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OFICINA – PRÁTICAS DA DOCÊNCIA II – Instrumentos Pedagógicos (PPC, Plano de Disciplina, Diretrizes Curriculares). Profa. Ms. Renata Marcílio Cândido.

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1 OFICINA – PRÁTICAS DA DOCÊNCIA II – Instrumentos Pedagógicos (PPC, Plano de Disciplina, Diretrizes Curriculares). Profa. Ms. Renata Marcílio Cândido

2 O ato de planejar faz parte da história do ser humano, indica o desejo de transformar sonhos em realidade objetiva e é uma preocupação marcante de toda pessoa. Em nosso dia-a-dia, sempre estamos enfrentando situações que necessitam de planejamento, mas nem sempre as nossas atividades diárias são delineadas em etapas concretas da ação, uma vez que já pertencem ao contexto de nossa rotina. Entretanto, para a realização de atividades que não estão inseridas em nosso cotidiano, usamos os processos racionais para alcançar o que desejamos.

3 As idéias que envolvem o planejamento são amplamente discutidas nos dias atuais, mas um dos complicadores para o exercício da prática de planejar parece ser a compreensão de conceitos e o uso adequado dos mesmos. Assim sendo, o objetivo desta oficina é procurar explicitar o significado básico de termos, tais como planejamento, plano, programa, projeto, plano de aula, projeto pedagógico, plano disciplinar e outros instrumentos pedagógicos.

4 PLANEJAMENTO é: 1. Planejamento é processo de busca de equilíbrio entre meios e fins, entre recursos e objetivos, visando ao melhor funcionamento de empresas, instituições, setores de trabalho, organizações grupais e outras atividades humanas.

5 2. O ato de planejar é sempre processo de: reflexão, tomada de decisão sobre a ação; processo de previsão de necessidades e racionalização de emprego de meios (materiais) e recursos (humanos) disponíveis, Tudo isso visando à concretização de objetivos, em prazos determinados e etapas definidas, a partir dos resultados das avaliações entre o que temos e o que queremos (PADILHA, 2001, p. 30).

6 3. Planejar é uma atividade que está dentro da educação, visto que esta tem como características básicas:  evitar a improvisação,  prever o futuro,  estabelecer caminhos que possam nortear mais apropriadamente a execução da ação educativa, prever o acompanhamento e a avaliação da própria ação.

7 Na área educacional, temos diferentes níveis de planejamento: 1. Planejamento educacional; nível mais amplo; é o processo que objetiva definir os fins últimos da educação e os meios para alcançá-los, é o planejamento feito, por exemplo, pelo MEC, pelo CNE, pelas SEEs e SMEs. – Refere-se diretamente à ação governamental e vincula o sistema educacional ao desenvolvimento socioeconômico do país, Estado ou Município. – Planejamento a médio e longo prazo.

8 2 ) Planejamento institucional ; Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (Lei no 9394/96) indica em seu inciso I do art. 12: “Os estabelecimentos de ensino, respeitadas as normas comuns e as do seu sistema de ensino, têm a incumbência de elaborar e executar sua proposta pedagógica”;

9 Nas Instituições de Ensino Superior este documento, denominado Projeto Pedagógico Institucional (PPI) apresenta alguns itens como: a missão da instituição, seus objetivos gerais, metas, dados referentes à sua organização acadêmica e administrativa, planejamento e organização didático-pedagógica, currículo, oferta de cursos e programas, infra-estrutura acadêmica e projetos de acompanhamento e avaliação do desempenho institucional.

10 Além do Projeto Pedagógico Institucional, temos para cada curso o PPC (Projeto Pedagógico do Curso (PPC) de graduação, que: expressa os principais parâmetros para a ação educativa, fundamentando, juntamente com o Projeto Pedagógico Institucional (PPI), a gestão acadêmica, pedagógica e administrativa de cada curso; deve estar em permanente construção, sendo elaborado, reelaborado, implementado e avaliado.

11 Quem elabora o PPC? As construções do PPI e o PPC são processos de planejamento participativo, trabalho conjunto de equipe, com representantes da administração, corpos docente e discente, ex-alunos, funcionários e comunidade. A participação na construção do PPC não pode ser imposta. Porém a responsabilidade da participação dos docentes na construção do Projeto Pedagógico de seu Curso é implícita. A construção do PPC é um trabalho conjunto, não podendo ser realizada por um ou poucos docentes. O PPC é um documento fundamental para construção dos planos de ensino, assim os docentes devem perceber a importância de sua participação na construção do PPC, pois é um documento que irá nortear na IES todas as suas funções e atividades no exercício da docência (RANALI & LOMBARDO, 2006).

