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Alberto José de Araújo, M.D., Ph.D. Membro da Comissão de Tabagismo da SPBT & AMB Diretor do Núcleo de Estudos e Tratamento do Tabagismo Instituto de Doenças.

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1 Alberto José de Araújo, M.D., Ph.D. Membro da Comissão de Tabagismo da SPBT & AMB Diretor do Núcleo de Estudos e Tratamento do Tabagismo Instituto de Doenças do Tórax - IDT Hospital Universitário C. F. Filho - UFRJ XIV Curso Nacional de Atualização em Pneumologia, 11-13/4/13.

2 Declaração de Conflitos de Interesse Declaro que não tenho conflitos de interesse. As relações com a indústria farmacêutica são estabelecidas dentro de elevados princípios éticos, seguindo os marcos doutrinários de uma relação respeitosa, no interesse público e do desenvolvimento da medicina. Resolução ANVISA & CFM.

3 Nem o sapo escapou do cigarro que se agarrou no papo, e que inundou o copo. Foto de um Site em “Defesa dos Direitos dos Fumantes”

4 Respirar? Respirar o paradoxo de viver lenta agonia Expirar a fumaça em argolas, doce ironia Soluçar na falta do ar que angustia Pigarrear no ruído da tosse que se anuncia Inspirar a nicotina que anestesia Relaxar até nova onda de abstinência Arremessar o desejo feito flecha certeira Retornar ao ciclo escravo da dependência. A j Araújo (2007) A j Araújo (2007)

5 Revisão e Objetivos Epidemiologia Epidemiologia Principais patologias Principais patologias Impactos na Q. Vida Impactos na Q. Vida Protocolo Terapêutico Protocolo Terapêutico Modelo da DPOC Modelo da DPOC Implicações clínicas Implicações clínicas Estudos Selecionados Estudos Selecionados Conclusões Conclusões Tabaco não!

6 Como abordar o tabagismo no paciente portador de doença respiratória associada? Como abordar o tabagismo no paciente portador de doença respiratória associada? Como identificar o estágio de motivação em que se encontra o paciente com pneumopatia? Como identificar o estágio de motivação em que se encontra o paciente com pneumopatia? Como atuar em situações nas quais o paciente não está motivado a deixar de fumar? Como atuar em situações nas quais o paciente não está motivado a deixar de fumar? Quais os benefícios possíveis após a cessação do tabagismo? Quais os benefícios possíveis após a cessação do tabagismo? Pontos a considerar:

7 Objetivos gerais Objetivos gerais Abordagem do fumante visa: Abordagem do fumante visa: Aconselhamento para cessação do tabagismo Minimizar ou impedir agravamento das co-morbidades Obter uma melhor resposta terapêutica nas co-morbidades: p.ex., quimioterapia do câncer Objetivos da Abordagem

8 Co-morbidades e tabagismo Co-morbidades possíveis: Co-morbidades possíveis:  acima de 50 patologias em todos os sistemas.  várias ocorrem no sistema respiratório, seja participando na gênese das mesmas ou as agravando.  algumas patologias das patologias de grave comprometimento: Câncer de Pulmão Câncer de Pulmão DPOC DPOC Asma Asma Infecções Respiratórias (+TB) Infecções Respiratórias (+TB) Pneumoconioses. Pneumoconioses.

9 Co-morbidades e tabagismo Outras Co-morbidades (muitas delas com bom prognóstico após a cessação tabágica): Outras Co-morbidades (muitas delas com bom prognóstico após a cessação tabágica): Alveolite Fibrosante Criptogênica (Hamann Rich) Alveolite Fibrosante Criptogênica (Hamann Rich) Pneumonia Intersticial Descamativa (DIP) Pneumonia Intersticial Descamativa (DIP) Fibrose Pulmonar Idiopática (FPI) Fibrose Pulmonar Idiopática (FPI) Bronquiolite Respiratória associada a doenças intersticiais Bronquiolite Respiratória associada a doenças intersticiais Histiocitose X Histiocitose X Doenças Intersticiais Associadas a Colagenoses Doenças Intersticiais Associadas a Colagenoses

10 Câncer de Pulmão e tabagismo É o câncer + freqüente que padece a humanidade É o câncer + freqüente que padece a humanidade Quase não existia em princípios do Séc. XX Quase não existia em princípios do Séc. XX 90% casos: provocado por tabaco (carga atribuível) 90% casos: provocado por tabaco (carga atribuível) Morte por câncer na mulher: já tem superado o de mama Morte por câncer na mulher: já tem superado o de mama Associação clara: Tabagismo passivo Associação clara: Tabagismo passivo Ex-fumantes: necessitam anos de abstinência para ter um risco de Ca Pulmão semelhante ao dos não fumantes. Ex-fumantes: necessitam anos de abstinência para ter um risco de Ca Pulmão semelhante ao dos não fumantes. Persistência do tabagismo: progressão da doença e surgimento de novas neoplasias. Persistência do tabagismo: progressão da doença e surgimento de novas neoplasias.

