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O INVENTÁRIO COMO RECURSO PARA DEFINIÇÃO DE CRITÉRIOS DE RARIDADE DO ACERVO ANTIGO NA BIBLIOTECA DE OBRAS RARAS DA ESCOLA DE MINAS (UFOP) RENATA FERREIRA.

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1 O INVENTÁRIO COMO RECURSO PARA DEFINIÇÃO DE CRITÉRIOS DE RARIDADE DO ACERVO ANTIGO NA BIBLIOTECA DE OBRAS RARAS DA ESCOLA DE MINAS (UFOP) RENATA FERREIRA DOS SANTOS X ENCONTRO NACIONAL DE ACERVOS RAROS CRITÉRIOS DE RARIDADE DE ACERVOS RAROS E ESPECIAIS BIBLIOTECA NACIONAL, 7 e 8 de novembro de 2012

2 A ESCOLA DE MINAS A Escola de Minas de Ouro Preto (EMOP) foi fundada em 1876, com o objetivo de formar engenheiros, geólogos e topógrafos, aptos para trabalhar na administração de minas, em empresas metalúrgicas e a serviço do Império; Idealizada por Dom Pedro II e implantada pelo professor de ciências francês, Claude Henri Gorceix; Em 1899 passa a ocupar o antigo Palácio dos Governadores, na Praça Tiradentes, centro histórico de Ouro Preto (MG); Em 1969 é incorporada à Universidade Federal de Ouro Preto (UFOP);

3 A BIBLIOTECA DA EMOP O acervo criado a partir da coleção particular do professor Gorceix, doações da École des Mines de Paris e da editora francesa Gauthier-Villars; A Biblioteca da EMOP teve sua coleção divida com base em critérios de seleção: assunto, atualidade, data de publicação, frequência de uso, acesso e forma; Permaneceram na antiga biblioteca as obras de valor histórico e informativo: primeiras edições de obras científicas, as obras dos viajantes naturalistas, as publicações de autoria dos professores da instituição e seus colaboradores, e os itens da coleção particular do professor Gorceix.

4 BIBLIOTECA DE OBRAS RARAS A antiga Biblioteca da EMOP foi reinaugurada em 2000, com nova denominação Biblioteca de Obras Raras da Escola de Minas (BIBORAR) e a missão de salvaguarda da coleção bibliográfica inicial da EM; Atualmente, a BIBORAR é uma unidade do Sistema de Bibliotecas e Informação (SISBIN), que integra o circuito de visitação do Museu de Ciência e Técnica (MCT); A BIBORAR reúne cerca de volumes de publicações técnico- científicas nas áreas de ciências puras, naturais e aplicadas, editadas no Brasil e no exterior, entre os séculos XVII ao XX, com predominância de obras em língua francesa.

5 REORGANIZAÇÃO DO ACERVO O acervo foi reorganizado com base nos critérios de raridade propostos pelo Plano Nacional de Recuperação de Obras Raras (PLANOR) e a consulta a fontes de referência sobre livros raros, com foco no tratamento e na divulgação de obras editadas até 1900; As obras foram dispostas em coleções temáticas: Coleções de Obras Raras, Brasiliana, Memória da Escola de Minas, Coleção Gorceix; Obras de Referência; Periódicos e Acervo Antigo;

6 CRITÉRIOS DE RARIDADE edições com tiragem reduzida, clandestina e não-oficiais; primeiras impressões (incunábulos), quando a imprensa é inaugurada por Gutenberg, entre os séculos 15 e 16; impressões dos séculos 17 e 18, até 1720; incunábulos brasileiros (impressos na imprensa Régia); edições especiais de luxo para bibliófilos, que são os colecionadores de livros; obras esgotadas, livros que já não são mais impressos; exemplares de coleções especiais; livros com anotações manuscritas significativas, dedicatórias ou assinaturas de personagens importantes; livros que pertenceram à coleção particular do prof. Gorceix; livros que trazem novas abordagens sobre pesquisas nas áreas das ciências e da história.

7 ACERVO ANTIGO Os critérios de raridade e as práticas da BIBORAR não estão formalizados em uma política de desenvolvimento de acervo; É necessário elaborar critérios aplicáveis as obras editadas após 1900 que compõe o Acervo Antigo, armazenadas no mezanino da BIBORAR e no depósito de duplicatas do Laboratório de Conservação Preventiva.

