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José Salomão Schwartzman. Bases Neurais do Riso José Salomão Schwartzman Professor Titular do Curso de Pós-graduação em Distúrbios do Desenvolvimento.

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1 José Salomão Schwartzman

2 Bases Neurais do Riso José Salomão Schwartzman Professor Titular do Curso de Pós-graduação em Distúrbios do Desenvolvimento da Universidade Presbiteriana Mackenzie José Salomão Schwartzman

3 Gelotologia estudo do riso José Salomão Schwartzman

4 O riso adultos riem, em média, 20 vezes por dia crianças riem até 10 vezes mais do que adultos bebês apresentam sorriso como resposta na quinta semana pós-natal risada surge por volta do quarto mês de vida José Salomão Schwartzman

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6 algumas horas de vida José Salomão Schwartzman

7 38 dias José Salomão Schwartzman

8 45 dias José Salomão Schwartzman

9 2 meses e meio José Salomão Schwartzman

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14 A risada sons vocálicos com a duração de 1/16 segundos repetindo-se a cada 1/5 de segundo o diafragma se contrai, o coração acelera os batimentos, a pressão arterial se eleva e as pupilas dilatam o ar sai dos pulmões a mais de 100 km/h José Salomão Schwartzman

15 O riso o riso normal pode ser associado ao humor e pode ser causado por outros elementos tais como cócegas, pistas sociais e gás hilariante em algumas situações, o riso pode ser dissociado do humor José Salomão Schwartzman

16 O riso quando rimos há contração simultânea dos músculos zigomático maior e orbicular dos olhos outros músculos faciais, respiratórios e da laringe são ativados também José Salomão Schwartzman

17 zigomático maior orbicular dos olhos José Salomão Schwartzman

18 contração do músculo zigomático maior contração do músculo orbicular dos olhos José Salomão Schwartzman

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22 Provine, 1996 José Salomão Schwartzman

23 O riso se alguém ouvir sua risada possivelmente começará a rir também mecanismo neurobiológico para a detecção e replicação do riso segundo Provine, 1996 gerador do riso detector auditivo gerador do riso José Salomão Schwartzman

24 Riso: inato ou adquirido? as crianças riem porque as pessoas riem para ela? estudo de Leuba (1940): – fazia cócegas em seus 2 filhos usando uma máscara que ocultava sua expressão facial – as cócegas faziam com que as crianças explodissem em gargalhadas José Salomão Schwartzman

25 Riso: inato ou adquirido? crianças nascidas cegas ou surdas começam a rir por volta dos 3 meses o padrão sonoro é diferente das crianças normais José Salomão Schwartzman

26 Riso segundo Köstler: é um reflexo de luxo que não teria nenhuma utilidade biológica Darwin (1872) especulou que as bases evolucionárias do riso seria sua função de expressar felicidade no contexto social e isto propiciaria uma vantagem de sobrevivência do grupo José Salomão Schwartzman

27 Riso: teorias teoria da superioridade – a risada seria a expressão dos sentimentos de superioridade de uma pessoa com relação a outras teoria da incongruência – a risada seria uma reação intelectual a algo inesperado, ilógico ou inapropriado José Salomão Schwartzman

28 Riso: teorias teoria do alívio: – a risada seria um alívio de energia nervosa teoria de Morreall (1983): – risada seria resultante de uma mudança psicológica agradável José Salomão Schwartzman

29 Dissociação do riso, sorriso e emoção podem ocorrer paresias das expressões faciais voluntárias com persistência das expressões associadas a emoções esta condição tem sido denominada de síndrome de Foix-Chavany-Marie, síndrome opercular anterior e paresia facial volitiva situação inversa pode ocorrer na chamada paresia facial emocional José Salomão Schwartzman

30 Dissociação do riso, sorriso e emoção lesões associadas com a paresia facial volitiva têm sido observadas: – na região opercular bilateralmente podem ser de origem congênita decorrer de acidente vascular cerebral ou tumores – enfartos da região da artéria cerebral média – enfartos na coroa radiada – lesões da cápsula interna – lesões da ponte – lesões ocupando espaço na substância branca fronto-parietal – esclerose múltipla José Salomão Schwartzman