11 Co-morbidades respiratórias: Co-morbidades respiratórias: As co-morbidades respiratórias têm impacto: As co-morbidades respiratórias têm impacto: - Expectativa de Vida: risco de morte precoce. - Expectativa de Vida: risco de morte precoce. - Qualidade de Vida: incapacidades funcionais e laborativas. - Qualidade de Vida: incapacidades funcionais e laborativas. - Custos para o sistema produtivo, de saúde e de seguridade social: - Custos para o sistema produtivo, de saúde e de seguridade social: - absenteísmo & presenteísmo, farmacoterapia contínua, aposentadoria precoce etc. - absenteísmo & presenteísmo, farmacoterapia contínua, aposentadoria precoce etc. Co-morbidades e tabagismo

12 Câncer & Tabagismo

13 Velocidade de declínio da função pulmonar em relação à época da cessação do tabagismo. Adaptado de Fletcher & Peto, BMJ, 1997

14 Tabagismo e DPOC Adaptado de Fletcher & Peto, BMJ, 1997

15 Tratamento DPOC: Supressão do tabaco Tratamento DPOC: Supressão do tabaco  sobrevivência  sobrevivência  perda acelerada do VEF 1.0  perda acelerada do VEF 1.0 Melhora rápida: tosse e expectoração Melhora rápida: tosse e expectoração Obstrução precoce das pequenas vias aéreas: pode ser reversível. Obstrução precoce das pequenas vias aéreas: pode ser reversível. Ainda que parem > 65 anos Tabagismo e DPOC

16 Passos no rumo da cessação: Como abordar o fumante ainda assintomático? Relacionar as co-morbidades possíveis. Relacionar as co-morbidades possíveis. Explorar aspectos da anamnese, exame físico e dos Explorar aspectos da anamnese, exame físico e dos exames radiológicos e funcionais. exames radiológicos e funcionais. Resgatar histórias do convívio próximo e familiar de Resgatar histórias do convívio próximo e familiar de evolução do tabagismo e co-morbidades. evolução do tabagismo e co-morbidades. Encorajar o paciente a fazer uma tentativa para deixar Encorajar o paciente a fazer uma tentativa para deixar de fumar. de fumar. Considerar os aspectos positivos da cessação. Considerar os aspectos positivos da cessação. Estratégias de Motivação

17 Passos no rumo da cessação: Como abordar o fumante já comprometido? Demonstrar o estágio atual das co-morbidades Demonstrar o estágio atual das co-morbidades respiratórias e outras: radiologia e função pulmonar. respiratórias e outras: radiologia e função pulmonar. Explorar achados da anamnese e exame físico. Explorar achados da anamnese e exame físico. Resgatar histórias do próprio paciente, de seu Resgatar histórias do próprio paciente, de seu convívio próximo e familiar de evolução do tabagismo convívio próximo e familiar de evolução do tabagismo e co-morbidades respiratórias. e co-morbidades respiratórias. Convencer da cessação imediata do tabagismo. Convencer da cessação imediata do tabagismo. Considerar os aspectos positivos da cessação. Considerar os aspectos positivos da cessação. Estratégias de Motivação

18 Passos no rumo da cessação: Como empregar as ferramentas da motivação? Reconhecer o estágio de motivação em que se Reconhecer o estágio de motivação em que se encontra o paciente: encontra o paciente:  Paciente ainda não se encontra motivado: - pré-contemplativo  abordagem mínima persistente. - pré-contemplativo  abordagem mínima persistente.  Paciente está em processo de motivação: - em contemplação Abordagem - em contemplação Abordagem - pronto para a ação Intensiva - pronto para a ação Intensiva Entrevista Motivacional

19 Os Estágios de Mudança (DiClemente & Prochaska, 1982; 1992)

20 O Modelo dos Estágios de Mudança Pré-contemplação Contemplação Preparação Ação Manutenção Não está pronto para considerar uma mudança ou desconhece a necessidade de mudar; algumas vezes ironiza. Ambivalente: A Pessoa considera e ao mesmo tempo rejeita a mudança. Está aberto para mudar e se prepara para mudança (no próximo mês). A Pessoa empenha-se em atitudes com intenção de promover as mudanças. A Pessoa mantém uma situação de mudança que já alcançou. Prochaska & DiClemente