8 REVISÃO BIBLIOGRÁFICA A adoção de critérios de raridade é, indiretamente, uma prática de formação e desenvolvimento de acervos; Há poucos estudos sobre os livros caminhando para raro, como os livros impressos no século XX, e a implantação de políticas de desenvolvimento específicas em acervos raros; A avaliação de coleções geralmente utiliza critérios de seleção: atualidade do conteúdo, data de publicação e frequência de uso; As bibliotecas universitárias podem receber novas atribuições: a salvaguarda e a preservação de acervos históricos públicos e privados; É necessário estabelecer missão, objetivos e metas em consonância com a instituição mantenedora (WEITZEL, 2000);

9 REVISÃO BIBLIOGRÁFICA A política de desenvolvimento de acervos raros deve destacar comprometimento institucional, singularidade do acervo, importância científica e cultural, valor permanente das coleções (Pinheiro, 2009); Vergueiro (2010) esclarece que cada profissional deverá desenvolver os critérios mais apropriados para a coleção pela qual é responsável. Pinheiro (1989) ressalta que a melhor das metodologias é aquela desenvolvida pela mesma instituição que guarda o acervo, por seus responsáveis, especialistas e usuários; Rodrigues (2006) lembra que poderá haver ainda a elaboração de novos critérios ou mesmo a adaptação dos já citados, a fim de justificar a raridade bibliográfica.

10 INVENTÁRIO DO ACERVO ANTIGO Identificação do Acervo Antigo entre 2010 a 2012; Busca por fontes de informação e documentos sobre procedimentos adotados para fixação de critérios de raridade na BIBORAR; Inventário indicativo para apontar os itens existentes na coleção, que não constam no catálogo online ou que não estão arranjados por um contexto específico, como assunto; Itens higienizados e reorganizados na prateleira na posição vertical; Prateleiras numeradas de 001 a infinito; Uso de planilhas do Excel para entrada de dados: autor, título, local, editor, data, número de páginas, existência de exemplares já catalogados e observações;

11 INVENTÁRIO DO ACERVO ANTIGO

12 Planilhas reordenadas por área do conhecimento em ordem alfabética de autor, título e local; Inventário dos livros de registro do acervo da antiga biblioteca da EMOP, pela equipe do Arquivo Permanente da Escola de Minas; Sensibilização dos dirigentes da EM para necessidade de avaliação do acervo e revisão dos critérios de raridade; Instalação da Comissão de Bibliotecas da EM; Consulta à bibliografias e sites de instituições externas que já possuem políticas de desenvolvimento e critérios de raridade formalizados.

13 RESULTADOS PARCIAIS Aproximadamente volumes identificados em 18 meses; Localização de partes de publicações já catalogadas; Análise das condições físicas item a item; Presença de duplicatas; Identificação de itens presentes na BIBORAR que completam as coleções das demais bibliotecas da Escola de Minas e da UFOP; Troca de informações com pesquisadores e ex-alunos da EM; Proposta de critérios de raridade para o Acervo Antigo baseados na observação da coleção, levantamento dos temas solicitados por pesquisadores e correlação com demais acervos da Escola de Minas.

14 NOVOS CRITÉRIOS PROPOSTOS Obras inéditas ou raras sobre a vida, os costumes, a história, a economia e a urbanização de Ouro Preto e seus distritos; Edições do Centenário da Independência do Brasil: conjunto de obras de referência editadas entre os anos 20 e 30 do século XX sobre as instituições, os estados e os territórios brasileiros; Obras sobre o desenvolvimento do setor ferroviário brasileiro: legislação correlata, ferrovias, relatórios de gestão de ramais ferroviários e etc.; Obras de ex-alunos e ex-professores da EMOP, com reconhecida contribuição às suas áreas de atuação; Obras sobre a industrialização no Brasil;

15 NOVOS CRITÉRIOS PROPOSTOS Obras relevantes sobre a história da Escola de Minas de Ouro Preto; Obras sobre a história da mineração no Brasil, com destaque para o Estado de Minas Gerais, como pesquisas sobre o Quadrilátero Ferrífero, a administração de minas, etc.; Obras relevantes para o desenvolvimento de disciplinas correlatas à Engenharia: Botânica, Química, Física, Astronomia, Arquitetura e Matemática; Catálogos de máquinas e equipamentos científicos, principalmente aqueles modelos que compõem o acervo do MCT; Catálogos impressos de coleções bibliográficas de instituições externas.

