunda onda do feminismo dos anos sessenta e setenta, no entanto o uso efetivo do termo pelas pesquisadoras feministas começou nos anos oitenta. Nos Estados Unidos essas pesquisas conhecidas como gender studies tiveram seu início num período anterior à França e outras partes da Europa e da America Latina. Gênero – um conceito historicamente construído

16 Feminismo (video)

17 Nos primórdios dos estudos feministas dos anos sessenta e setenta, nos Estados Unidos como na Europa e no Brasil, a categoria usada era ‘mulher’. No sentido de considerar as diferenças dentro das próprias lutas o feminismo passou a adotar a categoria ‘mulheres’. Gênero como categoria de análise (anos 80) – Joan Scott -Estados Unidos. Para Pedro (2005, p. 78): O uso da palavra “gênero”(...) tem uma história que é tributária de movimentos sociais de mulheres, feministas, gays e lésbicas. Tem uma trajetória que acompanha a luta por direitos civis, direitos humanos, enfim, igualdade e respeito. Gênero – um conceito historicamente construído

18 Gênero, segundo Joan Scott (1995, p.86): 1.É um elemento constitutivo de relações sociais baseadas nas diferenças percebidas entre os sexos 2.É uma forma primária de dar significado às relações de poder. Para Londa Schiebinger, 2001: "Gênero", então, denota entendimentos multidimensionais e mutáveis do que significa ser um homem ou uma mulher no interior de um determinado ambiente social. Ele é historicamente contingente e constantemente renegociado em relação a divisões culturais tais como status,classe e etnia.

19 DINÂMICA DAS PALAVRAS

20 Diversas abordagens para gênero Texto base: O Leito de Procusto Claudia de Lima Costa Cadernos Pagu (2) 1994: pp

21 Gênero como uma Variável Binária  "Em boa parte desta teorização as categorias'mulheres' e 'homens' são vistas como já dadas, não necessitando portanto nenhum exame mais detalhado ou diferenciação mais fina. A teoria...não se preocupa com como elas se tornaram o que são". Richard Connell, "Theorizing gender", IN Sociology (19), (1985), p.264. O Leito de Procusto Claudia de Lima Costa Cadernos Pagu (2) 1994: pp

22 Estereótipos construídos aos longos dos séculos MASCULINO Objetividade Universalidade Racionalidade Neutralidade Dominação Cérebro Controle Conhecimento Civilizado Público FEMININO Senso Comum Localidade Sensibilidade Emoção Passividade Coração Descontrole Natureza Primitivo Privado CIENTÍFICO Objetividade Universalidade Racionalidade Neutralidade Dominação Cérebro Controle Conhecimento Civilizado Público NÃO-CIENTÍFICO Senso Comum Localidade Sensibilidade Emoção Passividade Coração Descontrole Natureza Primitivo Privado Gênero como uma Variável Binária Dualismos - tornam invisível a interdependência entre o par

23 Gênero como uma Variável Binária

24 Gênero como Papéis Dicotomizados Um avanço em relação ao paradigma da diferença sexual - analisa o gênero quanto a papéis institucionais e sociais específicos e não como uma característica intrínseca à biologia dos indivíduos. A metáfora de papéis infiltra percepções e equaciona o papel feminino com papéis mais específicos de mãe e esposa. A conexão entre gênero e poder fica, portanto, fora da análise. Muitas vezes não está claro a que o 'papel masculino' ou o 'papel feminino' se referem. Em alguns casos são usados para referir-se a um ideal normativo de comportamento; em outros casos, referem-se a estereótipos de papéis do homem ou da mulher. A abordagem dos papéis não levanta questões de poder e desigualdade. O Leito de Procusto Claudia de Lima Costa Cadernos Pagu (2) 1994: pp

25 A ideologia dos papéis masculinos e femininos obscurece as práticas material e social opressivas que sustentam distinções rígidas entre homens e mulheres. Ao enfatizar dualismos, essa teoria desvia a atenção da complexidade das relações sociais. O Leito de Procusto Claudia de Lima Costa Cadernos Pagu (2) 1994: pp Gênero como Papéis Dicotomizados

26 terapiadoser.zip.net/images/Mulher.gif Gênero como Papéis Dicotomizados

27 Gênero como uma Variável Psicológica Teorizar hierarquias sexuais em termos funcionais ou psicológicos, ou mesmo como um reflexo de limitações biológicas, minimiza considerações sociológicas que buscam explicar como diferenças de gênero são criadas e mantidas pelas próprias relações de gênero (isto é, pela interseção entre gênero e poder). Ainda mais, quando o situamos no âmago de nossas psiques (como uma "força" ou "orientação” excluímos imediatamente quaisquer considerações sobre a dimensão política de sua constituição: o gênero como efeito de práticas discursivas Por estar baseada na biologia e no essencialismo, essa abordagem impede uma interpretação política do gênero. O Leito de Procusto Claudia de Lima Costa Cadernos Pagu (2) 1994: pp

28 Gênero como uma Variável Psicológica

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30 Gênero como Sistemas Culturais O Leito de Procusto Claudia de Lima Costa Cadernos Pagu (2) 1994: pp De acordo com a perspectiva dicotômica já na infância, meninos e meninas são educados para agir e se comunicar de forma diferenciada. A eles são ensinados direitos e deveres diferentes, criando assim as diferenças substantivas e quando tentam se comunicar entre si geralmente são mal sucedidos (COSTA, 1994).

31 Gênero como Sistemas Culturais

32 Gênero como Relacional Seu ponto de partida não é o indivíduo e nem seus papéis, mas o sistema social de relacionamentos dentro do qual os interlocutores se situam. Uma concepção dinâmica de masculinidades e feminilidades como estruturas de relações sociais Permite conceber uma pluralidade de masculinidades e feminilidades em oposição a uma visão de homens e mulheres como dois blocos homogêneos e indiferenciados entre si. Ao analisarmos a dinâmica das relações sociais somos também capazes de compreender melhor como as diferenças de gênero são construídas ou minadas, dependendo das articulações entre os múltiplos vértices da identidade no campo das práticas diárias. O Leito de Procusto Claudia de Lima Costa Cadernos Pagu (2) 1994: pp

33 Essa visão de gênero representa um avanço, pois leva em conta o contexto em que os indivíduos estão inseridos, as relações de poder, as crenças, as etnias, etc.

34 Conseqüências do uso da noção de gênero o desconfia de dualismos universais; o diferenças não são tomadas como inquestionáveis o inatas o ou essenciais; o entendidas histórica e contextualmente; o intra-gêneros e inter-gêneros o etnia e classe Ao limitar a conceituação de gênero nas diferenças sexuais estamos deixando à margem todo o contexto sócio-histórico-cultural em que os indivíduos estão inseridos.

35 Não é o caso de negar as diferenças. Interessa afirmar que essas diferenças podem ser enfatizadas, negadas, interpretadas, estudadas, diminuídas ou atribuídas a diferentes fatores de acordo com as circunstâncias.

36 O que é gênero? SEXO GÊNERO SEXO BIOLÓGICO GÊNERO CULTURAL

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