21 Passos no rumo da cessação: Como utilizar as informações científicas no processo de convencimento do paciente? Transmitir dados quantificados de melhora da Transmitir dados quantificados de melhora da Qualidade de Vida e do retardo das perdas funcionais Qualidade de Vida e do retardo das perdas funcionais obtidos com a cessação do tabagismo. obtidos com a cessação do tabagismo. Argumentos: Argumentos:  Justificar a incapacidade física progressiva demonstrada pela dispnéia, que se traduz em intenso sofrimento físico e psicológico, indagar sobre casos na família.  Esclarecer o paciente sobre a possibilidade de diversas doenças simultâneas: respiratórias e outras. doenças simultâneas: respiratórias e outras. Preparando a mudança...

22 Fletcher CM & Peto R, A doença se desenvolve progressivamente em uma parcela de fumantes (variável....), refletindo uma aceleração da perda da função pulmonar, usualmente relacionada à idade VEF 1 (% do valor aos 25 anos) Fuma habitualmente e é suscetível aos efeitos do cigarro Deixou aos 45 Deixou aos 65 Incapacidade Morte Idade (anos) Nunca fumou ou não é suscetível ao cigarro 100 Mecanismo de Produção da DPOC pelo Consumo de Cigarros

23 Passos no rumo da cessação: Como utilizar as informações científicas no processo de convencimento do paciente? Falar sempre dos ganhos que são significativos, mesmo que limitados para cada paciente, na dependência de: Falar sempre dos ganhos que são significativos, mesmo que limitados para cada paciente, na dependência de:  Tipo de co-morbidade  Extensão do processo  Tempo de evolução. Benefícios com a cessação...

24 Entre os benefícios auferidos com a supressão do tabaco estão: Entre os benefícios auferidos com a supressão do tabaco estão: Aumento da sobrevida; Aumento da sobrevida; Redução da perda acelerada do VEF1; Redução da perda acelerada do VEF1; Melhora rápida da tosse e expectoração; Melhora rápida da tosse e expectoração; Obstrução precoce das pequenas vias aéreas que pode ser reversível; e Obstrução precoce das pequenas vias aéreas que pode ser reversível; e Melhora da qualidade de vida (autonomia) Melhora da qualidade de vida (autonomia)

25 Parar de fumar é sempre bom para a respiração. “Quanto mais cedo ocorrer a cessação do tabagismo menor será a perda do VEF1; a obstrução das pequenas vias aéreas pode ser reversível ou se estabilizar; há rápida melhora da tosse e da expectoração e aumenta o tempo de sobrevida”. “Um otimista vê uma oportunidade em cada calamidade. Um pessimista vê uma calamidade em cada oportunidade”. Winston CHURCHILL, estadista.

26 Decálogo da cessação... Grau de Dependência (Fagerström): Tempo fumar o 1º cig. e No. cig./dia. Grau de Dependência (Fagerström): Tempo fumar o 1º cig. e No. cig./dia. Estágio de Motivação Estágio de Motivação Motivos para deixar de fumar Motivos para deixar de fumar Situações de risco vs. habilidades Situações de risco vs. habilidades Grau de auto-eficácia Grau de auto-eficácia Tentativas anteriores (relapsos, recaídas) Tentativas anteriores (relapsos, recaídas) Co-morbidades vs. potenciais riscos e interações Co-morbidades vs. potenciais riscos e interações Rede de apoio Rede de apoio Disposição de investir no tratamento (compromisso, Disposição de investir no tratamento (compromisso, aquisição e uso adequado das orientações e fármacos) aquisição e uso adequado das orientações e fármacos) Grau de Acolhimento/compromisso do médico Grau de Acolhimento/compromisso do médico

27 Escala de Dependência à Nicotina de Fagerström

28 Acróstico ENCORAJAR: os verbetes fundamentais no aconselhamento (AjA, Pulmão – RJ, 2008). Explore: aspectos da anamnese, do exame físico e dos exames radiológicos e funcionais Notifique o paciente, de forma enfática, acerca dos aspectos positivos da cessação (benefícios, isto é muito importante!) Comente sobre a evolução do tabagismo e o risco de co-morbidades Ouça o paciente com atitude respeitosa e acolhimento Relacione as possíveis co-morbidades porventura já existentes Avalie os motivos prós e contras para deixar de fumar (balança de decisão) Justifique as opções terapêuticas baseadas em evidências Apóie o paciente na tentativa para deixar de fumar Resgate histórias do convívio próximo e familiar com fumantes