12 O PPC é um documento de orientação acadêmica onde constam, dentre outros elementos:  conhecimentos e saberes considerados necessários à formação das competências estabelecidas a partir do perfil do egresso - que tipo de profissional pretendemos formar;  estrutura e conteúdo curricular – quais disciplinas o curso oferecerá?; como elas se organizarão?;  ementário – resumo das ementas;  bibliografias básica e complementar – textos, artigos, livros a serem utilizados;  estratégias de ensino – como acontecerá a ação educativa?;

13  docentes – professores do curso e titulação;  recursos materiais necessários ao ensino,  serviços administrativos oferecidos para o curso,  serviços de laboratórios e  infra-estrutura de apoio ao pleno funcionamento do curso.

14 IMPORTÂNCIA DO PPC A importância do PPC reside no próprio reconhecimento ou renovação do curso. O instrumento de avaliação dos cursos de graduação do MEC esclarece que a articulação entre o PPI (Projeto Pedagógico Institucional), PDI (Plano de Desenvolvimento Institucional), PPC (Projeto Pedagógico de Curso) e o Currículo, este último como elemento constitutivo do PPC, será avaliada respeitando-se as características da organização acadêmica das IES e da região onde se localizam, conforme dita a legislação em vigor.

15 A avaliação dos cursos de graduação, um dos componentes principais do Sistema Nacional de Avaliação da Educação Superior (SINAES), é um procedimento utilizado pelo Ministério da Educação (MEC) para o reconhecimento ou renovação de reconhecimento dos cursos de graduação, representando uma medida necessária para a emissão de diplomas.

16 Outra importância do PPC, esta na possibilidade de construção dos diversos planos de ensinos adequados e atualizados, documentos finais aplicados aos acadêmicos com atenção ao perfil do profissional que se quer formar no País e na região. Planos de ensinos que permitam o processo de construção do saber a partir da reflexão sobre os fundamentos do conhecimento; mediada pela permanente interação com a realidade pela diversidade de experiências vivenciadas pelos alunos.

17 A S D IRETRIZES C URRICULARES O currículo tem como significado um caminho a ser percorrido. Currículo é uma proposta educacional feita por uma instituição que se responsabiliza por sua fundamentação, implementação e avaliação. As Instituições de Ensino Superior (IES) obedecem a Lei n.º 9.394, de 20 de dezembro de 1996, definida pelo órgão maior nos assuntos de ensino em território nacional o Ministério da Educação (MEC) que regulamenta os princípios e objetivos do ensino superior através das Diretrizes Curriculares Nacionais (DCNs). Lei n.º 9.394MEC

18 O currículo é um elemento constitutivo do PPC que deve estar em consonância com o perfil do egresso, tendo como orientação básica as Diretrizes Curriculares Nacionais (DCNs), cujo aperfeiçoamento implica a consideração dos resultados dos processos da avaliação.

19 Para garantir a permanente atualização do PPC, provocando e estimulando o fazer pedagógico científico, responder às necessidades regionais e nacionais, hoje a estrutura curricular deve ser construída a partir da base mínima, indispensável para a formação profissional. Os processos de diversificação e flexibilização curricular possuem autonomia universitária, mas devem encontrar seus limites tanto nos projetos pedagógicos quanto nos mecanismos de avaliação institucional.

20 O PPC e sua grade curricular devem seguir as orientações das diretrizes curriculares nacionais (DCNs). As DCNs estabelecem os conteúdos essenciais para todos os cursos de graduação.DCNs As DCNs orientam o perfil do formando egresso, as competências e habilidades gerais e específicas, os conteúdos curriculares, os estágios e atividades complementares, a organização do curso que deve ter um Projeto Pedagógico construído coletivamente, centrado no aluno como sujeito da aprendizagem e apoiado no professor como facilitador do processo ensino-aprendizagem.DCNs

21 P LANOS DE DISCIPLINA Plano é um documento utilizado para o registro de decisões do tipo: – o que se pensa fazer, – como fazer, – quando fazer, – com que fazer, – com quem fazer. Para existir plano é necessária a discussão sobre fins e objetivos, culminando com a definição dos mesmos, pois somente desse modo é que se pode responder as questões indicadas acima.

22 Plano tem a conotação de produto do planejamento. Plano é um guia e tem a função de orientar a prática, partindo da própria prática e, portanto, não pode ser um documento rígido e absoluto.