16 CONCLUSÃO As bibliotecas são recriadas para dar origens a novos acervos e receber novas atribuições; As fontes de informação passam de bibliografias básicas para ensino, a obra de consulta local ou verdadeiros testemunhos de uma época; Características das obras editadas no século XX: editadas em larga escala, impressas em papel de celulose, para baratear os custos de produção, de modo a reduzir o valor de venda e atingir uma gama maior de leitores; Atualmente são consideradas obras antigas em sebos e bibliotecas; Os critérios de raridade para o século XX, devem levar em conta aspectos relacionados à materialidade do livro, bem como os aspectos intrínsecos como valor histórico, informativo ou de memória.

17 OBSTÁCULOS Constante especialização da ciência; Falta de fontes de referência específicas sobre Engenharia e áreas afins; Escassez de estudos de cronologia histórica pós-1900; Pré-julgamento sobre seleção de obras; Necessidade de triagem de itens do acervo; Ausência de políticas de desenvolvimento de acervos nas instituições; Demora na conscientização dos dirigentes das instituições sobre a importância de estabelecer normas e procedimentos de formação e desenvolvimento de acervos; Unicidade de obras raras é relativa.

18 OBSTÁCULOS Necessidade de instruir bibliotecários sobre as diferenças entre critérios de seleção e critérios de raridade; coleção bibliográfica circulante e coleção de obras raras; e as responsabilidades do profissional gestor de coleções e gestor de acervos raros; A fragilidade do suporte das obras editadas no século XX que exige imediatismo na tomada de decisões e a possibilidade de reformatação de mídia; Emergência na elaboração de critérios para obras do século XX, de modo a preparar os gestores de acervos raros para análise das obras que estão sendo produzidas no século XXI;

19 CONSIDERAÇÕES Os critérios de raridade não são estáveis, mas dependem do contexto informacional de uma época; Em intervalos de tempo cada vez menores estes critérios serão adaptados de modo a acompanhar as inovações de tecnologia de transmissão de dados; Os critérios de raridade para obras editadas no século XXI permearão questões como mapeamento das primeiras edições eletrônicas e digitais, a opção entre formatos para guarda (impresso ou digital), a conservação de hardwares e softwares para leitura, a migração de mídia, a qualidade de imagem, os repositórios digitais por área do conhecimento, a decisão pelo acesso livre ou restrito, a extensão do valor de obra rara ao arquivo digitalizado de uma obra impressa, etc.

20 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS RODRIGUES, Márcia Carvalho. Como definir e identificar obras raras? Critérios adotados pela Biblioteca Central da Universidade de Caxias do Sul. Ciência da Informação, Brasília, v. 35, n. 1, p , jan./abr Disponível em:. Acesso em: 27 jun PINHEIRO, Ana Virgínia. Livro raro: formação e gestão de coleções bibliográfica especiais p. Apostila. PINHEIRO, Ana Virgínia Teixeira da Paz. O que é livro raro?: uma metodologia para o estabelecimento de critérios de raridade bibliográfica. Rio de Janeiro: Presença Edições, p. UFOP investe na conservação de suas obras raras: Biblioteca de Obras Raras restaura livros significativos para a história da ciência. Jornal da UFOP, Ouro Preto, n. 164, p. 5, jun./jul VERGUEIRO, W. Seleção de materiais de informação. 3. ed. Brasília: Briquet de Lemos Livros, p. WALTER, Maria Tereza Machado Teles; EIRÃO, Tiago Gomes; REIS, Luciana Araújo. Regulamentos, orçamentos, etcétera: miniguia. Brasília: Briquet de Lemos Livros, p. (Prazer de fazer, 2). WEITZEL, Simone da Rocha. Elaboração de uma política de desenvolvimento de coleções em bibliotecas universitárias. Rio de Janeiro: Interciência, p.

21 AGRADECIMENTOS À equipe da BIBORAR entre 2010 a 2012: Júlio César Neves (Auxiliar de Biblioteca) Jorge Aparecida Anely (Prático em conservação) Fernanda Ramos Rosa (Jovem de Ouro) Paloma Orminda Fernandes (Jovem de Ouro) Larissa Layenne Matos (Jovem de Ouro)

22 CONTATOS Biblioteca de Obras Raras da Escola de Minas – Universidade Federal de Ouro Preto Praça Tiradentes, 20 – Centro - Ouro Preto – MG – Brasil – CEP:


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