29 Considerar Sempre a Preferência do paciente Considerar Sempre a Preferência do paciente Melhores resultados são obtidos quando: Melhores resultados são obtidos quando: associada a terapia cognitivo-comportamental associada a terapia cognitivo-comportamental paciente está (ou é) motivado a parar paciente está (ou é) motivado a parar médico tem atitude empática, acolhimento médico tem atitude empática, acolhimento duração de acordo com as necessidades duração de acordo com as necessidades quando há uma boa rede de apoio social/familiar quando há uma boa rede de apoio social/familiar Custo-efetividade das alternativas Custo-efetividade das alternativas custo das medicações vs. custo do cigarro custo das medicações vs. custo do cigarro MBE comparada ao placebo e entre si. MBE comparada ao placebo e entre si. Princípios da Abordagem Terapêutica do Fumante

30 Passos no rumo da cessação: Prós e Contras – Jogo da Balança de Decisão do Paciente. Para o êxito do tratamento é necessário que o paciente esteja consciente e convencido dos: malefícios do tabaco. malefícios do tabaco. ganhos, em geral, com a cessação. ganhos, em geral, com a cessação. riscos de seguir fumando. riscos de seguir fumando. implicações para sua qualidade de vida com a progressão e ou agravamento da doença de base. implicações para sua qualidade de vida com a progressão e ou agravamento da doença de base. benefícios no tratamento da sua patologia de base independente do tipo e do estágio em que se encontra. benefícios no tratamento da sua patologia de base independente do tipo e do estágio em que se encontra. Abordagem do fumante com pneumopatia... (1)

31 Passos no rumo da cessação: Construindo um protocolo para o paciente fumante com pneumopatia. Para o êxito do tratamento é necessário que o médico esteja consciente e preparado:  realizar sempre abordagem intensiva  eixo comportamental associado a farmacoterapia, inclusive para redução gradual do consumo: TRN, BUP, VAR  pode requerer maior tempo de seguimento  via de regra existe elevado grau de dependência  pode envolver longo tempo de tabagismo, carga tabágica elevada e alto grau de dependência. Abordagem do fumante com pneumopatia... (2)

32

33 Passos no rumo da cessação: Construindo um protocolo para o paciente fumante com pneumopatia. Para encorajar o paciente quanto a uma cessação imediata o médico deve:  ilustrar os riscos do tabagismo ativo e passivo  traduzir em linguagem fácil e acessível os “ganhos” já bem documentados na literatura científica.  entregar ao paciente um folheto dos ganhos a serem auferidos com a “aplicação” em parar de fumar. Abordagem do fumante com pneumopatia... (3)

34 Passos no rumo da cessação: Construindo um protocolo para o paciente fumante com pneumopatia. Para encorajar o paciente quanto a uma cessação imediata o médico deve:  valorizar pequenos avanços do paciente que já se encontra em processo de redução.  indagar sobre períodos eventuais de abstinência no passado e benefícios percebidos outrora;  dar exemplos ou mostrar depoimentos de pacientes na mesma situação que deixaram de fumar. Abordagem do fumante com pneumopatia... (4)

35 Revisão Cochrane: Metanálise  10 Estudos  pacientes  Taxas de Abstinência similares ao comparar parada Abrupta vs. Gradual.  Autores recomendam: 1) A escolha da estratégia seja discutida com o paciente; 2) Se for gradual, não durar mais que algumas semanas. Tipos de parada: evidências científicas Lindson N, Aveyard P, Hughes JR. Reduction versus abrupt cessation in smokers who want to quit. Cochrane Database Syst Rev (3):CD

36 Passos no rumo da cessação: Construindo um protocolo para o paciente fumante com DPOC. co-morbidade respiratória de maior incidência. co-morbidade respiratória de maior incidência. diminuição da frequência e gravidade das exacerbações. diminuição da frequência e gravidade das exacerbações. possível estabilização no estágio em que se encontra. possível estabilização no estágio em que se encontra. efeito benéfico na função ventilatória: retardo nas perdas funcionais (VEF 1.0 e FEF 25-75). efeito benéfico na função ventilatória: retardo nas perdas funcionais (VEF 1.0 e FEF 25-75). melhora dos sintomas: redução da intensidade e desconforto. melhora dos sintomas: redução da intensidade e desconforto. redução do risco de re-hospitalização devido a exacerbações da DPOC. redução do risco de re-hospitalização devido a exacerbações da DPOC. DPOC: um modelo de cessação... (1)

