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Este trabalho se propõe refletir sobre a relação entre a prática pedagógica na EJA e as diretrizes curriculares do município de Vitória, tomando como foco.

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1 Este trabalho se propõe refletir sobre a relação entre a prática pedagógica na EJA e as diretrizes curriculares do município de Vitória, tomando como foco o trabalho de uma professora. Analisando a tríade professor-conhecimento-aluno, a partir da abordagem histórico-cultural de Vigotski, Bakhtin, entre outros, concluímos que ensinar não é transferir conhecimentos. Nesse sentido, o conteúdo, a finalidade e, o modo como se ensina são influenciados pela compreensão de quais conhecimentos e experiências têm significado para a vida dos sujeitos inseridos no processo de ensino e aprendizagem, entendemos, em fim, que trabalhar com textos é a abordagem teórico-metodológica que tem dado melhor resultado na EJA, por se basear nas necessidades reais dos alunos. Todavia, nem sempre o educando é protagonista do processo. Portanto, há urgência de se investir na formação dos profissionais que atuam com esse publico afim de potencializar habilidades para se construírem conhecimentos que tenham significados reais para os jovens e adultos. Iniciamos nossos estudos, observando o que era proposto aos alunos na sala de aula em termos de conhecimentos, a relação entre a práxis e a proposta dos documentos que orientam a prática pedagógica apresentados pela Seme, e as abstrações provenientes dos Encontros de Formações onde pude atuar como mediadora. Para investigar a gestão em sala de aula referente à prática pedagógica e as propostas de ensino do Município de Vitória, optamos por realizar uma Pesquisa Descritiva Empírica. Segundo Almeida (1996, p. 104), Em tal pesquisa, dados são registrados e analisados, sem interferência do pesquisador. Procura-se descobrir a freqüência com que um fato ocorre, sua natureza, características, causas, relações com outros fatos. Assim, para coletar tais dados, utilizam-se técnicas específicas, dentre as quais destacam-se a entrevista, o formulário, o questionário, o teste e observação. Como procedimento para realizá-la, adotamos a pesquisa de campo, que segundo Lakatos e Marconi (1996, p. 75): É a pesquisa em que se observa e coletam-se os dados diretamente no próprio local em que se deu o fato em estudo, caracterizando-se pelo contato direto com o mesmo, sem interferência do pesquisador, pois os dados são observados e coletados tal como ocorrem espontaneamente. Nesse sentido, a observação in loco será em uma turma do 1º segmento de Eja/noturno de uma escola pública do Município de Vitória, onde se deu a análise de documentos, entrevistas com a professora, pedagoga e uma aluna, bem como o olhar sobre a prática da professora em sala de aula. Ao sistematizar os conhecimentos da área da matemática, folhas xerocadas entrega aos alunos para ensiná-los a realizar operações de adição, subtração, conceitos matemáticos de números sucessores e antecessores, sequências numéricas. Percebemos que, embora a professora se preocupe em sistematizar os conhecimentos propostos na área de matemática, nota-se que o ensino da leitura e da escrita no processo de alfabetização, tal como é concebido pelos documentos oficiais do Sistema Municipal de Educação de Vitória [...] uma prática sócio cultural em que se desenvolve a formação da consciência crítica, as capacidades de produção de textos orais e escritos... (Diretrizes Curriculares do Ensino Fundamental, 2004), está aquém, uma vez que não se destaca na referida prática docente, o papel da interação verbal no processo de formação da consciência humana, conforme preconizam os teóricos que se inserem na abordagem sócio-histórico- cultural apontados nesse trabalho. Ou seja, as atividades escolhidas pela professora, não problematizam, muito menos instigam a criticidade dos alunos pelo fato de não estarem contextualizados com um projeto, onde os alunos tenham