23 Plano de disciplina – organização: 1) Disciplina Código e nome da disciplina 2) Curso Curso ao qual está associada a disciplina (Graduação em...) 3) Professor Responsável Nome(s) do(s) professor(es) responsável(eis) e, opcionalmente, o contato (sala, e-mail, etc) 4) Semestre do curso no qual a disciplina será oferecida; 5) Pré-Requisitos para a assistência das aulas Disciplinas cursadas anteriormente, formação prévia; saberes prévios dos alunos;

24 6) Ementa  Apresentação geral da disciplina sob a organização de temas que serão estudados; não se usa verbos, somente substantivos na escrita da ementa; Exemplo: PLANO DE ENSINO DE DISCIPLINA : CONSTRUÇÃO DE EDIFÍCIOS CURSO: Engenharia Civil “Terreno: Escolha, Aquisição, Documentação. Programa, Fisiograma, Projeto Completo. Canteiro de Obras. Locação, Fundações Superficiais e Profundas. Concreto Armado. Alvenarias. Estruturas de Madeira. Telhados. Impermeabilização. Escoamento de Águas Pluviais. Revestimentos. Pavimentação. Execução das Instalações: Elétrica, Hidráulica e Sanitária. Esquadrias. Pintura. Especificações, Orçamento, Cronograma. Noções de Planejamento e Controle de Edificações. Contratos para Construção”.

25 7) Justificativa  Neste item o professor deve apresentar os argumentos que justificam a presença da disciplina no curso (por que ela é importante?) e a sua relevância para a formação do profissional. Exemplo: Disciplina Estrutura e Funcionamento da Educação Básica “ A disciplina apresenta as principais normas legais que organizam a educação no Brasil: Constituição Federal, Estatuto da Criança e do Adolescente, Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional, Plano Nacional da Educação, Plano de Desenvolvimento da Educação. Apresenta os programas complementares de financiamento educacional e as estruturas dos Conselhos de Educação nos três níveis. Permite uma reflexão crítica da realidade educacional atual com vistas a um preparo mais adequado para os desafios que os alunos deverão enfrentar nas diferentes realidades que irão se inserir”.

26 7) Objetivos da Disciplina  Os objetivos da disciplina - o que eu quero que o meu aluno aprenda com a disciplina; Exemplo: Disciplina de Teorias e Práticas - Licenciaturas “Proporcionar ao aluno a compreensão do processo de profissionalização do professor pelo embasamento teórico-prático. Refletir sobre importância do estágio como espaço de aprendizagem da profissão na formação inicial”. Usa-se sempre os verbos no infinitivo para a escrita dos objetivos.

27 8)Estratégias metodológicas Métodos Exposição dialogada, preleções, leitura e comentário de textos, revisões. Atividades Mini-seminários, mini-plenários, verificação de aprendizagem, dissertação temática semestral, provas etc.

28 9) Programa  Explicitar os tópicos que serão abordados na disciplina, observando o conteúdo da ementa cadastrada da disciplina, preferencialmente numerando ou dividindo em capítulos para que possa ser referenciado explicitamente no calendário (cronograma) de atividades.  Conteúdos a serem trabalhados do curso em itens.

29 Exemplo: Programa da Disciplina “1 Terreno: Escolha, Aquisição, Documentação 1.1. Introdução: definições; 1.2. Fases da construção; 1.3. Terreno: escolha e aquisição. 2. Programa, Fisiograma, Projeto Completo 2.1. Introdução; 2.2. Estudos preliminares; 2.3. Anteprojeto; 2.4. Projeto completo: partes gráfica e escrita”

30 10) Recursos  Audiovisuais (Retro projetor; Transparências; Projetor de DVD; Toca CD). Quadro imantado branco e pincel atômico. Matéria e Artigos de Jornais, revistas e publicações atualizados. Textos selecionados. Sala de Aula Virtual.  Tudo o que é necessário para a aula.

31 11) Critérios de Avaliação  Como você irá avaliar o aluno de acordo com os objetivos que você propôs?  Explicitar todos os instrumentos de avaliação que serão utilizados (ex: 02 provas, 01 projeto, 01 Seminário, 03 relatórios), o peso de cada instrumento na composição final da nota ou menção a ser atribuída e os critérios de aprovação. 12) Bibliografia Recomendada  Textos obrigatórios e complementares a serem trabalhados no curso pelo professor e alunos.

32 SUGESTÃO DE ATIVIDADE Preparar um Plano de Disciplina a sua escolha para ser apresentado para a sala. O Plano deve conter os seguintes itens: 1) Ementa; 2) Justificativa; 3) Objetivos; 4)Estratégias metodológicas; 5) Programa; 6) Recursos e 7) Avaliação.


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