37 Epidemiologia: Epidemiologia: - 15% dos fumantes desenvolvem DPOC - 15% dos fumantes desenvolvem DPOC - 85% dos casos de DPOC são de origem tabágica - 85% dos casos de DPOC são de origem tabágica - 5ª. > causa de internação no SUS em > 40 anos. - 5ª. > causa de internação no SUS em > 40 anos. Índice de Mortalidade no Brasil vem ↑ nos últimos 20 anos. Índice de Mortalidade no Brasil vem ↑ nos últimos 20 anos. Mortalidade: DPOC  4ª.à 7ª. Posição entre as principais causas de morte no Brasil. Mortalidade: DPOC  4ª.à 7ª. Posição entre as principais causas de morte no Brasil. Taxa de Mortalidade: 7.88 / habitantes (década de 1980), em 10 anos elevou-se em 340% Taxa de Mortalidade: 7.88 / habitantes (década de 1980), em 10 anos elevou-se em 340% DPOC: aspectos epidemiológicos...

38 Tratamento DPOC: Supressão do tabaco Tratamento DPOC: Supressão do tabaco  sobrevivência  sobrevivência  perda acelerada do VEF 1.0  perda acelerada do VEF 1.0 Melhora rápida: tosse e expectoração Melhora rápida: tosse e expectoração Obstrução precoce das pequenas vias aéreas: pode ser reversível. Obstrução precoce das pequenas vias aéreas: pode ser reversível. Ainda que parem > 65 anos Tabagismo e DPOC

39 Melhora da qualidade de vida (QV): Melhora da qualidade de vida (QV):  testes a cada 6 meses (SGRQ): redução dos sintomas, das exacerbações, internações e gastos.  p onderar com o paciente que a cessação tabágica aliada a outros procedimentos terapêuticos podem melhorar sua QV. QV: quantificação do “impacto da doença nas atividades de vida diária e bem-estar do paciente de maneira formal e padronizada” ou ainda, como “a diferença entre aquilo que é desejável pelo paciente perante aquilo que pode ser alcançado”. “a diferença entre aquilo que é desejável pelo paciente perante aquilo que pode ser alcançado”. Tabagismo, DPOC e QV

40 Questionários padronizados. Questionários padronizados. Comparação objetiva do impacto de intervenções utilizadas na DPOC. Comparação objetiva do impacto de intervenções utilizadas na DPOC. Resultado: em números absolutos e percentuais. Resultado: em números absolutos e percentuais. Validados para o Brasil - questionários: Validados para o Brasil - questionários: - genéricos: Short Form 36 ou SF36 e SF 12 - genéricos: Short Form 36 ou SF36 e SF 12 - específicos: Saint George na Doença Respirató- - específicos: Saint George na Doença Respirató- ria (SGRQ). ria (SGRQ). - Questionário de Vias Aéreas 20 (AQ20). - Questionário de Vias Aéreas 20 (AQ20). Tabagismo, DPOC e QV

41  ↓ riscos de complicações no per e pós operatório imediato: casos de cirurgia geral, quando observada abstinência mínima de 8 semanas. Período inferior eleva em 7 vezes.  Estudos avaliando portadores de DPOC com VEF 1.0 < 50% do previsto x complicação pulmonar: - 29% após cirurgia geral - 29% após cirurgia geral - 56% após cirurgia abdominal - 56% após cirurgia abdominal - 60% após revascularização miocárdica - 60% após revascularização miocárdica  Outro estudo recente avaliando os mesmos parâmetros evidenciou: - 37 % de complicações pulmonares - 37 % de complicações pulmonares - 6.7% de mortalidade - 6.7% de mortalidade  Diminuição da dificuldade para respirar (dispnéia).  ↓nível de Monóxido de Carbono e da Carboxihemoglobina no sangue. Revisão de estudos científicos

42  Cirurgias abdominais: andar superior x inferior: - taxas de complicações maiores - taxas de complicações maiores - redução da função pulmonar maior - redução da função pulmonar maior  Cirurgia cardíaca em portadores de DPOC: - taxa de morbidade no PO 1.5 a 2 vezes - taxa de morbidade no PO 1.5 a 2 vezes em relação à população sem DPOC em relação à população sem DPOC Revisão de estudos científicos