31 Dissociação do riso, sorriso e emoção exemplos clássicos da paresia emocional são observados em pacientes com a doença de Parkinson, nos quais, a despeito de sensações emocionais subjetivas preservadas, não observamos as características expressões faciais normalmente presentes nestes pacientes, os mesmos movimentos faciais podem ser produzidos voluntariamente autópsias de pacientes exibindo paresia emocional têm revelado lesões na porção reticular da ponte, tálamo ou estruturas do corpo estriado José Salomão Schwartzman

32 tálamo substância negra cerebelo striatum núcleo caudado putamen José Salomão Schwartzman

33 Riso patológico pode ser classificado do ponto de vista neuropatológico em: – doença do neurônio motor, paralisia vascular pseudo- bulbar e desordens motoras extrapiramidais – fou rire prodromique – fazendo parte de crises epilépticas José Salomão Schwartzman

34 Riso patológico pode ser classificado do ponto de vista neuropatológico em: – doença do neurônio motor, paralisia vascular pseudobulbar e desordens motoras extrapiramidais – fou rire prodromique – fazendo parte de crises epilépticas José Salomão Schwartzman

35 Riso patológico: de acordo com a localização das lesões mesencéfalo, ponte, tronco encefálico e cerebelo regiões do corpo estriado e cápsula interna lesões frontais – grupo misto: paralisia pseudobulbar hemiplegia simples e dupla tumores da cápsula interna direita região subtalâmica direita tegmento da ponte esclerose múltipla José Salomão Schwartzman

36 Riso patológico pode ser classificado do ponto de vista neuropatológico em: – doença do neurônio motor, paralisia vascular pseudobulbar e desordens motoras extrapiramidais – fou rire prodromique – fazendo parte de crises epilépticas José Salomão Schwartzman

37 Fou rire prodromique descrita em 1903 por Féré condição rara caracterizada pela ocorrência de riso inapropriado, não motivado como sintoma inicial de um quadro de isquemia cerebral o riso, a princípio incontrolável, pode se seguir de risadinhas ou choro em seguida surgem os sinais e sintomas mais típicos de um acidente vascular: hemiparesia, afasia etc. José Salomão Schwartzman

38 Fou rire prodromique lesões que têm sido associadas com o fou rire prodromique: – base da ponte sem comprometimento do tegmento – giro hipocampal esquerdo – tálamo esquerdo póstero-lateral e partes adjacentes da cápsula interna sem envolvimento do hipotálamo – hipotálamo – complexo amigdalóide – núcleo lenticular e caudado esquerdo José Salomão Schwartzman

39 Tronco encefálico: visão anterior ponte José Salomão Schwartzman

40 tálamo complexo amigdalóide hipocampo José Salomão Schwartzman

41 Riso patológico pode ser classificado do ponto de vista neuropatológico em: – doença do neurônio motor, paralisia vascular pseudobulbar e desordens motoras extrapiramidais – fou rire prodromique – fazendo parte de crises epilépticas José Salomão Schwartzman

42 Epilepsia gelástica riso pode ocorrer durante qualquer tipo de manifestação epiléptica; porém, o termo epilepsia gelástica deve ser reservado para aqueles casos em que o riso é o seu sintoma principal algumas vezes o riso constitui a única manifestação da crise em outras, se acompanha por alterações autonômicas, movimentos automáticos e/ou estados alterados da consciência José Salomão Schwartzman

43 Epilepsia gelástica o riso nestas crises, em geral, é mecânico e estereotipado; mas, eventualmente pode parecer natural e ser contagioso alguns paciente relatam sentimentos de alegria, enquanto outros percebem o riso como inapropriado e não acompanhados por emoções positivas José Salomão Schwartzman

44 Epilepsia gelástica segundo alguns autores, as crises epilépticas originadas no lobo temporal se acompanhariam da sensação de alegria, enquanto as originadas no hipotálamo não entretanto, foram descritos alguns casos de crises acompanhadas por sensação de alegria em pacientes com hamartomas do hipotálamo José Salomão Schwartzman