vez e voz, participação efetiva nos planejamentos, ações, avaliações. Portanto, não há um real sentido e significado, nem uma articulação com as diversas áreas do saber. Como prática estritamente humana, jamais pude entender a educação como uma experiência fria, sem alma, em que os sentimentos e as emoções, os desejos, os sonhos, devessem ser reprimidos por uma espécie de ditadura racionalista. Nem tão pouco jamais compreendi a prática educativa Como uma experiência que faltasse o rigor em que se gera a necessária disciplina intelectual. Paulo Freire A fala de uma aluna muito nos tocou Tenho um sonho de saber tudo: ler, escrever... tudo que é fundamental. Sonho em um dia escrever uma carta sem faltar nada, nem uma vírgula. Quero me comunicar com minha família que mora na Bahia. Mesmo com todas as dificuldades enfrentadas cotidianamente, os alunos conseguem visualizar a escola com o olhar de esperança para concretizarem seus sonhos. Portanto, mais do que nunca, ler e escrever com criticidade constitui uma demanda social que necessita ser ressignificada pela escola. Nota-se que, apenas a disposição, a boa relação e a intenção da professora com os alunos em repassar os conhecimentos que julga serem necessários, não têm proporcionado um ensino e uma aprendizagem significativa para que os alunos tornem-se indivíduos críticos e autônomos. A leitura e a escrita ainda tem ocupado um lugar estritamente funcional na vida dos alunos, confirmando os dados estatísticos que os colocam no lugar de alfabetizados funcionais, embora eles tenham a clareza do significado e importância que esses conhecimentos (leitura e escrita) têm em sua vida profissional. A consequência disso é o aluno não conseguir aprender de modo geral, e acabar abandonando o curso, uma vez que os conteúdos específicos para o aprendizado da língua não são bem trabalhados desde o início. Diante disso, emerge, então, a necessidade de luta e compromisso político para que a educação de qualidade, a que tanto almejamos, se concretize. Isso, certamente fará com que o sonho da aluna, aqui representando os sonhos de tantos outros alunos dispersos pelo nosso país, possa se concretizar. Em contrapartida, esperamos contar com um número cada vez mais significativo de professores críticos-reflexivos de sua prática, procurando fazer sua parte, desenvolvendo um trabalho em parceria focado nos seus alunos, promovendo-lhes e resgatando a história de vida que pulsa fora dos bancos escolares, para então construir, dentro e fora da salas de aulas, conhecimentos com sentido e significado reais para os educandos. A Deus pela força e motivação que nos deu no empreendimento deste estudo; a família pela compreensão dos momentos ausentes; a todos os (as) professores (as) e em especial ao professor orientador e tutora desta disciplina TCC, pela exigência, parceria, dedicação e crença no nosso potencial; aos colegas da turma pelos momentos compartilhados; a escola, especialmente, a professora e alunos, por abrirem as portas e permitirem a realização deste estudo sem os quais a realização deste trabalho seria ainda mais difícil. Sem eles seria inviável nossa caminhada e chegada. Obrigada à todos. BAKHTIN, Mikhail. Marxismo e filosofia da linguagem. 6. ed. São Paulo: HUCITEC, FERREIRA, Maria José de Resende. Refletindo e organizando o trabalho pedagógico na EJA e no proeja. FREIRE, Paulo. Pedagogia da Autonomia: saberes necessários à prática educativa. 7. ed. São Paulo: Paz e Terra, _________________. Professora sim, tia não. Cartas a quem ousa ensinar. São Paulo:Ed. Olho DÁgua, 10ª ed. São Paulo: Paz e Terra, VIGOTSKI, Lev S. A formação social da mente. 2ª ed.São Paulo: Martins e Fontes,1988. SUEIRO, Aídce siqueira; et. Al. A educação de jovens e Adultos no ensino noturno. In: REIS, Jandira Gualberto; et. Al. Diretrizes curriculares pra o ensino fundamental. PMV-SEME: Vitória(ES), p A AÇÃO PEDAGÓGICA E AS PROPOSTAS DE ENSINO EM VITÓRIA: UM OLHAR SOBRE A PRÁTICA NA SALA DE AULA


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