43 RILEY, DJ – Pulmonary and Critical Care- American College of Chest Physicians, 2002, Lesson 16, Volume 16. Follow-up: 2 anos, 30% mantinham-se abstêmios, abordagem intensiva com TRN + Bupropiona. Follow-up: 2 anos, 30% mantinham-se abstêmios, abordagem intensiva com TRN + Bupropiona. Redução da quantidade fumada levou a um menor declínio da função pulmonar. Redução da quantidade fumada levou a um menor declínio da função pulmonar. 3 estudos quantificaram os efeitos do fumo: 3 estudos quantificaram os efeitos do fumo: 1) redução da obstrução da pequena via aérea 1) redução da obstrução da pequena via aérea após 1 ano. após 1 ano. 2) evidenciou melhora do VEF 1.0 2) evidenciou melhora do VEF 1.0 3) período de 5 anos, reduzindo para 15 cigarros/dia 3) período de 5 anos, reduzindo para 15 cigarros/dia mostrou melhora do VEF 1.0 mostrou melhora do VEF 1.0 Estudos selecionados

44 REKHUIZEN, R – (Nijmegen, Holanda) – citado no 13° Congresso Anual ERS – Viena, 2003 – Estresse Oxidativo na DPOC. Estudo indicou numerosos processos reativos do O 2 presentes na DPOC Estudo indicou numerosos processos reativos do O 2 presentes na DPOC - Fumaça do cigarro contém muitas substâncias reativas - Fumaça do cigarro contém muitas substâncias reativas - Neutrófilos nos pulmões - Neutrófilos nos pulmões - Redução da glutadiona celular (AO) - Redução da glutadiona celular (AO) E stresse oxidativo: proliferação de células musculares lisas afetando a parede dos brônquios: E stresse oxidativo: proliferação de células musculares lisas afetando a parede dos brônquios: - Estimula produção da secreção - Estimula produção da secreção - Reduz ação da função dos Beta-bloqueadores. - Reduz ação da função dos Beta-bloqueadores. - Ativa os mastócitos - Ativa os mastócitos - Estimula a contração dos vasos pulmonares - Estimula a contração dos vasos pulmonares Estudos selecionados

45 REKHUIZEN, R – (Nijmegen, Holanda) – citado no 13° Congresso Anual ERS – Viena, 2003 – Estresse Oxidativo na DPOC. Estresse oxidativo: Estresse oxidativo:  Estimula a contração dos vasos pulmonares.  ↓ a ação proteases, produção do colágeno e elastase  ↑ a adesão de polimorfonucleares ao endotélio  ↑ da permeabilidade da microcirculação pulmonar e das células epiteliais alveolares. Conclusão: Os fatos acima colaboram para as exacerbações e progressão da DPOC. Estudos selecionados

46 ROSEMBERG J.- Tratamento da Dependência da Nicotina. Nicotina - Droga Universal 2003: Fumantes com DPOC: grupo de eleição para o tratamento de cessação de fumar. Fumantes com DPOC: grupo de eleição para o tratamento de cessação de fumar. Em geral são dependentes em alto grau. Em geral são dependentes em alto grau. Deixar de fumar é a melhor terapêutica. Deixar de fumar é a melhor terapêutica. Embora sem cura, existe possibilidade de melhora sintomáticas, da QV e aumento de esperança de vida. Embora sem cura, existe possibilidade de melhora sintomáticas, da QV e aumento de esperança de vida. Estudos selecionados

47 ROSEMBERG J.- Tratamento da Dependência da Nicotina. Nicotina - Droga Universal 2003: A cessação tabágica ou a redução significativa do consumo de cigarros auxiliado por apoio farmacológico = TRN + Bupropiona traz benefícios: A cessação tabágica ou a redução significativa do consumo de cigarros auxiliado por apoio farmacológico = TRN + Bupropiona traz benefícios: ↓ o desconforto respiratório ↓ o desconforto respiratório ↓ o nível de CO expirado ↓ o nível de CO expirado ↓ a concentração de carboxihemoglobina ↓ a concentração de carboxihemoglobina Melhoram os parâmetros da capacidade pulmonar: VEF1 e do FEF 25-75%. Melhoram os parâmetros da capacidade pulmonar: VEF1 e do FEF 25-75%. Tradução clínica: relativa melhora sintomática/QV. Tradução clínica: relativa melhora sintomática/QV. Estudos selecionados