45 Epilepsia gelástica as áreas cerebrais mais freqüentemente envolvidas em casos de epilepsia gelástica são: – hipotálamo, em geral nos casos de hamartomas hipotalâmicos – os pólos frontais – os lobos temporais – pacientes com esclerose tuberosa generalizada José Salomão Schwartzman

46 hamartoma hipotalâmico José Salomão Schwartzman

47 caso anterior após cirurgia José Salomão Schwartzman

48 hamartoma hipotalâmico José Salomão Schwartzman

49 caso anterior após cirurgia José Salomão Schwartzman

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54 Riso estudos com estimulação elétrica cerebral José Salomão Schwartzman

55 Riso e estimulação elétrica cerebral Fish et al., em 1993: – observaram sorriso em 2/75 pacientes estudados um caso estimulação da amígdala um caso estimulação do córtex frontal Gordon et al.(1996) e Arroyo et al. (1993): – riso e/ou sorriso em 2/106 pacientes riso e alegria com a estimulação do giro fusiforme e giro para- hipocampal os pacientes relataram que o significado das coisas se alterava e que tudo ficava engraçado durante a estimulação José Salomão Schwartzman

56 Riso e estimulação elétrica cerebral foram descritos pacientes com doença de Parkinson que descreveram sensação de bem estar, algumas vezes acompanhada por risos e gargalhadas durante a estimulação do núcleo sub-talâmico em um paciente com hamartoma, a estimulação do hipotálamo produziu risadas risada foi induzida com a estimulação elétrica do córtex do cíngulo e do globo pálido José Salomão Schwartzman

57 Corrente elétrica estimula a risada. Fried e Behnke, 1998 Estimulação elétrica foi realizada em 85 pontos do córtex cerebral do hemisfério esquerdo de uma paciente epiléptica com 16 anos de idade. Esta área é denominada de área motora suplementar. José Salomão Schwartzman

58 área motora suplementar córtex pré-motor córtex motor primário A área motora suplementar e o córtex pré-motor estão envolvidos no planejamento dos movimentos e executam estes planos através de suas conexões com o córtex motor primário. José Salomão Schwartzman

59 Uma pequena área medindo cerca de 2cm x 2cm localizada no giro frontal superior evocava de forma consistente risadas quando estimulada. As risadas eram acompanhadas por sensação de alegria; porém, em estimulações repetidas, as razões verbalizadas para a sensação de alegria evocada eram diferentes. A duração e intensidades das risadas eram proporcionais à intensidade da corrente utilizada. José Salomão Schwartzman

60 Estimulação de áreas próximas causavam interrupção da fala sem a ocorrência de risadas. José Salomão Schwartzman

61 Estimulação de outras áreas próximas causava interrupção de atividades manuais de fala sem a ocorrência de risadas. José Salomão Schwartzman

62 Nestes pontos a estimulação evocou movimentos complexos envolvendo o membro superior e o inferior, típicos da estimulação da área motora suplementar. José Salomão Schwartzman

63 Estimulação de áreas mais anteriores evocou sensação de formigamento no membro inferior direito. José Salomão Schwartzman

64 córtex pré-frontal neurônios motores cervicais cerebelo NX TEMP BASAL hipotálamo tálamo GB áreas motora pré-motora motora suplementar SCP Rede neural do riso (Wild et al., 2003) SCP: substância cinzenta periaqueductal TEMP BASAL: lobo temporal basal + amígdala GB: gânglios da base NX: núcleo do nervo vago José Salomão Schwartzman

65 Riso a maioria dos autores concorda em que deva existir no tronco cerebral uma via final comum para a risada esta via final integra expressões faciais, respiração e respostas autonômicas há evidências no sentido de que apenas lesões mesencefálicas dorsais causam diminuição das expressões emocionais faciais enquanto que lesões ventrais levam ao riso patológico José Salomão Schwartzman

66 Leituras recomendadas Neural correlates do laughter and humour – Barbara Wild, Frank A. Rodden, Wolfgang Grodd and Willibald Ruch – Brain (2003), 126, Taking Laughter Seriously – John Morreall 1983 – State of New York University Press Compassionate Laughter – Patty Wooten 2002 – Jest Press José Salomão Schwartzman

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