48 GAN WO et col – The interactions between cigarette smoking and reduced lung function on systemic inflamation. St. Paul’s Hospital, Vancouver, BC – Canada- Chest, 2005 Feb;127(2): N = N = adultos > 40 anos de idade. studo comparando fumantes e não fumantes. Estudo comparando fumantes e não fumantes. Observado efeito aditivo do fumo ativo e marcadores inflamatórios sistêmicos. Observado efeito aditivo do fumo ativo e marcadores inflamatórios sistêmicos. - PCR: ↑ risco de elevar o nível até 63% (OR: 1.63; IC: 95%) - PCR: ↑ risco de elevar o nível até 63% (OR: 1.63; IC: 95%) - FEV1.0: ↓ (OR: 2.27; IC: 95%) - FEV1.0: ↓ (OR: 2.27; IC: 95%) 2 fatores de risco (fumo e ↓ FEV1.0) eleva a OR: 3.31 (IC 95%). 2 fatores de risco (fumo e ↓ FEV1.0) eleva a OR: 3.31 (IC 95%). Estudos selecionados

49 PELKONEN M et col. – Smoking cessation, decline in pulmonary function and total mortality: a 30 year follow up study among the Finnish cohorts of the Seven Countries Study- Thorax 2001;56: Finland. PELKONEN M et col. – Smoking cessation, decline in pulmonary function and total mortality: a 30 year follow up study among the Finnish cohorts of the Seven Countries Study- Thorax 2001;56: Finland. A cessação tabágica permanente reduz a perda da função pulmonar. A cessação tabágica permanente reduz a perda da função pulmonar. Foram examinados: associação entre tabagismo, declínio da função pulmonar e mortalidade. Foram examinados: associação entre tabagismo, declínio da função pulmonar e mortalidade. Estudo follow-up de 30 anos, com re-exames em 5 ocasiões (1964 a 2000), homens, N = 1711, idade de anos. Estudo follow-up de 30 anos, com re-exames em 5 ocasiões (1964 a 2000), homens, N = 1711, idade de anos. Mostrou significativos benefícios na parada permanente quando o tabagismo foi curto: efeitos parcialmente reversíveis ou até normalizados (broncoconstricção e efeitos inflamatórios). Mostrou significativos benefícios na parada permanente quando o tabagismo foi curto: efeitos parcialmente reversíveis ou até normalizados (broncoconstricção e efeitos inflamatórios). Em contraste, paradas intermitentes mantém contínuo estímulo da resposta inflamatória o que leva a profundas alterações funcionais e anatômicas dos pulmões. Em contraste, paradas intermitentes mantém contínuo estímulo da resposta inflamatória o que leva a profundas alterações funcionais e anatômicas dos pulmões. Estudos selecionados

50 PELKONEN M et col. – Smoking cessation, decline in pulmonary function and total mortality: a 30 year follow up study among the Finnish cohorts of the Seven Countries Study- Thorax 2001;56: Finland. PELKONEN M et col. – Smoking cessation, decline in pulmonary function and total mortality: a 30 year follow up study among the Finnish cohorts of the Seven Countries Study- Thorax 2001;56: Finland. Durante os primeiros 15 anos, N = 1007 Durante os primeiros 15 anos, N = 1007 análise do FEV 0.75 : perdas de... análise do FEV 0.75 : perdas de...  Nunca fumaram = 46.4 ml/ano  Passado de tabagismo = 49.3 ml/ano  Parada permanente = 55.5 ml/ano  Parada intermitente = 55.5 ml/ano  Tabagismo contínuo = 66.0 ml/ano Estudos selecionados

51 SCANLON PD et al. Smoking Cessation and Lung Function in Mild-to- Moderate Chronic Obstructive Pulmonary Disease. Am. J. Respir. Crit. Care Med., Volume 161,Number 2, February 2000,  Estudo clínico prospectivo randomizado, n = 3.926, média de idade 48.5, 36% mulheres.  Medidas da função pulmonar anuais x 5 anos, participantes que cessaram tiveram melhora no ano seguinte: 47 ml ou 2%.  Sintomas respiratórios não são preditores das alterações da função pulmonar.  Fumantes com obstrução das vias aéreas são beneficiados com a cessação apesar de: passado de tabagismo intenso, idade avançada, função pulmonar < teóricos mínimos ou hiperresponsividade de vias aéreas. Estudos selecionados

52 BURCHFIEL CM et al. – Effects of smoking and somoking cessation on longitudinal decline in pulmonary function – Am. J. Respir. Crit. Care Med., Vol 151, No. 6, , Analisa o declínio da função pulmonar (FEV 1.0 ) Analisa o declínio da função pulmonar (FEV 1.0 ) N = homens, com idade variando entre 45 e 68 anos, no período de 1965 – N = homens, com idade variando entre 45 e 68 anos, no período de 1965 – O declínio variou com o status do fumante (intensidade x tempo) e a idade. O declínio variou com o status do fumante (intensidade x tempo) e a idade. Comparando com o que nunca fumou: Comparando com o que nunca fumou: - fumante contínuo: - 34 ml/ano - fumante contínuo: - 34 ml/ano - nunca fumou : - 21 ml/ano - nunca fumou : - 21 ml/ano Estudos selecionados

53 A abordagem do paciente para a cessação tabágica com seu sistema respiratório já comprometido é sempre gratificante, ainda que seja uma tarefa difícil. A abordagem do paciente para a cessação tabágica com seu sistema respiratório já comprometido é sempre gratificante, ainda que seja uma tarefa difícil. As informações científicas sobre os danos do tabaco e os benefícios da cessação podem auxiliar o paciente a refletir no risco crescente pela persistência do uso do tabaco e a conseqüente piora do seu prognóstico. As informações científicas sobre os danos do tabaco e os benefícios da cessação podem auxiliar o paciente a refletir no risco crescente pela persistência do uso do tabaco e a conseqüente piora do seu prognóstico. Cada consulta, visita ou telefonema é sempre uma boa oportunidade de renovar o apreço e aumentar a conscientização do paciente para iniciar a cessação. Cada consulta, visita ou telefonema é sempre uma boa oportunidade de renovar o apreço e aumentar a conscientização do paciente para iniciar a cessação. Conclusões (Conselhos)

54 O pneumologista dispõe de meios práticos e objetivos para “dar uns toques” no seu paciente quanto a deixar de fumar: espirometria, radiografia, ausculta, sintomas. O pneumologista dispõe de meios práticos e objetivos para “dar uns toques” no seu paciente quanto a deixar de fumar: espirometria, radiografia, ausculta, sintomas. Estabelecer uma relação direta e ativa com o paciente demonstrando e sinalizando quanto às alterações já observadas no seus exames clínicos e laboratoriais é uma medida que pode encorajar o paciente a mudar de estágio de motivação. Estabelecer uma relação direta e ativa com o paciente demonstrando e sinalizando quanto às alterações já observadas no seus exames clínicos e laboratoriais é uma medida que pode encorajar o paciente a mudar de estágio de motivação. O paciente com pneumopatia e ainda refratário à idéia de começar um programa de cessação pode ser orientado a praticar uma redução do número de cigarros. O paciente com pneumopatia e ainda refratário à idéia de começar um programa de cessação pode ser orientado a praticar uma redução do número de cigarros. Conclusões (Conselhos)

55 As pneumopatias, em geral, exigem acompanhamento durante toda a vida, com o tabagismo a situação é similar: paciência, tolerância, interesse e insistência bem dosadas podem fazer a diferença na ajuda a seu paciente. As pneumopatias, em geral, exigem acompanhamento durante toda a vida, com o tabagismo a situação é similar: paciência, tolerância, interesse e insistência bem dosadas podem fazer a diferença na ajuda a seu paciente. A auto-avaliação na questão conforto respiratório e na qualidade de vida do paciente baseado nos dados recebidos através da abordagem intensiva poderá ser decisiva para a cessação, até com chance de ocorrer de forma abrupta. A auto-avaliação na questão conforto respiratório e na qualidade de vida do paciente baseado nos dados recebidos através da abordagem intensiva poderá ser decisiva para a cessação, até com chance de ocorrer de forma abrupta. O pneumologista deve sempre socorrer seu paciente em situações de abstinência “compulsória”: viagens, cirurgia e hospitalizações, ainda que ele não queira parar de fumar no momento. O pneumologista deve sempre socorrer seu paciente em situações de abstinência “compulsória”: viagens, cirurgia e hospitalizações, ainda que ele não queira parar de fumar no momento. Conclusões (Conselhos)

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57 "As coisas que realizamos nunca são tão belas, quanto aquelas que sonhamos! Mas, às vezes, nos acontecem coisas tão belas que nunca pensamos em sonhá-las!” AjAraújo. Manual do Tabagismo da SBPT


Carregar ppt "Alberto José de Araújo, M.D., Ph.D. Membro da Comissão de Tabagismo da SPBT & AMB Diretor do Núcleo de Estudos e Tratamento do Tabagismo Instituto de Doenças."

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